O Retorno dos Guardiões do Universo

11 Seiya de Pégaso e Mônica de Akanin VS Ricardo de Jurupari


Notas iniciais
Só resta mais um espectro a ser derrotado: Ricardo de Jurupari! Além de enfrentar o Cavaleiro que recebe seus poderes do deus indígena das trevas, Seiya terá que enfrentar um desafio ainda maior: se decidir se deve ou não contar para Mônica o que ele sente por ela.

Seiya e Mônica estavam às portas do museu, no caminho eles estavam conversando bastante enquanto a batalha não começava.

(Mônica): Sabe Seiya, é meio estranho saber que eu estava convivendo o tempo todo com um Cavaleiro, porque você não se parece nem um pouco com um.

(Seiya): Como assim?

(Mônica): Você não se parece bem com o tipo... Poderoso.

(Seiya): De fato, eu uso armadura para me proteger e ainda assim apanho pra valer, já você luta sem armadura, usando um coelhinho de pelúcia como arma e ainda consegue vencer seus oponentes bem rapidamente.

(Mônica e Seiya): HAHAHAHAHA!!!

Ambos se divertiram bastante com a conversa, mas algo incomodava Seiya: ele tentava dar uma de engraçado quando estava com a Mônica, mas isso era porque ele ainda não conseguia dizer para ela o que ele realmente sentia, e com toda a razão, afinal, Seiya era um garoto órfão que havia sido escolhido com um grande propósito: Ser um Cavaleiro de Bronze e proteger Atena, e por isso ele não poderia envolver uma garota normal em algo dessa natureza. Na verdade, ele não deveria envolver garota nenhuma, e é justamente para impedir que os Cavaleiros tivessem relações amorosas com mulheres que eles não poderiam sair do Santuário e também era por isso que qualquer Cavaleiro que visse o rosto de uma Amazona deveria ser morto.

(Seiya, pensando): Mas se a Saori me deu a chance de viver uma vida normal, porque eu sentir algo pela Mônica parece ser tão errado? Será que durante esse meio tempo que eu fiquei sem minha memória eu me esqueci também dos deveres de um Cavaleiro?

(Mônica): Seiya, você está bem?

(Seiya, disfarçando): Ah claro, está tudo bem!

(Mônica): Hmmm, sei.

(Seiya): É sério!

(Mônica): Seiya, eu sei quando um garoto está mentindo, e você não precisa mentir para mim, eu sou sua amiga. Pode me contar no que você está pensando.

Seiya não quis mais disfarçar, é claro que durante toda a vida dele ele foi meio imaturo com as garotas: a Marin, a Shina, a Saori, a Minu... Mas agora ele não queria mais esconder isso, por alguma razão Seiya estava mudando. Seria porque ele já havia deixado de ser Cavaleiro uma vez e teve a chance de se envolver com uma garota?

(Seiya): Então está bem, eu não vou mentir. Mônica, eu...

Mas a fala de Seiya foi interrompida por um raio negro que foi atirado contra eles. Seiya e Mônica se esquivaram do raio e olharam para quem tinha atirado: um Cavaleiro de Armadura Negra, composta de caneleiras, cinturão, manoplas, proteção peitoral completa, ombreiras com lanças saindo delas e um capacete que cobria o rosto, deixando apenas a boca para fora (as ombreiras e o capacete remetem aos dos guardas do Santuário, na série original de CDZ).

(Seiya): Então você é o último espectro de Yuka!

(Mônica): Ricardo de Jurupari!

(Ricardo): Os outros espectros eram muito fracos! Como puderam ser derrotados por seres tão simplórios quanto vocês? Não pensem que comigo terão tanta facilidade assim! TROVÃO DE JURUPARI!!!

(Seiya): METEORO DE PÉGASO!!!

O raio negro e as várias bolas de energia se chocaram, anulando-se de imediato!

(Seiya): Mas o quê?

(Ricardo): Admito que você seja forte, pégaso, mas não pense que conseguirá me vencer neste ritmo!

(Mônica): Seiya, você não vai conseguir derrota-lo sozinho, deixe-me ajuda-lo!

(Seiya): Não Mônica, eu não quero que você se machuque! Eu sou um Cavaleiro de Bronze e é meu dever destruir este espectro do mal!

