O Retorno Dos Seis
14 Capítulo 13 - Amigos de verdade
Notas iniciais
Olhem, eu estou tão exagerada no romance que decidi colocar mais ação nesses capítulos então ficará bem mais "Pittacus" não acham?
Então, a partir deste capítulo vamos tirar a #AWN e colocar #PorradaNeles, que tal? uahuahuahuahuah
Espero que gostem :D
*Acho que exagerei na ação. E nas mortes. E no tamanho do capítulo xD*
Foi uma armadilha. Walker armou isso. Mas como? Oito estava o tempo todo com ela, não teria como ela falar nem avisar os outros agentes. O que mais me deixa preocupado são as famílias dessas pessoas. Todos mortos. Só nós, lutando pela nossa sobrevivência. E pela sobrevivência deste planeta.
Sarah acorda e está um pouco assustada, o que me deixa mais preocupado ainda. Como ela irá se proteger? Os mogs com certeza irão atrás dela. No mesmo instante que tento correr até ela, um mog aparece atrás de mim apontando uma espada. Assim que ele tenta me atacar, eu me viro e dou um chute em seu pescoço. Ele cai e grita de dor. Pego-o pelo pescoço, e sem dó nem piedade, enfio a espada em seu peito. Está na hora de começar a me mexer, tomar decisões. Escolher para onde vamos, o que vamos fazer.
Lembro-me de nossas arcas que estavam no apartamento. Mesmo Seis tendo me avisado, eu as esqueci. Espero que ela não esqueça. Nove chega perto de mim e fala alguma coisa porém não entendo nada. Volto a correr até Sarah, que está nos últimos assentos do avião. Mato cada mog que vejo na minha frente. O penúltimo que matei escondia uma adaga lórica, que agora é minha. Ela me abraça quando me ajoelho ao seu lado, e ouço-a chorar. Passo a mão em seus cabelos loiros e curtos, e agora percebo que há mechas rosas nas pontas. Está linda, óbvio, mas com um ar mais radical.
Ela se levanta, enxuga as lágrimas com a manga da jaqueta e corre até o mog mais próximo de nós. Ela o derruba com uma rasteira, pega seu canhão e atira em sua cabeça. Um já foi. Morto.
Faltam oito.
O próximo sou eu que ataco. Um soco no ouvido, outro soco na barriga, outro no queixo e logo ele está no chão. Pego a adaga e a afundo em seu pescoço, matando-o.
Faltam sete.
Sarah e eu matamos o próximo. Ela o joga contra os assentos e eu pego uma espada, enfiando-a em sua perna. Ele geme de dor, mas não desiste. Com minha telecinesia, o jogo para o outro lado do avião. Um pouco depois, jogo a espada, que finca em sua barriga. Um grito, seguido de poeira.
Faltam seis.
Sarah chuta sua perna, e como se eu pudesse prever o que ele faria, a puxa para trás, antes que ele pegue uma faca e jogue para nós. Caímos no chão, porém nos livramos da faca. Vejo uma arma comum ao meu lado e a pego. Três tiros bastaram.
Faltam cinco.
Sarah desvia de todos os golpes, e quando percebo, ela se tele transporta para trás do mog. Segundos depois uma espada percorre seu corpo, e o chão se enche de cinzas.
Faltam quatro.
Estou tão impressionado que ela faz a mesma coisa com o próximo, e o mata com um tiro de canhão.
Faltam três.
Ela se aproxima e fecha minha boca, sorrindo para mim.
– Cuidado John, assim você pode acabar babando... –
Eu rio e fico cada vez mais impressionado. Sarah está maravilhosa. Os golpes, os olhares cada vez que mata um mog. Sinto-a como se fosse uma loriena. Como se apenas essa sua parte estivesse adormecida, e agora está despertando. Mas isso seria impossível...
– O próximo é meu. –
Digo e ela move a cabeça em sentido afirmativo.
