O Reino de Março

11 Look at me, I'm Sandra Dee


Notas iniciais
Eu estava sem idéias, desculpem. Heueheuheu. NAAAO '' like a drogada'' Boa leitura.

Abele Edmond

Senhorita Edmond, sua mãe está te esperando naquela sala.-a professora apontou para uma sala.

Mas ela está morta.-eu falo, olhando para cima, tentando não chorar.

Apenas vá ver, senhorita.-ela fala, abrindo a porta.

Quando eu entro e vejo minha mãe, sentada em uma cadeira, eu sinto alegria e tristeza tomarem o meu corpo, sinto vontade de abraça-la e ao mesmo tempo de brigar com ela, por ela ter me deixado sozinha em Paris, sem ninguém para contar histórias.

Olá, minha Branca de Neve.-ela fala, sorrindo. O sorriso mais lindo que existe.

Mãe? Você está viva?-eu pergunto, a abraçando.

Depende de sua loucura, minha querida.

Como assim?

Você pode estar imaginando coisas, pode estar sonhando, mas nada impede que isso seja real.

Mas eu quero que seja real, mãe.

Então faça ser real. Faça o que quiser. Seja sonho ou realidade.-ela sabia responder a todas as perguntas e perguntar todas as respostas. Ela era incrível.-Tenho que ir, Branca de Neve. Até logo, eu te amo muito.

Eu também te amo, mãe.-eu falo, saindo da sala.

Ela estava lá, senhorita?-a professora pergunta, com cara de ''Eu disse que estava.''.

Estava sim, professora. Agora eu preciso ir treinar a peça, até logo.-eu falo, correndo em direção ao palquinho.

O que era, Abel?-Oroa pergunta, sentado no palco.

Minha mãe.

Sua mãe?-ele pergunta confuso.

Sim, minha mãe veio me dizer para fazer o que eu quisesse.

E você vai fazer o que quer?-ele pergunta, sorrindo.

Preciso pensar nisso...-eu falo, pegando os papéis e vendo que eles conversavam mentalmente, de novo.-Qual o problema de vocês? Não conseguem conversar com as cordas vocais?

Conseguimos, mas não queremos.-Oroa fala, se levantando e rindo. Prevejo merda.

Mas o que vocês estão aprontando? Saibam que qualquer coisa que fizerem resultará em morte de ambos.-eles riem.-Estou falando sério.

Ok...-Betert se levanta e caminha em direção a Oroa.

Caramba. Já descobri tudo. Vocês são gays. Como não pensei nisso antes?-eu disse, rindo.

Não é isso, Abel. Por que se eu fosse gay não estaria...-uma professora entrou na sala com as roupas.

Vistam-se. E Oroa, ache a sua camisa logo.-ela fala, praticamente jogando as roupas em nós.

Hum... Não vou vestir isso.-Oroa fala, olhando para a roupa esquisita e feiosa que ele não tinha experimentado e provavelmente iria ficar ridícula nele.

Eu fui ao banheiro me vestir e o vestido cabia perfeitamente em mim, só ficava um pouco longo.

Olha lá a Amélia vindo. Mas e a Abele, cadê?-Betert pergunta, fingindo me procurar.

Cala a boca, Bete.

Bete?-Betert pergunta, rindo.

Sim, espero que tenha gostado de seu apelido carinhoso.-eu falo, sorrindo ironicamente.

Ele deve ter adorado, anã.-Oroa fala, descendo do palco.

A peça vai começar daqui a duas horas, treinem mais uma vez.-um professor disse, entrando na sala. Quando eu olho para Oroa, ele está ridiculamente bonito com aquela roupa ridícula.

Como você faz para se teletransportar?-eu pergunto, indo até ele.

Eu apenas movimento as minhas pernas.-ele responde, rindo.

Que engraçado...

**

Estava um tédio, treinamos mais uma vez e ficamos sentados no palco, calados. Se passou apenas meia hora, e os minutos se arrastavam enquanto eu observava o ponteiro fininho do relógio se mover a cada segundo.

Look at me I'm Sandra Dee-eu comecei a cantar e Oroa ficou rindo, enquanto Bete me olhava com uma cara de ''Você fumou, garota?''.-Lousy with virginity.

Mas o que estão fazendo?-uma professora entrou, brava. Medo.

Cantando, professora.-eu respondo, sorrindo.

Pensei que estava fazendo faxina no telhado.-olha, ela tem humor.Já treinaram?-nós assentimos.-Tudo?-assentimos novamente.-Até o beijo?

Não.-eu respondo, balançando a cabeça negativamente.

Pois treinem.-nós assentimos. Ela sai da sala e eu quase caio do palco por causa de um mosquito inimigo.

Abel.-Oroa me chama, quando me viro, ele está extremamente perto e quando eu acho que ele está prester a fazer o que eu acho que ele vai fazer, ele assopra em meu rosto.

Vou te matar.-eu falo, batendo nele.

A peça irá começar, treinaram?-um professor pergunta.

Sim, professor.-eu respondo, me levantando.

Tudo bem, vou anunciar o começo. Se preparem.

Nós ficamos em nossos lugares, nos preparando para ter que gritar, pois a sala era enorme e as pessoas teriam que nos ouvir, claro.

**

Tinham várias pessoas na sala, eu comecei a suar e rir, eu costumo rir em situações como esta. Então o professor me olhou de uma forma que dizia ''Se você não parar, vou arrancar os seus olhos lentamente.''. Medo. Então a musiquinha começou, e lá estava eu, fazendo uma peça de romance com Oroa e sua roupa ridícula.

Notas finais
Ficou curtinho, mas eu prometo que os próximos irão ser mais grandinhos. A surpresinha fica pro próximo... HAUAHUAHAU Obrigada por ler e até logo. Amos você.