Notas iniciais
Quem narra a história é o Gray. Espero que vocês gostem da história, fiz ela hoje no tédio. No começo era pra ser uma songfic com a música stutter do marron 5 mais não ficou parecida com a música ou coisa assim, mas achei que ficou legalzinha então estou postando.

O mago de gelo da fairy tail estava um pouco tenso... Não, essa não seria a palavra certa pra usar, ele não estava tenso, ele estava com M-E-D-O.

O fato é que Lyon seu amigo/irmão (por mais que Gray não admitisse que eram como irmãos) da Lamia Scale o chamou para conversar na hora do almoço. Foram apenas ele e Lyon o que não era seu padrão de almoço a dois.

– Gray, eu te chamei aqui hoje por que tenho um assunto sério pra falar com você! –Lyon disse com um tom sério, envergonhado e dramático ao mesmo tempo, o que fez com que Gray pensasse se ele iria se declarar ou coisa parecida.

ele riu com seus pensamentos, estava com um ótimo humor hoje, ele nem ao menos tinha se irritado com os insultos constantes do colega de cabelos rosas ou entrado numa briga, também tinha tido humor o bastante pra sorrir quando Erza lhe bateu por ter derrubado seu bolo de morango enquanto fugia das perseguições de Juvia.

Mas aquele bom humor estava prestes a se acabar.

–Eu estava andando por aí, e resolvi fazer algo que nós dois já deveríamos ter feito há muito tempo... Eu fui à casa da Ur... –ele deu uma pausa ao ver o rosto surpreso e assustado de Gray, mas resolveu continuar- Nós já deveríamos ter desocupado aquela casa! Eu tirei tudo de lá só faltou... Bem... Aquele baú.

Gray sabia de que baú ele falava. Era um baú que tinha coisas de quando Ur o encontrou, ali deveria ter algo bem velho. Ele não se lembrava o que tinha posto lá, só lembrava que era algo que sua mãe, sua verdadeira mãe, lhe dera um pouco antes do acidente que o deixou órfão.

–A chave está com você, certo? –Lyon falou o tirando das tentativas de lembrar o que tinha em seu velho baú.

–Sim, está comigo... –Gray falou desanimado

–Então vá até a casa da Ur e tire ele de lá! As coisas que estão dentro são suas, certo? –ele não queria uma resposta, tinha certeza- Eu vou vender aquela casa, ela não traz boas lembranças nem pra mim nem pra você, é melhor que passemos a casa dela pra outra pessoa, uma pessoa que possa fazer ela ser habitada por uma família feliz e que vá cuidar bem da casa, alguém pra fazer aquela casa ter “boas vibrações”. E é claro vou dividir o dinheiro da venda com você, igualmente...

Gray sabia que ele tinha razão aquela casa era cheia de fantasmas do passado e Gray não gostava de entrar lá, Mas ele não queria o dinheiro também.

–Se você quiser que eu vá com você... –Gray o interrompeu

–Não... Eu entendi, você tem razão eu vou lá pegar meu baú e depois aviso pra você, mas eu não quero parte do dinheiro da venda... eu não mereço isso...

–Cara, a morte dela não foi culpa...-mais uma vez Lyon foi interrompido.

–eu sei, não é por isso... –Gray não iria falar o porque pra Lyon. A verdade é que ele não se achava merecedor pois sempre pensou na possibilidade de vender a casa, mas sempre teve medo de voltar lá pra fazer o que Lyon fez. Não iria aceitar o dinheiro e ponto final.

Lyon percebeu no olhar de Gray que ele recusaria mesmo que ele tentasse de tudo.

–Como você quiser –Lyon disse para terminar a discursão.

Os dois terminaram de comer em silêncio, Gray já não tinha todo aquele bom humor, pensou que se escutasse um dos insultos de Natsu talvez pulasse imediatamente em cima do seu pescoço, teria o maior cuidado pra não esbarar em Erza e talvez seria grosso com Juvia pra que ela saísse de seu pé, não que ele não gostasse das perseguições de Juvia, ele é um homem, é óbvio que ele gosta de saber que é desejado, mas Juvia exagerava de vez em quando. Ele agradeceu mentalmente por não estar na Fairy tail naquele momento e, depois de pagar sua parte da conta, saiu em direção a sua casa.

O restaurante não era longe de sua “casa”.

Talvez o Lyon tenha pensado em vir aqui exatamente por isso, pensou ele.

Gray morava no dormitório masculino da Fairy tail. O dormitório era branco e azul em maioria, lá moravam poucos deles, apenas ele, Gajeel, os caras da raijinshuu e outros poucos.

