Notas iniciais
Olá! Eu sei que demorei demais, mas o nosso pacote office que instalei não estava corrigindo a ortográfica e tive que atualizar muita coisa. Peço desculpa pelos erros de português porque estou sem revisadora. E agradeço aos leitores e a paciência. Boa leitura!

Ao amanhecer do terceiro dia da visita de Kanon, uma figura de pele morena, cabelo negro curto, olhos amarelados, estatura mediana e roupas estranhas olhava a entrada do santuário, notou um rapaz que exalava um aroma de rosa, aproximou se e tocou lhe o ombro. Afrodite vê virou para ver quem era e estranhou as roupas fora de moda do rapaz.

– Bom dia. – falou o estranho. – Procuro por Kanon.

– Bom dia. – respondeu educadamente do cavaleiro de peixes. – E quem o procura?

– Sou Baco companheiro de Kanon.

Afrodite de peixes ficou pálido como assim ele é o companheiro de Kanon?

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No templo de gêmeos.

Os gêmeos estavam em pé de guerra logo pela manhã. Talvez Saga ainda não estava preparado para a estranha tatuagem do irmão quando o viu sem camisa no quarto e as tentativas de explicações do mais novo dos gêmeos. Diana observavam tudo no colo de Mu enquanto Máscara da morte tentava separá-los caso alguns deles usasse o cosmo, algo que não seria muito difícil de acontecer afinal os níveis de cosmo do mais velho estava no limite.

– Eu ia te contar, Saga. — tentou se explicar. – Eu me casei por amor….

– Você é louco?! – Saga não queria explicação queria era mesmo livrar o irmão mais novo daquela coisa demoníaca que se apossou dele, era o que pensava ao ver a tatuagem se mexendo e os olhos do irmão mudando de cor. – Você foi drogado isso sim. Esse seu casamento deve ter sido numa seita maluca….

– E você? – retrucou o marina. – Deu a louca, dominou o santuário e ainda por cima me prendeu naquele lugar…. – Kanon não conseguia pronunciar o nome do cabo onde ficou preso por um bom tempo antes de cair no templo de Poseidon. – Você…. Ainda por cima matou seu melhor amigo...

Foi o cúmulo. Saga deu um tapa no rosto do mais novo. Kanon ficou atômico com a reação do mais velho, mas tinha dito aquilo de raiva pelo irmão não aceitar o seu casamento e suas marcas. A situação pirou quando Afrodite e Baco entraram no terceiro templo e presenciaram a cena. Baco ao ver o seu companheiro levando um tapa viu tudo vermelho. Voou em cima do defensor da casa de gêmeos e rolou no chão com ele. O canceriano não sabia o que fazer, escutou um rosnado e viu o intruso querer arrancar a cabeça de Saga.

– Baco! – Kanon chamou a atenção do outro. – Pare! Ele é meu irmão gêmeo.

– Mas…. — estava com o outro dominado em baixo de si e pronto para arrancar a cabeça dele em um só golpe.

Os outros cavaleiros olhavam sem reação. Saga era outro que tinha medo no olhar. Como aquele pivete menor que ele conseguiu o pôr no chão e o vira além de deixá-lo numa situação vulnerável? Um pouco relutante saiu de cima do mais velho dos gêmeos e se afastou chegando perto de Kanon, fitou o local do tapa e olhou Diana no colo de Mu a qual sorrindo para ele.

– Se você macular, o meu Kanon, eu juro que nem mesmo os laço de irmãos que há entre vocês vai ser um ponto a favor para eu tira o seu coração ainda pulsando do seu corpo e fazer dele o meu troféu. – Baco mostrou os dentes e rosnou. — Não duvide que eu faço isso. Afinal eu vou proteger o meu companheiro e a minha filhote de tudo e de todos.

Baco puxou a contragosto o marina para fora do templo sendo seguido por Mu. Saga ainda não tinha entendido nada. Como assim meu companheiro e minha filhote? Seu irmão não se casou com uma mulher maluca que fazia parte de um culto maluco, isso era o que o geminiano mais velho pensava.

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Do lado de fora do templo de gêmeos

Baco olhava o rosto do marina. Kanon bufou como Diana fazia e deixou o outro ver se não tinha quebrado um osso. Como se isso fosse possível? Mas conheciam bem Baco para saber o quanto ele é super protetor, atencioso e principalmente amoroso em certas ocasiões mesmo essas são sendo as melhores qualidades dele.

– Nunca mais quero vê-lo sozinho com o seu irmão. — falou Baco olhando nos olhos do marina.

– Eu não ia imaginar que ele ia dá um piti quando viu a minha marca, Baco. — o marina ainda estava sem camisa só com a bermuda que usava para dormir.

