O Retenho do Extermínio.
1 Primeiro Capítulo.
Notas iniciais
01 de dezembro, ano 16.
Existem relatos que esse foi o dia que a doença feriu e matou o seu primeiro paciente.
O cenário é de guerra. Um afegão que morava com a sua família na capital do país tentava fugir de um confronto islâmico. Sendo assim obrigado a conviver em localidades precárias, ao lado de ratos, baratas e morcegos contaminados.
Depois de conseguir um abrigo decente, sua esposa comentar tê-lo ouvido reclamar de dores de cabeças muito fortes, chegando assim a desmaiar.
Depois os seus dentes começaram a cair, suas pupilas dilataram e até a hora de sua morte, isto é, vinte quatro horas depois, da sua boca saiam babas e depois sangue.
A esposa do afegão teve contato com o marido contaminado, estava muito ferida e as aberturas de seus machucados fizeram com o que o seu sangue colidisse com o dele, a contaminado com a doença.
A mulher afegã assimilou os mesmo sintomas que o marido, todavia a sensação foi mais agressiva, fazendo com que ficasse a beira da loucura e atirasse em sua própria cabeça com a arma de fogo do casal.
12 de janeiro, ano 17.
Em dois mil e dezessete, mais doze pessoas ficaram doentes. Uma delas acabou contaminada com a água.
16 de fevereiro, ano 17.
O primeiro país oficialmente infectado e entrou em estado de emergência alarmante foi Israel, com mais de duas mil pessoas infectadas.
25 de novembro, ano 17.
Depois a doença maligna se estendeu por toda Ásia, com exceção da Coréia e Japão.
15 de agosto, ano 18.
O primeiro caso de infectado na Europa.
18 de outubro, ano 18.
O vírus se espalhou por toda a Europa com exceção de algumas regiões isoladas na Inglaterra, França e Áustria.
25 de abril, ano 19.
Os Estados Unidos estão infectados em situação emergente. A Inglaterra caiu. Todos estão mortos.
16 de agosto, ano 19.
O primeiro caso da doença foi encontrado no Brasil. O Canadá está completamente isolado, ninguém pode entrar no país. Existem especulações de que uma cura está sendo desenvolvida após encontrarem imunes no México, Espanha e no Brasil.
25 de dezembro, ano 19.
Os países Americanos foram atingidos. Existem imunes, cujo estão sendo examinados.
30 de dezembro, ano 19.
A cura está em alguma célula no sangue dos imunes, existem poucos no mundo inteiro. O que restou da França e Áustria está os procurando.
31 de dezembro.
Os imunes foram encontrados. Apenas doze em todo o mundo, doze jovens, doze esperanças.
01 de janeiro, ano 2020.
Graças a Deus eu estou bem. Quando essa doença horrorosa surgiu, devastou milhões e tirou pais de famílias de suas casas.
Popularmente conhecida como “perniciosa”, seus sintomas são cruéis nos leva a uma morte peculiarmente lenta e dolorosa.
Há que especifique que a sensação é a mesma de quando nosso cérebro estivesse derretendo aos poucos e as entranhas se separando.
Eu me chamo Helena Fiori e morava com os meus pais no México juntamente com a pequena Ana, filha de um diplomata que morreu tragicamente vitima de perniciosa.
Eu os amo muito, quero que tudo isso acabe logo. Dizem que achar a cura vai ser bom, neste exato momento existem milhares de pessoas esperando seus poucos e dolorosos vinte quatro horas de vida.
Fui encontrada por um soldado Turco que me examinou e constatou imunidade nas minhas células eficientes.
Juntamente comigo, está outra garota, loira e muito calada. Parece que há poucos minutos estourou os miolos do próprio pai com uma arma, tudo porque estava gritando com a sensação dolorosa da doença.
A situação é muito difícil. Tudo o que eu quero é achar logo uma forma de curar as pessoas e voltar para casa. Ouvi rumores que estão nos levando para uma base no Japão, ou talvez para a Coréia, eu não sei.
Tudo o que prevejo agora é que uma hora ou outra este helicóptero vai se abrir e vou me deparar com um lugar seguro.
03h50min da tarde.
Soldados armados descem e checam se tudo está seguro na base, depois, pedem para as duas garotas imunes se retirarem seguramente em direção ao prédio altamente seguro e avançado.
Helena Fiori, a imune latina olha ao seu redor e se depara com um abismo imenso atrás do helicóptero e a todo o seu redor. Era uma espécie de montanha com traços de tecnologia avançada.
Não dava para entrar escalando ou de carro, apenas de helicóptero deveria se achegar até aquele determinado local.
— Chegamos. – avisou um dos soldados, alto, moreno e forte.
Sob a vigília dos grandalhões, Helena e a outra imune identificam suas palmas num aparelho indicado do lado da porta de aço.
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