O quarto de Gray era branco com uma única listra azul no meio da parede, tinha um guarda roupas branco, uma porta branca ao lado dele (o banheiro, o dormitório era grande o bastante pra cada quarto ter seu próprio banheiro) uma cama de casal revestida com pano de cama preto e branco e um travesseiro azul claro/verde água (da cor do gelo de Gray) em forma de coração cuidadosamente posto entre os dois travesseiros da cama...

Aquele travesseiro... Ele se lembrava que Juvia lhe dera no dia dos namorados mesmo que ele não tivesse se preocupado em dar algo á ela... No final ele ficou se sentindo culpado por não ter comprado nada, passou numa loja qualquer e comprou alguns chocolates que vinham numa caixa no formato de joaninha pra ela, mas isso não vinha ao caso agora, balançou a cabeça e para evitar pensar naquilo... Tinha que achar aquela chave para abrir aquele baú estúpido.

Não demorou muito para achar a chave, ele poderia perecer desleixado, mas a verdade é que ele era muito cuidadoso com suas coisas apesar de, é claro, ter uma ou duas camisas jogadas no chão por causa de sua mania bizarra.

Assim que achou a chave pegou qualquer uma das camisas limpas que ele havia jogado no chão e vestiu-se com ela, era uma camisa preta com o desenho de um dragão chinês nas costas. Saiu com a chave pequena na mão quase em disparada pela porta lembrando-se de tranca-la ao sair. Não havia ninguém nos corredores, todos deveriam estar na Fairy tail, ele também é claro, mas não chegou a pensar muito nisso as únicas pessoas que perceberiam que ele não estava ali talvez eram Natsu que perceberia estar sem o companheiro de lutas banais, Lucy, sua amiga que iria perceber pois Natsu provavelmente ficaria no pé dela sem ele lá para iniciar as brigas costumeiras, Erza que teria percebido depois de terminar seu bolo que ninguém esbarou nela e talvez se perguntasse onde estava ele e é claro a maga da água que perceberia imediatamente que ele não estava ali, ele não sabia o que ela faria, mas ele não tinha tempo pra ficar pensando nisso tinha que encontrar aquele baú.

Chegou na casa de Ur mais rápido que esperava, entrou e se dirigiu rapidamente para o local onde ficava o baú, pelo menos onde ele ficava antes. Sem reparar em nada, chegou ao quarto onde antes ele, Lyon e Ur dormiam e abriu o grande e velho armário marrom. Nele havia apenas o baú num canto, Gray pegou o baú com um pouco de medo, estar naquela casa o fazia ficar sensível, sentia que poderia chorar a qualquer momento, ele sabia que ficaria assim por isso não quis a companhia de Lyon ou de qualquer outra pessoa, não queria demonstrar fraqueza na frente de ninguém, sentia que seria errado deixar alguém preocupado com ele chorando, mas por um motivo totalmente aleatório lhe parecia certo deixar aquela linda maga dos cabelos azuis lhe enxugar as lágrimas, ele corou com o pensamento.

Resolveu sair dali. Foi levando o baú na mão, ele não era tão grande, pensou em abri-lo, mas pensou melhor e decidiu fazer isso quando chegasse em casa.

Chegou em casa lentamente, estava ensopado de suor, ele tinha corrido bastante na ida e na volta e apesar de ter chegado na casa rápido não é como se a casa de Ur fosse perto, a casa dela ficava á 2 km de distância e ele andava pesadamente, ou seja, demorava mais, ele fez o percurso de 40 min em 1 hora e é claro que com aquele calor que fazia ele já havia tirado a blusa e quando chegou na entrada do dormitório descobriu que já estava pronto pra tirar as calças. Eram 15:30.

Chegou em seu quarto, abriu a porta jogou o baú em cima da cama, pegou uma toalha de banho e se permitiu tirar as calças caqui e a cueca box preta que usava se envolvendo com a toalha rapidamente e entrando no banheiro.

Ele não gostava muito de banho quente, tomava banho quente só quando ia para as termas que eram relaxantes ou quando era extremamente necessário, o que nunca acontecera. Ele abriu o registro e deixou a água gelada encher um pouco a banheira antes de entrar. Pegou o sabonete e o xampu dentro da banheira mesmo, se limpou, lavou os cabelos, guardou o sabonete e o xampu no armário branco do banheiro que tinha uma cuba por cima. Deixou que a água caísse sobre o corpo. Quando saiu do banheiro já eram 17:01, se surpreendeu e pensou se o relógio não estaria com o tempo errado, mas dava para se ver o por do sol começando a querer iniciar. Resolveu abrir logo o baú.

Deitou-se na cama, esticou o corpo, bocejou um pouco, pegou a chave e abriu o baú. Dentro do baú tinha apenas duas coisas: um livro infantil e um papel.

