O Retorno

1 Capítulo 1 - O Líder Renegado


Notas iniciais
Bom, esta é a primeira fanfic que posto no Nyah embora já tenha lido algumas fanfics aqui. Já fiz algumas fanfics antigamente, sendo elas PokéEvolution, Pokémon Super Gold, A História de Subaru e várias outras, porém acredito que não tenham as lido pois postei em foruns diferentes e alguns acabaram caindo.
Sinceramente, espero que gostem da fanfic. Enviarei um capitulo por semana e pretendo fazer uma história o mais memorável possível. Boa leitura.

Nossa história começa em um lugar onde os sonhos de muitas pessoas são realizados, porém há um sonho já sem esperança. Estamos na portaria da Elite 4. um lugar que um dia fora um palácio de sonhos e sorrisos é agora um lugar sem vida e amargo, não podia-se ouvir um sorriso, uma expressão de felicidade, um grunhido de Pokémon voador. Silêncio... Apenas silêncio... Até que um senhor abre a porta e sai. Era um dos membros da Elite. Tinha longos cabelos tão brancos quantos os lírios que um dia já existiram na recepção, barba tão longa quanto a de um mago, seu olho direito era castanho, já seu esquerdo tinha um tapa olho, além disso vários arranhões no rosto que seriam de sua jornada como caçador de feras e trajava um grande casaco, calça e sapatos negros. O porteiro tinha estatura média, olhos tão azuis quanto as frutas Laran, tinha corpo definido, barba rala, usava um colete vermelho por cima de uma camisa social branca, calça e sapatos negros, ele também aparentava muito triste.
— Senhor! Não saia, por favor! — Implorava o porteiro quase ajoelhado para o velho.
— Saia da frente se não quiser ser esmagado, guri! — Falou o senhor friamente.
— Mas... A Elite 4 precisa de você...
— Jovem. — Então pegou o porteiro pela gola de sua camisa — A liga Pokémon em si já caiu há muito tempo! — Ele então apontava para os arredores do prédio da liga. Um lugar sem vida, nenhuma planta crescia ali, o próprio prédio estava caindo aos pedaços, nem os Pokémon carniceiros apareciam ali, por que carne morta ali também não havia. As árvores que um dia estavam cheias de folhas e frutos hoje não passam de uma madeira preta e podre.
— Mas.. Você não pode deixá-la! A liga está passando por um momento crítico!
— ...jovem, você não merece respeito algum! — então o senhor jogou o porteiro contra a parede — Você tem sorte de ter sido admitido como porteiro, um renegado que usou técnicas proíbidas de batalha, um idiota que não soube fazer uma batalha sem traumatizar o pobre desafiante!
— Não foi você que há vinte anos atrás disse que deviamos encontrar o potencial escondido dos Pokémon?!
— Não tenho o que declarar — O senhor então jogou uma PokéBola no ar e dela saiu um Skarmory, ele então montou no Pokémon e deu o comando para voar.
— ...A liga... Não acabou... Isso... Não é minha culpa...

O homem então cai ajoelhado, chora baixo enquanto enxuga seus prantos, até que é interrompido pelo toque de seu celular. Ele o atende ainda chorando.
— ...Alô...?
— Matias? É você? — Era a voz de uma mulher idosa vindo de seu celular — Aqui é Marta.
— Marta?
— Não reconhece a campeã de Elite 4?
— Sim, reconheço.
— Sua voz está estranha, por acaso estava chorando?
— Não é da sua conta.
— Ótimo modo de tratar quem paga seu salário não é? — Dizia enfurecida.
— O que quer? Acredito que não tenha ligado pra me dar sermão.
— Não, liguei pra te demitir.
— Demitir?! — Gritava o homem assustado.
— Sim, a liga Pokémon está fechando, Matias. Enviamos o comunicado para sua casa há um tempo.
— Mas pensei que era uma piada! A liga Pokémon não pode acabar!
— Era o que eu pensava, mas não tem por que continuarmos se não tem pessoas interessadas nela. Já depositei o dinheiro em sua conta bancária. Use seu Pokémon para voltar voando para sua casa, ah, também deixe seu uniforme na recepção, não doaremos essas roupas.
— Eu não as queria mesmo.
— Não fique triste, tenho uma amiga que quer contratar um professor particular para sua filha. Acho que você seria um ótimo professor.
— E-eu? Mas...
— Não se preocupe com aquele incidente. Apenas não use aquela técnica, certo?
— Certo... Mas... Por quê?! Por que devemos fechar a liga?!
— Matias... Você sabe que desde que criaram as batalhas de robôs, as batalhas Pokémon tem se extinguido. Hoje em dia, as poucas pessoas que tem Pokémon não estão os usando para combate, não preciso explicar isso novamente. Tchau, pois não quero prolongar isso.

