O Romance que Eu sempre Quis
22 Cap 22 - Descobertas
Depois de passar o dia vagabundando pelas ruas, e fugindo da escola, Ikuto decide ir para casa.
- Droga, terei mesmo que ir pra casa! Murmurou. Arrumou o violino nas costas e continuou caminhando. Seu celular tocou, ele abriu o flip rapidamente nem olhou e atendeu.
- Pronto!
- Mal humorado de novo Ikuto-kun? Suspirou sua mãe.
- Oi, mãe o que você quer?!
- Fugiu da escola de novo?! O que eu faço com você?! Suspirou ela
- Desculpe não estava afim...
- Ahhh não estava afim? Quer andar por ai com esse violino nas costas como um mendigo a vida inteira meu filho?!
- Mãe, por favor, sem drama...
- Ahh agora mães que se preocupam com seus filhos são dramáticas?! Se você tivesse um pouco mais de juízo como seu irmão, eu não precisaria ...
- Sempre o Tadase! Que droga! Eu nunca vou ser reconhecido por mim mesmo, enquanto o principezinho brincar de garoto gentil! Eu odeio ser comparado, soa como se eu fosse um gato preto que só dá azar.
- Não fale assim meu filho eu não quis magoar...
- Ninguém nunca quer... mas seu lindo principezinho quase bateu na namorada no shopping essa semana ele lhe disse? Exagerou.
- O QUÊ?! Desde quando ele tem esse tipo de personalidade?
- Pergunte você mesma, e aproveite e aconselhe seu gentil filhinho a tratar melhor uma garota! Falou irritado.
- Venha pra casa ai conversamos está bem?!
- Ok, já estou indo! Tchau. Nem esperou que a mãe se despedisse apenas desligou.
- Droga! Ele chutou o galho seco no chão e seguiu seu caminho pra casa.
Pra continuar com a fama de rebelde sem causa, Ikuto fez um desvio no caminho pra casa e saiu andando sem rumo, queria pensar. Quando deu por si, estava indo em direção a casa de Amu, seus sentimentos contubardos, não faziam mais sentido algum por que justamente a casa da Hinamori Amu? precisava admitir, estava apaixonado pela namorada do irmão!
Parou numa praça próxima e ficou lá sentado em um dos balanços, mesmo que agora fosse capaz de admitir seus próprios sentimentos, eles provavelmente nunca seria correspondidos, isso estava lhe matando por dentro. Mesmo que seu irmão fosse muitas vezes um pirralho, pentelho e sem graça, era seu irmão não poderia traí-lo daquela forma.
- Droga ... suspirou. Talvez houvesse uma saída pra ele, não importava como, Utau queria ficar ao seu lado, mas usá-la para esquecer a Hinamori Amu também era errado, ficou perdido nesse pensamento até que uma mão no seu ombro o fez tornar a realidade.
- Ikuto – kun?! O que faz por aqui? A voz de Amu correu pelos seus tímpanos casando-lhe um calafrio, ele se virou surpreso.
- Hinamori Amu-chan...
- Ah desculpe se eu te assustei! Ela sorriu.
-Bem, eu não sou do tipo que se assusta fácilmente, mas fiquei surpreso de encontrá-la...
- humm... bem, minha casa é aqui próxima e eu trouxe minha irmã pra brincar aqui fora um pouco, até a hora do jantar.
- nem sabia que você tinha uma irmãzinha. Desconversou.
- ahh não?! O nome dela é Ami aquela ali de vestidinho amarelo.
- Parece ser uma boa garota! Amu se admirou com o sorriso gentil de Ikuto normalmente ele era frio e distante, mas parecia tão caloroso naquele momento.
Ficaram uns instantes em silêncio Amu queria muito saber o que Ikuto fazia perdido próximo a sua casa, sentou-se ao seu lado no balanço próximo e os dois ficaram mas um tempo em silencio, começou a escurecer e os amiguinhos de Ami começaram a ir para casa, Amu sentia um pouco de frio não o suficiente para ser incomodo.
- Use isto se estiver com frio, Ikuto lhe ofereceu seu agasalho.
- Não precisa, obrigada! Ela sorriu sem jeito. Você toca violino há muito tempo?! Ela observou o violino encostado a mochila de Ikuto.
- Sim um pouco, desde os sete anos.
