O Retorno Dos Seis

28 Capítulo 26 - New Sarah. New Cop. Old Feelings.


Notas iniciais
Oioi gente! Como vão?
Olha, eu sei que demorei, sei que faz quase uns cinco meses que não dou um sinal de vida e sei que parece que abandonei a fic. Não vou negar, por um certo tempo, abandonei sim, não tinha vontade de escrever. Não tinha inspiração. Não tinha motivação.
Mas, duas leitoras conseguiram reviver isso em mim, e espero que continuem acompanhando E mandando review, porque, em maioria, a falta de reviews me dá sensação de que ninguém ta lendo a fic, e acabo pensando em parar de escrever.
Então, voltei! E vim acabar o que comecei!
Espero que gostem!

Segunda nave de Lorien? Esse cara só pode estar brincando comigo...

Como assim segunda nave? Acha que pode me enganar?

– Sarah, me escute. Eu realmente conto a verdade. Nunca mentiria para alguém de minha famíl... er... alguém de nossa confiança.

– Ok. Mesmo que eu ache que isso é verdade,como pode provar que conta a verdade?

– Estou infiltrado entre os mogs, e pretendo salvar Quatro assim que possível, mas sozinho seria impossível. Procurei por todos os lugares por vocês, mas sempre partiam antes de eu chegar. Mas agora, você está aqui. E podemos finalmente salvar seu amigo.

– Quem disse que pretendo salvá-lo?

– Bom, se não pretende, o que faz aqui então? – Ele começa a se levantar e limpar a poeira de sua farda.

– Bom, eu... er... Ok. Eu vim aqui para salvá-lo, satisfeito? A casa sem ele está uma bagunça, ninguém está se focando no que realmente temos que fazer. Precisamos treinar e ninguém, além de Oito, se preocupa com isso. – Ele se aproxima e coloca a mão em meu ombro esquerdo.

– Olha, posso te ajudar a salvar Quatro. E posso fazer os mogs acharem que isso foi um acidente... uma falha na segurança! – Ele sorri e seus olhos brilham, como se esperasse isso por toda sua vida. – Mas com uma condição...

Estava bom demais pra ser verdade...

– Qual?

– Vocês terão que me levar junto... – Ele sorri e eu olho feio. Sério? – Ah qual é, Sarah! Eles irão desconfiar e irão investigar a falha na segurança... E quando fizerem isso, precisamos estar bem longe daqui.

– Tudo bem, tudo bem... Mas tenho apenas uma moto. Como três pessoas irão viajar em UMA moto?

– Três não... Quatro. – Ele me convida a descer pelo elevador.

– Quatro?

– Sim... Cinco está com ele.

– Cinco?! – Quase engasgo ao saber que Cinco esteve o tempo todo perto de nós.

– Sim e ele é incrível! Precisa de treinamento, claro, mas se ele estiver disposto a melhorar, ele será invencível! – Ele aperta o botão da garagem e nós descemos. – Bom, haverá alguns mogs na garagem, é melhor fingir que é minha prisioneira... – Ele pega a algema e eu dou meus braços. Ele coloca a arma em minha cabeça e eu me assusto. Que diabos esse cara quer fazer? – Relaxa, é só pra causar um efeito maior...

Assim que chegamos, a porta se abre e quatro mogs guardam o elevador do lado de fora. Ele batem continência para o policial e depois descansam. Ele passa pelos mogs e nenhum simplesmente questiona o porque de levar uma prisioneira para um carro, o que quer dizer que o Coronel deve ser alguém importante. Importante o bastante para me colocar dentro de uma base mogadoriana e tirar John de lá. Bom, assim eu espero.

Sento-me na maca e espero os machucados cicatrizarem. Em menos de cinco segundos estou novinho em folha. Ajudo Cinco a se levantar e curo seus ferimentos na perna e alguns arranhões no rosto. Cara, estou ficando bom nisso.

– Tudo bem? – Pergunto ao meu parceiro.

– Tudo. Só estou cansado de ficar aqui e me machucar tanto... Quero encontrar com os outros logo...

– Relaxa Cinco, daremos um jeito nisso. – Coloco-o na maca e ele vira de lado. – Agora só preciso curar mais esse machucado no seu ombro, mas pode ser que doa um pouco, ok? – Ele assente e eu começo. Sinto o suor frio descendo de minhas mãos e ele estremecer. Ele olha para mim e vejo seu rosto ficar mais branco que uma folha sulfite. Ele grita de dor e eu insisto. – Aguenta Cinco, já está acabando. – Sinto o “veneno” do chicote de Setrákus saindo do sangue de Cinco e vindo para a “superfície”. – Quase lá... – O veneno preto e gosmento começa a subir por minhas mãos e a ressecar. O ombro, antes preto e paralisado, está cicatrizando, devagar, mas sinto um alívio em Cinco. Quando tudo acaba, ele levanta e tira a camisa, jogando-a no chão. Ele vê o ombro, agora normal, no espelho e suspira.

– Cara, esse velho tem um chicote mágico, é? – Cinco brinca.

– Pois é. Imagina isso aí no seu corpo inteiro... E você pendurado no teto de uma arena de batalha vendo seus amigos sendo massacrados e não poder fazer absolutamente nada. – Pego a camisa de Cinco e entrego para ele, olhando para nós dois no espelho.

– Você ficou assim, foi?

