O Resgate de Hadassah
27 Epílogo: O Império do Gelo e do Fogo
O inverno em Toronto cobria a paisagem urbana com uma camada espessa de neve branca, mas dentro da imensa sala de reuniões da cobertura da Vanguard-Lioncort Holding, o clima era de puro aço de alta performance. Cinco anos após a fusão, a empresa havia se tornado um titã imparável no mercado norte-americano, e o motivo desse sucesso absoluto tinha nome, sobrenome e uma postura que fazia os concorrentes tremerem antes mesmo de se sentarem à mesa.
Hadassah Telles Lioncort e Jason Lioncort eram implacáveis juntos. A dinâmica que antes os destruía no âmbito pessoal agora operava como uma máquina perfeita de negócios: ele trazia a imponência, a estrutura e a força logística global; ela trazia a genialidade publicitária, o deboche refinado e a frieza cirúrgica para desarmar qualquer oponente.
Naquela tarde de terça-feira, o desafio atendia pelo nome de Arthur Vance, um megainvestidor do setor automobilístico canadense, conhecido por ser um "osso duro de roer". Vance estava sentado na ponta oposta da mesa de carvalho negro, com os braços cruzados sobre o terno risca-de-giz, o semblante fechado e uma postura de superioridade que tentava intimidar a diretoria.
— Senhores, a proposta de marketing de vocês é brilhante, admito — Vance começou, a voz cínica e pausada, batendo os dedos na mesa. — Mas a Vanguard-Lioncort está exigindo 45% de exclusividade nas nossas mídias digitais para o próximo biênio. Isso é um absurdo regulatório para a minha companhia. Eu não fecho negócio sob essas condições. Eu prefiro levar a minha conta para a concorrência em Nova York.
Jason, sentado ao lado de Hadassah com os primeiros botões da camisa social abertos e a postura relaxada de quem sabia exatamente quem estava no controle, apenas trocou um olhar divertido com a esposa. Ele se inclinou para trás, girando uma caneta tinteiro entre os dedos, permitindo que a rainha do marketing fizesse a sua jogada.
Hadassah tirou os óculos de leitura com uma lentidão calculada. Ela vestia um terno de alfaiataria cinza-chumbo, o cabelo ruivo impecavelmente alinhado e os olhos verdes fixaram-se em Vance com uma frieza que congelaria o próprio inverno lá fora.
— Sr. Vance — Hadassah começou, a voz linear, pausada e assustadoramente calma, ecoando pelo silêncio da sala. — O senhor está livre para pegar o seu casaco, descer pelo elevador privativo e pegar o primeiro voo para Manhattan. A concorrência vai adorar receber o seu dinheiro. Mas deixe-me ser categoricamente clara sobre uma coisa: no segundo em que os seus sapatos cruzarem a soleira daquela porta sem a sua assinatura neste contrato, a Vanguard-Lioncort encerra qualquer diálogo com a sua montadora de forma vitalícia.
Vance franziu o cenho, a postura rígida vacilando de leve diante da audácia da ruiva. — Você está blefando, Sra. Lioncort. Ninguém abre mão de uma conta de oitenta milhões de dólares por puro orgulho.
— Orgulho é o que o senhor está demonstrando aqui, achando que está nos fazendo um favor — Hadassah rebateu no mesmo segundo, inclinando-se para a frente, apoiando os cotovelos na mesa e sustentando o olhar do investidor com uma força desafiadora monumental. — Nós não precisamos da sua conta, Sr. Vance. Nós somos a holding que controla 70% do fluxo publicitário de Toronto. Se o senhor sair por aquela porta, amanhã de manhã a campanha da sua principal concorrente alemã estará estampada em todas as mídias exclusivas do país... assinada por mim. O senhor quer arriscar o valor das suas ações na bolsa de Toronto por causa de 5% de margem? Esqueça a nossa companhia. A escolha é sua. Assine ou saia.