(Ricardo): Oh, que meigo! Então deixe que eu te mato primeiro e depois eu cuido da garota! TROVÃO DE JURUPARI!!!

Sem tempo de reagir, Seiya foi atingido em cheio pelo raio negro e foi jogado ao chão.

(Mônica): Seiya!

(Seiya, se levantando e limpando o sangue da boca): Isso é tudo que você pode fazer?

(Ricardo, pensando): Não acredito, ele ainda está vivo, mesmo tendo sido atingido em cheio pelo Trovão de Jurupari! Talvez ele e os outros não sejam humanos normais! Mas mesmo que sejam Cavaleiros tão fortes quanto eu, não deixarei que me vençam! (Volta a falar normalmente) Então está querendo mais? Pois bem, você terá mais! PESADELO ASFIXIANTE!!!

Ricardo deu um soco na testa de Seiya com tanta força que partiu o elmo dele em duas partes, mostrando um ponto de luz negra em sua testa. O Pesadelo Asfixiante tinha o mesmo efeito do Golpe Fantasma de Fênix: Seiya começou a ter uma visão dele andando no parque, ao lado da Mônica, depois eles foram até uma sorveteria, mas quando estavam dividindo um sorvete juntos (bem ao estilo desses filmes de romance) apareceu um assaltante e deu alguns tiros, sendo que um deles atingiu a própria Mônica, matando-a instantaneamente. De volta à realidade, Seiya estava estirado no chão tentando gritar, mas era como se houvesse algo o impedindo de fazer isso.

(Mônica, socorrendo o Seiya): Seiya, fala comigo!

(Ricardo): Hahahahaha!!!

(Mônica): O que você fez com ele, seu covarde? Lute como um Cavaleiro de verdade e mostre o seu rosto!

(Ricardo): O Pesadelo Asfixiante é um golpe poderoso que atinge a mente do inimigo, neste momento seu amigo viu uma coisa horrível e quer a todo custo gritar, no entanto ele não consegue! E assim como ninguém sabe qual a verdadeira aparência de Jurupari, o deus indígena das trevas, o Cavaleiro protegido por ele sempre permanecerá incógnito!

(Mônica): Você vai pagar por tamanha covardia! LÂMINAS DE FOGO!!!

(Ricardo): TROVÃO DE JURUPARI!!!

Uma imagem de Akanin (ver TMJ 15) e de Jurupari apareceu, ambas as imagens investiram uma contra a outra, dando lugar às formas reais do espectro de Yuka e da Amazona do Id.

(Mônica): Ué, não aconteceu n... (uma queimadura aparece na armadura dela, fazendo a armadura rachar e lançando fora o capacete totalmente danificado).

(Ricardo): Você achou mesmo que uma Amazona de Cosmo tão insignificante quanto o seu conseguiria...? (vários talhos faiscantes aparecem na armadura de Ricardo).

(Mônica): Você realmente me subestimou, Ricardo! Todos que me conhecem sabem que ninguém me vence num embate corpo a corpo!

(Ricardo, pensando): Não pode ser, esta garota é mesmo muito mais forte do que eu pensei! Mas não posso deixar que ela me derrote! (Volta a falar normalmente) TROVÃO DE JURUPARI!!!

(Mônica, pensando): Eu não conseguirei derrota-lo se não fizer meu Cosmo explodir dentro de mim! Tenho que fazer isso para honrar o esforço de Seiya! (Volta a falar normalmente) LÂMINAS DE FOGO!!!

Ricardo acertou outro soco certeiro em Mônica, fazendo a armadura dela se partir inteira e mostrando a roupa normal dela, mas ela agarrou o punho de Ricardo, o afastou para o lado e desferiu o golpe final, destruindo completamente a armadura de Jurupari e derrotando o espectro do mal que, ao ser vencido, fez com que Seiya voltasse ao normal.

(Seiya): Mônica, você está machucada.

(Mônica): Está tudo bem, não se esqueça de que eu sou uma Amazona, (faz uma piadinha) e, por favor, não volte a me tratar como uma garotinha indefesa! (ajuda Seiya a se levantar).

(Seiya, rindo): Está bem! Agora temos que entrar no museu e enfrentar Yuka!

Notas finais
Só falta mais um capítulo para a história terminar, e ele terá uma batalha bem característica de CDZ, ainda mais com a cena onde Seiya veste a Armadura de Ouro de Sagitário