O papel estava dobrado e parecia gasto, como se, antigamente, alguém tivesse carregado muito o papel na mão. E o livro devia ser algo sobre uma história de princesas, o título era: O reino azul. Gray não entendia nada. Aquilo era dele?...Mas então se lembrou...

Se lembrou que sua mãe costumava ler livros pra ele e chama-lo de príncipe e que ele gostava do apelido e até mesmo que aquela era sua história preferida. Lembrou-se do dia em que sua mãe lhe contara aquela história. Era uma história sobre um príncipe e uma princesa. Uma princesa de cabelos pretos e vestido azul muito bonita era enganada por um mago muito ruim que só fazia maldades, mas o príncipe vestido de bege e com cabelos loiros e seus amigos salvavam a princesa, para agradecer o feito do príncipe, que morava em outro reino o pai da princesa lhe deu a mão de sua filha, o príncipe e a princesa se casavam e tudo acabava num final feliz.

Lembrou-se também que ele costumava falar que um dia teria uma princesa que gostaria dele tanto quanto a princesa Esmeralda gostava do príncipe do qual ele não lembrava o nome e que prometera se tornar uma pessoa mais próxima de um príncipe que podia á sua mãe. No papel estava escrito como um contrato as coisas que prometera a mãe com a sua assinatura em uma letra horrível de quando era muito mais novo.

Ele ficou a pensar na sua infância enquanto dava lindos sorrisos nostálgicos. Ficou pensando em sua mãe, não lembrava como ela era exatamente, mas se lembrava dos seus longos e lindos cabelos pretos, do seu sorriso.

–Me desculpe, mãe... Eu não sou um homem que tenha a imagem de príncipe ou algo parecido estou mais para um stripper. –Ele riu- Eu também não tenho uma princesa que me ame como sempre disse que teria –Ele riu um pouco mais depois parou e percebeu que estava errado.

Ele tinha sim uma princesa que o amava, que o esperava, que o perseguia, que estava sempre demonstrando o que sentia sinceramente. E ele? Bem, ele nunca parara pra pensar no que significava pra ela, o que ela pensava dele? Será que ela o amava mesmo? Será que estava tudo bem em tentar acertar as coisas com ela?

Talvez fosse melhor desistir, agora ele sabia o que sentia por ela, sabia o porquê de não ter medo que ela o visse fraquejar ou em qualquer outro estado de espírito, mas e se ela não quisesse mais ficar com ele? E se... ele pensava em um ritmo acelerado e os “e se” o estavam torturando. Talvez tudo devesse voltar ao normal e apenas isso bastaria...

N-Ã-O! Ele gritou em sua mente.

Juvia tinha feito algo que nenhuma outra garota nunca tinha feito á ele! Ela fez ele se apaixonar! Ele nunca sentira isso por nenhuma mulher antes! Ele não podia ficar mais sem o sorriso matinal que ela lhe direcionava quando o via entrar na guilda, sem sua voz melodiosa que agora parecia soar perfeitamente em seu ouvido e o que ele faria se ela desistisse dele? Ela era perfeita , bonita, simpática um pouco maluca, mas simpática, forte, corajosa... Ele se lembrou do Edo-Gray, como seria se ele precisasse tentar fazer ela prestar atenção nele?...

O que aconteceria se ele pedisse que ela lhe desse carinho? O que aconteceria se ele lhe tocasse?...

–Chega de pensar eu vou pagar pra ver!

Catou a blusa que ele já tinha tirado do chão e se vestiu, pegou a chave, olhou as horas: eram 18 horas, Juvia normalmente saia as 22 da guilda para acompanha-lo, mas ele não sabia que horas ela sairia. Correu, correu como nunca correra antes e chegou rapidamente na Fairy tail.

Juvia ainda estava lá. Estava sentada, sozinha, numa mesa com um copo de suco de uva pela metade. Todos se surpreenderam com ele quando entrou batendo as portas com um estrondo e todos os olhares estavam virados pra ele, mas ele não ligava pra isso, o olhar que ele queria estava preso no seu, o que o fez dar um sorriso de orelha a orelha, maravilhoso.

–JUVIA! –Ele gritou o nome dela e tirou a camisa, sem perceber, de um modo que fez ela estremecer pensando se ele a estava desfiando.

–G-Gray-sama não quero lutar com você! –ela disse em voz doce.

–HÃ?! Lutar? De onde tirou essa ideia? –Gray falou tentando entende-la.

–Se você não a esta desafiando venha lutar comigo, ice-boy! –Gajeel o provocou.

–Nem pense nisso cara do metal, ele passou o dia todo fora vai lutar comigo! –Natsu se meteu na conversa e ele e Gajeel resolveram começar a brigar.

–NÃO! EU NÃO VOU BRIGAR COM NENHUM DE VOCÊS DOIS AGORA!

