Elizabeth e John estavam sorridentes com a festa linda de casamento. Pela primeira vez em um bom tempo, ela havia entendido o porquê de ter um casamento relâmpago e, justamente, contou com a ajuda de Kimberly para essa missão, Jennifer também deu alguns toques tanto na festa quanto na cerimônia. Eles decidiram que tudo ocorreria em Verona, afinal, havia sido lá o local em que se conheceram, era especial para eles, e seria muito fácil para todos irem para Verona do que irem para Newton.

Elizabeth estava realmente muito linda, o que acabara arrancando diversos sorrisos de John. A sua barriga já estava um pouco aparente, os gêmeos precisariam esperar um pouco mais de tempo para aparecer nas fotos de família e enquanto aos nomes, Elizabeth e John acharam que Nathan e Robert seriam as escolhas perfeitas para os dois meninos.

— Você está tão linda — John sussurrou, observando calmamente o rosto da sua, então, esposa.

Ela sorriu, sentindo o seu coração encher-se de amor e pensando o quanto estava feliz naquele momento. — Como eu amo você, Phillip.

Todos estavam felizes na festa. Kimberly e Harry haviam adotado uma criança, não dava para imaginar o quanto o casal estavam apaixonados pelo pequeno Nicholas. Jennifer e Mike ainda continuavam incrivelmente apaixonados como se fosse a primeira vez, Valentina e George estavam muito bem e todo ano viajam para Newton para visitar Elizabeth e John, ficavam as férias com a madrinha e o padrinho, John havia adotado os dois como afilhados. Entre outras coisas, em diversas vezes na festa, Elizabeth pensava o quanto a vida de todos havia mudado radicalmente nos últimos anos, mas havia mudado de um jeito incrível. Todos estavam bem e felizes, haviam encontrado um canto no mundo.

Era hora de propor um brinde ao homem que deu razão para uma das noites mais importantes na vida dela. Elizabeth levantou-se da cadeira, batendo o garfo leventemente sobre a sua taça de suco.

— Eu gostaria de dizer algumas palavras nesse momento.

John franziu a testa, não estava esperando por isso e, certamente, isso não estava nos planos da festa.

— Eu prometo que será muito rápido, não quero ocupar todos com intermináveis palavras, mas eu gostaria de declarar o meu amor ao homem que deu razão a tudo que está acontecendo hoje… John Phillip.

Os convidados começaram a bater palmas por um breve tempo. John não podia acreditar no quanto estava surpreso com Elizabeth naquele momento, mas isso era bom para ele.

— Há alguns anos a minha vida era monótona, eu não vivia do jeito correto. Então, John Phillip entrou na minha sala, e foi incrível porque aos poucos ele começou a me moldar com pequenos gestos — ela sorriu para John. — Ele me ensinou que eu posso apreciar momentos com as lentes, não só com os meus olhos. Ele me ensinou que eu não preciso viver uma vida com medos e inseguranças, eu posso viver me arriscando, me desafiando, porque isso é bom para mim mesma. O John me ensinou que o amor cura, o amor liberta e o amor é paciente, ele me ensinou que o amor é bom. O John me fez entender sobre recomeçar quantas vezes for necessário, sobre me reinventar diversas vezes e não me sentir diminuída por isso. Eu sou uma mulher que aprendi a viver novamente, porque eu havia perdido tudo e eu ganhei tudo novamente — Elizabeth ergueu a sua taça. — Eu quero propor um brinde ao homem mais incrível, bondoso e generoso que eu poderia conhecer na vida, ao homem que não só me ensinou a amar, como também me ensinou a apreciar todos os momentos mais sublimes e incríveis da minha vida. Ao pai dos meus filhos e ao amor da minha vida, ao John Phillip.

Elizabeth sorriu para John, sentia algumas lágrimas umedeceram a pele enquanto via o rosto do marido umedecido na mesma intensidade.

Os lábios de John formaram um: — Eu amo você, meu amor.

Os convidados levantaram as taças em sinal ao brinde que Elizabeth havia proporcionado naquele momento, John em sua vez, apenas levantou-se da cadeira e a beijou apaixonadamente por longos minutos. O amor exalava por todos os cantos da festa, claro que os convidados bateram palmas em aprovação sobre aquele lindo amor que eles estavam apreciando diante de seus olhos.

O que Elizabeth havia aprendido nos últimos anos era que não importava o quanto a vida estivesse difícil, ela poderia recomeçar quantas vezes achar necessário, John estaria ao seu lado. Ele estaria todas às vezes dia após dia, o amor que tinham um pelo outro curava qualquer ferida aparente. A decisão de ficar em Newton havia sido algo correto, era o melhor para eles, era calmo. Tudo permanecia como o combinado, Carlo e Jennifer ficavam boa parte do tempo na Potere, Elizabeth iria uma vez ao mês nas reuniões mensais, acompanharia o resto morando em Newton; John iria permanecer sendo dono do seu estúdio, estava indo muito bem e ganhando cada vez mais sucesso e, não menos importante, Elizabeth também estava escrevendo agora, ela passou a entender que parte do seu amor era sobre escrever artigos e livros sobre experiências de vida.

Entre muitos recomeços, a vida de todos acabara se ajeitando daquela forma. Elizabeth e John sempre dariam um jeito para estarem juntos. Doses de coragem diariamente era preciso para os dois, como também de calma, amor, companheirismo. Não faltava absolutamente nada naquele meio, e o mais importante de tudo era que eles estavam recomeçando a vida. Elizabeth sabia que poderia sempre recomeçar.

Recomeçar desde que fosse ao lado de John.

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