Notas iniciais
Boa leitura.

Chris estava correndo na chuva com o objetivo de chegar no outro lado do parque e atravessar algumas ruas da cidade até chegar no apartamento de seu irmão, onde deveriam estar esperando que ele voltasse logo com o presunto, o queijo e o ketchup que havia acabado de comprar na padaria.

O problema era que, quando havia saído de casa, não estava caindo aquela tempestade. Além disso, tinha o detalhe de que ele odiava usar o guarda-chuva rosa de sua mãe.

Chris estava ali, no parque, com a sacola na mão, quando avistou a estranha garota que dançava alegremente na chuva. Ele achou engraçado. Sempre quis fazer aquilo.

Chris sorriu para a garota. “Quem é ela?”, ele se perguntou. Nunca havia visto tal coisa antes. Esqueceu-se completamente de sua tarefa.

Como se não bastasse uma situação nada normal como aquela, Katy lhe lançou um olhar e parou para prestar atenção nele.

Droga, ela está olhando para mim?

Chris, como era um garoto tímido, não gostava muito da atenção voltada só para ele. Ainda mais a atenção de uma garota consideravelmente bonita, o que realmente não acontecia com frequência.

O garoto sorriu. Por que estava sorrindo? Talvez pela atitude engraçada e diferente da garota ou apenas para retribuir seu sorriso.

No primeiro momento em que a viu, Chris notou que ela era diferente. A princípio, ele não descobrira sobre seus dons ou sobre a escrita sólida. O que havia de diferente nela, em comparação com a maioria das outras pessoas daquela cidade, era a paz e a felicidade que ela demonstrava dentro de si.

Ele estava olhando para alguém que parecia verdadeiramente feliz.

Suas bochechas coraram quando a garota começou a pular, balançando o braço para chamar lhe a atenção.

— Oi! — gritou Katy. — Isso não é incrível?

— Complexamente incrível! — gritou ele de volta.

A garota riu.

Não se sabe exatamente o que dera nele, mas Chris lançou a sacola para baixo de uma árvore, tirou a camisa, deixando-se mostrar seu corpo e correu até Katy.

Quando chegou perto dela, ficou a olhando por longos segundos até decidir estender sua mão. Ele sonhara com aquela sensação. A sensação dos quatro elementos unidos. A água que caía do céu misturada com o vento. A terra sob seus pés descalços e o calor de um toque.

Borboletas começaram a ganhar vida no estômago de Katy. Seus braços se arrepiaram.

— Oh, minha senhorita. Aceita uma dança?

Ela inclinou a cabeça para o lado e lançou um outro sorriso, colocando a mão no peito.

— Oh, é claro que aceito, meu príncipe.

Katy deu sua mão para Chris e este conduziu a dança, fazendo os dois girarem, trocarem de lugar e se lançarem para trás em igual equilíbrio. O friozinho do vento se dissipava com a água quente da chuva e vice-versa, provocando uma sensação única.

Chris ainda conseguiu notar que Katy estava chorando. Chorando de felicidade com seus belos olhos castanhos.

Os dois enfim se deixaram cair de costas para a grama. O chão ainda mais quente. Ainda de mãos dadas, eles viraram o rosto e olharam um nos olhos do outro, por longos segundos, sorrindo.

A chuva começou a ficar mais fraca e os dois seguiram andando para um banco de madeira, sob uma árvore, e se sentaram.

— Quem é você? — perguntou. — Sou Chris. Nunca havia te visto antes.

— Meu nome é Katy. Passei minha vida inteira aprisionada, mas hoje decidi sair para ver isso. O Mundo do Lado de Fora. — explicou ela, saboreando o gosto da liberdade. — E você? O que fazia aqui?

— Hm.. Estava só comprando algumas coisas para fazer pizza, até que encontrei uma garota maluca no caminho, pulando pelo parque no meio de uma tempestade. Não é a forma mais comum de conhecer uma pessoa.

— Há. Pizza é aquela comida feita com massa, queijo, e mais um monte de coisa, não é?

