Notas iniciais
Então pessoal, estou sendo um pouco malvado com vocês. MAS CALMEM! ENTÃO, 2 CAPÍTULOS NO MESMO DIA, MEREÇO REVIEWS EXTRAS? :D

Percy Point of View:

Depois de algum tempo que a minha vista escureceu, acordei em um novo lugar. Era um quarto com paredes avermelhadas feitas de rochas irregulares. Estava deitado em uma cama no cantinho do quarto, e ao lado tinha um copo de água e um sanduíche.

Olhei para mim, e a minha cabeça ainda latejava. Meu corpo tinha apenas alguns arranhões, e pelo cheiro de morte do local, pude perceber que eu estava no Submundo. Meu primeiro pensamento antes mesmo de qualquer outro foi, Annabeth.

O que será que ela estaria pensando sobre o fato de ter morrido? Aposto que ela não estava amando a idéia, e eu odiava ter que ve-la chorar por minha causa. Não sei quanto tempo dormi, aqui no Submundo tudo é complicado. Pode ter se passado anos, ou segundos.

De qualquer forma, quando esses pensamentos e minha confusão cessaram, olhei para o copo ao meu lado e a água cristalina nele pareceu chamativa. Percebi a sede que eu estava, era tremenda, um copo de água não iria resolver, mas mesmo assim peguei o copo com as mãos trêmulas e bebi.

O sanduíche ao meu lado estava com o queijo ainda derretido, por isso sem demora peguei ele e comi, sem me importar que tinha casca ou algum veneno mortal. Estava morto de fome, coisa que eu pensei que morto não sentia. Toda vez que eu pensava no fato de estar morto, me dava vontade de chorar violentamente até .. morrer? Não, eu já fiz isso.

Após comer e beber tudo que havia ali, escutei a porta da cela se abrindo vagarosamente. Era meio que um fantasma que se ve na televisão que arrastava-se pelo quarto lentamente até minha cama.

Eu estava suando frio, e não conseguia esconder o pavor que estava sentindo de ter aquele homem ali ao meu lado me olhando feio louco. Se isso for um homem, pensei.

– Não sou um homem, sou a Morte. — o fantasma falou e um calafrio percorreu a minha espinha, ele tinha a voz da Annabeth, isso era possível?

– Annabeth? — disse sonso.

– A, olha em quem você está pensando. Não idiota, você apenas ouve quem mais queria ver nesse momento. — ele riu com escárnio, e me deu vontade de chorar com aquela voz falsa da Annabeth. — Que lindo amor vocês tem, mas infelizmente Hades tem planos especiais para você meu caro. — ele riu mais uma vez.

– Que planos ? — me encolhi na cama.

– Não se preocupe, irá saber quando chegar a hora. — ele olhou para mim com aquele rosto meio transparente mas que sua feição podia ser vista com perfeição. — Enquanto isso, tente não fazer besteiras. — dito isto, ele saiu se arrastando pelo corredor e trancando a cela.

Annabeth Point of View:

– Onde estou? — disse.

– Não se preocupe filha, apenas ficamos preocupadas com você. — Atena disse e olhou para Poseidon como se percebesse sua presença e se assustasse. — Beba isto.

Ela tirou um copo feito de ouro puro, e me deu para beber. Era um líquido amarelo, que eu quase bebi. Mas não, eu sei o que é isso.

Joguei o copo longe e o líquido se derramou no chão, olhei para Atena com os olhos inchados.

– Você tentou me dar a poção de Hipnos do esquecimento? — disse falando com a voz um pouco alterada.

– Bem, pelo visto seus conhecimentos são maiores do que eu pensava Annabeth. — ela riu. — Mas sim, queria sim. Para você esquecer de uma vez desse seu namoradinho filho do Barba de Alga.

– O QUE VOCÊ DISSE? — Poseidon berrou.

Revirei os olhos, vai começar. Então os dois entraram em uma briga chata e gritando um com o outro. Então, percebi que o Percy ainda continuava morto e seu corpo não estava ali.

– Onde está Percy? — disse e depois corrigi. — Seu corpo. — Uma lágrima escorreu de meu rosto.

– Ei acalme-se. — disse Poseidon passando a mão em minha bochecha e Atena lhe lançando um olhar mortal. — O corpo de seu namorado está em uma sala aqui no Olimpo. Atena mesmo relutante construiu um altar para ele. — ele completou e me olhou.

– E posso ver? — disse.

– Claro, venha. — Poseidon me estendeu a mão e eu segui ele. O local realmente estava incrível depois do meu trabalho de reconstruir o Olimpo. Saímos da sala do trono onde dava para ver toda a extensa rua de Casas Imperiais gigantes.

Passamos pelo jardim de Hera, o Santuário de Apolo, entre outras coisas. Até que chegamos no fim da rua onde tinha uma pequena construção escrita Percy de azul.

Adentrei dentro com Poseidon me olhando, como se esperasse que eu caísse em lágrimas. Ele estava certo, quando olhei para o corpo de Percy jogado no altar, me derramei nas lágrimas que insistiam em cair no meu rosto.

– Hades não pode ajudar? — disse engasgando com o choro.

– Ele até pode Annabeth, mas acho que ele é muito ranzinza para fazer um favor desse aos Deuses. — disse Poseidon.

– Mas, é o Percy. Ele não merece morrer por causa de ... — Não consegui completar a palavra da Deusa das Vacas, aquele nome ainda doía um pouco.

– Eu sei, e para sua alegria, Hera foi banida pelo seu próprio marido, Zeus. — ele completou com um sorriso no rosto. — Ela perdeu suas memórias e agora virou uma simples mortal, com uma vida bem medíocre em uma favela do Brasil. — ele completou e sorriu.

– Bom, isto me faz sentir melhor. — Consegui dar um sorriso, mesmo que saisse meio torto. Pelo menos aquela vaca da Hera teve o que mereceu. Mas ainda sim isso tudo não cobria com o que ela fez com o meu namorado Percy Jackson.

Falar esse nome sempre fazia meu coração doer, e eu soube que nunca mais iria me apaixonar por ninguém, e Percy não voltasse.

– Mãe, você me disse que Hades tem esse poder de reviver ele, mas é muito má para fazer isso não é? — ela apenas assentiu. — E se Hades conseguir algum serviço para ele lá em troca de sua liberdade? — completei.

– Annabeth, isto é uma opção possível, mas acredito que não. — ela disse tentando forçar um ar triste.

– Venha Annabeth, iremos te hospedar aqui no Olimpo por um longo tempo. — Poseidon disse.

– Mas e o Acampamento ? — disse preocupada.

– Já falei com seu diretor-chefe Quíron, e ele autorizou você ficar aqui o tempo que precisar. — ele completou e me olhou com pena. — Aqui tem tudo que precisa, e se quiser acabar com esse sofrimento, na casa 705 tem uma loja de poção de Hipnos. — ele completou e se virou.

Mas eu nunca iria fazer isso, não quero esquecer os momentos com o cabeça de alga, ainda estava considerando a idéia maluca de Hades por algum motivo reviver ele.

Fiquei imaginando como seria isso, mas logo parei pois lágrimas escorreram no rosto, e eu não queria mostrar fraqueza no Olimpo.

Andei pelo local, onde vários Deuses menores me lançaram olhares de pena. Vi que tinha uma casa enorme com meu nome, e vi que era ali que moraria. Não queria nunca mais sair do Olimpo, iria apenas treinar mais e mais e nunca mais ir em nenhuma missão.

Notas finais
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