- Legal, eu sou tão desastrada que não sou boa para instrumentos sensíveis.
- Onee-chan cansada.. Ami estendeu os bracinhos e Amu a sentou no seu colo.
- Ami cumprimente o irmão do Tadase kun, Ikuto-kun.
- Tadase onii tan? Ikuto onii tan! Ami ficou animada.
- Ora Ami não precisa falar assim... Amu ficou meio envergonhada com essa associação que soava meio como se ela namorasse os dois.
- Isso! Incentivou Ikuto.
- Onee-chan com fome!
- Hay, vamos pra casa! Ela pôs Ami no chão enquanto se levantava do balanço.
- Aqui, tenho algo pra você! Ikuto colocou uma trufa nas mãozinhas estendidas de Ami.
- Como é que se diz?
- Obigado Onii tan!
- Por nada! Aqui uma pra você também.
- Obrigada! Bem vamos indo, gostaria de jantar conosco?! Perguntou por pura educação pois desconfiava que ele rejeitaria o convite.
- Não, já está na minha hora. Ele pôs o violino nas costas e foi caminhando, enquanto isso Ami já tinha aberto o doce e se lambuzava nele, quando Amu viu o recheio vermelho lembrou que poderia ser sua trufa desconhecida e gritou pra Ikuto.
- Ei, Ikuto que sabor é essa trufa? Ele voltou-se para ela.
- Cereja com chocolate amargo, minha favorita! Respondeu prontamente, ele deu um tchau e continuou seu caminho.
- Vamos Ami... um estalo na mente de Amu soou de repente! Ela se virou, mas não viu, mas Ikuto.
- Será que? Não, não! Vamos Ami.
As coisas se bagunçaram um pouco na cabeça de Amu, nunca viu a distancia da sua casa para o parque tão longe.
- Não pode ser... ela pensou segurando o portão.
- Onee-chaann! Choramingou Ami empurrando o portão para entrar.
- Gomen! Ela abriu as duas entraram.
Ikuto chegou em casa, e encontrou Tadase furioso. Passou por ele e falou normalmente.
- Yo!
- Ei, porque você disse da minha briga com a Amu pra mamãe?! Ela tá furiosa comigo?!
- Ela tava me enchendo, ai eu falei, só isso!
- Ah é?! E pra ela parar de te encher você tem que me entregar, gato maldito?
- Tadase, não vem não, que eu tô de mau humor!
- Problema teu! Tinha nada que falar pra mamãe?! Tadase pôs a indicador quase o nariz de Ikuto.
- Olha só querido irmão, eu não sou a Amu, então acho bom se controlar! Ele segurou a mão de Tadase e depois empurrou pra longe.
- Posso saber o que está acontecendo aqui?
- Nada! Os dois responderam ao mesmo tempo.
- Ok! Ikuto depois vamos conversar apropriadamente.
- Ok Senhora Hotori... ele disse com um sorriso beijando o rosto da mãe e lançando um olhar estranho para Tadase.
- Não me provoque... brincou ela que odiava quando ele a chamava de srª Hotori.
- Yoru... vem cá ... vamos brincar lá fora. Ikuto pegou o gato e foi pro terraço
A semana se passou rapidamente chegando o período de provas todos se esforçando ao máximo, mesmo com pouco tempo juntos Tadase e Amu brigavam cada vez mais por causa dos ciúmes de Tadase que ficava cada dia mais intenso, Ikuto sumiu por uma semana e Amu procurava uma oportunidade para pergunta-lhe sobre a história real da trufas, mas nem isso tinha acontecido.Enquanto isso Amu tentava parecer bem humorada e animada diante de Rima, Yaya e Nadeshiko que nem estava cientes do ciúmes e brigas constantes dela e Tadase. Até que numa quarta feira depois da aula. Estão lá, os dois tendo mais uma briga por causa de ciúmes...
- Eu já disse que não é bem assim Tadase!
- é claro que você vai dizer isso Amu, mas a foto colada no mural dizia : casal perfeito, e vocês pareciam romanticamente envolvidos!
Na verdade, Tadase se refere a uma foto que foi tirada de Amu e Kukai treinando no pátio da escola, e foi colada no mural escrito: Nascerá daí um casal perfeito? Eles iam passando ele viu a foto arrancou do mural e começou a confusão.