— Aham, Por que? Você nunca comeu uma pizza?

Katy balançou a cabeça.

— Não tenho muito o costume de comer coisas que não sejam tão saudáveis. Meus pais me criaram assim.

Chris se levantou e olhou para ela.

— Você poderia vir comigo, na miha casa. — disse ele. — Bom, você poderia comer pizza pela primeira vez.

Katy olhou para o lado, na direção que ficava a mansão de seus pais. Seria muito castigada por fazer o que estava fazendo? Ela não se importou. De qualquer forma, não havia como deixar aquile momento para trás e simplesmente voltar para seu quarto.

— Claro. Eu adoraria comer essa tal de pizza.

Assim, no primeiro dia no Mundo do Lado de Fora, Katy finalmente se sentiu como uma garota normal ou, pelo menos, como ela achava que fosse uma garota normal (porque aquilo realmente não era nada normal).

Era tudo muito novo para ela. As ruas e as casas. A cidade e as pessoas.

Inclusive, a presença do garoto. Ela nunca havia se sentido tão feliz na vida e gostava de imaginar que não estava sozinha.

Chris foi a primeira pessoa que ela conhecera além das pessoas que considerava sua família. Katy nunca havia estado com alguém da sua mesma idade, o que também a reconfortava. Certamente pela possibilidade dele se tornar um grande amigo e de poder lhe contar as coisas que se passavam na sua cabeça. Coisas que ela não gostava de falar com os adultos. Afinal, eles nunca a entendiam. Ninguém entendia.

Katy se lembrou das histórias que já havia lido. Histórias românticas. Começou a sentir um estranho frio nos braços.

Aquela poderia ser uma dessas histórias?

— Venha.

Depois de andarem por algumas ruas, Chris pegou uma chave e abriu a porta de um prédio. Os dois então subiram por lances estreitos de escada até chegarem em um apartamento.

— Nossa, pensei que você tivesse sido sequestrado. Por que demorou tanto?

O irmão de Chris que abriu a porta se chamava Garret. Ele foi a segunda pessoa que Katy conheceu naquele novo mundo que ela só imaginava se baseando naquilo que lia nos livros. Garret arregalou os olhos ao notar que o irmão não estava sozinho e o fato de estarem completamente encharcados contribuiu para sua estranha expressão.

— Esta é Katy. — disse Chris. — Nos encontramos no parque e convidei ela para comer com a gente.

— Hã... Claro. — falou o irmão cumprimentado a garota. — Desculpe. Meu nome é Garret.

— Prazer em conhecê-lo.

— Mas gente, o que está acontecendo aí?

A mãe dos irmãos entrou em cena, com seu típico jeito (bastante conhecido entre os irmãos) de pessoa sempre preocupada em agradar as novas visitas.

— Está vendo só? — disse Rose, analisando o filho e a garota. Ela apontou para o guarda-chuva rosa atrás da porta. — Se você estivesse me ouvido, não estaria desse jeito. Chris, vá para o seu quarto se trocar. E você, menina… Olha só como está. Venha comigo. Vamos.

Rose acompanhou Katy para o banheiro. Era estranho ser tratada por uma pessoa desconhecida daquela forma.

— Vou pegar uma toalha para você e alguma roupa. — disse Rose, saindo. — Acho que tem algo por aqui que posso lhe servir.

— Tudo bem.

Enquanto a mulher foi procurar algo para Katy, esta ficou observando o cômodo com atenção. Havia um monte de coisas ali que ela mal sabia para que serviam. Shampoo, condicionador, perfumes, cremes e algumas outras coisas. Tudo estava em volta da pia do armário e, logo acima, estava pendurado um espelho onde ela podia ver seu reflexo.

O que lhe deixou mais interessada foi um batom. Um pequeno tubo com um material para colorir os lábios. Ela já havia ouvido falar sobre mulheres bonitas que usavam aquele tipo de coisa. Inclusive sua mãe. Batom era uma das coisas que ela não tinha acesso na mansão, afinal, poderia ser usado para escrever.. Sua mãe sempre levava algum com ela em sua bolsa, que por sinal, Katy nunca tivera a oportunidade de furtar.