O mog corre contra mim, e eu contra ele. Assim que estamos próximos o suficiente para ele me matar, eu pulo. Pulo por cima dele, parando logo atrás do mesmo. Pego a arma e atiro duas vezes em sua cabeça. Dois segundos depois o chão se enche de cinzas mais uma vez.
Faltam dois.
Bom, faltavam. Nove cuidou deles. Não resta mais nada. Os passageiros e aeromoças estão mortos. Agentes e mogs também. A única coisa que estou rezando para não estar morto é o piloto.
Nos encontramos no meio do avião, e estamos pingando.
– Espera... Cadê o Oito? –
Sarah nos pergunta.
– Não sei, não o vi desde que começamos a lutar... –
Nove responde. Os dois olham para mim e eu fico confuso. Também não o vi quando começamos a lutar. Não vi ele nem a... Walker.
– Pessoal, vamos procura-lo. Agora! – Grito.
Saímos correndo. Eu vou em direção a cabine do piloto. Sarah e Nove vão para a segunda classe. Pulo os corpos jogados no chão e quase escorrego em uma poça de sangue. Meu coração dispara. Se Walker estiver com ele, perderemos mais um lorieno. Mais um amigo. Mais um irmão. E não estou pronto para isso.
Chego a cabine e meu corpo é tomado pelo pânico. Os dois pilotos, mortos. Estão caídos em cima do manche e o avião começa a descer. Dois agentes estão caídos inconscientes ao lado direito da cabine, e um me parece bem familiar. Purdy. Pego-os pelo pescoço e apoio suas costas na “parede”. Dou-lhe uma bofetada e ele acorda.
Assustado e aflito Purdy tenta tirar a arma da cintura, mas sou mais rápido e a tiro com minha telecinesia. Ela flutua sob a palma de minha mão, e eu a giro. Para frente e para trás. Para direita e para esquerda. Ele, sem tirar os olhos da arma, cutuca o outro, que acorda rapidamente.
– Que foi, Purdy? – Ele resmunga.
Ele aponta para mim, e sem que os dois possam reagir, jogo a arma, como um bumerangue em suas direções. Ela bate no rosto dos dois e eles voltam a dormir. Vou precisar deles, só que mais tarde.
Seguimos pelo corredor estreito até a metade da segunda classe. Nove vai na frente, segurando uma pistola pequena e preta na frente do rosto. Ele mira para todos os lados e grita por Oito de vez em quando. Olho em baixo dos bancos para ter certeza de que ele não está lá.
Estamos quase no final do avião, quando avistamos o cordão de Oito. Ele está manchado de sangue em uma parte e a corrente está se rasgando. Coloco-o em meu pescoço e uma sensação boa percorre meu corpo. Nove corre até a parte em que os lanches e bebidas ficam armazenados e eu o sigo. Tudo que vemos são dois agentes mortos, tudo bagunçado e vasculhado, como se procurassem algo e não achassem e Oito. Ele está ferido e inconsciente.
– John! John, nós o achamos! – Nove grita.
Passamos os braços dele por nossos pescoços e tentamos levantá-lo. Assim que saímos do pequeno espaço e vemos John correndo em nossa direção, ouço um barulho. Um tiro. Dois. Três.
Nove cai no chão e grita de dor. Suas costas estão furadas e sangrando. Oito cai sobre mim e eu caio no banco. John corre ainda mais e quando consigo olhar para trás, vejo a agente mais idiota do mundo: Walker.
Achei que ela poderia nos ajudar, mas foi tudo uma cilada. Setrákus foi “bonzinho” apenas para que pegássemos esse voo, onde ele sabia que não teríamos chance. E agora, ele pode estar indo em direção aos outros.
Um sorriso malicioso se forma em seu rosto, e Nove continua no chão. Com sua telecinesia, John tira a calibre 12 de sua mão e a levanta no ar. Ele a vira de ponta cabeça e atira-a perto da cabine do piloto. Posso ver a raiva e o medo queimando nos olhos de John.
