O Romance que Eu sempre Quis

30 Cap 30 - Loucuras de Mai e Mentiras de Shibuya


Notas iniciais
Como prometido...

Mai desceu do taxi e segurou Shibuya que ainda não se sentia muito bem, a corrida custou quase todo dinheiro que Mai tinha para as despesas da semana, fora que ainda estava levando um desconhecido para casa.

O Taxista ficou observando o casal incomum entrar na casa e imaginou que péssima sorte aquela garota tinha de tão nova ter que estar buscando um marido bêbado por ai, mesmo assim deu partida no carro e foi embora sem perceber o corte na testa de Shibuya.

Mai acendeu a luz e fez Shibuya se sentar mas como ele parecia que ia cair ela se apressou em buscar um futon para que ele descansasse um pouco, ela o fez despir o sobretudo negro que ele vestia, e o deitou, ele parecia só precisar de uma cama por que no meio tempo em que ela o deitou e foi buscar água para limpar seus ferimentos ele já dormia.

- Ei.. acorde! Ela o balançou sem resposta. Você não deveria dormir com um corte desses na cabeça! Era inútil falar, ele estava totalmente apagado. Não fosse as reações e expressões faciais que ele tinha ao limpar o corte na testa ela teria ficado muito preocupada.

- esse corte está muito feio, levaria uns sete pontos se você fosse a um hospital.Mai Desinfetou os arranhões nas mãos dele, e ficou observando o sono de Shibuya a muito tempo não via um rapaz tão bonito, ela se encostou a pequena mesa onde pôs os remédios e depois de alguns minutos olhando pra ele, adormeceu.

Logo cedo pela manha Shibuya abriu os olhos, o local onde estava era estranho e sua mente estava em branco, na verdade ele tinha uma terrivel dor de cabeça, pensando nisso pos a mão na testa e percebeu um curativo, sentou-se lentamentamente nunca tinha bebido mas com certeza a ressaca deveria ser dessa forma já que foi difícil para ele sentar. Percebeu uma garota dormindo desconfortavelmente sobre a mesa.

- Quem é você? Ele sussurou se aproximando lentamente do rosto de Mai tentando reconhece-la mas foi inútil.

- Onde estou? Ele observou atentamente a casa onde ele estava era pequena, precisava de cuidados, aparentava ser velha, mas era limpa e organizada, na sala onde estavam tinha apenas uma kokatsu um aparador com um espelho, uma área de no máximo 8 tatames, se aproximou da janela percebeu que o bairro não era muito longe do centro comercial, avistou a cozinha minúscula, mas também limpa.

- Você acordou?! Mai olhou para o moreno desconfiada.

- Ah sim, desculpe por andar em sua casa sem permissão.

- Que bom que você está bem, você tem um corte bem feio na testa sabia e ontem mal podia falar, bem enfim, acho que você deveria ir a um hospital pontear sua testa, quer ligar para alguém? Ele pôs a mão na cabeça e olhou pra Mai com um olhar vazio.

- Me desculpe, poderia me dizer onde estou e qual o meu nome? Mai sentou-se totalmente sem sangue.

- Como assim qual o seu nome?

- Bem eu não consigo me lembrar se puder me ajudar.

- Bem... eu ...na verdade eu ... eu não te conheço. Shibuya ficou sem expressão por alguns segundos.

-Você quer dizer que não me conhece, que na verdade não nos conhecemos?

- Sim, exatamente!

- Oh meu Deus, acho que eu tenho um grande problema.

Depois de receber atendimento médico para a luxação que Lin ganhou brigando com o assaltante o Pai de Shibuya entrou no apartamento, com um ar sombrio no rosto.

- Lin –san, como está?

- Bem, senhor presidente.

- Pode me dizer o que houve?

- Shibuya me pediu para saímos, não disse onde mas solicitou um taxi descemos no centro comercial e caminhamos cerca de 50m do ponto de táxi, próximo a um beco fomos atacados por assaltantes na verdade inicialmente não percebi que Shibuya tinha sido atacado até que voltei ao local do assalto pois corri atrás do ladrão na intenção de recuperar minha carteira com documentos.

- Sei.

- Então imaginando que Shibuya pelo seu intenso treinamento antisequestro tivesse se abrigado em um local próximo liguei para o seu celular tentando localiza-lo entrei no beco seguindo o toque do celular de Shibuya localizei perto de uma lixeira com manchas de sangue no chão, entrei imediatamente em contato com o senhor depois disso não tive mais noticias. Sinto muito senhor. Ao ouvir essa ultima frase o ira do homem acendeu de tão forma que aperto os punhos para aliviar sua furia.

