O Que Você Acha, De Verdade?
10 O rei cai... (momentaneamente)
Notas iniciais
esse ficou grande e vai para a Blink em especial, por que eu prometi.
Mais muito obrigada por ler até aqui
Eu já te amo
Mary chegou à sala de brinquedos com um sorriso digno do próprio Jeff*.
Ele já havia começado a montar o quebra-cabeças e já estava na metade quando ela se sentou do lado dele...
- A ida ao banheiro foi boa? – ele perguntou sem olha-la concentrado do enigmé a sua frente.
- Você não imagina o quanto... – respondeu aumentando o sorriso...
***
Uma semana depois
Estavam todos no refeitório esperando Roger chegar com “A noticia” de que todos estavam falando... Ele havia tirado todos os alunos de sala no meio do dia...Uns diziam que ia ser uma visita pessoal do L outras que se tratava de um puxão de orelha nos utilizadores do ginásio que deixavam o mesmo na lixeira. Muitas eram as teorias, umas plausíveis outras totalmente doidas.
Mello estava sentado na mesa de sempre com Matt concentrado em um de seus jogos novos... E estava na mais profunda raiva.
A situação era a seguinte:
Fazia uma semana que Mello estava tentando pegar Mary com um de suas lendárias e humilhantes pegadinhas... Mas nada, repetindo para dar ênfase, nada dava certo, parecia que ela tinha um radar...
1° dia – Tortada na cara na frente de todo mundo no refeitório, uma vingança bem justa já que ela havia feito o mesmo.
Resultado: Ela havia se abaixado e ele acabou por jogar a torta na cara do Roger. Uma semana de extensão de castigo e limpeza do ginásio.
2° dia — Chão encerado para uma queda que seria totalmente documentado por uma câmara. E depois colocada numa rede social daquelas bem idiotas.
Resultado: Ela não caiu, estava usando botas de neve. E mais tarde quando ele foi buscar a câmera ele mesmo caiu e ela filmou. O vídeo havia ido para na net “ Madonna cai de bunda” era o nome...
3° dia – Colocar lesmas cozidas na comida dela
Resultado: Ela era francesa... Scargo era um de seus pratos favoritos... Ela agradeceu a ele quando terminou. Agradeceu...
4° dia – Surrupiar os livros que ela estava lendo ( ele já estava desesperado)
Resultado: Nenhum muito bom ela sempre aparecia com novas copias dos mesmos livros e parecia não se importar...
E foi assim, dia após dia planos frustrados e furados. Mais aquele ultimo não ia falhar...
Olhou para a mesa de Near e Mary, não mais preocupado com a menina, como fizera a semana toda mais olhando para Near de costa mexendo nos cachos, ele e Mary conversavam amenamente, Mary com seu sorriso de lobo e Near com sua encantadora face interessada como se a conversa pudesse lhe acrescentar algo.
Mas o que era aquilo... Mary havia falado algo e rido e um fantasma milenar de um sorriso passou pelo rosto do menino albino... Fora rápido e magico. Mello não se lembrava da ultima vez que vira Near sorrir...
***
- A Madonna enfurecida esta nos encarando... – ela sussurrou com seu sorriso de lobo
Near meio-que-sorriu e Mary gostou daquilo, ela se lembrava-se exatamente do dia em que o vira sorrir realmente pela ultima vez, também pudera ela não esquecia de nada...
Nesse momento Roger entrou no refeitório, ladeado pela professora de Historia e pelo professor de Geografia. Miss Marple, era a mulher, e Mister Kane era o homem, ambos esboçavam um sorriso forçado, e Roger um verdadeiro, o velho homem parecia animado.
- Bom dia, alunos! – ele saudou com alegria se encaminhando para a mesa de anúncios abandonada num canto.
Fazia um bom tempo que ela não era usada, e só era usada em ocasiões especiais.
- Bom dia! – responderam em coro os alunos inquietos.
- A essa altura todos já devem saber que tenho uma noticia importante para dar... – ele fez uma pausa dramática para que sua voz chegasse a todos sem ele precisar gritar. – Vocês devem saber que por longos anos o criador dessa instituição, Watari, tem nos sido muito gentil, gentil mesmo em questões financeiras... E por razões que eu desconheço ele decidiu nos presentear com uma viagem turística pelo interior da Inglaterra começando aqui indo pelo litoral até chegarmos a Liverpool. Será totalmente segura e até o momento todos os internos irão. Espero que continue assim... – ele proferiu as ultimas sentenças olhando para membros reconhecidos como “enquencreiros” por ele, obviamente ele olhou para Mello mais este nem percebeu.