Ela pegou o objeto e ficou encarando a cor vermelha. Uma cor poderosa associada tanto com a violência, o poder e a guerra quanto com a paixão, o fogo e o sangue.

Katy estendeu o braço esquerdo. Ainda estava um pouco melado com os vestígios da palavra que ela havia usado para poder fugir de casa.

Katy usou o batom na pele e escreveu pequena e delicadamente a palavra “secar”.

Como esperava, um formigamento percorreu seu corpo e Katy ficou completamente seca. Nada de água. Nada de cabelo nem roupa encharcados.

Ela pensou a respeito daquilo. Sobre comentar sobre seus poderes para aquelas pessoas. Elas pareciam legais, mas Katy não os conhecia.

Ela encarou o espelho, como se pensasse não sobre si, mas sobre a garota que via ali. Era como uma forma de colocar seu destino em um mero reflexo.

Estava sendo caçada. Caçada como dezenas de outras pessoas pelo mundo que tinham poderes como ela. Não poderia simplesmente contar sobre sua magia. Iria colocar a si mesmo em perigo e, talvez, Blake, Lissandra, Bernard e até mesmo Minerva. Todos que desempenharam em protegê-la do mundo e de seu próprio poder.

A resposta foi não. Ela não iria revelar o maior segredo de sua vida.

Aproveitou para tirar o melado do braço junto com a outra palavra que escrevera, fazendo a água da torneira que escorria por seus dedos aderir a um tom levemente avermelhado

Segundos antes de Rose voltar com uma toalha e uma roupa nova para ela, Katy já havia voltado como antes, molhada.

— Aqui. Vou deixar você se trocar.

— Obrigada.

Katy se secou e trocou de roupa na privacidade daquele pequeno banheiro. A calça e a blusa lhe couberam quase que perfeitamente.

Quando saiu, caminhou sozinha até a sala, onde Chris estava sentado no sofá, com a televisão ligada. Ele estava usando uma brusa de gola V e uma calça. Garret e Rose estavam na cozinha, no outro comodo, certamente preparando a pizza.

— Oi. — disse Chris.

— Oi. — disse ela, sentando-se ao seu lado. Era um lugar bem aconchegante. — Isso é bem estranho para mim. Eu nunca saí da mansão de meus pais e no mesmo dia, acabo na casa de alguém que mal coheço.

— É, isso é estranho. — concordou ele. — Mas o que você quer dizer com ficava presa?

— É uma longa história. — disse Katy, mudando de assunto. — As coisas são incríveis por aqui. Deuses, foi um dos melhores dias da minha vida.

Uma parte de Chris ficou extremamente feliz por fazer parte de um dos melhores dias na vida de alguém. Sua outra parte estranhou aquela expressão: “Deuses”.

— Você acredita em deuses? — perguntou o garoto, quase sussurrando, com a testa franzida.

— Sim. Nos deuses e nos espíritos. Por quê?

— Bom, você sabe que todas as pessoas que acreditam nos antigos mitos são condenados a morte, não é?

Katy estranhou

— Meus pais nunca me falaram isso.

— Qualquer pessoa que acredita nos mitos antigos; qualquer pessoa que tenha ligação com os poderes ou oferecem perigo à sociedade; e qualquer outra pessoa que aceite ajudar essas pessoas consideradas perigosas, estão condenados à morte pelo Estado.

— Isso é horrível.

O Mundo do Lado de Fora não parecia um lugar tão receptivo e maravilhoso para Katy agora. Seus pais nunca falaram que qualquer pessoa que ajudasse um hospedeiro também estaria condenado. Eles estavam dispostos a se sacrificarem por ela. A notícia de pessoas sendo assassinadas simplesmente por acreditar em algo a atingiu como um tiro. Ela imaginou brevemente os corpos de seus familiares pendendo com o pescoço na corda da forca.