Após fazer tudo que devia, Matias saiu da liga trajando um gorro negro com um emblema roxo da liga Pokémon, moletom cinza e calça jeans também cinza, sempre olhando para trás, vendo a imagem do antigo prédio quase caindo aos pedaços cada vez mais distante.
Ao chegar na cidade, de tão triste que estava não prestou atenção por onde andava, apenas andava, andava na escuridão de sua vida e das consequencias de um erro cometido há um tempo. Com seus olhos se desmanchando em lágrimas, ele tira uma PokéBola de seu bolso. Todas as pessoas ao seu redor olharam pasmas para aquele homem estranho que trajava roupas escuras e segurava uma PokéBola, comentários como "Que cara fora de moda, ainda usa Pokémon", "Bah! Pokémon é uma coisa totalmente estúpida, não sei como isso já foi moda há um tempo" "Ele gosta desses bagulhos?! Nossa, existe louco pra tudo!", então como se estivesse bêbado ele grita para as pessoas ao seu redor: "Pokémon não é um bagulho! Não são aquelas latas de sardinha que os robôs são! Eles tem sentimentos, assim como nós e lutam conosco para realizarmos nossos sonhos e seus sonhos! Não é uma sucata sem vida!", as pessoas ao redor o deixaram em paz, mas ainda cochichando entre elas. Ele então corre o mais rápido possível, não se importando com os obstáculos, empurrava as pessoas e abria seu caminho, até que encontrou sua casa. Finalmente, lar doce lar.
Lá dentro ele atira suas seis PokéBolas contra o ar, delas saem um Yamask, um Banette, um Gengar, um Rotom, um Jellicent e um Chandelure.
— O que eu fiz de errado, rapazes?
— Huuum... — Respondia Yamask abraçando seu treinador.

