O Retorno Dos Seis

35 Capítulo 33 - Another loss.


Notas iniciais
Hey hey guys! 33º capítulo!
Espero que gostem e não chorem! haha
See ya o/

Meu coração para. Setrákus sorri e anda em minha direção. Sarah está inerte em meu colo, mas respira. Uma respiração fraca, que pode parar a qualquer momento. Sete e Oito se aproximam de mim e sinto minha raiva passar para eles. Oito corre até a porta dos fundos e ouço-o avisar Seis e Nove. Não consigo tirar os olhos do mogadoriano, que se aproxima devagar. Ele risca a unha na parede, fazendo um barulho insuportável. Mas nada me atingi no momento. A vida da pessoa que mais importa para mim está em risco. E ele vai pagar por isso.

- Quatro... — Sete murmura, mas não a olho. Grudo ainda mais os olhos no verdadeiro demônio à minha frente. – Deixe que seguro a Sarah.

Eu pego o corpo dela e coloco-o nos braços de Sete. Ela consegue leva-lo até a cadeira da cozinha e tenta reanima-lo. Mas pelo o que ouço, tudo é em vão e sem sucesso.

Eu penso em tudo o que já passei com ela. O dia do jantar em sua casa, o dia que ela voltou do Colorado, as aulas de economia doméstica. Tudo isso, para chegar aqui e ele estragar tudo. Mas não vai sair barato.

Ele estrala o chicote no chão e eu desperto do transe. Meus olhos se enchem de fúria e tudo o que faço e incendiar-me. Setrákus não fica nem um pouco surpreso e ri de mim. Eu começo a levitar e a fazer algumas bolas de fogo, que levitam ao meu redor. Voo alguns centímetros para frente e consigo o encarar de perto.

- Você acha que é capaz de me enfrentar, Quatro? – Setrákus questiona. Consigo sentir seu bafo de carniça e ver sua cicatriz pulsar mais forte enquanto fala.

- Eu não... Mas nós somos capazes. De te enfrentar e de te vencer.

Ele cai na gargalhada.

- Então é isso que vamos ver. – Ele me encara e eu voo para trás. Com minha telecinesia, explodo o teto acima de nós e jogo-o a milhares quilômetros de distância. Direciono as bolas de fogo contra Setrákus e depois levito em sua direção, tentando acertá-lo. Não consigo abatê-lo, mas com minha velocidade, faço-o cambalear, dando uma oportunidade aos outros. Oito chega ao corredor estreito e se transforma em um tipo de ave com cabeça de raposa. Não vejo Ella, Sam, Cinco e B.K em lugar algum, mas não estou concentrado o suficiente para procura-los.

Estou acima da casa, vendo a luta de Oito contra Setrákus. Vejo Sete tentando reanimar Sarah, e tento ler seus pensamentos.

Ela não vai aguentar. Pode até ter legados, mas ainda não os desenvolveu o suficiente para aguentar uma chicoteada de Setrákus. Da outra vez ela conseguiu, mas não sei se isso vai se repetir.

Entro em pânico e me desconcentro no legado de voo. Começo a cair em direção ao gramado, onde vejo uma batalha entre Nove, Seis e mogadorianos. Antes de acertar o chão e queimar tudo o que resta lá, acerto bolas de fogo nos mogadorianos mais próximos, até que estabilizo minha concentração e volto a voar. Alguns canhões estão apontados para mim, mas com telecinesia, Seis os puxa para ela e os faz voltar contra eles, igual a um bumerangue.

Eu assinto com a cabeça e desço. Corro pela arena de batalha improvisada e tento chegar à cozinha. Sete está chorando, com a cabeça em cima das pernas de Sarah. Jones está desesperado e Malcolm tenta acalma-lo. Eu mexo a cabeça em direção à pequena porta da dispensa, e Malcolm assente. Ele fala com Jones e os dois se encaminham para lá. O pânico e tristeza me invadem e eu corro até as duas.

- Sete, me dê cobertura! – Eu grito, tentando afastá-la de Sarah.

- Me desculpa, Quatro. Me desculpa... – Sete chora ainda mais. Eu seguro sua mão e ela assente, ainda com lágrimas nos olhos. Sete fica em posição de ataque e olha para o corredor, que está totalmente destruído e para a porta de ferro, caso algum mog intrometido chegue até a cozinha.

- Vamos lá, Sarah... – Murmuro. Esvazio minha mente e penso somente na vida dela. Penso em como nos divertimos, em como ela era feliz. Penso na perda que seria para todos nós. Penso em como seria difícil me despedir dela. Penso em como seria ter que contar isso aos pais dessa pessoa que me faz sorrir só de estar sorrindo. Mas não me foco nisso. Ela vai morrer. Mas não hoje. Sinto a energia correr em minhas veias, descendo e subindo pelo corpo todo.