- Sente muito? Eu que sinto em saber que deixei meu estimado filho aos seus cuidados, escute Lin, preciso que encontre Shibuya imediatamente, não reporte nada a impressa muito menos a Lilian entendeu?! Amanhã mandarei uma equipe com meus melhores detetives para ajudá-lo.

- Sim senhor! respondeu resignado.

Depois disso o homem simplesmente levantou-se e saiu deixando os dois seguranças que o acompanhavam encarregados de fechar a porta.

- Tanayama Mai. E você como eu devo chama-lo?

- Tanayama –san por mais que eu pense não consigo me lembrar. Ele descansou o rosto sobre um dos seus punhos fechados.Mai percebeu que talvez o tivesse pressionando demais.

- Daijoubu, mais cedo ou mais tarde você se lembrará já ouvi falar desse tipo de aminesia, e no mais se for essa sua preucupação poderá ficar aqui quanto tempo for necessário. Mai lhe deu um sorriso gentil.

- Que tipo de garota é essa que oferece um teto a um desconhecido? Ele pensou ao ver aquela expessão gentil.

- Tanayama san, e seus pais? Aqui parece um pouco solitário.

- Bem, eles morreram já faz um tempo...

- Gomenasai.

- Tudo bem, eu já me acostumei com isso. Mesmo com aquelas palavras Shibuya via uma expressão sombria em seu rosto.

-Se for possível. será que eu poderia tomar um banho? Me sinto um pouco suado.

- Desculpe, eu nem pensei nisso, os banheiros são lá em cima vou ver se consigo algo pra você vestir.

- Me desculpe o incomodo mais uma vez.

Shibuya entrou no banheiro, se olhou no espelho por alguns minutos, observou o curativo bem feito em sua testa.

- Por que está mentindo pra ela, Oliver?

Lilian invadiu o apartamento de Lin, a porta estava destrancada ela partiu furiosa pra cima de dele, que ainda estava de pijama olhando as noticias na tv, e ainda bem que estava vestido, por que da forma que ela entrou no apartamento com certeza ele não teria tempo nem de cobrir –se. Ela estalou a mão no rosto dele sem qualquer cerimônia.

-ONDE ESTÁ O MEU FILHO, KOUJO LIN! A moça de longos cabelos negros vociferava com lagrimas nos olhos.

- Lilian se acalme por favor. Ele pediu tranquilamente embora sua feição não expressasse nem emoção ou dor.

- COMO POSSO ME ACALMAR? COMO ? ela caiu sobre seus joelhos com as mãos sobre o rosto chorando copiosamente. Lin ajoelhou-se próximo a ela e a abraçou.

- Acalme-se por favor, estou aqui, também estou preocupado.

- Meu filho Lin... o que aconteceu com meu filho?

- O presidente vai mandar uma equipe para procura-lo.

- E o que eu devo fazer até lá? Esperar? Como pode me pedir tal coisa? Ele segurou o rosto dela com as duas mãos, e olhou profundamente em seus olhos.

- Não importa como eu vou achar o Shibuya. Ela corou, e se afastou percebendo a situação constragedora em que se colocara.

Shibuya saiu do banho renovado, já que tinha esta oportunidade iria aproveita-la, alguns minutos antes Mai havia deixado um conjunto de roupas na porta do banheiro, embora elas não fossem novas estavam limpas e passadas como se o dono fosse vesti-las a qualquer momento.

- Hum, parece que as roupas lhe serviram. Mai se virou para a entrada da cozinha e viu Shibuya parado.

- É! embora eu prefira as anteriores, que tipo de pessoa veste algo assim? Ele puxou o elástico da samba canção deixando a mostra uma peça pelculiar vermelha com bolinhas douradas.

- Ora você se queixa demais pra um sem teto e sem nome! Ela sorriu sem que ele percebesse.

- Posso não ter um teto, ou um nome mais ainda tenho dignidade! Exclamou ele.

- Ah sim! E um orgulho imensuravelmente grande, seu orgulho beira a arrogância! Ela soltou a faca tirou o avental e jogou sobre a pia.

- Não sabia que os sem teto deveria ser gentis.

- Pois acredito que sei exatamente o nome que você deve ter. Shibuya a olhou sem expressão.

- E qual Seria?

- Naru!

- Naru?

- É Naru, diminutivo de N-A-R-C-I-S-I-S-T-A! Mai passou por ele subindo as escadas parou no meio e voltou-se para ele.

- Ah, e o tipo de pessoa que usava essas roupas era o tipo pai gentil! Ela subiu as escadas e bateu a porta do quarto. Shibuya continuou parado onde Mai o deixou com um sorriso estranho no rosto.

- Naru?! Parece que vai ser mais divertido do que pensei.

Notas finais
espero que gostem, Shibuya é um personagem muito dificil, como vc lidaria com alguém que só expressa bem o Orgulho. rsrs