Chris percebeu a breve mudança em sua expressão.

— Ah, desculpe. Acho que não deveria ter falado sobre isso.

— Não tem problema. É só... a realidade.

Chris ficou chateado com o que havia dito. Não queria que ela ficasse triste por causa dele.

— Pizza pronta!

Garret entrou na sala com uma bandeja na mão e Katy deixou os pensamentos ruins irem embora, como se jogasse tudo para o vento levar. Ela acabara de descobrir que os pais nunca haviam lhe contado que eles também corriam perigo por esconder seus poderes do mundo, mas aquilo era assunto para outra hora.

— Como isso aconteceu?

Lissandra andava de um lado para o outro, observando a cozinha de sua casa bagunçada.

— Parece que ela usou o mel para a magia da escrita sólida e fugiu, senhora. — disse Bernard, enquanto limpava a sujeira. — Tenho certeza de que ela voltará.

— Sim, mas não posso deixar nada de ruim acontecer com ela.

Lissandra estava bastante preocupada. Como uma mãe, embora não fosse a biológica (e Katy ainda não sabia disso), ela tinha medo de que alguém pudesse descobrir sobre os poderes da filha e denunciá-la à Cavalaria.

— Eu acho que ela já está pronta. — comentou Bernard — Quando Katy voltar, é melhor vocês lhe contarem a verdade. Toda a verdade. Sobre tudo o que aconteceu.

Tudo. Lissandra precisava tomar um banho e refletir sobre o que exatamente iria contar para a garota. Como a menina reagiria? Não seria nada bem, mas não havia como saber exatamente. Teria de lhe contar a verdade sobre seus pais e a verdade sobre a crueldade do mundo.

— Você já está sugerindo começar a jogar o peso do mundo nas costas dela?

— Katy é forte. — disse Bernard. — Forte e inteligente. Precisamos fazer isso aos poucos. Porém, não podemos demorar mais.

— Tem alguma coisa que eu deva saber?

Bernard foi até uma porta do armário, na parte de baixo, e abriu um compartimento falso, onde havia dezenas de lápis, canetas e canetinhas, de diversas cores, e o fechou, após pegar uma pasta e a entregar para Lissandra.

— Minerva apareceu um pouco antes de Katy fugir e veio falar comigo. — disse Bernard enquanto Lissandra examinava os papéis — O Caçador de Olhos continua agindo. Ela fez mais algumas pesquisas e descobriu sobre o que ele está planejando.

Os olhos de Lissandra brilharam.

Ela observou as páginas com imagens de olhos e estranhas escrituras feitas a mão. Pareciam xerox de algum livro antigo de rituais e feitiços. Sua atenção foi chamada para uma figura que lhe parecia um espírito feito de fumaça, na silhueta de uma mulher.

— O Caçador de Olhos pretende invocá-la. — anunciou Bernard.

Lissandra fez uma expressão séria de surpresa.

— Mas isso não é possível. Isso…

— Eles vão usar os olhos para invocar o espírito. O espírito de Mirian. — explicou Bernard. — O mais poderoso espírito da Teceu, formado a partir da alma de uma filha do deus do Espaço que caiu na Terra há aproximadamente meio milênio atrás e que foi aprisionada no próprio sangue imortal.

— Você está dizendo que é a mesma Mirian das histórias? Das antigas histórias das batalhas de Teceu?

Bernard assentiu.

Mirian. Eles já haviam ouvido falar da história. A história da maior grande guerra de Teceu. Lissandra não podia acreditar que era a mesma Mirian que havia sido derrotada, junto com seu irmão, pela Última Estrela.

— Precisamos contar a Katy toda a verdade. — disse Bernard. — Antes que seja tarde demais. Ela precisa saber…

Richard estava aprisionado em um grande câmara subterrânea, na ilha que, a algumas décadas atrás, era chamada de Lunari, a capital da Lua. Hoje, simplesmente estava esquecida. Ninguém mais se lembrava dela por aquele nome.