- Eu já disse que Kukai senpai só estava me ajudando a revelar o meu lado Ran de ser! (ela quis dizer seu lado esportivo).
- lá vem você com essa sua mania de infantil de nomear as suas variações de personalidades!
- Tá bom Tadase, eu sou criança e idiota, mas o “adulto” do nosso relacionamento ultimamente tem sido um idiota muito maior que eu! e sabe do que mais? Eu não vou ficar aqui escutando suas besteiras. Ela deu as costas e saiu correndo.
- Ei Amu! Amu! ele fez menção de correr atrás dela mas o sinal tocou novamente indicando o inicio das atividades dos clubes.
- Bem que seja! Ele fez um gesto indicando que ela fosse e tomou o caminho do clube.
Depois de certa distância Amu percebeu que ele não viria atrás dela, e diminui os passos e as lagrimas instantaneamente começaram a correr em seu rosto. Com mais alguns passos ela encontrou Rima e Nadeshiko que procuravam por ela pela escola.
- Ei amu-chan... Amu? O que aconteceu?! Amu simplesmente se jogou nos braços de Nadeshiko chorando e ela a fez sinal para que Rima fosse embora e ela ligava assim que Amu estivesse melhor, Rima já imaginava que eram problemas com Tadase, então nem questionou, simplesmente acenou tocou carinhosamente o ombro de Amu e saiu de fininho.
- Hay, hay vamos ali sentar um pouco pra você me contar o motivo dessas lágrimas.
Depois de quase vinte minutos explicando a briga..
- Ele sequer veio atrás de mim Nadeshiko, isso tem ficado cada vez mais freqüente.
- Em parte isso é culpa sua Amu, na primeira vez você o perdoou muito facilmente!
- Mas da primeira vez ele me mandou um presente pelo irmão com um pedido de desculpas.
- Que você desconfia que nem foi ele que mandou! Amu contou a Nadeshiko do dia que encontrou Ikuto na praça e que desconfiava que os doces tinham sido dados por ele, pelo menos sua trufa preferida.
- Eu te disse que era improvável que ele fizesse isso, pelo estado em que ele estava naquela noite, mas você deveria ir falar com ela agora e esclarecer isso de uma vez e por alguns pontos nos i’s!
- Você acha?!
- Sim, acho sim! Vamos fazer o seguinte você vai falar com ele me dá a chave do seu armário eu pego nossas coisas e te espero no portão da frente.
- Tá bom! Amu se levantou entregando a chave do armário para amiga.
- Ah mais uma coisa, Nadeshiko se levantou, seque essas lagrimas e não deixe ele magoar você!
-Certo!
Amu caminhou até o ginásio, olhou e não viu Tadase nem n banco nem na quadra, também não viu Kukai e lhe ocorreu que talvez ele tivesse tomando satisfações com o amigo atrás do ginásio ela correu para impedir uma briga, quando deu as costas Kukai abriu a porta do vestiário e voltou pra quadra.
Amu se apressou ao máximo para chegar rapidamente ao lugar e mesmo de longe ouvia vozes embora não entendesse muito bem o que diziam realmente duas pessoas conversavam atrás do ginásio só poda ser eles pensou.
- Tadase-senpai aceite meus sentimentos a garota agarrou fortemente as mão de Tadase.
- já disse que tenho namorada...
- e eu já disse que não me importo! Com o tempo se você ainda gostar dela terminamos eu só quero uma chance! Você sabe eu beijo bem...
- mas isso não é certo...
- você diz isso mesmo tendo visto os comentários sobre aquela foto que colocaram no mural? Que na verdade foi ela mesmo que tirou e pos lá.
- mesmo assim não quer dizer que sejam sentimentos correspondidos...
- eu posso fazer você gostar ainda mais de mim.. a garota se aproximou colocando Tadase contra a parede.
- acho que...
Não tenha medo meu príncipe ninguém ficara sabendo, ela olhou pelo canto do olho e viu Amu se aproximando, antes que Tadase fizesse mais uma negativa ela o beijou.
A principio ele fez menção de afasta-la, mas com o aprofundamento do beijou ele simplesmente se deixou levar, Amu estava chocada, no fim seu querido e precioso Tadase a estava traindo. ela não resistiu saiu correndo o mais rápido que pode.
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