Notas iniciais
Isso aew! Mais uma one desse casal lindo e perfeito pra vocês Luspians e Bengies de plantão! Espero que gostem da minha nova ONE! Estava inspirada hoje e decidi escrever! Espero que aprovem... ♥ Beijos

A grande rainha atravessava os corredores do palácio vestindo os seu melhor vestido enquanto andava em passos lentos rumo ao salão principal onde todos já a esperavam para o tão fabuloso baile real. As grandes portas lapidadas com a face do grande leão se abriram e através delas Lúcia Pevensie pode ver todos os narnianos a sua espera. Um cavalheiro muito gentil e bem vestido se aproximou e lhe estendeu a sua mão:

- Seja bem vinda majestade! –disse.

— Obrigado Coriakin! –ela agradeceu com um lindo sorriso.

Tal homem a acompanhou levando a mão da rainha até a curva de seu braço a conduzindo por entre os convidados que sorriam e a saudavam modestamente. Lúcia atravessava o corredor composto pelos narnianos enquanto cumprimentava cada um com um aceno de cabeça e um sorriso singelo que deixava a todos encantados. Mais a fundo estavam os outros Pevensie um ao lado do outro, sentados em seus devidos tronos reais. Estes se levantaram cordialmente cada qual com um sorriso de satisfação ao ver a linda rainha que os conduzira até Nárnia ainda muito pequena, a grande descobridora do maravilhoso mundo onde naquele momento estes governavam majestosamente. Coriakin mostrando seu melhor sorriso curvou-se perante os reis, e depois diante da rainha destemida mostrando seu melhor sorriso então se afastou deixando que Lúcia fosse ao encontro do grande rei Pedro, o magnífico que lhe estendeu sua mão mantendo um sorriso aberto na face e conduziu-a por sobre os degraus. Já sobre o grande altar a frente dos seus súditos, do seu povo tão amado, a rainha observou cada face, cada sorriso, cada expressão de contentamento e então fez seu breve, porém digníssimo discurso:

- Narnianos! Eis aqui a sua rainha... Aquela que acolheu este mundo como sendo o seu único e verdadeiro lar. A mesma que desbravou estas terras em busca de paz, que lutou para que o grande nome de Aslam fosse honrado e respeitado por todos aqueles que não o faziam como era seu dever. Hoje não é um dia qualquer nem para vós nem para seus reis. –esta voltou sua face para os irmãos que a ouviam atentamente. – Esta data simboliza o dia em que Nárnia finalmente alcançou a tão esperada paz entre cada governo, entre cada país, entre cada habitante destas terras até o mais longínquo território ainda sequer desbravado. Hoje comemoramos a nossa vitória, e assim a vitória eminente de Aslam, o grande leão, filho do imperador de Além mar.

Foram ouvidas as palmas e as saudações entre todos os presentes enquanto a rainha aguardava firmemente com os olhos focados em pé diante dos tronos. Quando o silencio novamente se fez presente a grande rainha seguiu com seu discurso:

- Este grande dia não é nosso! Não dos reis sentados neste trono, mas sim de vocês povo narniano! Esta comemoração simbólica é de cada um de vocês, e é com imenso orgulho e prazer que dou inicio a este maravilhoso evento! E que comecem as festividades!

A rainha deu fim ao seu discurso erguendo as mãos na altura de sua cintura mantendo as palmas para cima enquanto sorria com a face voltada para seu povo tão amado. Ela fora aplaudida pela multidão que logo se separou dirigindo-se a grandes grupos e círculos de amizade. Havia animais de muitas espécies, anões, centauros, minotauros, elfos, estrelas e um grande número de príncipes e princesas de toda parte, porém enquanto olhava ao redor a grande rainha destemida ainda deu pela falta de alguém. Não um simples alguém, mas um homem em particular a quem ela julgava ser o maior de todos os reis que ela conhecera em sua vida e em seu reinado.

- Pedro! –ela chamou o irmão.

- Sim Lucia? –este se aproximou sorridente segurando uma taça de vinho feita de ouro.

- Onde está Caspian?

- Ele ainda não regressou de sua viagem Lu! –disse Edmundo a parar ao lado da rainha.

- Está atrasado! –sorriu Susana.

- Ele deveria estar aqui. –concluiu Lucia olhando ao redor com um olhar triste. – É um grande dia para todos, e como rei que participou de boa parte dessa vitória ele é peça importante.

- Acalme-se Lucia! –sorriu Ed. – Talvez ele tenha se envolvido em algum problema e por isso se atrasou!

- Aposto que ele deve estar tão ansioso para voltar quanto você está para vê-lo! –continuou Pedro.

- Me sinto extremamente feliz aqui, mas confesso que sua ausência me causa certa melancolia. –prosseguiu a destemida.

- Logo ele atravessará aquelas portas e você poderá senti-lo em seus braços como sempre minha irmã! –Susana completou ao tocar os ombros da mais nova.

