O Que Você Acha, De Verdade?

9 Quando a Frieza Começa a Cair...


Notas iniciais
Desculpem pela demora!!!!!!!!
Tive provas, e estava de castigo

Near ficou ali no chão, do jeito que caíra. Não se moverá um centímetro. As palavras do loiro se repetindo em sua mente. “ — Não faça isso novamente! — e com ênfase — seu repugnante! Se contar isso a alguém eu tê quebro!”. E foi naquele momento depois de ter recebido o seu primeiro beijo do seu maior rival na situação mais confusa dessa terra, que Near sentiu coisas que a muito não sentia.

Primeiro a sensação de que algo esmagava seu coração, ele queria correr atrás de Mello e beija-lo novamente, sentir seu gosto de chocolate... E de repente as palavras de sua mãe que antes eram tão distantes pareciam ter lhe acertado como uma flecha agora. “Aposto que mesmo você Nate, insensível como é um dia vai se apaixonar por alguém, e por mais que resista aquela pessoa vai se tornar seu único vicio... Sua droga.”. Near estava drogado, entorpecido e em êxtase, ele mal podia acreditar na porção imensa de razão contida naquele pequeno discurso de sua mãe alguns anos atrás, parecia destino que aquela fosse a única parte de seu passado que ele lembrava.

“ — Não faça isso novamente! — e com ênfase — seu repugnante! Se contar isso a alguém eu tê quebro!”. As palavras se repetiam mais vezes em sua mente, junto com as sensações que aquele beijo lhe proporcionou, então ele reconheceu qual era a outra sensação que sentia, ele Nate River, o possível próximo sucessor de L, queria chorar. Mais do que tudo naquele momento.

Ele ouviu passos leves e contidos, soube na hora pelo perfume quem era. Ela se ajoelhou ao seu lado. Ele se endireitou e pôs a cabeça levemente virada em um ângulo que a menina não pudesse ver seus olhos.

- Você viu tudo? – ele perguntou mesmo já sabendo a resposta o tom de voz inabalado.

Mary assentiu devagar, pondo a mão no ombro de Near.

- Eu estava passando e bom...- ela disse baixo tentando esconder que ela bisbilhotara, depois de ver a cena ela estava arrependida – Sinto muito.

- Tudo be... – Near começou a responder mais sua voz falhou.

Naquele momento ele sentiu que o choro era eminente. O destino tem um humor bem cruel, pensou, me fazer chorar logo na frente da única pessoa ligada ao meu passado.

Mary se indignou. Ela nunca vira o amigo chorar e não queria começar. Levantou-se vigorosamente se ajoelhando na frente de Near, que abaixara a cabeça a de uma forma que sua franja cobria os olhos.

- Eu posso te abraçar? – ela perguntou terna e calmamente para o garoto-nuvem.

E foi então que Mary percebeu o quão mal ele estava, porque Near assentiu, foi um movimento de cabeça tão milimétrico que ela achou que podia muito bem ter imaginado, mais o garoto se empertigou como quem espera um contato físico.

Ela chegou mais perto do garoto e o abraçou não um abraço de felicidade, não um abraço de “fechamos um contrato”, mas um abraço confortador. Não que Near tenha retribuído, mas não a afastou e aquilo já era uma vitória para Mary.

- Não chore! – ela o apertou um pouco mais, não teve coragem de dizer mais nada.

Ficaram daquele jeito por um tempo até que Mary se separou um pouco de Near, com um sorriso gigante no rosto.

- Que tal um enigmé*? – ela perguntou visivelmente tentando alegrar o menino.

Ele assentiu. Ela se levantou e pegou o primeiro que viu na estante.

- Eu já volto só vou ali no banheiro!- ela informou assim que entregou o quebra-cabeças para Near, havia apenas um sorriso maldoso em seu rosto que dizia claramente “EU NÃO VOU A BANHEIRO NENHUM!!!!”

Mello estava no seu quarto estraçalhando uma barra de chocolates com os dentes, nervoso, irritado, estava totalmente derrotado.

Quando pensou que se sentiria vitorioso esnobando Near não imaginou que se sentiria assim... Quer dizer ele achava que seria mais gratificante vencer o grande Near pega-lo pelo que ele mais odiava. Seus sentimentos. Mas ele não sentia nada, repito, nada de bom em ter feito aquilo. Era apenas culpa , ódio de si mesmo, em parte por ter feito o que fez e em parte por ter parado o beijo...

Ele estava tão mau, que parecia que nem o chocolate tinha gosto, depois de ter sentido o gosto do Near ele tinha quase certeza que nada teria o gosto prazeroso de antes. Em comparação tudo pareceria... Insosso...

E ele estava pensando nisso quando a porta de seu quarto foi escancarada...

- Seu ****!!!!!! – A menina entrou no quarto tão de repente e energizantemente, que Mello nem se ligou até sentir seu olho ardendo.

E tão rápido quanto veio ela se foi. Mello se levantou para ir ao banheiro ver o estrago, seu olho já estava ficando arroxeado.

- Aquela **** ***********! Há ela me paga! – ele gritou para o espelho.

Ele estava tão absorto na sua raiva que nem percebeu quando Matt entrou no quarto. O garoto agora o olhava incrédulo.

- Eu não acredito... – ele murmurou um sorriso sacana se formando em seu rosto.

- Nem comente!!!!! – gritou Mello saindo do banheiro irritado e esbarrando em Matt.

Em parte Matt fez o que Mello pediu ele não disse nada, mas fez algo que deixou o loiro bem mais irritado. Ele riu. Por vários minutos antes de se recompor e dar seus óculos escuros para “Madona”.

— Se ela quer guerra e isso que ela terá! – murmurou em desafio. Naquele momento o rei Orgulho estava tão ferido que não podia nem andar, talvez aquele fosse o momento perfeito para Amor atacar.

Por que como diz a minha vó, existem pessoas que não pregam sem estopa e Mary e uma delas.

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*= quebra-cabeças

Notas finais
Se alguma coisa ñ ficou clara pode perguntar, tá?