O Resgate de Hadassah

16 O Domínio do Desejo



​O restante da segunda-feira correu sob a mais perfeita e torturante normalidade corporativa. Na sala de reuniões da Lioncort Logística, a atmosfera era de puro gelo. Hadassah manteve-se à distância regulamentar, sentada na ponta da mesa com seu tablet e um bloco de notas. Enquanto os diretores discutiam as metas de expansão para o próximo semestre, ela apenas escutava e escrevia, com os óculos de leitura na ponta do nariz e o rosto impassível.

​Para Jason, que presidia a mesa com o semblante tenso e o olhar cansado, o comportamento dela era um suplício. Cada vez que ele tentava buscar o olhar da ruiva, encontrava apenas uma parede profissional. Para todos os efeitos, ela o estava tratando exatamente como dissera: como um pedaço de carne insignificante, um mero passatempo descartável para as suas noites de ócio.

​No entanto, por trás daquela fachada de secretária executiva impecável, o peito de Hadassah era um campo de batalha. Toda vez que a voz grave de Jason ressoava na sala ou que seus olhos azuis pousavam sobre ela com aquela intensidade ferida, o coração de Hadassah acelerava a ponto de ela temer que os outros pudessem ouvir. Ela ainda o amava, com uma força que a assustava, mas o medo de ser controlada e machucada novamente a obrigava a manter a máscara de ferro. Ela precisava que ele pensasse que ela mudara. Que ele pensasse que ela não se importava.

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​Às dezoito e trinta, o andar da diretoria já estava praticamente deserto. Os funcionários haviam saído e as luzes do corredor estavam reduzidas à iluminação de penumbra. Jason continuava em sua mesa de vidro, com a camisa social branca com as mangas dobradas e os primeiros botões abertos, massageando as têmporas diante do notebook, imerso em uma frustração profunda.

​De repente, a porta de sua sala se abriu. Hadassah entrou. Ela já não carregava pastas ou relatórios; sua bolsa estava pendurada no ombro e seus olhos verdes brilhavam com uma audácia perigosa na semiescuridão da sala.

​Sem dizer uma única palavra, ela estendeu a mão para trás, segurou a maçaneta e girou a chave. O clique metálico do ferrolho ecoou no silêncio do escritório.

​Jason ergueu os olhos no mesmo instante, o coração dando um solavanco no peito. Antes que ele pudesse formular uma pergunta ou se levantar da cadeira de couro, Hadassah caminhou resoluta até ele. Ela jogou a bolsa no chão, contornou a imensa mesa e, com um movimento rápido e possessivo, agarrou o colarinho da camisa dele, puxando-o para cima com força.

​— Hadassah, o que... — ele arfou, mas foi calado imediatamente.

​Ela atacou a boca dele com uma agressividade selvagem. Não havia doçura ou pedido de desculpas; era um beijo faminto, urgente, onde as línguas se encontravam em um ritmo frenético e necessitado. Hadassah soltou um gemido audível contra os lábios dele, cravando as unhas na nuca de Jason e puxando os cabelos escuros dele, exigindo mais profundidade.

​O choque inicial de Jason durou apenas dois segundos. O tesão acumulado e a humilhação da manhã evaporaram, transformando-se em uma resposta corporal violenta. Ele se levantou da cadeira de uma vez, envolvendo os braços longos ao redor da cintura dela e prensando o corpo de Hadassah contra a borda da mesa de vidro. O membro dele reagiu instantaneamente ao cheiro floral e ao calor dela, ficando rigidamente ereto, rasgando o tecido da calça de alfaiataria.

​Hadassah não queria romance; ela queria possuí-lo. Com as mãos trêmulas pela urgência, ela começou a abrir os botões da camisa de Jason, arrancando dois deles que voaram pelo chão de carpete. Ela espalhou beijos brutos pelo peito musculoso dele, mordendo a pele da clavícula e descendo até o abdômen definido, arrancando rosnados baixos e roucos do empresário.

​— Você quer jogar esse jogo, não quer, Sr. Lioncort? — ela sibilou contra a pele dele, a voz embargada de luxúria, subindo o zíper da própria saia justa e jogando a peça de roupa de grife no chão, ficando apenas com uma calcinha de renda preta e o blazer aberto por cima dos seios fartos.

​Jason não aguentou a provocação. Ele a ergueu pela cintura com uma força impressionante, sentando-a na beirada fria da mesa de vidro, espalhando os papéis e o notebook para o lado com um empurrão ríspido. Ele se livrou do próprio cinto e abaixou a calça e a cueca de uma vez. Sua masculinidade saltou, gigantesca, latejando e vermelha de puro tesão, totalmente exposta diante dela.

​Hadassah olhou para o membro dele e engoliu em seco, sentindo sua própria intimidade contrair-se em uma lubrificação abundante e necessitada. Ela abriu as pernas, envolvendo as coxas alvas ao redor dos quadris largos de Jason, oferecendo-se sem restrições.