O silêncio que se instalou na sala foi sufocante. Arthur Vance engoliu em seco, o pomo de adão subindo e descendo com força. Ele olhou para a carta de exclusividade, depois para Jason — que continuava com um sorriso de lado, apenas assistindo ao show da esposa —, e finalmente para Hadassah, cuja expressão rígida e implacável deixava claro que ela não daria um único passo atrás.
A empáfia do investidor desmoronou em menos de dez segundos. Suas mãos, antes firmes, começaram a tremer de leve enquanto ele puxava a caneta do bolso do paletó.
— Tudo bem... — Vance balbuciou, a voz saindo dois tons mais baixa. — Vocês são leões famintos. 45% de exclusividade. Onde eu assino?
Hadassah apenas empurrou o documento com a ponta do indicador, o deboche fino voltando a brilhar discretamente no canto de seus lábios. — Na última linha, por favor. E seja bem-vindo à liderança do mercado, Sr. Vance.
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Mais tarde, no início da noite, a calmaria voltou ao andar da presidência. Na sala particular de Jason, o ambiente era de pura celebração e descontração. Richard Lâfrer estava sentado em uma das poltronas de couro com um copo de uísque escocês na mão, enquanto Jason estava encostado na mesa de vidro e Hadassah relaxava no sofá, tendo finalmente soltado o coque dos cabelos ruivos.
— Meu Deus, Hadassah! — Richard exclamou, soltando uma gargalhada alta que ecoou pela sala, balançando a cabeça. — Eu trabalho com o Arthur Vance há quinze anos e eu nunca, em toda a minha vida profissional, vi aquele homem gaguejar daquele jeito! A cara dele de completo pânico foi a melhor coisa que eu já vi neste escritório!
— Ele achou que estava lidando com amadores, Richard — Jason comentou, os olhos azuis brilhando de puro orgulho e adoração enquanto olhava para a esposa. Ele caminhou até o sofá e sentou-se ao lado dela, puxando Hadassah para colar as costas dela em seu peito musculoso. — No momento em que a minha ruivinha tirou os óculos e disse "Esqueça a nossa companhia", eu juro que consegui ver o suor frio escorrendo pela nuca do homem. As mãos dele estavam tremendo tanto que a assinatura dele no contrato parecia um eletrocardiograma!
Hadassah soltou uma risada gostosa, jogando a cabeça para trás no ombro de Jason, aceitando o carinho dele.
— Ele precisava daquele choque de realidade, Jason — ela disse, divertindo-se com as lembranças da reunião. — Homens como o Vance estão acostumados com agências que imploram por contratos, que aceitam qualquer migalha por medo de perder o cliente. Eles não sabem como reagir quando encontram uma parede de gelo e ferro que simplesmente não se importa se eles vão embora ou não. O deboche e a indiferença continuam sendo as melhores armas de negociação do mercado.
— E você maneja essas armas como ninguém, minha rainha — Jason sussurrou perto do ouvido dela, a voz mudando de tom, tornando-se mais baixa, rouca e densa de desejo, fazendo Hadassah arfar de leve. Ele depositou um beijo quente na curva do pescoço dela.
Richard, percebendo a mudança na atmosfera e o magnetismo que começava a incendiar o casal de noivos, tomou o último gole de seu uísque com um sorriso paternal e se levantou da poltrona.
— Bom... o meu papel de mentor e sócio por hoje está cumprido — Richard brincou, ajeitando o paletó. — O contrato de oitenta milhões está assinado, as ações vão subir amanhã cedo e eu tenho um jantar com a Allison me esperando. Vou deixar os dois tubarões sozinhos para comemorarem a vitória do império. Boa noite para vocês.
— Boa noite, Richard. Mande um beijo para a Allison — Hadassah respondeu entre risos enquanto o velho publicitário saía e fechava a imensa porta de madeira da sala.
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Assim que o clique da fechadura selou o silêncio do escritório, o clima de comemoração corporativa evaporou por completo, dando espaço para a urgência carnal que sempre os unia.
