Notas iniciais
MAIS UMA VEEEEZ (ps: desculpa a demora, era tempo de provas e trabalho)

Os quatro jovens estavam parados em meio os destroços da casa. Magali lembrava daquele lugar com angústia no coração. Só ela e seus amigos sabem o quão foi horrível ter sido enganada, enterrada, ter sua alma roubada, e usada. Fora bem ali que toda essa história pavorosa começou.

— Magali — disse DC se aguentando internamente para não chorar pela força de Mônica segurando sua mão- você não acha mesmo que o que você viu não era apenas um pesadelo?

— DC, aquilo era real demais pra ser apenas um sonho! — exclamou a menina — Eu não apenas vi, eu senti! E-eu não sei como explicar, mas... — sua voz foi morrendo por conta do medo que estava sentindo.

Cascão a olha com preocupação e segura em seu ombro, tentando conforta-la. Ela vira para ele e percebe que ele esta olhando em seus olhos. Era como se ele estivesse dizendo "Vou te proteger". Isso a acalma um pouco e ele a solta.

— Tá, mas... e o tal bebê? — pergunta Mônica.

Quando ia responder a pergunta de sua amiga, Magali foi interrompida por um choro. O choro de uma criança. Todos eles se entre olharam e partiram para mais adentro dos escombros. O choro começou a ficar mais alto enquanto se aproximavam, e quando chegaram no lugar onde a porta para Umbra ficava, viram um pequeno enrolo feito por uma capa preta no chão. Começaram a chegar perto com receio, porém, quando finalmente chegaram ali, o que viram foi uma linda bebê chorando de fome e de frio.

— Ai. Meu. Deus. — disse Mônica não acreditando no que estava vendo.

— É mesmo a... — pausou Do Contra, olhando para Magali que disse sim acenando a cabeça olhando para a criança- Caramba!

Cascão pegou a menininha com cuidado, e a segurou no colo. A criança chorava alto mesmo. Mas ele simplesmente se encantou pela bebê. Tinha bochechinhas rosadas e pouquíssimos fios de cabelo castanho.

— Ei... — disse ele balançando de um lado para o outro levemente para tentar acalmar a criança — tá tudo bem! Ninguém irá fazer mal à você, princesinha. -A menina começou a diminuir o seu choro enquanto o jovem a segurava.

Mônica e DC olhavam aquilo com espanto. Não sabiam que Cascão era tão bom e atencioso com crianças, mas Magali não estranhou nem um pouco. Algumas vezes, o garoto era chamado para um "treinamento" para ser professor de educação física. As vezes com adolescentes, as vezes com crianças pequenas. Ele adorava aquilo. A energia que elas tinham o fazia lembrar dele mesmo quando criança. Foi assim que ele teve certeza, que queria isso. Queria ensinar, e se divertir perto das crianças, queria fazer isso pelo resto de sua vida. Magali só pode sorrir ao olhar aquela cena, de seu amigo segurando uma bebê nos braços e sorrindo feito bobo.

— Nossa!- sussurrou DC, impressionado com aquilo e olhando a bebê mais de perto — Como essa fofura pode ser filha daquilo?

— DC! Não é hora de brincadeira! — censurou Mônica.

— É verdade! Pra ela tá chorando assim, deve tá morrendo de fome — disse Magali preocupada.

— Tem razão. Vamos pra casa dos seus pais Magá, eles podem ajudar!

Todos os jovens entraram no carro, e Cascão ainda segurava a bebê, a encarando com um grande sorriso nos lábios. "Ela é tão linda" pensou ele, porém, seu sorriso sumiu quando viu Magali olhando para a criança com lágrimas nos olhos.

— Magá, o que... — ela olhou em seus olhos com angústia e dor — e-ela... está com o...

— S-sim — disse com a voz falhando — não entrou tudo o que devia, mas — ela mal conseguia formular o que queria dizer.

— Amiga, o que foi? — perguntou Mônica confusa — do que voc...

— A Morte. Parte dela está dentro da bebê.

Do Contra e Mônica arregalaram os olhos, não acreditando no que ouviram.

— M-mas, Magali, pra isso ter acontecido, ele... o Cebola teria levado ela embora junto com ele!

— Mônica — disse a garota no banco de trás com a voz tremula — Cebola tem metade do Arauto da Morte, e ele iria colocar a outra nela. Não conseguiu colocar a toda a metade, por alguma razão mas... — disse ela olhando para a criança nos braços de seu melhor amigo — ainda sim, agora, ela é um dos Arautos do Fim do Mundo.

Mônica ouviu tudo e ficou horrorizada. Uma criança, uma recém nascida carregando um espírito tão maldoso dentro de si! Ela sentiu uma enorme vontade de chorar naquela hora. Como era possível que Cebola tenha feito uma monstruosidade dessas? Era apenas um bebê inocente.

Mas, Mônica não permitiu-se chorar. Como sempre, ela precisava ser forte. Por todos a sua volta, principalmente Magali, que chorava quase que em silêncio, numa tentativa frustrante de não soluçar muito alto.