– Não... Seis ficou. Ela é a mais durona de todos nós, e quando mais precisávamos dela, Setrákus foi mais esperto... Aconteceu o mesmo quando Sarah e Ella tentaram nos ajudar... Setrákus não pensou duas vezes e chicoteou as duas. Foi quando meu legado de cura apareceu, e eu salvei as duas. Eu achei que ia perde-la. Eu achei que nunca mais poderia dizer o quanto eu a amava e que nunca poderíamos construir nossa família. – E Cinco estava olhando estranho para mim. E eu não estava mais ali. Estava em Paradise. Estava em casa, com Sarah, que acabava de chegar do Colorado. E Henri estava fazendo compras. E nada mais importava. E eu a tinha em minhas mãos. Nós nos beijávamos e eu não queria parar nunca. E estava cada vez melhor. E quando tudo estava perfeito, Henri chegou. E nós nos arrumamos. E eu só pensava no que aconteceu. E ela também. E o quanto eu queria voltar no tempo e nunca tê-la deixado.

– Quatro! Quatro! Hello! – Cinco estralou os dedos e eu estava de volta. – Nossa cara, você desligou. Ficou olhando para o espelho e sorrindo. Estava lembrando de alguma coisa?

– Não, é que... – Mas não consigo conter o sorriso em meu rosto. E não vou conseguir mentir sobre os momentos maravilhosos que passei com Sarah. – Estava lembrando de uma garota...

– Ah sei bem... – Ele também sorri. – E aposto que do jeito que ficou sorrindo, não era qualquer garota.

– Não, não era. Era a garota, sabe?

– Sei... Mas aposto que com seus deveres lóricos, ela surtou e te deu o fora né?

– Não, pior que não. Ela me aceitou como realmente sou, e ela me procurou e tudo mais, mas não deu certo. Na verdade ela estava comigo até uns dias atrás, mas ela está com outro cara, e eu com Seis...

– Você e Seis? Wow. Você não perde chance, hein? – Nós rimos. – Mas e aí? Sarah ou Seis?

Chegamos ao carro e ele me enfia no banco traseiro. Ele se coloca no banco do motorista de um camaro preto e acelera. Saímos do hotel em direção a Phoenix. Retiro a algema com minha telecinesia e passo para o banco dianteiro.

– São quantas horas de viagem? – Pergunto.

– Mais ou menos cinco horas, então descanse bem, pois quero chegar lá, pegar Quatro e Cinco e dar o fora o mais rápido possível. E com esse carro, sei que isso vai funcionar. Só preciso que você colabore. – Ele olha para mim e eu assinto.

Tento dormir um pouco mais é impossível. Penso em John sendo torturado, em Cinco lutando para salvar seu amigo, em Nove beijando Seis, em Sam e Ella não entendendo o que aconteceu, em Sete e Oito dando bronca no casal que se beijou mais cedo, em Malcolm se preocupando com a Garde se desentender e em Bernie tentando não se entristecer ao pensar que tudo está perdido.

Penso também em meu sonho no dia em que Nove estava de mau-humor. De John e Cinco chegando à varanda de casa. Dos dois estarem feridos e cansados. Suas roupas rasgadas e sujas. A adaga no ombro de John e eu o machucando quando o abraço. Espero que essa adaga não esteja em John quando eu o encontrar...

Paramos em um posto de gasolina para abastecer o tanque e comprar água. São 17h, o que presumo que estamos chegando. O sol se pondo no horizonte com carros em alta velocidade seguindo em sua direção. Nós pagamos e seguimos a viagem. Ligo o rádio e ouço uma música antiga, porém maravilhosa. Infelizmente não sei o nome, só sei que fala sobre sermos heróis, e é isso o que nós somos. Ou quase somos.

– Sarah. – General Jones para o carro e desliga-o, desligando o rádio junto. Ele olha sério para mim. – Chegamos.

Olho pela janela e vejo uma montanha bem distante da estrada. Tá de brincadeira que é lá, né?

– Vamos ter que ir andando até lá. O plano é o seguinte: Eu te deixo lá dentro, como “prisioneira”. Tento distrair os mogs com conversa fiada na sala de segurança, onde fica o controle das câmeras, e você acha Quatro e Cinco. Você terá exatamente dez minutos para fazer isso, pois, passado esse tempo, vou desligar a força e você vai sair de lá com eles. Te dou cinco minutos, no máximo assim, e depois vou ligar a força. Entre no carro e me espere. Chegarei aqui uns vinte minutos depois, mas se não chegar, quero que saia de Phoenix e se encontre com a Garde. Certo?

– Não. Não vou te deixar lá. Fique de olho na energia e deixe o máximo que conseguir as luzes apagadas. Assim que der dez minutos, saia de lá e nos encontre no carro. Nós estaremos aqui. Ou ao menos estaremos fora da base. – Ele discorda com a cabeça. – General Jones, isso não é uma sugestão, é uma ordem.

– Tudo bem. Agora vamos. – Ele sai do carro e tira as chaves do contato. Vai até o porta-malas e o abre, revelando um arsenal incrível com qualquer tipo de arma que imaginar. – Tome essas duas. E... hm... Mais essa aqui. – Ele me pede para segurar duas pistolas e uma G-MAL. – Vou usar isso até lá dentro, depois te entrego na cela e você saberá o que fazer. Pronta?

Assinto com a cabeça. Ele fecha o porta-malas, me entrega a chave e começamos a andar.

Vamos. Está na hora de mudar o meu sonho, e tirar John de lá de dentro.



Notas finais
Hope you liked guyyyys o/ ~~