- E quando vai ser? – alguém do fundão perguntou.
Roger sorriu como se já esperasse tal pergunta.
-Vocês têm três dias... — E foi ai que o sinal de recreio começou a tocar dramaticamente... Todos alternaram o olhar de Roger para a sineta gritante, como quem espera as ordem do chefe, Roger vivia para esses momentos gloriosos que diziam para sua alto estima que ele continuava no poder apesar de tudo, ele abanou a mão displicentemente – Vão!
No mesmo instante as crianças ansiosas correram para fora do refeitório direto para o jardim.
Mello viu de canto de olho Mary oferecendo a mão para Near vir com ela... Ele deu um sorrisinho, sabia que Near não ia aceitar, ele nunca ia ao jardim. Mas teve que desfaze-lo assim que viu que Near tinha aceitado a mão de bom grado.
Aquele pirralho... Só podia estar tentando irrita-lo...
Por fim se descobriu que Mello estava certo Near nunca ia para o jardim, e não foi nessa vez. Mas ele também não sabia onde a dupla invencível estava.
Deu uma desculpa qualquer para Matt, mais tinha certeza que ele nem tinha prestado atenção (ele estava jogando). E foi passando de sala em sala recreativa, mas todas estavam vazias ate a de Near. E depois disso só restavam 3 lugares. Os quartos de cada um e a biblioteca.
Pensou que a biblioteca era o melhor lugar considerando quem eram as pessoas que ele procurava .
É lá estavam eles, ao entrar devagar na biblioteca, pode ouvir a voz enérgica da garota e os murmúrios sérios de Near.
- Deveria ler esse! E um dos melhores que já li. – a menina comentou alegre.
- De todos os livros que você já leu... Qual deles não e um dos melhores? – ele indagou no seu tom habitual.
A menina deu uma pequenina risada.
- Essa e uma pergunta difícil, sem duvida – respondeu levando a serio a chacota disfarçada de Near.
Ele suspirou não acreditando na ingenuidade da amiga.
Depois um silencio fez-se na sala. Mello já estava em um esconderijo entre as estantes mais velhas e não utilizadas da biblioteca.
O sinal tocou e ele pode ouvir Mary fechar um livro ruidosamente e se despedir de Near. A menina esperta provavelmente não ia ficar lá esperando Near terminar de montar o quebra-cabeças.
O rapaz de cabelos loiros já tinha se dado por satisfeito e ia embora também. De costas deu alguns passos para trás sem olhar e caio por cima uma pilha gigante de livros novos. O BUM!! Foi tão grande que Near teve um sobressalto saio da cadeira, indo diretamente para a origem do som.
E lá estava, semienterrado nos livros, o seu pesadelo de olhos cor de céu. Ele demorou um pouco a se mexer o que preocupou Near. Este se ajoelhou ao lado do montante de livros que estava por cima do loiro. “Cavou” retirando os livros que estavam por cima do germânico.
Ele cutucou as costas do maior fortemente. Não houve resposta.
***
Mello abriu os olhos devagar para se acostumar com a luminosidade, ele olhou para a figura de feições angelicais a sua frente e considerou por uns segundos estar no céu, mas depois lembrou que não merecia um lugar tão bom, portanto ainda estava vivo. E aquele era Near ,o que não significava que ele não podia se parecer com anjo, apesar de não estar no céu. Talvez ele tenha caído de lá. Talvez tenha sido expulso por não ter capacidade de amar, o loiro pensou encarando o mais novo acho que eu bati a cabeça com muita força, pensou logo depois recobrando o juízo.
- Mello? – Near chamou. O rapaz lhe encarava de forma estranha.
Mello balançou a cabeça, tentando organizar os pensamentos.
- Sim? – respondeu por fim se dando conta que Near o havia chamado.
- Esta tudo bem? – ele perguntou novamente a enrolar um cachinho
Ele assentiu, breve.
- O que houve? –perguntou vagamente sabia que Near tinha capacidade de entender o que ele tinha perguntado.
- Os livros te derrubaram, eu te arrastei até aqui, Miss Karyn achou melhor esperar você acordar. – respondeu calmo encarando o loiro com sua inexpressão.
