Notas iniciais
Desculpe estar lançando a essa hora (são 23:50), mas queria postar ainda hoje. Consegui, bem apertado! Espero que goste do capítulo!

Fazia muito tempo que eu não caminhava com Winston, ainda mais em uma manhã como aquela. Desde que a Overwatch acabou, eu não havia mais visto ele. Era algo da qual eu sentia falta, com certeza. Na verdade, não era bem uma caminhada, estávamos indo para o aeroporto buscar Torbjörn. Como ele morava na Suécia, veio rapidamente de avião. Estávamos estranhando mesmo era a demora de Angela. Afinal, o país dela era exatamente acima da Itália. Mas, não vamos julgar, certo?

Chegamos no aeroporto e esperamos cerca de meia hora antes de ver o engenheiro baixinho chegar. Já tinha alguns fios brancos na barba, a qual parecia ser de um viking. Ele inteiro, na verdade, parecia ser um pequeno “projeto de viking”. Ah, coitado... Era muito musculoso, tinha uma espécie de garra no lugar do braço esquerdo e um tipo de olho direito biônico e vermelho, e levava aquela mochila com escapamentos e gigante quadradona nas costas, toda vermelha. Parecia pesar uma tonelada!

— Olá, amigos! — Veio ele gritando, com os braços pra cima.

— Torbjörn! — sussurrou Winston, com veemência.

— Grande Winston! É você? Me dê um abraço, seu gorila gigante!

— Torbjörn! — assoprei também. — A gente não disse pra você aparecer discretamente em público?

— O quê? — ele havia sido pego de surpresa, pela voz curiosa.

Quando percebeu, eu estava de calça jeans, casaco de moletom e boné, enquanto Winston usava chapéu, sobretudo e andava nas duas patas.

— Oh, é... Foi mal, pessoal...

— Ha ha ha. — não consegui conter a risada. — Esquece, suequinho. Vamos logo, temos trabalho pra fazer.

Ah, como sentia falta daquele homenzinho.

Entramos no carro que havíamos usado para chegar até o aeroporto. Fomos flutuando de volta até a indústria abandonada. Torbjörn não parava de falar, no caminho, sobre seu novo emprego de ferreiro que havia conseguido depois que a Overwatch, que usava de fachada para tentar retomar suas armas e projetos das mãos de quem os havia roubado após a guerra ômnica. Teve uma hora que eu e Winston ficamos de saco cheio, obviamente. Mas a gente aguentava. Era bom, afinal, poder reunir a velha turma.

Chegamos, finalmente. Entramos em uma base já mais organizada (eu e Winston havíamos limpado um pouco a bagunça). Torbjörn admirava o local, sem nenhuma dica de engenheiro para fornecer. Estava embasbacado.

— Isso é realmente impressionante, Winston!

— Obrigado, amigo. Agora, vamos trabalhar.

Cada um seguiu para um computador e começou a pesquisa: Winston procurava novos focos de batalha com ômnicos; Torbjörn buscava fichas de agentes da Overwatch e suas localizações; e eu tentava achar Widowmaker e esse estranho que atacara meu amigo.

A princípio, achava muito pouca coisa na internet. As pessoas não sabiam mais de Widowmaker do que a própria Overwatch. Então, comecei a pesquisar nos bancos de dados. Ela era Amélie Lacroix, 33 anos. Havia namorado um agente da Overwatch, e inclusive fez o treinamento para entrar no time. Porém, antes que pudesse entrar em ação, foi capturada pela Talon. Fizeram algum tipo de lavagem cerebral nela, e, duas semanas depois de ser encontrada, aparentemente intacta, matou seu namorado. Voltou para a Talon, onde terminaram sua transformação, e agora ela é a fria e sem sentimentos assassina Widowmaker.