Os outros então fazem o mesmo que Yamask, Matias então acaba dormindo abraçado a todos os seus Pokémon.
No outro dia, é acordado com o bater de uma porta. Ele então acorda totalmente desengonçado e ainda tonto de sono, ele retorna seus Pokémon para suas PokéBolas, menos Yamask, e então abre a porta. Quem a batia era uma linda mulher, de mais ou menos trinta seis anos, tinha pele clara, cabelos ruivos e seu rosto estava cheio de maquiagem, seus labios eram tão vermelhos quanto a tentação e trajava um luxuoso vestido também vermelho, Matias então olhava pra ela intensamente e com olhar de idiota. Yamask ficava dando soquinhos nele pra ver se acordava pra realidade, mas como sabem, socos de fantasma não fazem nada.
— Olá... Você vem sempre aqui? — Continuava parecendo um bêbado idiota e fitando-a.
— ...Bom... Essa é sua casa, então não. Mas acredito que já nos conhecemos em uma festa — Disse a mulher sorrindo — Me chamado Mabel, sou dona da maior boate da cidade.
— Que honra devo sua visita? — Dizia ele ainda como bobo, acaricia sua mão e a beija.
— Bom, eu trouxe aqui minha filha...
— Filha?! — Falava assustado e triste, enquanto isso Yamask ficava sorrindo de seu treinador — Saia daqui, ela não é minha! Nunca tive um caso contigo, embora estivesse prestes a querer um e...
— ...eu sou casada.
— ...foi mal — Dizia enquanto passava a mão em seu rosto.
— Bom... Sou amiga da Marta, e ela disse que você seria um ótimo professor pra minha filha... — Disse a mulher ainda sem jeito — Eu adoro Pokémon e...
— Eu também... — Voltou a ficar como um idiota bêbado, Yamask ao seu lado dava um tapa em sua própria face de tão idiota que seu treinador parecia.
— Minha filha não liga pra Pokémon, ela só quer viver com aqueles robôs idiotas...
— Comecei a não gostar da ideia de me tornar padastro dela.
— ...Eu te disse que sou casada.
— Tá, é o que você diz agora.
— Bom... Voltando ao assunto... — Ela então arrumava seu cabelo, nervosa pois não sabia o que aquele homem poderia dizer — Não acho que os robôs façam a pessoa crescer. Os Pokémon tem sentimentos, são poderosos, mas sensíveis ao mesmo tempo, então no caso das batalhas Pokémon... Ela teria de respeitar o Pokémon, tratá-lo como um igual que a ajudará, porém também merece ser ajudado. Pois a parceria entre treinador e Pokémon é o que aumenta os laços e a força entre eles. Já com os robôs, é apenas violência, sem nenhum vínculo, nenhum compartilhamento de experiências e etc. Então, por favor... Seja o Professor da minha filha.
— Bom, gata... — Agora ela e Yamask davam um tapa em sua própria face ao mesmo tempo — Pra você tudo... Mas, as coisas tem o seu preço...
— Certo, então me diga, quanto quer?
— Se eu conseguir fazer sua filha mudar de ideia e adorar Pokémon a ponto de se tornar uma ótima treinadora... Quero me tornar seu namorado.
— Meu bom senhor, já disse que sou casada, não tem outra coisa que queira?
— Tem alguma prima solteira?
— Tenho.
— Então tá combinado.
— ...certo.... então... Pode começar as aulas hoje mesmo?
— Por você, eu daria as aulas agora mesmo. E melhor! Ensino tudo pra ela em dois meses!
— Certo, entre Michele, esse é seu Professor.

Mabel então abre a porta da casa e puxa sua filha pra dentro. Sua filha tinha cabelos também ruivos com marias-chiquinhas, usava óculos, seus olhos eram verdes, trajava um vestido negro por baixo de um jaleco, usava botas que chegavam ao joelho, ela estava brincando com um robôzinho em forma de gato com olhos brilhantes.
— Oi, sou seu novo Professor, me chamo Matias, ex-líder de ginásio e especialista no tipo fantasma — Dizia enquanto estendia mão pra ela.
— Pffffffff.... Wuhahahahaha! Lolz, noob! — Gritava a garota.
— Hein? Isso é português?
— Pokémon é coisa de noob! Mechaniloids! Isso sim é c00lz! — Falava ela sorrindo e mostrando seu "Mechaniloid".
— Mechaniloid....?
— LOL, vc e + noob q eu pensei!
— ...desculpe-me... Noob?
— Minha filha é assim mesmo, me desculpe por sua falta de modos... — Falava Mabel quase chorando.
— Então é isso que devo aguentar?!
— HMMMAAAAHAHA — Ria Yamask.

Continua...