Ouço um crec no ar, assim que ela atinge o chão. Sugiro que suas costelas estejam quebradas, ou até mesmo um braço. Coloco Oito sentado em um assento, e me ajoelho ao lado de Nove. O viro de costas para o chão, com uma mão em baixo para estocar o sangramento e sua cabeça em meu colo.
John está em pé, olhando para nós com lágrimas nos olhos. Eles estão vermelhos e parecem inchados. Começo a chorar e coloco minha testa apoiada na dele. Dou-lhe um beijo na bochecha, e ele sorri para mim antes de apagar. Sua respiração fica cada vez mais ofegante e o sangramento não para.
– Nove, Nove por favor... Aguente firme... –
– Sar...Sarah, você sabe que eu sempr...sempre achei você incrív...incrível. – Ele passa os dedos em meus cabelos curtos. – Nos poucos minutos que convers... conversamos eu soube que voc... você era especial. E que eu te amar... amaria por um bom temp... –
Ele não termina a frase e fecha os olhos. Sinto que vou perde-lo. Sei que vou perde-lo.
– Não, Nove... – John, agora mais uma vez com os olhos em chamas de tanta raiva, está olhando para nós, com um ar reprovador. – John, por favor faça alguma coisa! –
Ele desvia o olhar, e vira as costas para nós. O avião começa a virar para a frente e eu caio em cima de Nove, que geme.
– John! John, por favor! – Estou chorando, e grito o máximo possível. – Você tem que me ajudar! –
Ando até a metade da primeira classe e me sento. Tomo o drinque que um passageiro tivera pedido e relaxo. Dane-se Nove. Não vou curá-lo, não sou idiota. Se eu o curar, sei que vou perder Sarah. Mas ficarei com Seis.
Preciso pensar. Pensar muito bem.
Não, espera ai John... Você vai mesmo deixar o ciúmes vencer você, e perder um amigo, um irmão, um lorieno, por causa disso?
Penso comigo mesmo.
Sim, afinal, como Nove mesmo disse, amigos de verdade não dão em cima da garota que ele está a fim.
Não, John não seria capaz disso.
– John, seu idiota! –
Ele recusa a me ouvir e coloca os fones de ouvido. Sinto que o avião vai cair, mas me preocupo mais com Nove. Ele tenta sussurrar alguma coisa, mas tudo que sai de sua boca é sangue. Sangue e mais sangue.
O pânico toma conta de mim. John está sendo infantil demais. Ciumento demais. Idiota demais.
Deixo Nove encostado em um assento e saio em disparada até Walker. Ela está começando a acordar quando me aproximo. A pego pelo pescoço, e vejo uma faca no chão. Sem pensar duas vezes, pego a arma e ameaço cortar sua garganta. Ela ri. Aproximo mais ainda a faca, e ela debocha.
– Você não teria coragem... –
– Não? –
Corto sua garganta de ponta a ponta.
– Tem certeza? –
Ela não responde e tenta colocar as mãos no ferimento, mas com a força da minha mente as prendo junto a seu corpo.
Enfio a faca em sua barriga, e ela cai de dor.
Mais uma facada no tórax. Mais uma no quadril. E finalmente uma no coração.
Minha jaqueta está totalmente ensanguentada. Assim que vejo o que fiz, fico tomada pelo ódio. Ódio de ter matado alguém tão friamente, de ter sido tão cruel. De ter feito isso.
Arremesso a faca na poltrona que John está sentado e por pouco ela não acerta seu ombro. Ela finca na parte esquerda do encosto e ele olha fixamente para mim.
– Você sabe do que sou capaz de fazer... – Ele olha para minha roupa ensanguentada e se espanta. Depois olha para Walker no chão e para a poça que se formou ao seu redor. – Acho melhor fazer o que eu peço... –
Estou ficando doida. Maluca. Talvez começando a ter um desejo de matar tão grande que não sei se vou me controlar. Eu gostei do que fiz. E não era esse sentimento que eu queria ter ao matar Walker.