Jason não esperou. Ele segurou Hadassah pela cintura com força e a puxou para o seu colo de uma vez só, fazendo as pernas alvas dela circularem seus quadris largos por cima do tecido do terno. Seus lábios atacaram a boca dela em um beijo faminto, profundo e totalmente selvagem. As línguas se encontraram em um ritmo frenético, misturando o gosto do uísque ao calor do desejo acumulado da tarde.
— Você me dá um tesão absurdo quando comanda aquela sala de reuniões daquele jeito, sabia? — Jason rosnou contra a boca dela, as mãos trêmulas subindo pela saia do terno cinza de Hadassah, rasgando a meia-calça fina dela com a urgência de um homem faminto.
— E você fica irresistível apenas assistindo e sabendo que eu sou a única mulher que te coloca de joelhos, Sr. Lioncort — ela provocou entre os dentes, desabotoando a camisa social dele com pressa, arrancando os botões que voaram pelo tapete importado da sala, expondo o peito musculoso e suado do marido.
Jason a ergueu do sofá com uma facilidade brutal e a deitou de costas sobre a imensa mesa de vidro da presidência, espalhando os relatórios assinados do Vance e o notebook para o lado com um empurrão ríspido. Ele se livrou da própria calça e da cueca, libertando sua masculinidade gigantesca, rígida como ferro e latejando de puro tesão, totalmente exposta diante dela.
Hadassah abriu as pernas, puxando o zíper da própria saia e afastando a calcinha de renda preta para o lado, revelando sua fenda intensamente molhada, derretendo em puro fogo pelo magnetismo do momento.
Jason se posicionou entre as coxas dela. Segurando a base de seu membro grosso, ele olhou fixo nos olhos verdes dela e, com uma única estocada cavalar e implacável para a frente, penetrou-a até a raiz de uma só vez sobre a mesa de vidro fria.
— AAAHHH! Jason... Meu Deus! — Hadassah soltou um grito agudo que ecoou pelas paredes de vidro do escritório, jogando a cabeça para trás enquanto suas unhas cravavam-se nos ombros largos dele. O aperto perfeito da anatomia dela envolveu a extensão dele como uma prensa em chamas, arrancando um rugido primitivo do empresário.
Ele começou a se mover em um ritmo selvagem, rápido e pesado. O som dos corpos se chocando com força e o ranger sutil da mesa de vidro ditavam o ritmo erótico daquela celebração. Jason a penetrava com uma profundidade brutal, roçando diretamente no fundo de seu útero a cada investida, fazendo a ruiva revirar os olhos de tanto prazer. Ela gemia alto, sem se importar com a segurança do andar, completamente dominada e preenchida pelo homem de sua vida.
O ritmo tornou-se frenético. Jason segurou as pernas dela, jogando-as por cima de seus ombros para entrar ainda mais fundo. A fricção intensa e o calor dos corpos levaram ambos ao ápice em poucos minutos. As paredes internas de Hadassah começaram a latejar em espasmos violentos, e ela soltou um grito longo quando um orgasmo devastador a atingiu, fazendo seu corpo inteiro tremer sobre a mesa. Ao sentir o aperto esmagador do clímax dela, Jason deu três estocadas brutais, afundando-se por completo, e descarregou uma quantidade imensa de sêmen quente e pulsante no fundo dela, soltando um urro de satisfação antes de desabar sobre o peito de sua esposa.
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O silêncio doce da noite de Toronto voltou a reinar no escritório luxuoso. Jason estava deitado sobre ela, com o rosto escondido nos cabelos ruivos que exalavam o perfume floral marcante, enquanto as respirações pesadas tentavam voltar ao normal.
Hadassah sorriu, acariciando as costas suadas do marido, sentindo o coração bater em total sintonia com o dele. Eles olharam pela imensa parede de vidro da sala, observando os flocos de neve caindo lentamente sobre os arranha-céus iluminados de Toronto. Eles haviam conquistado o mundo, haviam vencido as mágoas do passado e transformado o orgulho em um império indestrutível. Eles eram o gelo e o fogo, os donos do mercado e os eternos amantes de uma história que agora brilhava, definitiva e absoluta, sob o céu do Canadá.
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