Encosto minha mão direita em sua caixa torácica e não sinto nada. Nenhum sinal de vida. Minha mente está uma bagunça, mas me foco. Começo a ficar ofegante por não sentir nenhum batimento cardíaco, mas tenho que me concentrar. Imagino que estou seu coração em minhas mãos e tento reanima-lo. A energia azul desce pelo meu braço e se localiza em cada um de meus dedos. Como um choque, eletrocuto seu corpo e ele pula. Sinto sua pulsação, mas sem sucesso. Mais uma vez, a eletrocuto. Mais uma vez, sinto sua pulsação. Mais uma vez, sem sucesso.

Sete olha para mim, que eletrocuta o corpo de Sarah consecutivas vezes, mas todas em vão. Lágrimas brotam dos meus olhos e caem no chão de madeira. Minha visão começa a ficar turva por causa da perda de energia, mas ignoro.

- Não, Sarah... Não me deixa... Não me deixa... – Murmuro, em uma tentativa de trazê-la de volta. Coloco o ouvido em seu peito e ignoro o barulho lá fora. Fico na esperança de ouvir um batimento, mas nada. Até que Sete coloca a mão em meu ombro. Eu me viro para ela, que está com os olhos fechados, e vejo um brilho azul descendo de seu ombro até o meu. Meu corpo estremece, mas uma sensação de paz me invade. Ela não para nem por um minuto, apenas continua me fortalecendo. Eu coloco a mão em Sarah e deixo a energia fluir até seu corpo.

Fecho meus olhos e sinto a energia chegar e ir, levemente passando por todo meu corpo e se transportando para o dela. Sem abrir os olhos, tento sentir sua pulsação. Esvazio minha mente e penso nela viva, antes de tocar seu pescoço.

Minutos se passam e nada acontece. Quase desisto e desencosto os dedos, mas uma coisa me faz parar. Ouço um pequeno tum-tum, seguido de outros, separados por um grande espaço de tempo, que vai diminuindo.

Abro os olhos e vejo Sarah respirando bem devagar. Olho par Sete, que sorri para mim e volta a me dar cobertura. Levanto-me e pego Sarah no colo, passando meus braços por baixo de suas pernas e seu braço por cima de meus ombros. Mexo a cabeça para Sete, que assente e vai até a porta de ferro, vendo se o caminho está livre. Ela se vira para mim novamente e entendo o sinal. Ela começa a correr, e logo em seguida, sigo em sua direção. Corro o mais rápido que posso, vendo os borrões de Seis e Nove de um lado contra uma grande mancha preta de outro. Ouço um urro de um píken, seguido de vários outros urros e consigo alcançar a floresta. Sete vai à frente abrindo o caminho com sua telecinesia. Os píkens correm atrás de nós, quebrando os galhos e derrubando as árvores. As patas batem no solo seco, fazendo um barulho estrondoso. Sinto um se aproximando e me viro para trás. Vejo sua pata tentar me alcançar e me abaixo em um movimento rápido. A pata do animal quebra três árvores enormes e ele urra.

Com uma mão acendo meu lûmen e consigo fazer uma bola de fogo, que “atiro” no píken. No momento que ela se encaminha até ele, ele abre o que chamaríamos de “boca” e ela desce goela abaixo. Sinto meus olhos arregalarem e volto a correr. O píken para e explode, jogando seu sangue preto e gosmento em cima da paisagem. Sou jogado para frente por causa do impacto da explosão, mas antes que atinja o solo, eu decolo. Subo para verificar onde Sete está e a vejo atrás de uma árvore, ofegante. Desço e me encontro com ela.

- Sete... – Cochicho. – Fique aqui com Sarah, mantenha segura. Eu já volto.

Ela assente, tentando recuperar o fôlego e eu deixo Sarah encostada em uma pedra próxima à árvore. Viro-me e corro em direção aos dois píkens. Eles têm três chifres na cabeça e sua cor cinzenta me lembra um elefante misturado com rinoceronte. De onde eles tiram isso, cara?

Eles se aproximam rapidamente, e estou somente com meus legados, tentando me recuperar da correria. Vejo um galho estranhamente grande ao meu lado e com telecinesia, o arranco da árvore. Ele flutua até mim e eu o seguro. O primeiro píken vem a toda e eu jogo o pedaço de madeira, que se incendeia ao sair de minha mão em sua direção. O galho acerta um de seus olhos, que explodem e deixam a gosma preta escorrer em sua pele. Puxo o galho de volta e vejo o buraco que ele deixou na cara do bicho. Ele cai e esperneia, depois explodindo e formando uma nuvem de cinzas. Jogo o galho de lado e no meio da nuvem de cinzas, vejo o segundo píken se aproximar. Eu voo acima das árvores assim que ele está a centímetros de mim. Ele para e se pergunta para onde eu fui. Faço o galho levitar novamente até minha mão direita e com um só golpe, “desligo” a levitação e cai por cima do enorme monstro, enfiando a parte afiada da madeira no meio de seus olhos, bem no crânio. Pulo para longe e ele cambaleia, com o sangue preto esguichando do ferimento e explode em cinzas.