– Sarah, entenda... Eu não vou curar Nove. –
Eu me aproximo e retiro a faca do encosto. Ele não para de me olhar, temendo que eu faça alguma coisa.
– John, espero que você me perdoe... –
E antes que eu possa enfiar a faca em seu peito, dois tiros cortam o ar. Purdy e mais um agente estão em pé, em frente à cabine do piloto, segurando duas K-47. Ele metralha tudo que vê pela frente e eu e John pulamos para baixo dos bancos.
– John, faça o avião cair. Agora! –
Eu grito. E ele assente. Com a mão apontada para o mache, que está uns cinco, seis metros de nós, ele o faz ir para frente.
De repente, os agentes caem para trás e nós subimos no ar. John pega as armas, e atira nos dois. Pronto, Purdy e seu amigo estão mortos.
– Acho que aqui tem dois paraquedas, Sarah! –
Ele grita, mas não dou ouvidos. Se John acha mesmo que só eu e ele vamos pular, está muito enganado.
Chego perto de Oito e ele acorda.
– Oito? Tudo bem? –
– Sim, sim... O que aconteceu? –
Seu rosto forma um ponto de interrogação quando ele olha para todos os corpos no chão.
– Depois te explico, mas agora nós temos que pular. O avião vai cair. John está lá na frente te esperando. –
– Ok. –
Ele corre até John, que o abraça forte.
– Nove? Nove, nós precisamos ir. Você precisa levantar só um pouquinho, ok? –
– Não Sarah, por favor... É muita dor... – Ele chora. Um choro que me faz sofrer. Não quero vê-lo assim, e agora mais que nunca preciso ajuda-lo.
– Nove, olhe para mim. – Ele levanta a cabeça, e seguro seu queixo. Puxo o para mim e o beijo. Um beijo longo e suave. Assim que nos paramos de nos beijar, ele sorri. – Eu preciso que você levante. Eu preciso de você. Comigo. Então, vamos lá... –
Ele assente e se apoia na poltrona, entrelaçando seus dedos nos meus. Com dificuldade, percorremos o caminho até John. Ele olha para nós e depois repara em nossas mãos, entrelaçadas. Sei que ele está furioso, mas temos que fazer isso, para a sobrevivência da espécie dele.
Coloco um paraquedas em mim e em Nove, e John coloca nele e em Oito. Segundos depois nós pulamos. O vento batendo em meu rosto, e o sol quente em meu corpo frio. Estamos longe do chão, e pelo que posso ver, o avião vai bater em uma montanha, não muito próxima de nós.
Nove fecha os olhos, e assim como eu sente a brisa refrescante. John e Oito, que estão mais abaixo de nós, estão calados. Mudos. Sérios.
Ao atingir o solo, sinto minha perna doer. Nove cai em cima da fina camada de neve, perto de uma montanha rochosa. John e Oito, se levantam e correm até nós.
– Estão todos bem? – Oito pergunta, apoiando as mãos nos joelhos para respirar melhor.
– Não, não está! – Respondo alto o suficiente para John ouvir.
– Ah qual é Sarah! Vai brigar comigo por causa disso? Sério mesmo? Deve ter um hospital aqui perto... – Olho para o horizonte e só vejo pinheiros e mais pinheiros.
– John, não me obrigue a obrigar você... –
– Ah nossa que medo! Ela vai me obrigar! – Rio. – Pelo amor de Deus Sarah... Acha mesmo que é capaz de me enfrentar? –
Ele não deveria ter falado isso. Pego a faca que estava na minha cintura e parto para cima dele. Ele me ataca, mas desvio de todos seus golpes, até que eu o acerto no rosto, deixando um leve corte. Ele se afasta um pouco, colocando as mãos no ferimento e sorri. Pega um punhado de neve e joga em cima de mim. Eu o faço parar no ar e arremesso de volta para ele, em seguida jogando a faca, que acerta seu ombro.
– Sim, John, eu acho que sou capaz de te enfrentar. –
Notas finais
*Homenagem ao Lupi, que adora ação o/*
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