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Nossa história começa em um lugar onde os sonhos de muitas pessoas são realizados, porém há um sonho já sem esperança. Estamos na portaria da Elite 4. um lugar que um dia fora um palácio de sonhos e sorrisos é agora um lugar sem vida e amargo, não podia-se ouvir um sorriso, uma expressão de felicidade, um grunhido de Pokémon voador. Silêncio... Apenas silêncio... Até que um senhor abre a porta e sai. Era um dos membros da Elite. Tinha longos cabelos tão brancos quantos os lírios que um dia já existiram na recepção, barba tão longa quanto a de um mago, seu olho direito era castanho, já seu esquerdo tinha um tapa olho, além disso vários arranhões no rosto que seriam de sua jornada como caçador de feras e trajava um grande casaco, calça e sapatos negros. O porteiro tinha estatura média, olhos tão azuis quanto as frutas Laran, tinha corpo definido, barba rala, usava um colete vermelho por cima de uma camisa social branca, calça e sapatos negros, ele também aparentava muito triste.
— Senhor! Não saia, por favor! — Implorava o porteiro quase ajoelhado para o velho.
— Saia da frente se não quiser ser esmagado, guri! — Falou o senhor friamente.
— Mas... A Elite 4 precisa de você...
— Jovem. — Então pegou o porteiro pela gola de sua camisa — A liga Pokémon em si já caiu há muito tempo! — Ele então apontava para os arredores do prédio da liga. Um lugar sem vida, nenhuma planta crescia ali, o próprio prédio estava caindo aos pedaços, nem os Pokémon carniceiros apareciam ali, por que carne morta ali também não havia. As árvores que um dia estavam cheias de folhas e frutos hoje não passam de uma madeira preta e podre.
— Mas.. Você não pode deixá-la! A liga está passando por um momento crítico!
— ...jovem, você não merece respeito algum! — então o senhor jogou o porteiro contra a parede — Você tem sorte de ter sido admitido como porteiro, um renegado que usou técnicas proíbidas de batalha, um idiota que não soube fazer uma batalha sem traumatizar o pobre desafiante!
— Não foi você que há vinte anos atrás disse que deviamos encontrar o potencial escondido dos Pokémon?!
— Não tenho o que declarar — O senhor então jogou uma PokéBola no ar e dela saiu um Skarmory, ele então montou no Pokémon e deu o comando para voar.
— ...A liga... Não acabou... Isso... Não é minha culpa...

O homem então cai ajoelhado, chora baixo enquanto enxuga seus prantos, até que é interrompido pelo toque de seu celular. Ele o atende ainda chorando.
— ...Alô...?
— Matias? É você? — Era a voz de uma mulher idosa vindo de seu celular — Aqui é Marta.
— Marta?
— Não reconhece a campeã de Elite 4?
— Sim, reconheço.
— Sua voz está estranha, por acaso estava chorando?
— Não é da sua conta.
— Ótimo modo de tratar quem paga seu salário não é? — Dizia enfurecida.
— O que quer? Acredito que não tenha ligado pra me dar sermão.
— Não, liguei pra te demitir.
— Demitir?! — Gritava o homem assustado.
— Sim, a liga Pokémon está fechando, Matias. Enviamos o comunicado para sua casa há um tempo.
— Mas pensei que era uma piada! A liga Pokémon não pode acabar!
— Era o que eu pensava, mas não tem por que continuarmos se não tem pessoas interessadas nela. Já depositei o dinheiro em sua conta bancária. Use seu Pokémon para voltar voando para sua casa, ah, também deixe seu uniforme na recepção, não doaremos essas roupas.
— Eu não as queria mesmo.
— Não fique triste, tenho uma amiga que quer contratar um professor particular para sua filha. Acho que você seria um ótimo professor.
— E-eu? Mas...
— Não se preocupe com aquele incidente. Apenas não use aquela técnica, certo?
— Certo... Mas... Por quê?! Por que devemos fechar a liga?!
— Matias... Você sabe que desde que criaram as batalhas de robôs, as batalhas Pokémon tem se extinguido. Hoje em dia, as poucas pessoas que tem Pokémon não estão os usando para combate, não preciso explicar isso novamente. Tchau, pois não quero prolongar isso.

Após fazer tudo que devia, Matias saiu da liga trajando um gorro negro com um emblema roxo da liga Pokémon, moletom cinza e calça jeans também cinza, sempre olhando para trás, vendo a imagem do antigo prédio quase caindo aos pedaços cada vez mais distante.
Ao chegar na cidade, de tão triste que estava não prestou atenção por onde andava, apenas andava, andava na escuridão de sua vida e das consequencias de um erro cometido há um tempo. Com seus olhos se desmanchando em lágrimas, ele tira uma PokéBola de seu bolso. Todas as pessoas ao seu redor olharam pasmas para aquele homem estranho que trajava roupas escuras e segurava uma PokéBola, comentários como "Que cara fora de moda, ainda usa Pokémon", "Bah! Pokémon é uma coisa totalmente estúpida, não sei como isso já foi moda há um tempo" "Ele gosta desses bagulhos?! Nossa, existe louco pra tudo!", então como se estivesse bêbado ele grita para as pessoas ao seu redor: "Pokémon não é um bagulho! Não são aquelas latas de sardinha que os robôs são! Eles tem sentimentos, assim como nós e lutam conosco para realizarmos nossos sonhos e seus sonhos! Não é uma sucata sem vida!", as pessoas ao redor o deixaram em paz, mas ainda cochichando entre elas. Ele então corre o mais rápido possível, não se importando com os obstáculos, empurrava as pessoas e abria seu caminho, até que encontrou sua casa. Finalmente, lar doce lar.
Lá dentro ele atira suas seis PokéBolas contra o ar, delas saem um Yamask, um Banette, um Gengar, um Rotom, um Jellicent e um Chandelure.
— O que eu fiz de errado, rapazes?
— Huuum... — Respondia Yamask abraçando seu treinador.