​Jason segurou a base de sua masculinidade grossa e a posicionou contra a fenda molhada de Hadassah. Sem preliminares românticas, ele empurrou o quadril para a frente em uma estocada brutal, entrando nela até o talo de uma só vez.

​— Ah! Meu Deus... Jason! — Hadassah soltou um grito agudo que ecoou pelas paredes de vidro da sala, jogando a cabeça para trás. O aperto da anatomia dela, ainda sensível pelas vezes anteriores, envolveu o membro dele como uma luva de fogo, fazendo Jason prender a respiração, os olhos azuis arregalados pela sensação avassaladora de prazer.

​— Puta merda, Hadassah... você está tão apertada... tão gostosa — ele rosnou, apertando as nádegas dela com as duas mãos, cravando os dedos na pele macia enquanto começava a se mover em um ritmo selvagem e implacável.

​As estocadas eram rápidas, pesadas e profundas. O som do corpo de Jason se chocando contra os quadris dela e o ranger sutil da mesa de vidro dravam o ritmo erótico do escritório. Hadassah estava completamente entregue ao transe carnal; ela arranhava os ombros e as costas dele, deixando marcas vermelhas de suas unhas na pele do CEO. Ela gemia alto, sem se importar se alguém no corredor pudesse ouvir, completamente preenchida e dominada pela imensidão daquele homem.

​Jason a puxou para mais perto, fazendo-a deitar de costas na mesa de vidro. Ele segurou as pernas dela, jogando-as por cima de seus ombros, o que permitiu que ele penetrasse ainda mais fundo, roçando diretamente no fundo do útero de Hadassah a cada investida cavalar.

​— Você é minha... grita meu nome, ruivinha! — ele exigia, a voz completamente rouca, o peito coberto de suor batendo contra o dela.

​— Jason... mais rápido... entra tudo! — ela implorava, o ventre derretendo em puro fogo.

​O ritmo tornou-se frenético. A fricção intensa e o calor dos corpos levaram ambos ao limite em poucos minutos. As paredes internas de Hadassah começaram a latejar em espasmos violentos, sinalizando o início de um orgasmo devastador que fez seu corpo inteiro tremer sobre a mesa. Ao sentir o aperto esmagador do ápice dela ao redor de seu membro, Jason soltou um urro primitivo de satisfação, deu três estocadas finais que enterraram sua masculinidade por completo e descarregou uma quantidade imensa de sêmen quente e pulsante no fundo dela. Ele desabou sobre o corpo dela por alguns segundos, ofegante, com o coração martelando a mil por hora.

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​O silêncio voltou à sala da presidência, quebrado apenas pelo som das respirações pesadas que tentavam voltar ao normal.

​Jason começou a sorrir de canto, ainda inebriado pelo prazer perfeito, achando que aquela atitude dela era a quebra definitiva do gelo. Ele se inclinou para dar um beijo terno em sua bochecha.

​No entanto, o sorriso dele morreu antes mesmo de encostar na pele dela.

​Hadassah abriu os olhos verdes. Não havia romance, não havia carinho. A máscara profissional de gelo voltou a se fixar em suas feições no mesmo segundo. Com uma força fria, ela empurrou o peito dele, afastando-o. Ela escorregou para fora da mesa de vidro, pegou sua calcinha e sua saia do chão e começou a se vestir com uma rapidez e uma calma que deixaram Jason completamente atônito.

​Ela ajeitou a saia, abotoou o blazer e limpou com os dedos, de forma extremamente casual, o canto dos lábios onde o batom havia borrado. Pegou os óculos de leitura que haviam caído na cadeira, guardou-os na bolsa que recolheu do chão e caminhou até a porta.

​Jason continuava de pé ao lado da mesa, nu da cintura para baixo, com o membro ainda amolecendo e o sêmen escorrendo de si, paralisado em estado de choque completo. Sua mente não conseguia processar a mudança de cenário.

​Antes de girar a chave para sair, Hadassah parou e olhou para ele por cima do ombro. O sorriso de lado que ela soltou era puro deboche, gélido e impessoal.

​— Obrigada pelo alívio de fim de expediente, Sr. Lioncort. O senhor realmente tem uma excelente performance para um... pedaço de carne. Nos vemos amanhã na reunião das nove. Passe bem.

​Ela girou a chave, abriu a porta e saiu como se nada tivesse acontecido, o som de seus saltos altos ecoando pelo corredor silencioso antes de sumir no elevador.

​Sozinho em seu imenso e luxuoso escritório, o poderoso Jason Lioncort continuou ali, paralisado, sem saber o que fazer ou como reagir. Ele olhou para a mesa bagunçada, para os botões de sua camisa arrancados no chão e sentiu uma mistura dilacerante de desejo, impotência e frustração. Ela o havia usado. Usado exatamente da forma selvagem e descartável que ele merecia, deixando claro que, naquele jogo de poder e carma, era a ruivinha quem agora detinha o controle absoluto de suas fraquezas.