O Que Você Acha, De Verdade?
4 Os mistérios caem... - parte 1
Notas iniciais
Mas eu peço desculpe estou postando escondida a parte que ja estava pronta do cap, minha mae ta marcando em cima com o pc, nao tive tempo de terminar
Eles caminharam silenciosamente pelo corredor virando a direita e depois a esquerda e tomando um caminho diferente do que Near faria mas que era espantosamente mais rápido e pratico.
O dormitório das meninas estava vazio àquela hora do dia, e enquanto passava lentamente pelo corredor com portas enfeitadas ele não conseguia deixar de pensar em como aquela situação era assustadora, no final do corredor onde ainda existiam portas sem adesivos, nem nomes, ou outra coisa do tipo. Havia uma em especial que conservava a madeira diferente de todas as outras pintadas de brancas ou de outras cores, ela também era mais larga, e tinha a madeira trabalhada nas laterais e na maçaneta.
A menina abriu a porta com uma chave grande que retirou do bolso e entrou, Near estava espantado com a confiança dela, enquanto caminhavam ela não olhara para trás em nenhum momento. Ele ajeitou as pilhas em seu braço e entrou... O quarto era tão grande quanto o seu, o papel de parede era amarelo claro, mas deste quase não se via, o quarto ela claramente um retângulo, nele haviam estantes largas de madeira, uma delas ocupava toda uma parede e estava inteiramente preenchida a outra metade de uma das paredes que era maior e também estava abarrotada o resto de parede que sobrava era ocupada por fotos de tudo e qualquer coisa. Near ficou inspecionando as fotos de menina por algum tempo as únicas semelhanças eram que todas as fotos eram extremamente bem tiradas.
Ele largou a pilha que segurava em algum canto. As orbes cor de âmbar o encaram de repente como se notasse ele ali novamente.
–Mas então Nate... – Ela abriu um sorriso como se o conhecesse a um longo tempo, por alguns segundos aquele sorriso pareceu familiar, mas então a memoria escapou da mente de Near como sabão escapa das mãos na agua – Acho que quer saber como foi que descobri seu nome, não e?
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Mello parecia bem por fora, mas estava um caco por dentro. Sua medida de segurança – parar de se dirigir a Near estava dando muito errado por dois motivos:
Aquela medida corroía seu coração por completo toda vez que olhava o albino... Como naqueles poucos segundos anteriores seu coração fazia questão de acelerar e formar um discurso dizendo “ Como e fofo, vá até lá e beije-o, faça isso quem liga que ele e seu rival, veja aquele rosto lindo... a os olhos dele...” Discurso esse que era rival do que o discurso que sua mente formava “ Esta louco! Você o odeia ele e insuportável veja aquela face inexpressiva...Sinta ódio dele...” Seu coração parecia estar saindo ganhador mesmo que se encontrasse ferido e em caquinhos. A culpa não e de Near e minha, eu fiz isso comigo, pensava irritado com ele mesmo. Bobeira se não fosse tão arrogante e inexpressivo eu não teria feito isso, a culpa e dele, sua mente trabalhava confusa naquele momento não poderia responder quanto era 2+2.
Ele estava mais perdido do que cego em tiroteio, como seu orgulho combinava com a proposta da mente continuou no quarto deitado estraçalhando uma barra de chocolates. Até adormecer...
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Near não falou nada apenas ficou olhando para ela indagador como se disse-se “E ai?”.
– A questão e simples, ma chère – ela continuou sorrindo – uma vez você me disse seu nome.
Near estava incrédulo ele havia dito, impossível ele nunca diria seu nome a ninguém a não ser L.
– Eu lhe disse? – perguntou com seu tom de voz habitual, como se nada estivesse acontecendo.
Mary assentiu.
– Antes de vir para o orfanato — ela respondeu — éramos melhores amigos.
Near não gostava de lembrar-se de nada da sua vida antes de Wamy’s House, na verdade ele quase não se lembrava, o acidente de carro tirara quase toda a sua memoria, e lhe causara asma.
– Melhores amigos? – perguntou com um misto de sentimentos em seu amago.
– Nos estudávamos juntos, éramos vizinhos, não lembra? — o sorriso da menina diminuiu.
– Sinto muito o acidente levou boa parte da memoria do antes dele – disse amargo – as memorias nunca voltaram.
E eu nem as queria de volta, pensou. Era muito doloroso lembrar de sua mãe, os cabelos ruivos liso e os olhos quase dourados, seu sorriso constante, tudo o fazia lembrar o acidente.
Estrada Carlchester, nove anos atrás
Near havia pedido para sentar no banco da frente, de primeiro Julie negou, mas ao olhar diretamente nos olhos do filho que eram a replica dos do seu falecido esposo não resistiu e cedeu.
Este mal conseguia ver a estrada, pois não chegava acima do painel. Ele e a mãe voltavam do medico do menino que era no centro da cidade, sendo que eles moravam no interior.
Estava uma noite escura e fria tudo parecia contribuir para que um criança comum sentisse medo, mas aquele era Nate River, com 6 anos e um QI 139, ele com certeza não era uma criança normal.
- E então mãe, quanto tempo eu tenho? Diga,eu aguento – dramatizou o menino com a voz chorosa
– 6, 7 meses não passa disso – a mãe respondeu entrando na brincadeira do filho
Uma mãe normal teria dado uma bronca no filho, mas aquela também não era uma mãe normal. Dr.Julie Jones River a chefe do departamento de psicologia em Oxford além de trabalhar com os psicopatas no presídio de segurança máxima, acho que podemos dizer que a senhora River era uma mulher corajosa.
Mãe e filho ficaram uns tempos em silencio apreciando a brincadeira. Até Near quebrar o silencio.
- Mãe, posso perguntar algo? – ele havia se sentado de pernas cruzadas e as encarava como se elas fossem a coisa mais interessante do mundo.
– E claro Nate, pergunte o que quiser – respondeu com um sorriso grande nos lábios
– Como meu pai era? – ele encarava a mãe com os orbes negras
Continua .......
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