Os outros então fazem o mesmo que Yamask, Matias então acaba dormindo abraçado a todos os seus Pokémon.
No outro dia, é acordado com o bater de uma porta. Ele então acorda totalmente desengonçado e ainda tonto de sono, ele retorna seus Pokémon para suas PokéBolas, menos Yamask, e então abre a porta. Quem a batia era uma linda mulher, de mais ou menos trinta seis anos, tinha pele clara, cabelos ruivos e seu rosto estava cheio de maquiagem, seus labios eram tão vermelhos quanto a tentação e trajava um luxuoso vestido também vermelho, Matias então olhava pra ela intensamente e com olhar de idiota. Yamask ficava dando soquinhos nele pra ver se acordava pra realidade, mas como sabem, socos de fantasma não fazem nada.
— Olá... Você vem sempre aqui? — Continuava parecendo um bêbado idiota e fitando-a.
— ...Bom... Essa é sua casa, então não. Mas acredito que já nos conhecemos em uma festa — Disse a mulher sorrindo — Me chamado Mabel, sou dona da maior boate da cidade.
— Que honra devo sua visita? — Dizia ele ainda como bobo, acaricia sua mão e a beija.
— Bom, eu trouxe aqui minha filha...
— Filha?! — Falava assustado e triste, enquanto isso Yamask ficava sorrindo de seu treinador — Saia daqui, ela não é minha! Nunca tive um caso contigo, embora estivesse prestes a querer um e...
— ...eu sou casada.
— ...foi mal — Dizia enquanto passava a mão em seu rosto.
— Bom... Sou amiga da Marta, e ela disse que você seria um ótimo professor pra minha filha... — Disse a mulher ainda sem jeito — Eu adoro Pokémon e...
— Eu também... — Voltou a ficar como um idiota bêbado, Yamask ao seu lado dava um tapa em sua própria face de tão idiota que seu treinador parecia.
— Minha filha não liga pra Pokémon, ela só quer viver com aqueles robôs idiotas...
— Comecei a não gostar da ideia de me tornar padastro dela.
— ...Eu te disse que sou casada.
— Tá, é o que você diz agora.
— Bom... Voltando ao assunto... — Ela então arrumava seu cabelo, nervosa pois não sabia o que aquele homem poderia dizer — Não acho que os robôs façam a pessoa crescer. Os Pokémon tem sentimentos, são poderosos, mas sensíveis ao mesmo tempo, então no caso das batalhas Pokémon... Ela teria de respeitar o Pokémon, tratá-lo como um igual que a ajudará, porém também merece ser ajudado. Pois a parceria entre treinador e Pokémon é o que aumenta os laços e a força entre eles. Já com os robôs, é apenas violência, sem nenhum vínculo, nenhum compartilhamento de experiências e etc. Então, por favor... Seja o Professor da minha filha.
— Bom, gata... — Agora ela e Yamask davam um tapa em sua própria face ao mesmo tempo — Pra você tudo... Mas, as coisas tem o seu preço...
— Certo, então me diga, quanto quer?
— Se eu conseguir fazer sua filha mudar de ideia e adorar Pokémon a ponto de se tornar uma ótima treinadora... Quero me tornar seu namorado.
— Meu bom senhor, já disse que sou casada, não tem outra coisa que queira?
— Tem alguma prima solteira?
— Tenho.
— Então tá combinado.
— ...certo.... então... Pode começar as aulas hoje mesmo?
— Por você, eu daria as aulas agora mesmo. E melhor! Ensino tudo pra ela em dois meses!
— Certo, entre Michele, esse é seu Professor.