Diana vestia só a fralda e olhava ora Mu ora os pais. Baco revirou a pequena e estranha mochila e deu ao companheiro uma camisa do marina que usava como pijama afinal Kanon é tanto de altura como tem um porte físico mais desenvolvido do que ele. Baco parecia um menino em comparação a idade do marina.

– Obrigada Mu por cuidar de Diana. – falou o gêmeo mais novo ao notar não só o ariano como o pisciano. – Ah. – segurou a mãos de Baco. – Esse é Baco, eu me casei com ele, eu e ele, ou melhor, ele teve Diana...

– Então os rumores eram verdadeiros. – se voltaram para dois cavaleiros que subiam as escadarias. – Nunca pensei que veria um dos deuses em carne e ossos na minha frente. – sorriu e esticou a mão. – Eu sou Dohko e esse aqui com cara de poucos amigos é Shion.

– Baco. – comprimento o libriano.

Shion não estava gostando nada daquela conversa. Pensava que era boato, cumprimentou o outro e o viu se apresentar para os demais cavaleiros. Kanon tinha mesmo se casado com um Deus e se não qualquer Deus mais um deus de outro mundo e com outra crença.

O grande mestre se recordou do dia que Poseidon requisitou o seu marina para uma missão juntamente com Sorento. Atena questionou o que o Julian ia fazer com o seu cavaleiro, afinal Kanon também é um dos seus defensores, ele respondeu que ia em outro mundo a pedido de um amigo.

Atena lembrou que um dia a muitos anos, e coloca anos nessa história, tinha ajudado uns seres de um mundo além do nosso e foram eles que trouxeram a raça de Shion e Mu a essas terras. Os lemurianos vinham desse tal mundo a qual pedia ajuda. A questão era que a ajuda era para um Deus que estava passando por uma fase ruim.

Baco fitou Shion que o analisava desde que o tinha visto dos pés à cabeça. Não se incomodava com o olhar, mas ao perceber a reação do irmão do seu companheiro imaginaria a reação dos outros, talvez um pouco pior do que a de Saga.

– Eu sou Baco. – chamou a atenção para si. – E sou um Deus no meu mundo. – fitou o marina. – Eu amo esse humano e vou compartilha não só a minha vida, mas os meus poderes e tudo o que eu posso dá a ele. – sorriu. – A família vai aumentar Kan. – o marina ficou intrigado assim como os outros. – Hélio está gravido esperando um filhote seu.

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Templo de Aries.

Aldebaran tinha terminado de arrumar a mesa com um belo café da manhã além dele que passou a noite de ontem no templo de Mu. Estava o dono do templo com Diana no seu colo, Afrodite que queria mesmo saber da conversa pela fonte, Dohko que tanto faz como tanto fez naquela conversa. Shion que previa uma guerra entre dois mundos e o casal em foco Kanon e Baco.

– Então... – mastigou um pouco e tomou um pouco do suco antes de continuar o marina. – Hélio engravidou mesmo.

– Sim. – fitou a filha que estava entre Mu e Aldebaran comendo um pedaço de pão com queijo. – Após sua partida ele deu sinais que estava esperando uma cria. Eu bem que queria vim antes, mas tive que cuidar de um contra tempo.

– Fala de uma invasão? – o marina ficou preocupado, pois tinha visto o estrago de uma invasão a pouco tempo antes de volta ao santuário.

– Falo de uma guerra. – voltou se para o marina. – Por isso vim antes do tempo. Tenho que fala com a Deusa da Guerra desse mundo e pedi que ela receba você, nossa cria e Hélio...

– Você não pensa... – cortou o companheiro já prevendo que ele ia o deixa de fora de uma guerra.

– Eu vou fazer. – Baco viu o outro se levantar. – E nem pense que vou mudar de opinião, eu perdi muito na outra guerra...

– Eu sou um cavaleiro e também um marina...

– Kanon! – bateu as mãos na mesa. – Eu perdi na última guerra mais do que terras, eu perdi um harém, filhotes pequenos e filhotes que nem viram o mundo. Eu sei que você é um ótimo guerreiro, mas essa guerra tem mais do que simples seres, tem Deuses envolvidos e não posso perder um segundo harém e meus filhotes de novo.

Kanon foi para o guardo já os outros na mesa fitavam qualquer coisa menos o casal, pois pelo teor da conversa talvez aquele casamento fosse mais do que uma união de amor, mas uma união para ter mais poder de fogo. Shion tinha percebido muito mais assim como Dohko e foi o chinês que começou a extrair as informações.

– Então veio ao nosso mundo para falar com Atena? – questionou o libriano.

