Notas iniciais
E aí está mais um capítulo! Espero que você se divirta!

Lugh pensou, pensou, até que…

– É isso, vou treiná-lo alternando magia com técnicas de espada!

– Pensando alto, Lugh?, perguntou Kelpie.

– E você será meu aliado ! — respondeu Lugh apontando o dedo indicador para o Kelpie.

– Do que você está falando?, ironizou o cavalo-marinho mágico.

– Você me ajudará no treinamento do Edgar! Ele sabe muito bem as técnicas de espada, mas quando é preciso usar magia…

– É um zero à esquerda!, completou Kelpie.

Os dois ouviram alguém pigarreando. E quando olharam para trás, viram Edgar parado na porta da bela varanda onde acontecia a conversa.

– Oh, desculpe, conde, mas é a mais pura verdade! – O Senhor dos Leprechauns tentou até amenizar o que disse e continuou: — Sei que conhece muito bem o Príncipe, mas ele tem um fairy doctor poderoso ao lado dele e que é diferente de Lydia…

– Ele controla os elementais, não é?, disse Edgar e continuou irônico – E qual é novidade?

– Por isso te falo, homem de verdade mesmo para Lydia sempre fui eu!, falou Kelpie encarando o Lugh.

– Repete o que você disse! – provocou o conde.

– Por favor, pessoal, não precisamos brigar por coisas tão tolas. Edgar, que tal submeter ao treinamento rápido misturando as técnicas de espada, que você conhece bem com as …

– Técnicas de magia de luta que sou um zero à esquerda? Por mim, tudo bem. E qual outra alternativa eu tenho?

– Perfeito! Perfeito!, disse Lugh todo animado – Que horas podemos começar os treinos?

– Bem, vou indo nessa…, esquivou-se Kelpie e quando ia saindo, só sentiu alguém segurando o colarinho da sua camisa. E ouviu:

– Onde o senhor pensa que vai? Você será o oponente do Edgar. – falou Lugh.

– Logo ele?, disseram Edgar e Kelpie ao mesmo tempo e um apontando para o outro e ambos olhando furiosos para Lugh.

– E quem mais poderia ser aqui?, disse Lugh olhando dos lados, como fosse procurar mais alguém. E aí disparou: – Eu que não vou ser… serei o juiz. — e terminou a frase com sorriso aberto.

À tarde, encontravam-se em um dos jardins mais espaçosos da mansão, Edgar, Lugh e Kelpie. Lugh então iniciou o treinamento.

– Em primeiro lugar, Edgar, você conhece a energia Ki?

– Estou falando que não vai dar certo…

– Kelpie, será que vou ter que pedir que lhe serviam um patê de fígado? – repreendeu Lugh.

O cavalo-marinho fechou a cara e só pode perceber o sorriso no canto dos lábios de Edgar. Como todo bom cavalo-marinho mágico, Kelpie passava horrores quando comia algo relacionado a fígado. Isso porque, segundo a lenda, os cavalos-marinhos mágicos devoravam pessoas, mas deixavam o fígado intacto.

– Voltando, você sabe o que é a energia Ki, Edgar?

– Bem, o que sei é a energia Ki tem a ver com as artes marciais e Kenjutsu, que são técnicas de espadas japonesas, mas não domino essa técnica…

– Bem se vê…

Lugh e Edgar entreolharam-se e encararam Kelpie, que se defendeu – Está bem, está bem, eu fico quieto.

– Já era tempo, não? – disse o Senhor dos Leprechauns sarcasticamente.

Edgar olhou para Kelpie com ar debochado e tornou a falar com Lugh.

– Ki é uma energia vital, de força, que circula praticamente em todo nosso corpo e ela que nos dá a confiança, mas sempre respeitando o oponente, estou certo? — explicou Edgar.

– Certíssimo! Porém, ela poderá te ajudar nas conjurações das magias. Lydia lhe ensinou algumas?

– Não muitas, afinal…

– Você não se interessou muito, né, querido?

– Lydia!

– Tudo bem, tudo bem, estava de passagem. Vou só observar — disse Lydia indo em direção das roseiras que as tratava diariamente.

O marido, meio acanhado, olhou para Lugh e deu de ombros. E este prosseguiu:

– Muito bem, vamos continuar. Como estava falando a energia Ki irá te ajudar a conjurar magias de combate e defesa.

Lugh então ensinou o domínio de cada técnica. Não iria ser fácil ensinar para Edgar todas elas e, principalmente, em tão curto espaço de tempo, mas o conde esforçou-se firmemente. Aplicou-as no oponente Kelpie e saiu-se muito bem.

– Agora vamos usá-las em conjunto com as técnicas de espada, perfeito? Kelpie, ataque sem dó e nem piedade Edgar e vamos começar a luta.

Nessa hora só viu o quanto Lydia, que assistia de longe ao treinamento, ficou apreensiva e apertou a saia do vestido. Podia não parecer, mas a fairy doctor sabia o quanto era complicado unir as duas técnicas. Até porque durante um período, um pouco antes de Aurthur nascer, a condessa foi ensinada sobre as artes das espadas e inseriu algumas técnicas de magia de lutas. E em alguns embates ela foi melhor que Edgar.

Kelpie avançou contra Edgar, que se defendeu pela esquerda e investiu em outro movimento. De repente, Kelpie lançou uma pequena bola de fogo, que foi pega com a técnica da água com a mão esquerda do conde. Todos arregalaram os olhos e Lugh deu um sorriso tímido e pensou: – Sabia que ele tinha um tremendo potencial. É digno do título que carrega.

E assim avançou o treinamento até às altas horas e só pararam para jantar.

Na manhã seguinte, Edgar conseguiu derrubar Kelpie de forma muito rápida, usando o afundo com as técnicas de ar e fogo. Quando venceu o cavalo-marinho mágico, o conde ainda o provocou: – Você colocou sua força no polegar, não no punho.

Quando o Kelpie iria protestar, Lugh disparou:

– Bem, já está mais que na hora de chutarmos a bunda desse Príncipe “não sei das quantas”! Vamos convocar aquele fairy doctor de araque e trazer de volta o nosso pequeno e Raven, o quanto antes!

Notas finais
Particularmente adoro esse capítulo. E diga-se de passagem me diverti horrores quando o escrevi! No próximo... Edgar "chama o Ulysses" para briga! E a situação fica tensa! Então, segure-se na cadeira e até o próximo capítulo! E ah, obrigada por ler a fic! ^^