Mabel então abre a porta da casa e puxa sua filha pra dentro. Sua filha tinha cabelos também ruivos com marias-chiquinhas, usava óculos, seus olhos eram verdes, trajava um vestido negro por baixo de um jaleco, usava botas que chegavam ao joelho, ela estava brincando com um robôzinho em forma de gato com olhos brilhantes.
— Oi, sou seu novo Professor, me chamo Matias, ex-líder de ginásio e especialista no tipo fantasma — Dizia enquanto estendia mão pra ela.
— Pffffffff.... Wuhahahahaha! Lolz, noob! — Gritava a garota.
— Hein? Isso é português?
— Pokémon é coisa de noob! Mechaniloids! Isso sim é c00lz! — Falava ela sorrindo e mostrando seu "Mechaniloid".
— Mechaniloid....?
— LOL, vc e + noob q eu pensei!
— ...desculpe-me... Noob?
— Minha filha é assim mesmo, me desculpe por sua falta de modos... — Falava Mabel quase chorando.
— Então é isso que devo aguentar?!
— HMMMAAAAHAHA — Ria Yamask.

Continua...--------------------------------------------O Retorno — Cap.1 O Líder Renegado--------------------------------------------------------------

Nossa história começa em um lugar onde os sonhos de muitas pessoas são realizados, porém há um sonho já sem esperança. Estamos na portaria da Elite 4. um lugar que um dia fora um palácio de sonhos e sorrisos é agora um lugar sem vida e amargo, não podia-se ouvir um sorriso, uma expressão de felicidade, um grunhido de Pokémon voador. Silêncio... Apenas silêncio... Até que um senhor abre a porta e sai. Era um dos membros da Elite. Tinha longos cabelos tão brancos quantos os lírios que um dia já existiram na recepção, barba tão longa quanto a de um mago, seu olho direito era castanho, já seu esquerdo tinha um tapa olho, além disso vários arranhões no rosto que seriam de sua jornada como caçador de feras e trajava um grande casaco, calça e sapatos negros. O porteiro tinha estatura média, olhos tão azuis quanto as frutas Laran, tinha corpo definido, barba rala, usava um colete vermelho por cima de uma camisa social branca, calça e sapatos negros, ele também aparentava muito triste.
— Senhor! Não saia, por favor! — Implorava o porteiro quase ajoelhado para o velho.
— Saia da frente se não quiser ser esmagado, guri! — Falou o senhor friamente.
— Mas... A Elite 4 precisa de você...
— Jovem. — Então pegou o porteiro pela gola de sua camisa — A liga Pokémon em si já caiu há muito tempo! — Ele então apontava para os arredores do prédio da liga. Um lugar sem vida, nenhuma planta crescia ali, o próprio prédio estava caindo aos pedaços, nem os Pokémon carniceiros apareciam ali, por que carne morta ali também não havia. As árvores que um dia estavam cheias de folhas e frutos hoje não passam de uma madeira preta e podre.
— Mas.. Você não pode deixá-la! A liga está passando por um momento crítico!
— ...jovem, você não merece respeito algum! — então o senhor jogou o porteiro contra a parede — Você tem sorte de ter sido admitido como porteiro, um renegado que usou técnicas proíbidas de batalha, um idiota que não soube fazer uma batalha sem traumatizar o pobre desafiante!
— Não foi você que há vinte anos atrás disse que deviamos encontrar o potencial escondido dos Pokémon?!
— Não tenho o que declarar — O senhor então jogou uma PokéBola no ar e dela saiu um Skarmory, ele então montou no Pokémon e deu o comando para voar.
— ...A liga... Não acabou... Isso... Não é minha culpa...