Eu até comecei a pesquisar, diretamente nos bancos de dados da Overwatch, sobre esse cara estranho. Não achei nada. Fui pra internet, e voilà, lá ele estava. Seu apelido era Reaper, e seu nome era desconhecido. Sua idade também. Na verdade, não se sabia nada sobre ele. Não se sabia de onde ele era, para quem ele trabalhava, o que ele fazia. Tudo que se tinha conhecimento era de que, onde quer que ele fosse, alguém morria.

Comecei a procurar, então, as últimas notícias sobre Reaper. E, para a minha surpresa, a mais nova era sobre uma câmera de monitoramento que filmara ambos esgueirando-se, aparentemente até o museu da Overwatch.

A notícia era de cinco minutos atrás.

— Galera, corre! — gritei, enquanto pulava da cadeira. — Temos dois assassinos indo até nosso museu!

Imediatamente, subimos no carro e fomos até o museu. Porém, a cinquenta metros do lugar, as ruas formavam um congestionamento impossível de ser ultrapassado. Ainda bem que o carro não seria mais tão necessário.

— Eles estão ali! — gritou Torbjörn.

E lá estavam eles: os dois contornando os carros, logo em nossa frente.

Tomamos a iniciativa e corremos atrás deles. No entanto, quando íamos alcançá-los, uma dupla muito estranha nos abordou, no cruzamento.

— Ei, Overwatch! — berrou, com sua voz aguda e áspera, um homem esguio, verde, de cabelo amarelo e espetado, de pneu com espinhos amarrado às costas e arma e suas mãos.

Ao seu lado, um ser ainda mais desprezível se prostrava. Era um gordo (bem gordo mesmo) gigante, com cabelo branco estilo samurai. Segurava, em uma das mãos, uma arma, e, na outra, um gancho com uma corrente presa. Sua barriga com umbigo pra fora era repleta de tatuagens, e seu rosto era coberto por uma máscara de gás.

— Ah, esses caras de novo não!

— Você os conhece, Torbjörn? — perguntei.

— Sim, infelizmente. O magrelo é Junkrat, e o gordão é o Roadhog. Nos conhecemos por aí. São criminosos paspalhos. Podem ir, eu cuido deles.

— Ok. — respondeu Winston, prontamente. — Nos encontre assim que puder.

Eu e Winston seguimos em direção a Widowmaker e Reaper, enquanto Torbjörn corria atrás dos outros dois. Widow e Reaper eram rápidos: em poucos segundos, já haviam subido ao topo de um prédio, graças ao gancho dela. Tentamos segui-los, eu com meus teleportes e Winston com seus movimentos acrobáticos. Infelizmente, eu não consegui muita coisa, já que não alcançava muita altura, nem teleportando-me. Já Winston conseguiu chegar ao telhado e continuar a perseguição. Os dois notaram ele, mas não antes que o gorila pudesse socar Reaper, que caiu com tudo no chão, no meu nível. Porém, mais rápido do que eu poderia imaginar, ele já estava correndo para o museu, como se nada tivesse acontecido.

Widowmaker era mais ágil: desviava dos socos e chutes de meu companheiro. Bem, até certo ponto. Quando ela estava prestes a pular para o teto do museu grande e branco lustroso, Winston deu um pulo, mas aquele pulo, sabe? Ele segurou Widow e levou-a pelos ares. Só tive tempo de ver ela dando um chute na cara do meu amigo, que perdeu momentaneamente os sentidos. Ambos caíam, em direção ao museu. Reaper continuava correndo, ainda não havia me percebido. O que eles queriam com o museu? Porque iam tão depressa? O que faziam juntos? Quem eram eles, afinal, e pra quem estavam trabalhando?

Eu só sabia de uma coisa: ia ter briga.

E ia ser feia.

Notas finais
Deixe comentários, sugestões e críticas, se possível. Espalhar a fanfic para o maior número de pessoas seria muito legal, aliás. Espero que tenha gostado. Obrigado por ter lido! Até amanhã.