Richard era apenas uma imagem deformada de quem um dia já fora. Ele estava sujo e completamente nu. Suas mãos e pernas pesos em correntes cravadas no concreto do chão já estavam tão machucadas que era possível ver o vermelho ardente de sua carne.

Ao redor da câmara, símbolos de proteção contra os poderes do deus do Destino estavam espalhados por toda parte, eliminando completamente sua esperança de conseguir usar qualquer magia. Aquele lugar foi feito exatamente para ele.

A Cavalaria não matava os hospedeiros, apenas os prendiam em lugares como aquele, esperando que o tempo fizesse o seu trabalho. Isso porque eles sabiam que, se matassem um hospedeiro, ele iria renascer em outro lugar, com os mesmo poderes. Procurar e achar um novo hospedeiro espiritual era bem mais trabalhoso que os manter presos, então, preferiam a segunda opção.

Pelo menos não eram tão burros assim, pensou Richard.

O hospedeiro do Destino não esperava que, naquele momento, a grande porta de metal fizesse um barulho que indicava que estava sendo destrancada. Não destrancada por ele estar sendo livre, mas destrancada para uma breve visita.

Um guarda chamado Paul entrou na câmara e encarou o homem.

— Novas notícias. — anunciou. Richard apenas o encarou. — Em breve, teremos novos planos para você. Para você e todos os outros vinte e seis hospedeiros que mantemos aqui.

Richard apenas levantou uma das sobrancelhas.

— A Cavalaria não terá mais problemas com essa relação de morrer e renascer. Em breve, vocês serão executados.

— Do que você está falando?

— O novo plano de Sig, o Caçador, não está muito longe de se concretizar. Ele vai conseguir liberar uma maldição capaz de obter total obediência das pessoas quanto a nossa causa. Não haveria rebeldes humanos. Qualquer hospedeiro novo que nascesse, seria destruído imediatamente quando descoberto. Assassinado pelos próprios pais... Quando tudo estiver completo, será liberada a ordem de matá-los.

Richard estava morrendo de ódio por dentro. Crianças sendo assassinadas já não era nenhuma surpresa entre eles. Ele queria poder fazer algo. Poder ser útil de alguma forma para aqueles que estavam lutando para acabar com aquilo. Simplesmente não suportava ficar ali, sem fazer nada.

Richard gritou e correu em direção ao guarda, até que suas correntes chegaram ao máximo de comprimento, quando estava apenas a dois metros de distância, fazendo seu corpo se lançar para trás e emitir um som abafado no concreto.

— Isso é mentira!

O guarda andou de um lado para o outro, calmo.

— Poderia ser mentira para você. — Paul se aproximou o máximo que pôde e olhou Richard nu, de cima a baixo. — Se aceitasse minha proposta. — e piscou um olho.

Richard gruhiu, ignorando o homem, e deu meia volta.

— Acredite. Eu lamento por sua mulher. — afirmou Paul. — Você sabe o que acontece com pessoas que ajudam os hospedeiros. O pior era que você sabia o que ia acontecer com ela. Você sabia que ela iria ser pega e não fez nada para impedir.

Richard sentou no chão, de costas para o guarda e fingiu não ouví-lo. Paul saiu da câmara e o hospedeiro ouviu novamente o som do da porta metálica, se fechando.

Paul não estava errado, afinal. Poderia ter salvado sua esposa se a tivesse impedido de seguí-lo, mas não o fez. Ele não havia conseguido impedir sua morte e agora estava ali, preso até que eventualmente alguém pudesse resgatá-lo ou, eventualmente, que alguém fosse executá-lo.

A única coisa que podia fazer era esperar. Esperar por seu destino.

Notas finais
Espero que vocês tenham gostado do capítulo (Eu viajei um pouco nesse). Comentem o que acharam, e, se tiver qualquer erro notável, me avisem para eu concertar (sempre tem alguma letrinha que acaba passando despercebida.) Obrigado:)