Olho para ver se não há mais nada nos seguindo e corre até Sete. Ela está sentada atrás da árvore, com Sarah deitada em seu colo. Sarah cochila enquanto Sete tenta se manter acordada e de vigia.

- Vamos lá, Sete. – digo, pegando Sarah cuidadosamente no colo. Beijo sua bochecha e continuamos a correr. Sete vai atrás agora, matando os mogs enxeridos que seguem nosso rastro. Ouço explosões e mais píkens na antiga casa, mas não retornarei lá antes de deixar Sarah e Sete em um lugar seguro.

Começo a sentir câimbra na perna, mas continuo a correr. Avisto o final da floresta e aumento a velocidade. O final é um grande vale onde não se avista nenhuma rodovia. Procuro por uma civilização, mas nada é suficientemente perto para deixar as duas.

Sete chega e encosta suas costas em mim, esperando que alguns mogs se aproximem. Não há como escapar correndo, pois é uma distância muito grande. A não ser que...

- Sete...

- Oi.

- Se segure em mim e não solte, tudo bem?

- Ok... – Ela se vira e retira o cinto da calça jeans, fazendo um laço, onde colocamos nossas mãos em cada buraco. – Mas o que voc...

E eu decolo. Tenho medo de deixar uma das duas cair, mas é preciso. Voamos a uma altura média. Uns dois metros do chão mais ou menos, mas a velocidade é bem mais rápida que uma corrida a pé.

- JOHN! – Sete grita e aponta para um helicóptero repleto de agentes, que miram em nós com suas armas enormes. Eu me assusto e faço meia volta, ficando de frente com o helicóptero.

- Sete. Desvie tudo o que vier em nossa direção.

Ela assente e começamos a nos locomover até eles. Balas de metralhadora passam por nós e as que nos acertariam em cheio, Sete as desvia. Estamos a uns quarenta metros deles e o cinto começa a escorregar por causa do suor. Tento não demonstrar pânico, mas Sete já notou que as chances dela possivelmente cair aumentaram.

- Sete... Eu vou fazer uma coisa e você tem que me prometer que vai fazer o seu melhor, tudo bem? – Eu grito, o som sai abafado de minha boca por causa das hélices do helicóptero, mas ela compreende.

- Tudo b... – E antes que ela possa terminar a frase eu a arremesso contra do helicóptero. Pego Sarah com os dois braços e voo rapidamente até estarmos a centímetros do grande pássaro de aço, pegando Sete com o cinto. Ela entrelaça a mão na tira de couro e me olha brava. Os agentes atiram, mas o piloto entrou em pânico e desmaiou. Empurro os atiradores para fora do helicóptero e coloco as duas meninas lá dentro. Vou até o copiloto e o olho nos olhos. Assustado e tremendo ele abaixa a cabeça.

- Nos leve até aquela cabana no alto daquela montanha. AGORA!

Ele estremece e troca de lugar com o piloto, que está acordando. Eu o pego no colo e o jogo contra uma parede de aço, amarrando os cintos em seus pulsos, como uma espécie de algema.

- Sete... Intimide esse idiota e faça-o leva-las até o local que eu pedi. Vou ajudar os outros e depois encontramos vocês lá, tudo bem? – Sete assente e se senta contra outra parede, colocando a cabeça de Sarah em suas coxas. – Só vou revista-lo e depois parto.

Sigo até o copiloto e retiro dele a pistola que estava em sua cintura, dando-a Sete. Pego duas metralhadoras e jogo o resto do helicóptero. Fico na “porta” e olho para Sarah, sorrindo. E depois pulo, voando a favor do vento, que me dá uma velocidade extra.

Aterrisso alguns metros antes do gramado e assim que estou prestes a entra em ação, sou jogado para trás com uma explosão que ocorreu na casa. Tento me aproximar, mas sou impedido por uma dor no tornozelo. Caio assim que tento me levantar e grito de dor. Coloco a mão em cima do local que dói e vejo um feixe de luz aparecer assim que puxo a calça para cima.

Notas finais
D: D: OUTRO GARDE NÃO! :'(((((
Espero que tenham gostado D:
Um beijão!

Mrs.~~