O Que Você Acha, De Verdade?
5 Os mistérios caem... - parte 2
Notas iniciais
o que ta em italico sao os pensamentos da minha ovelhinha.
Esse vai para shefield asgart que viu algo e bom no meu ultimo cap lixo.
— Como ele era?... Ele era a melhor pessoa do mundo, a mais inteligente que eu conheci, um homem com honra e senso de justiça, você me lembra ele. – ela indagou deixando Near um pouco vermelho, pelo elogio.
- você o amava? – ele perguntou ainda encarando a mãe que encarava a estrada.
- Mais que tudo – algumas lagrimas escaparam dos olhos da mãe embora ela ainda continuasse sorrindo.
- E como e amar alguém?- perguntou Near se esticando e abraçando a mãe.
- Por que tantas perguntas sobre isso?- ela devolveu com outra pergunta
- Só estava curioso... – respondeu reticente com a voz inexpressiva enrolando os cachinhos platinados agarrado a lateral de seu corpo.
Como Psiquiatra Julie odiava toques e manias, eles eram o primeiro passe para a loucura, pensava. Near não era do tipo da criança cheia de vícios pelo contrario era extremamente ponderado, mas enrolar os cachos era seu único senão. Julie nunca havia dito nada sobre isso não gostava de oprimir o filho.
- Eu diria que amar e como estar drogado... – ela soltou deixando Near confuso.
- Drogado? — ele perguntou descolando-se um pouco dela para poder enxergar seus olhos, ele tinha um sorriso de desdém nos lábios.
- Exatamente. Drogado... Quando ama você se sente entorpecido internamente por aquele sentimento, mas ao mesmo tempo você esta elétrico e em êxtase, a visão daquela pessoa parece perfeita para você, e quando amamos fazemos coisas loucas, aposto que mesmo você Nate insensível como e um dia vai se apaixonar por alguém, e por mais que resista aquela pessoa vai se tornar seu único vicio... Sua droga. – um sorriso de orgulho se formou nos lábios de Julie, seu discurso era totalmente convincente, esta autora arrisca a dizer que o discurso estava à altura dos de Light/Raito Yagami.
- Me convenceu. – ele proclamou colocando a cabeça no colo da mãe quase dormindo – foi uma brilhante comparação.
- Agradeço pelo elogio dr.Nate, e extremamente compensador poder ouvir isso do senhor – disse num tom de gozação.
Não ouve resposta do seu pequenino adulto, provavelmente dormia. Ela ficou alternando os olhares entre a estrada e o ser contraditório a sua frente. Contraditório? Você pergunta. Sim, eu respondo, na opinião de sua mãe Nate... Near... Nate... O albino que era seu filho era bem contraditório, um hora resolvendo equações que ela não conseguiria com 6 anos, e na outra implorando por um conjunto lego no shopping. Uma hora tirando conclusões logicas de mínimos detalhes, na outra fazendo birra para ir à escola... Aquele comportamento assustaria alguns médicos que diriam que ele era bipolar ou algo do tipo. Mas para ela ele era o contraditório perfeito, meio criança e meio gênio, exatamente como o pai dele era.
Foi então que ela viu o caminhão a sua frente. É a única coisa que deu tempo de fazer foi jogar Near no banco de trás, olhar para ele e pensar chorando, “Me desculpe, filho. Eu te amo. E vou para junto do seu pai”
Quarto da sucessora Mary, dias atuais.
- Near!?, Near!?, Near!?- a garota… Mary balançava a palma da mão na frete do seu rosto devagar, mais em contra ponto gritava.
- Hãn?- ele disse se dando conta da proximidade da mão da menina.
- Levei um susto e a segunda vez e menos de 20 min que deixo você sem ação – ela sorriu novamente aliviada.
- Estava só... Relembrando – ele disse enrolando os cachos.
- De mim? – ela parecia esperançosa.
Near negou com a cabeça.
- Da minha mãe – ele soltou, e depois, vamos ver se ela realmente me conhece – deve saber quem ela era se me conheceu, não e?
A menina sorriu estranhamente parecido com um sorriso de lobo, como se já esperasse tal atitude da parte de Near.
- 9 anos e você continua igualzinho – ela fez uma pausa encarando-o nos olhos – Dr.Julie Jones River a chefe do departamento de psicologia em Oxford também trabalhava com os psicopatas no presídio de segurança máxima no estado de Bexley. Convencido?
Ele assentiu. Ela realmente me conhece.
- Me desculpe por não lembrar de você, Mary – anunciou ao chão com sua voz no máximo da imparcialidade.
- Esta tudo bem!- ela exclamou sorrindo – estou feliz que esteja vivo, me disseram que estava morto!
E então sem aviso prévio nenhum a garota o puxou para um abraço, que ele não correspondeu.
Talvez por ter passado tanto tempo longe de Near ela houvesse se esquecido das regras de convivência com ele. Uma das mais frisadas por ele era “ nada de contato físico, sem aviso prévio e consentimento da minha parte”. Quase como se tivesse se lembrando disso ela o largou.
- Antes que fale eu gostaria de frisar que não esqueci das regras, eu apenas as ignorei – a menina tinha um sorriso formal no rosto como se informasse para um cliente que sua conta já havia sido aberta.
- Só... Não faça novamente... – Near informou encarando o chão, os olhos escondidos pelos cachinhos.
- Não vou garantir nada! — assegurou sendo sincera
Aff, grande melhor amiga essa em... Mini Near, pensou irritado consigo mesmo por algum dia ter tido amigos, amigos são fraqueza, mire-se no exemplo de Matt tem capacidade para ser o segundo, mas e o terceiro, e isso e culpa de quem...
Near se virou pronto para ir embora, precisava pensar sobre aquilo tudo.
- Eu sei que pode ser muita informação se você não de lembra de nada, mas tente se lembrar... Eu.... – a menina parou levando um mão ao coração como se ele doesse, ela respirou fundo repetindo palavras em francês baixinho como se aquilo fosse acalma-la.
Ela andou ate a cama e se sentou devagar uma expressão de desespero em seu rosto num minuto e um sorriso no outro.
- Parece que vou viver dessa vez – ela pôs a mão dentro no bolso tirou uma caixinha de tictac’s e comeu um.
Um sorriso enorme em sua face.
- Você tem problemas cardíacos? – ele percebeu finalmente olhando diretamente nos olhos dela.
Não era bem uma pergunta, era mais uma constatação que o albino fez para ele mesmo, mas a menina assim entendeu.
- Quem me dera ter problemas cardíacos – um sorriso amargo no rosto – eu sou um problema cardíaco, se eu fosse um pouco mais cardíaca estaria morta. Mas eu acho que esse e o preço pelo meu “dom”. Tudo tem um preço, não?
- E qual e o seu? – perguntou brusco pegando a menina de surpresa
- E algo raro... Sabe o que e Hipermnésia?- ela perguntou com um sorriso dolorido.
- E uma patologia muito rara que expande a capacidade de rememorar da pessoa que a tem... Você tem isso? – Near agora entendia o porquê dela não precisar olhar o mapa...
- Só existem 6 pessoas no mundo com isso e eu sinto pena de cada uma delas... – o sorriso dolorido pairava nos lábios da garota – mas se eu li o folheto direito... O sinal para o almoço vai tocar em 3...2...1....
A menina estava irremediavelmente certa mas uma vez naquele dia, ela já esta começando a me irritar....
Notas finais
kisses
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