O homem então cai ajoelhado, chora baixo enquanto enxuga seus prantos, até que é interrompido pelo toque de seu celular. Ele o atende ainda chorando.
— ...Alô...?
— Matias? É você? — Era a voz de uma mulher idosa vindo de seu celular — Aqui é Marta.
— Marta?
— Não reconhece a campeã de Elite 4?
— Sim, reconheço.
— Sua voz está estranha, por acaso estava chorando?
— Não é da sua conta.
— Ótimo modo de tratar quem paga seu salário não é? — Dizia enfurecida.
— O que quer? Acredito que não tenha ligado pra me dar sermão.
— Não, liguei pra te demitir.
— Demitir?! — Gritava o homem assustado.
— Sim, a liga Pokémon está fechando, Matias. Enviamos o comunicado para sua casa há um tempo.
— Mas pensei que era uma piada! A liga Pokémon não pode acabar!
— Era o que eu pensava, mas não tem por que continuarmos se não tem pessoas interessadas nela. Já depositei o dinheiro em sua conta bancária. Use seu Pokémon para voltar voando para sua casa, ah, também deixe seu uniforme na recepção, não doaremos essas roupas.
— Eu não as queria mesmo.
— Não fique triste, tenho uma amiga que quer contratar um professor particular para sua filha. Acho que você seria um ótimo professor.
— E-eu? Mas...
— Não se preocupe com aquele incidente. Apenas não use aquela técnica, certo?
— Certo... Mas... Por quê?! Por que devemos fechar a liga?!
— Matias... Você sabe que desde que criaram as batalhas de robôs, as batalhas Pokémon tem se extinguido. Hoje em dia, as poucas pessoas que tem Pokémon não estão os usando para combate, não preciso explicar isso novamente. Tchau, pois não quero prolongar isso.

Após fazer tudo que devia, Matias saiu da liga trajando um gorro negro com um emblema roxo da liga Pokémon, moletom cinza e calça jeans também cinza, sempre olhando para trás, vendo a imagem do antigo prédio quase caindo aos pedaços cada vez mais distante.
Ao chegar na cidade, de tão triste que estava não prestou atenção por onde andava, apenas andava, andava na escuridão de sua vida e das consequencias de um erro cometido há um tempo. Com seus olhos se desmanchando em lágrimas, ele tira uma PokéBola de seu bolso. Todas as pessoas ao seu redor olharam pasmas para aquele homem estranho que trajava roupas escuras e segurava uma PokéBola, comentários como "Que cara fora de moda, ainda usa Pokémon", "Bah! Pokémon é uma coisa totalmente estúpida, não sei como isso já foi moda há um tempo" "Ele gosta desses bagulhos?! Nossa, existe louco pra tudo!", então como se estivesse bêbado ele grita para as pessoas ao seu redor: "Pokémon não é um bagulho! Não são aquelas latas de sardinha que os robôs são! Eles tem sentimentos, assim como nós e lutam conosco para realizarmos nossos sonhos e seus sonhos! Não é uma sucata sem vida!", as pessoas ao redor o deixaram em paz, mas ainda cochichando entre elas. Ele então corre o mais rápido possível, não se importando com os obstáculos, empurrava as pessoas e abria seu caminho, até que encontrou sua casa. Finalmente, lar doce lar.
Lá dentro ele atira suas seis PokéBolas contra o ar, delas saem um Yamask, um Banette, um Gengar, um Rotom, um Jellicent e um Chandelure.
— O que eu fiz de errado, rapazes?
— Huuum... — Respondia Yamask abraçando seu treinador.

