O Reino de Março

4 Aliens tem filhos


Notas iniciais
Gente, eu escrevi o capítulo inteirinho e quando cliquei em veja como ficou, apagou tudo e tive que escrever tudo de novo heuehue, talvez fique menor do que antes. Boa leitura.

Abele Edmond

Eu estava tendo um sonho, eu estava em uma pracinha, quando uma garotinha, com tranças nos cabelos, veio até mim com um sorriso fofo, mas que a cada milésimo de segundo, ia ficando mais macabro e assustador.

Você não se lembra? Não se lembra de quando matou todas essas crianças? Elas eram indefesas, você é um monstro!-ela diz e eu começo a chorar desesperadamente, ao meu redor, haviam crianças, crianças mortas, ensanguentadas no chão e nos balanços.

Eu acordei e fui até a cozinha, procurando água, para minha garganta não ficar mais seca do que estava, eu estava virando um camelo, porque a coisa que eu menos fazia, era tomar água, diferente de quando eu morava em Paris, quando a minha vida era normal.

Olho em volta e não encontro Oroa, ele deve ter saído para comprar mais batatas. Eu deito na cama e logo me lembro do e meu sonho, digo, pesadelo. Será mesmo que eu matei aquelas crianças? Ou seria apenas um truque do meu cérebro, que estava ficando louco?

Tatcham!-grita Oroa da porta, eu levo um susto e caio da cama.

Filha da...

Olha a boca.-ele diz rindo.

Não estou nem aí.-eu digo indo em direção à cozinha e pegando uma batata, quando vou pegar outra, Oroa me impede, segurando a minha mão e olhando em meus olhos.

É para a visita.

Visita?

Hum-hum.

O que? Preciso vestir outra roupa!-falo me levantando da cadeira, quase num pulo.-Me empresta uma roupa?

Pode ficar com essa mesmo, as minhas são muito grandes.

Tudo bem, eu não sou tão pequena assim.

Você é quem manda, gata.ele diz, indo em direção a uma caixa, pegando uma calça e um moletom, ele coloca as roupas contra meu peito-Toma.

Hum-hum.-eu digo, pegando as roupas.-Não vai virar?-eu pergunto, fazendo a forma de um círculo no ar.

Ok...-ele diz se virando.

Eu tiro a camisola e coloco o moletom, que fica parecendo um vestido em mim, e depois a calça que precisa ser dobrada trinta vezes para ficar bem em mim.

Tatcham!-eu digo mostrando o meu traje lindíssimo.

Tá ótima.-ele diz, tentando conter a risada, mas não dá certo, eu pego a minha camisola e jogo nele.-Ai.

Bem feito, ninguém mandou rir de um alien.

Então é assim?-ele pega a camisola e joga em mim, me acertando na cabeça.

Ai.-eu pego o travesseiro e jogo nele, com toda a minha força.

Pra uma anã, até que tem força.

Posso usar minha força atirando aquela pedra bem na sua cara.-eu falo, olhando em volta e apontando para uma pedra.

Nã...-alguém bate na porta, e quem entra é uma senhora, parece ter uns cinquenta anos, alta e com os cabelos cacheados.

Olá, Oroa. Olá, Abele.-ela diz, fazendo um gesto com a cabeça.

Olá...?

Maria.

Olá, Maria.-Oroa puxa uma cadeira e se senta.

Cadê os seus modos, menino? Não vai puxar a cadeira para as damas?-ela diz, em um tom de brincadeira, eu já tinha me sentado e ela também.

Vocês tem braço para isso.

Hum...

Quer batata, Maria?-ele diz, balançando um pacote de batatas.

Claro.

Só não coma tudo, Abele vai ficar brava.-ela ri, pegando uma batata.

Eu soube que o rei viajou para o outro reino.

Ele foi buscar mais gente?

Não, ainda não sei o que ele foi fazer lá.

Que estranho...

Também acho... Então, vocês estão bem? Precisam de algo?-ela diz, pegando a bolsa e a abrindo.

Não, a gente tá de boa.

Hum... Qualquer coisa me avisem.

Claro.-ele olha no relógio- Maria, não está na hora de seu compromisso? São seis e meia.

O que? Seis e meia? Eu dormi tudo isso?-eu pergunto, me inclinando na mesa.

Pelo visto sim.

Caramba...

Então eu vou indo... Até logo.-ela diz e simplesmente vai embora, sem esperar uma resposta.

Ela nem ficou cinco minutos.

Talvez ela tenha vindo só para falar do rei.-ele diz, guardando as batatas no armário.

Pois é.

Melhor a gente dormir, já está escurecendo e não temos luz, não tenho como pagar.

Mas você não tem velas?

Nunca achei ninguém que vendesse.

Eu vou correndo em direção ao quarto, tropeço e caio, como uma berinjela mole, e quem pensa que Oroa me segurou, como aconteceria em filmes, está totalmente errado, ele ficou parado, rindo da minha cara.

Como você conseguiu cair?-ele pergunta, rindo.

Porque eu sou a criatura mais desastrada da face da terra.-eu falo, me deitando.

Percebi.

Agora dorme que eu não quero ficar no escuro.-já estava escuro, mas dava pra enxergar o suficiente.

Boa noite, Abel.

Boa noite...-eu murmuro, mas alto o suficiente para que ele possa ouvir.

Notas finais
Comentem e digam se vocês querem mais blood, romance, comédia ou terror, para minha pessoa saber o que agrada vocês, até logo. Amos você.