–Fugir de um desafio não é coisa de homem, Gray! –Falou Elfman que vinha na direção deles.

–JÁ CHEGA EU NÃO VIM PRA CA PRA BRIGAR COM NINGUÉM! –Erza direcionou um olhar a ele- Nem pra derrubar seu bolo, Erza!... Eu vim aqui falar com a Juvia, será que vocês podem dar licença?

Juvia se sentiu especial quando ele falou isso.

– Juvia eu... –ele não sabia como dizer aquilo- eu acho que eu posso estar... –foi atingido em cheio por uma garrafa- QUEM FOI O MALDITO?... –Ele se virava para atrás e via um sorriso vitorioso no rosto de Natsu- FILHO DE UMA ... EU VOU ESGANAR VOCÊ! SERÁ QUE NESSA GUILDA UM CARA NÃO PODE NEM TENTAR DIZER O QUE SENTE PELA GAROTA QUE AMA, SEU PUTO! –Gray não pareceu notar que acabara se declarando enquanto gritava com ele ou o rosto extremamente vermelho que Juvia tinha, mas partiu pra cima de Natsu com toda força, Natsu caiu, ele estava atordoado com o que Gray acabara de falar, Seu rival estava tentando se D-E-C-L-A-R-A-R-! Ele nem ao menos tinha tentado ainda, mas não queria perder ele pensava determinado enquanto Gray lhe batia como um louco jogando toda a frustração que tinha após perceber o que havia dito.

–G-G-G-Gray-sama! A Juvia ouviu certo? Você disse que ama a Juvia? –Ela tentava digerir as palavras dele como se não fossem verdade, repetia para se convencer do que escutara.

Gray não podia parar de brigar com Natsu, mas queria dar uma resposta pra ela. Ela percebeu que seria impossível com Natsu ali por isso pôs ele num water lock e Gray pôde sair. Gajeel e Elfman tinham parado o ataque quando Gray se declarou sem querer, por isso estavam apenas observando a cena, não só eles, mas a guilda inteira.

–ufa! –Gray suspirou e então se virou pra Juvia já um pouco corado- Sim Juvia, e-eu te amo!

Juvia pulou em Gray imediatamente soltando Natsu do water lock, Natsu não era tão imbecil de interromper aquilo então resolveu deixar o Gray livre por hoje e ir irritar a Lucy que estava toda derretida batendo palmas como todos da guilda.

Juvia estava agarrada ao pescoço de Gray e ele pôde escuta-la dizer:

–Gray-sama, a Juvia está tão feliz!

–Ei Juvia, levanta –Gray disse, doce.

Juvia levantou e Gray ficou na frente dela, logo depois se ajoelhou.

– A Juvia-sama aceita namorar o Gray? –Gray falou imitando o jeito que ela usava a terceira pessoa e ela sorriu como nunca, Gray nunca tinha visto um sorriso mais bonito que aquele na vida.

–Sim! A Juvia aceita! –Gray não esperou mais nada, se levantou puxou ela para si e lhe deu um beijo, no começo foi um beijo mais doce e tímido que aos poucos foi se transformando em um beijo apaixonado. Eles tiveram que parar por falta de ar e quando pararam sorriram um para o outro.

A guilda explodiu em alegria, até mesmo Natsu que tinha atrapalhado tanto, estava parabenizando o casal, fizeram uma festa. todos beberam. E em um ponto da festa Gray, já bastante bêbado grito pra todo mundo ouvir:

–Ei olhos puxados, agora falta você se declarar pra Lucy e a Erza pro Jellal! –ele riu a guilda aprovou, as garotas coraram e Natsu disse:

–Tem razão olhos caídos! LUCY, EU TE AMO! -Ele disse tirando ela do acento e a carregando no estilo “princesinha”- VOU LEVAR MINHA NAMORADA PRA CASA! TCHAU!

–N-NATSU EU NÃO SOU SUA NAMORADA!

–você aceita ser então? –ele perguntou sem coloca-la no chão enquanto ela dava soquinhos pra ele larga-la.

–E-EU... A-ACEITO!

–CERTO! VAMOS PRA CASA!

E eles saíram. Gray passou mais tempo com Juvia dando beijinhos e trocando caricias e quando ficou tarde resolveu levar ela até sua casa a deixou lá e foi para o dormitório.

Nessa noite ele se sentia como um príncipe de verdade, não que ele tivesse um roupa toda pomposa ou uma coroa, mas ele tinha uma princesa que agora era só dele e ele era só dela.

Imagem bônus do beijo deles:


~FIM~

Notas finais
Essa é minha primeira one-shot espero que tenham gostado de ler. Então.... que tal me mandar um review ou uma ask no myotakusmile.tumblr.com pra me dizer como ficou?! >.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!