– Ah... – se voltou para o chinês. – Sim, eu vim fala com a sua deusa para acomodar o meu novo harém.

– Harém? – questionou o pisciano.

– Nesse mundo não é comum vocês terem mais de um companheiro, mas na minha terra isso é comum desde que tenha poder para isso.

– Fala de dinheiro? – foi a ver de Aldebaran o questionar.

– Se você se refere a ouro e prata não é bem esse o poder, mas sim a capacidade de poder dar uma longa vida ao seu harém. – fez uma pausa e coçou a nuca para depois reiniciar a explicação. – Eu posso viver em torno de milênios a séculos, sou como um imortal no seu mundo, mas de alma não de corpo físico. Fisicamente falando eu vivo muito tempo, mas os seres comuns vivem muito pouco tempo e eu como o meu poder posso prolongar a vida deles com o meu poder.

– Interessante. – Mu falou limpando a boca de Diana.

– Contudo se eu morrer em batalha quando os meus companheiros estiveram com idade avançada. Bem... Todos morrem. – suspirou. – Eu acho que Kanon ainda não entende o motivo de eu ter pedido para ele retornar a sua terra natal. – virou para Shion. – Uma guerra entre Deuses no meu mundo tem muito impacto e talvez o meu mundo seja destruído como das outras vezes. Com meu harém em segurança vou ficar tranquilo inclusive agora que minha filhote está crescendo grande e saudável além de nosso Hélio ter conseguido engravidar de Kanon.

– Sabe... – Afrodite queria mais informações. – Essa gravidez pode acontecer com todos de sua terra... Digo com espécie diferentes?

– Você quer saber na verdade é se há uma possibilidade de um humano daqui engravidar de um ser da minha terra. – viu o sorriso do pisciano. – Não. A capacidade de engravidar em meu mundo veio de uma época em que as fêmeas estavam escassas e alguns machos receberam o dom de nosso pai de dar à luz aos filhotes. – o sorriso morreu no rosto do sueco.

Kanon não tinha ido ao quarto, mas estava escondido escutando tudo mesmo sabendo que Baco poderia descobri-lo ali sem o uso de cosmo. O marina tinha ciência de todos os problemas do companheiro, mas não ia deixa-lo sozinho naquele mundo lutando por todos. Suspirou indo em direção ao quarto de hospede, pois sabia como foi dura para Baco se reerguer. A missão a qual Poseidon o levou foi para ajudar Baco a lutar não só pela própria vida, mas a vida do seu povo e de suas terras. Sabia da morte do primeiro harém dele e o quanto o povo de Baco sofreu sem a proteção dele.

O surgimento de um novo amor e agora a reconstrução de um harém além das terras de Baco estavam indo muito bem só que uma guerra agora poderia destruir mais do que uma estabilidade, mas um renascimento. Kanon entrou no quarto e se jogou na cama, casando dormiu.

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Gostoso. Um carinho gostoso nos cabelos e como aquele travesseiro estava realmente fofo. Levantou num rompante e viu Baco o fitar com calma como se analisasse aquela reação. Kanon fitou a janela e viu que estava tarde.

– Desculpa. – falou baixo Baco fitando a bandeja de comida ao lado da cama.

O marina sorriu e pegou a bandeja vendo o que tinha. Não falaram mais nada afinal sabia que o seu companheiro não era de pedir desculpas e só depois de comer o compensou com muito amor e carinho.

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Os boatos corriam solto no santuário sobre Kanon e seu casamento. Saga ficou sem chão ao escutar do grande mestre que Kanon estava casado com um Deus. O geminiano percebeu a preocupação da deusa ao ser informada de tal situação e foi nesse momento que Saga decidiu que amanhã logo cedo falaria com o irmão, talvez a sua interpretação errônea da situação tinha colocado o seu irmão caçula contra o santuário ou algo pior o seu irmão poderia correr risco de vida e o que fez para ajudá-lo?

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Em outro mundo...

Alguém arrumava uma pequena mochila estranha e fitava pela última vez aquele quarto, suspirou e passou a mão pelo ventre que estava saliente. Agora era rezar ao grande pai dos deuses que seus amados não fossem mortos. Saiu do quarto e caminho para fora da moradia, no trajeto muita destruição e ao ganhar a rua viu focos de incêndios, vários soldados e muita destruição naquele vilarejo. A paz havia acabado e a população, os que sobreviveram, foram para um local seguro assim como ele estava indo.

– Adeus!

Disse ao seu antigo lar assim que entrou numa carruagem rustica puxada por dois lobos gigantes cinzentos e uma escolta de cem seres dos mais variados em direção de um portal. Deixou um lágrima cair que se petrificou e virou uma perola branca.

Continua...

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.