O Reino de Março

17 Só um pouquinho de pimenta


Notas iniciais
Olaaaaaaaaa!! NOSSA EU TO MUITO FELIZ. '-'''''' Boa leitura.

Abele Edmond

Nós comemos a pizza, Marina foi embora, até que a casa ficou um tédio. Só faltava a musiquinha de suspense.

Que tédio. Vocês não tem nada pra falar?-eu falo, me jogando na cama.

Hum... Que tal brincarmos de algo? Tipo pega-pega?-Oroa pergunta, sorrindo e eu não consigo conter o sorriso, o sorriso de Oroa é contagiante, menos quando ele sorri para Marina. Aí é outra coisa.

Claro. Só não vamos brincar aqui, a casa pode cair.-Bete fala, olhando para cima.

Tudo bem, vamos lá pra fora.-eu falo, levantando num pulo.

Tá escuro. Alguém pode tentar te matar.-Oroa fala, num tom divertido.

Ninguém ousa mexer comigo, até porque tenho dois machões comigo, não é?-eu falo e os dois começam a rir.

Tá, quem pega?-Bete pergunta, caminhando até a porta.

Que tal pedra, papel ou tesoura? É como decidir se ganha liberdade ou vai preso. Uma ótima forma de justiça.-Oroa fala, fechando a porta com dificuldade, já que a porta é maior que a parede.

O que é isso?-Bete pergunta.

Você faz uns negocinhos com as mãos, que são: pedra, papel e tesoura. Pedra ganha de tesoura, papel ganha de pedra e tesoura ganha de papel.-eu falo, fazendo os símbolos com as mãos.

Nossa, Abele conseguiu explicar. Parabéns.-Oroa fala, aplaudindo.

Obrigada.-eu falo, rindo.

Tá... Eu e Betert coisamos e você... Fica aí.-Oroa fala, ficando de frente para Betert.-Quem perder é quem pega, ok?

Então Betert ganha e obviamente, Oroa perde.

Como eu vou conseguir correr dessa criatura?-eu falo, começando a me afastar. Oroa ri, caminhando tranquilamente em minha direção.

Eu me viro e começo a correr, procurando Betert. Olho para trás e não vejo Oroa, então paro ofegante.

Abele. Ei, Abele.-alguém me chama, eu olho em volta e vejo Betert. Corro até ele.

Cadê o Oroa?

Sei lá.

Ficamos escondidos por mais ou menos uns quatro minutos

Melhor sairmos. Oroa deve estar nos procurando...-eu falo, me levantando.

Tá.-Bete fala, se levantando e olhando em volta.-Não acha que estamos levando isso muito a sério?

Acho sim... Vamos pra perto de casa, não quero dormir na rua hoje.

Claro.

Ficamos perdidos por um tempo até que achamos a casa. E eu vejo algo meio estranho. Marina. E ela não estava sozinha, estava com Oroa, e eles estavam fazendo o que? Se beijando.

Cara...-Bete fala, dando meia volta e me puxando.

Caramba, estou cega.-eu falo, rindo, ou pelo menos tentando rir. Bete dá uma risadinha.

Olha, vai ver ela que pulou em cima dele.-ele fala e olha para trás.

Tudo bem. De boa. Eu não era nada dele mesmo...

Era sim, sem querer te deixar triste, mas era. E ainda é. Ele não faria isso.

Vamos voltar e fingir que nada aconteceu, depois eu falo com ele.-eu falo, dando meia volta.

Tudo bem...

Caramba. Vocês se perderam?-Oroa pergunta e Betert assente.

Não quero mais brincar, estou cansada. Vou dormir.-eu falo, empurrando a porta com uma força desnecessária.

Ela tá bem? O que aconteceu?-eu posso ouvir Oroa perguntando para Betert atrás de mim.

Tá ótima, só está cansada. Sugiro que não fale com ela.

Hum... Estranho, ela estava tão feliz mais cedo. Tem certeza de que não aconteceu nada?

Boa noite, não façam muito barulho, se não quebro a cara de vocês.

Eu estava com raiva, mas não a ponto de matar Marina com um prato, mas a ponto de ficar só com raiva, sabe? Aquela raiva que você sente quando está tudo dando certo e uma pessoa vem comentar? É uma merda, mas essa raiva veio trilhões de vezes mais forte.

Eu também estava triste, a ponto de chorar, mas não muito, só o suficiente para tudo ir embora.

**

Bom dia!-eu grito, acordando os dois.

Caralho, Abele. Ahn... Bom dia.-Oroa fala, esfregando os olhos. Coitadinho, eu vou infernizar o dia dele, assim como a semana inteira, assim como o mês e por aí vai. Talvez eu esteja sendo exagerada, mas só um pouquinho.

Bom dia, Abele.-Bete fala, se esforçando para sorrir.

Vou fazer café, querem o que? Posso fazer qualquer coisa.-eu falo, indo para a cozinha.

Eu quero café mesmo...-Bete fala.

Hum... Não vou querer nada.

Vai sim, vou fazer um café para você.-eu falo, pegando as coisas que precisam para fazer um café.

Então tá...

Eu pego café, tudo o que não precisa para um café. Aqueço a água, coloco café, pimenta e várias outras coisas e depois faço o de Bete.

Aqui está, senhores.-eu falo, colocando as xícaras na frente de cada um.

Talvez eu tenha exagerado, mas só um pouquinho de pimenta não machuca ninguém, não é?

Notas finais
Aí está. HAUAHUAHU NOSSA NOSSA NOSSA Eu plantei uma treta, agora só falta regar, não é? hauhauahua Obrigada por ler e até logo, amos você.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.