Os outros então fazem o mesmo que Yamask, Matias então acaba dormindo abraçado a todos os seus Pokémon.
No outro dia, é acordado com o bater de uma porta. Ele então acorda totalmente desengonçado e ainda tonto de sono, ele retorna seus Pokémon para suas PokéBolas, menos Yamask, e então abre a porta. Quem a batia era uma linda mulher, de mais ou menos trinta seis anos, tinha pele clara, cabelos ruivos e seu rosto estava cheio de maquiagem, seus labios eram tão vermelhos quanto a tentação e trajava um luxuoso vestido também vermelho, Matias então olhava pra ela intensamente e com olhar de idiota. Yamask ficava dando soquinhos nele pra ver se acordava pra realidade, mas como sabem, socos de fantasma não fazem nada.
— Olá... Você vem sempre aqui? — Continuava parecendo um bêbado idiota e fitando-a.
— ...Bom... Essa é sua casa, então não. Mas acredito que já nos conhecemos em uma festa — Disse a mulher sorrindo — Me chamado Mabel, sou dona da maior boate da cidade.
— Que honra devo sua visita? — Dizia ele ainda como bobo, acaricia sua mão e a beija.
— Bom, eu trouxe aqui minha filha...
— Filha?! — Falava assustado e triste, enquanto isso Yamask ficava sorrindo de seu treinador — Saia daqui, ela não é minha! Nunca tive um caso contigo, embora estivesse prestes a querer um e...
— ...eu sou casada.
— ...foi mal — Dizia enquanto passava a mão em seu rosto.
— Bom... Sou amiga da Marta, e ela disse que você seria um ótimo professor pra minha filha... — Disse a mulher ainda sem jeito — Eu adoro Pokémon e...
— Eu também... — Voltou a ficar como um idiota bêbado, Yamask ao seu lado dava um tapa em sua própria face de tão idiota que seu treinador parecia.
— Minha filha não liga pra Pokémon, ela só quer viver com aqueles robôs idiotas...
— Comecei a não gostar da ideia de me tornar padastro dela.
— ...Eu te disse que sou casada.
— Tá, é o que você diz agora.
— Bom... Voltando ao assunto... — Ela então arrumava seu cabelo, nervosa pois não sabia o que aquele homem poderia dizer — Não acho que os robôs façam a pessoa crescer. Os Pokémon tem sentimentos, são poderosos, mas sensíveis ao mesmo tempo, então no caso das batalhas Pokémon... Ela teria de respeitar o Pokémon, tratá-lo como um igual que a ajudará, porém também merece ser ajudado. Pois a parceria entre treinador e Pokémon é o que aumenta os laços e a força entre eles. Já com os robôs, é apenas violência, sem nenhum vínculo, nenhum compartilhamento de experiências e etc. Então, por favor... Seja o Professor da minha filha.
— Bom, gata... — Agora ela e Yamask davam um tapa em sua própria face ao mesmo tempo — Pra você tudo... Mas, as coisas tem o seu preço...
— Certo, então me diga, quanto quer?
— Se eu conseguir fazer sua filha mudar de ideia e adorar Pokémon a ponto de se tornar uma ótima treinadora... Quero me tornar seu namorado.
— Meu bom senhor, já disse que sou casada, não tem outra coisa que queira?
— Tem alguma prima solteira?
— Tenho.
— Então tá combinado.
— ...certo.... então... Pode começar as aulas hoje mesmo?
— Por você, eu daria as aulas agora mesmo. E melhor! Ensino tudo pra ela em dois meses!
— Certo, entre Michele, esse é seu Professor.

Mabel então abre a porta da casa e puxa sua filha pra dentro. Sua filha tinha cabelos também ruivos com marias-chiquinhas, usava óculos, seus olhos eram verdes, trajava um vestido negro por baixo de um jaleco, usava botas que chegavam ao joelho, ela estava brincando com um robôzinho em forma de gato com olhos brilhantes.
— Oi, sou seu novo Professor, me chamo Matias, ex-líder de ginásio e especialista no tipo fantasma — Dizia enquanto estendia mão pra ela.
— Pffffffff.... Wuhahahahaha! Lolz, noob! — Gritava a garota.
— Hein? Isso é português?
— Pokémon é coisa de noob! Mechaniloids! Isso sim é c00lz! — Falava ela sorrindo e mostrando seu "Mechaniloid".
— Mechaniloid....?
— LOL, vc e + noob q eu pensei!
— ...desculpe-me... Noob?
— Minha filha é assim mesmo, me desculpe por sua falta de modos... — Falava Mabel quase chorando.
— Então é isso que devo aguentar?!
— HMMMAAAAHAHA — Ria Yamask.

Continua...

Notas finais
PS: O internetês foi usado apenas para dar mais personalidade à personagem, foi algo totalmente proposital e não acredito que dando essa "qualidade" faça a fanfic ficar pior.
PS2: Não sou contra o envio de correções sobre erros que eu devo ter cometido eventualmente, na verdade estou ansioso por essas correções pois quero melhorar cada vez mais.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.