Lucia moveu os lábios em um sorriso esperançoso ansiando para que as palavras de sua irmã mais velha se concretizassem o mais breve possível. Porém por aquelas portas não passaram ninguém que enchesse o coração da grande rainha de calor e alegria como o seu amado rei Caspian X. As horas foram assim passando rapidamente e com elas a noite se aproximou. Cansada e já sem esperanças de reencontrar seu amado rei naquele mesmo dia, Lucia se dirigiu até a grande sacada de Cair Paravel de onde podia observar o mar e a praia assim como o céu e as estrelas que nele brilhavam. Ao sentir a brisa suave que provia das externas e tocava sua face delicada Lucia fechou seus olhos e levou as duas mãos ao peito respirando fundo e fazendo um pedido.

- Que Aslam esteja com você acompanhando a sua jornada de volta para casa meu amor, e que ele permita que rápido seja o seu regresso! –dito isso Lucia abriu os olhos fitou as ondas que quebravam na praia. – Volte logo pra casa Caspian! –ela disse tocando os lábios com a ponta dos dedos.

- Lucia? –a voz de Edmundo quebrou o silencio na sacada.

- Sim Ed? –esta respondeu voltando sua face ao irmão.

- Venha! Estava te procurando, dance comigo!

- Quer mesmo se arriscar em uma dança no meio de todos os narnianos com sua irmã caçula Ed? –disse ao se aproximar com um sorriso meigo.

- Pelo menos se eu fizer feio sei que ninguém comentará por respeito a grande rainha destemida! –ele riu.

- Entendi! Sendo assim... –ela tocou a mão do irmão. – Eu aceito...

Edmundo abriu um sorriso grato e logo acompanhou a irmã rumo ao salão onde a multidão se afastou abrindo um circulo perfeito e permitindo assim que os irmãos começassem sua dança. Logo Pedro e Susana se uniram aos dois, e deram sequencia ao baile. Alguns minutos mais tarde enquanto bebiam e conversavam entre si, os irmãos Pevensie ouviram um grito vindo da sacada:

- O rei! O rei! –as pressas um dos faunos adentrou novamente ao salão com um sorriso aberto. – O peregrino acaba de atracar na praia majestades! –este encarou Lucia.

A rainha destemida que até então estava se comportando elegantemente e extremamente social, se desfez de sua máscara controlada e entregou sua taça de vinho ao irmão mais velho que sorriu com um brilho nos lindos olhos azuis ao ver a felicidade da irmã caçula. Esta por sua vez, segurou as saias de seu vestido escuro e correu até a sacada de onde viu os marinheiros caminhando pela areia branca, e logo atrás dos mesmos estava ele, seu amado rei Caspian, vestido a caráter com seus cabelos sedosos ao vento enquanto observava o palácio a sua frente. Os olhos do casal se cruzaram mesmo naquela distancia e o coração de ambos se encheu de calor imediatamente. Lucia não queria esperar sequer mais um segundo para sentir o toque de seu amado, assim como ele não desejava mais ser privado de ter sua adorável rainha entre seus braços. Ela desceu as escadas laterais da sacada indo em direção a praia, enquanto ele afastou os marinheiros gentilmente e correu na direção dela. Ambos sorriam abertamente tomados de ansiedade e felicidade até que finalmente se encontraram no centro do caminho. Caspian tomou Lucia nos braços girando-a no ar enquanto esta envolvia seus braços ao redor do pescoço do rei.

- Você voltou pra mim meu amor! –ela dizia sorridente com lágrimas nos olhos.

- Eu sempre voltarei pra você Lucia! Sempre... –ele seguiu tocando a face dela com ambas as mãos. – Não importa o quão longe eu esteja, não importa o tempo que leve, eu sempre estarei aqui por você!

Lucia sorriu com uma felicidade imensa ao ouvir tais palavras tão sinceras e então sentiu as mãos do rei puxando-a para si e bebendo do doce néctar de seus lábios. Suas bocas se tocaram em um beijo de séculos de distancia, enquanto todos observavam admirados e satisfeitos tanto os narnianos da grande sacada do palácio quanto os marinheiros vindos do mar.

- Eu te amo Lucia! –disse o rei ao quebrar o beijo.

- Não mais do que eu amo você Caspian! –ela sorriu tocando o queixo do rei.

Os aplausos foram ouvidos de onde eles estavam. Seus súditos, seus amigos, seu povo, sua família. Todos naquele lugar conheciam a linda estória de amor entre o rei telmarino e a rainha destemida! Nunca existiu nenhum rei, ou nenhuma rainha como aqueles naquele reino. E sua historia seria conhecida por gerações, e gerações após a sua morte...

_.x._

FIM

Notas finais
Entõ tá, nos vemos nos comentários! Beijão ♥
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!