O Reflexo do Verão

13 Fugindo da Rotina


As semanas seguintes foram um exercício de tortura para Michael. Enquanto ele e Conrad resolviam os últimos detalhes da mudança para a faculdade, as aulas de Sarah no colégio recomeçaram. O uniforme escolar — a saia plissada e a gravata que ela insistia em usar de um jeito levemente rebelde — tornou-se o novo gatilho para o desejo de Michael.


​Michael estacionou o carro a uma quadra de distância do colégio de Sarah. Ele tamborilava os dedos no volante, a adrenalina correndo solta. Quando a viu atravessar o portão, ela não parecia a "menininha" Santiago; ela caminhava com uma confiança que fazia Michael esquecer qualquer rastro de juízo.

​Ela entrou no carro, jogando a mochila no banco de trás e puxando Michael pela nuca para um beijo que cheirava a gloss de morango e perigo.

​— Cansada da escola? — Michael perguntou, a voz já rouca.

​— Cansada de esperar por você — ela rebateu, com aquele olhar que misturava inocência e audácia. — Para onde vamos? Para a sua casa?

​— Não. Seus pais ou os meus podem aparecer. Hoje, eu quero você sem interrupções.

​Michael dirigiu até um motel discreto na saída da cidade. O neon da entrada refletia nos olhos de Sarah, que não demonstrou hesitação, apenas uma expectativa voraz.

​O Quarto de Espelhos

​Assim que a porta da suíte se fechou, a urgência tomou conta. Michael a prensou contra a porta, as mãos mapeando o corpo dela por cima do uniforme.

​— Você não tem ideia do que esse uniforme faz com a minha cabeça, Sarah — ele sussurrou contra o pescoço dela.

​— Então por que você ainda não tirou ele de mim? — ela provocou, soltando os botões da camisa dele com pressa.

​Michael a pegou no colo, levando-a para a cama de dossel. Ele a despiu lentamente, cada peça de roupa que caía no chão era uma barreira a menos entre a realidade e o desejo puro. Quando ela ficou apenas de calcinha rendada, Michael parou por um segundo para admirá-la.

​— Você é linda demais para ser verdade — ele murmurou.

​— Menos conversa, Styles... mais ação — ela disse, puxando-o para cima dela.

​O encontro foi intenso e visceral. Michael não era mais o protetor; ele era o homem que a desejava além da razão. O som da respiração pesada dela e o modo como ela arranhava as costas dele faziam Michael perder o controle que ele tanto se orgulhava de ter. Eles se exploraram com uma sede que as escapadas rápidas na mansão não permitiam.

​O Pós-Caos

​Horas depois, deitados entre os lençóis bagunçados, o ar-condicionado tentava, sem sucesso, resfriar o clima. Michael acariciava a cintura de Sarah, observando a marca vermelha que seu beijo deixara na clavícula dela.

​— O que vamos dizer se o Conrad perguntar por que você demorou tanto para chegar da escola? — Michael perguntou, beijando o ombro dela.

​— Vou dizer que tive aula extra de... biologia — ela riu, virando-se para ele. — E que o meu professor é muito exigente.

​Michael soltou uma risada baixa, puxando-a para mais um abraço.

— Você é impossível. Mas acho que eu também estou viciado nessas nossas "aulas particulares".

​Eles sabiam que o tempo estava acabando e que a faculdade logo os separaria fisicamente, mas ali, naquele quarto de motel, a distância parecia uma mentira e o desejo era a única verdade que importava.