A jovem vestida de amarelo se sentia imensamente culpada por aquilo. Havia chegado muito tarde. Por mais que tentasse, suas lágrimas não paravam de cair. Estava tão triste que, quase não escultou o que Cascão disse:

— Ei! — sussurrou para ela — Vai ficar tudo bem. Eu prometo! — disse confiante.

Antes que Magali disse alguma coisa, Cascão a interrompeu.

— Vai demorar um pouco até chegarmos na sua casa, então tenta descansar. Pode apoiar a cabeça no meu ombro, se quiser.

Realmente, aquilo tudo estava sendo demais para ela. Não queria discutir naquele momento. Então, mesmo ficando com o rosto mais vermelho que um tomate, se aninhou no ombro de Cascão, onde se encaixava perfeitamente.

Os pais de Magali, obviamente, ficaram chocados com toda a história, mas aceitaram ajudar no que for preciso. Mas, enquanto todos ali conversavam, Magali e Cascão prestaram atenção apenas na bebê, agora já alimentada e de banho tomado, os dois se encantam e brincam com a criança.

Então foi decidido que a bebê, por enquanto, morava com os pais de Magali, porém, era a jovem que queria a sua guarda. Pois, vendo que teria que se manter perto da menina, ela vai morar na casa de seus pais outra vez. Ela sentiu a que aquela menina teria muito o que aprender, tanto sobre a vida, quanto seus possíveis poderes. Seu amor pela menina já era grande naquela hora, porém no futuro, esse amor só iria crescer mais e mais.

Magali voltou para a faculdade, passar a sua última noite lá, para que no dia seguinte, pudesse arrumar a suas coisas para a mudança. Cascão a acompanhou até a porta de seu dormitório. O corredor já estava completamente vazio, pois todos já estavam dormindo.

— Bom,já que você e a princesa vão ficar lá, vou logo avisando que eu vou ir pra sua casa sempre para visita-la.

— Só pra visitar ela? — perguntou a garota fazendo uma voz chorosa de brincadeira.

— Boba! Vou ver você também, né? — disse ele rindo da situação — Bom... eu vou indo. Amanhã, eu passo aqui pra ajudar você a arrumar tudo.

Magali, com toda aquela situação, abraçou seu amigo pelo pescoço, se aninhando um pouco ali. E, ele retribuiu abraçando sua cintura com uma mão, e fazendo cafuné em seu cabelo com a outra.

— Obrigada — disse ela soltando o abraço, mas segurou a mão de Cascão — você deve ser o amigo mais incrível do mundo.

— Só amigo, é? — disse com um sorriso malicioso.

— Tá! Melhor amigo!

— É que... — disse ele segurando o rosto da jovem que estava corando muito — de uns tempos pra cá, eu tava pensando que nós podemos ser... mais que melhores amigos.

Nervosa, ela inocente perguntou:

— Super-melhores amigos?

Cascão riu, e depois, fez o que queria há tempos, beijou sua amiga nos lábios, com todo carinho e amor que podia. Começou beijando-a lentamente, pois ela estava um pouco estática pela situação, mas assim que ela começou a retribuir, o beijo foi ficando mais profundo. Tudo foi se intensificando quando o garoto tirou a mão do rosto de Magali, e colocou na cintura da mesma, dando pequenos e leves apertos.

— Cascão — disse ela entre o beijo, um pouco tímida — alguém pode tá vendo a gente!

— Que se dane! — disse ele, arfando, logo a encostando na parede e voltando a beija-la com vontade. Pediu passagem para a língua. Ela, timidamente, aceitou. Pela primeira vez na vida, não estava nem aí, se alguém acabasse vendo aquela pegação no corredor em frente à sua porta, ela não daria a miníma. Só queria estar ali com ele. Os dois se separaram para recuperar o folego, colando suas testas e rindo do que havia acabado de acontecer.

— Não acredito nisso! — disse a menina rindo.

— Que a gente se beijou? — perguntou Cascão ofegante.

— Não só isso. — disse ela — Eu não acredito é, que depois de tudo, a Denise tinha razão. Nós acabamos mesmo ficando juntos, como ela disse.

Cascão a olhou, e viu a ternura nos olhos da jovem moça. Com aquele seu argumento, ele também começou a rir e disse:

— Pois é... bem, mas, é tão ruim assim a Denise estar certa? — perguntou com receio.

Magali apenas ficou na ponta dos pés, e deu um selinho demorado nele como resposta.

— Vou encarar isso como um "não" — disse ele risonho.

— Boa noite, Sujinho — despediu-se Magali o provocando e entrando em seu dormitório.

— Boa noite, Comilona — respondeu o garoto que estava com (na opinião de Magali), o sorriso mais lindo do mundo.

Notas finais
CASGALIIIII ♥ sim gente, eles vão ficar juntos ! Tchau, pessoal!!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.