Mello estava bem irritado naquele momento porque se Near o tinha tirado do amontoado de livros o levado ate a enfermaria e o esperava acordar.
Ele ia ter que agradecer.
Agradecer ao albino, por ter feito aquelas coisas, ter cavado, carregado, e esperado por ele, era muita coisa para se fazer por um rival.
Ele decidiu se levantar da maca. Foi fazendo devagar porquê sentia sua cabeça girar. Quando pôs os pés no chão e se levantou, começou a sentir um enjôo extremo. É quando deu um passo sentiu os joelhos falharem e o vomito vir pela garganta e cair no chão perto de seus pés. E so foi impedido de cair por Near que o segurou pelo abdómen, empurrando-o para que ele se sentasse na cama.
- Você teve uma concussão. — concluiu o menor pegando uma bolsa de gelo para por na testa febril de Mello.
- É, percebi... — resmungou o loiro tossindo logo depois.
Near sumiu por alguns instantes e voltou com o estetoscópio e uma lanterninha em mãos.
Mello deu um sorrisinho.
- Near, o enfermeiro. — risada acho que bati minha cabeça realmente forte, pensou.
Near moveu a cabeça de um lado para o outro em reprovação mais não disse nada a respeito sabia que Mello não estava são. Ele ligou a pequena lanterna apontou para o rosto de Mello e mandou que ele seguisse a luz com os olhos. E para o espanto do albino o loiro o fez sem contestar. Ou pelo menos tentou. Os olhos por muitas vezes piscaram de forma anormal e se dispersaram em outros lugares do quarto. Near ficou preocupado.
Haviam estudos que investigavam serial killers e estes diziam que a maioria deles havia sido acertado fortemente na cabeça quando era jovem. Não que Mello fosse se tornar um Serial Killer mais a possibilidade de perder o Mello que conhecia o preocupou muito.
Colocou o estetoscópio nos ouvidos e pegou a outra ponta pondo no peito esquerdo de Mello. Isso podia parecer meio desnecessário, mais concussões realmente graves podiam mexer com os batimentos cardíacos das pessoas.
Quando se deu conta estava realmente perto de Mello. Uma mão segurava a ponta do estetoscópio no peito e a outra colocada suavemente sobre a mão livre de Mello. Os dois podiam sentir muito bem suas mãos.juntas so não queriam soltar um ao outro.
Tudo parecia em ordem com os batimentos de Mello o que tranquilizou Near um pouco.
- E aí Dr.N eu aguento pode dizer... Quanto tempo seis meses uma semana?
- Mello pós o antebraço da mão que não tinha a de Near por cima na testa por cima do gelo. A voz estava grogue.
Near sorriu. Não um sorriso muito largo mais um sorriso de agrado, talvez ele e Mello não fossem tão diferentes afinal faziam as mesmas piadas.
Mello não pode acreditar que vivera para ver aquilo. Um sorriso nos lábios tão macios e tentadores do albino. Não fora um sorriso muito grande nem um que durara muito, mais fora o bastante para deixar Mello completamente feliz, abobado, mais apaixonado. Naquele momento grogue de sono com febre, uma dor de cabeça infernal, ele conseguira deixa-lo feliz. Mas de repente as palavras do dia fatídico vieram em sua mente e o acertaram como um soco. Quis se desculpar por aquilo.
Mas antes que ela fizessem qualquer coisa a Miss Karym tinha voltado para a enfermaria. Ambos puxaram as mãos ao mesmo tempo. A ausência do calor um do outro foi instantânea e desagradável.
- Ele reagiu bem ao remédio? — ela perguntou em tom suave.
Near assentiu.
- Vocês me drogaram ? — ele perguntou com a voz de uma criancinha.
- Não, minha criança — ela foi rápida sentando- se pegando a mão de Mello.- Só não queria que você sentisse muita dor.
- A concussão não foi fraca, às pupilas dele não seguem a luz direito. — comentou Near com a voz inalterada.
Mas Miss Karym já o conhecia a muito tempo e sabia que Near demonstrava expressões com os olhos. As palavras podiam ser frias, as feições também mais no fundo de seus olhos ela podia ver que ele se preocupava com Mello mais do que qualquer um naquela sala incluindo o próprio loiro.
A velha senhora sorriu para as crianças. Puxou a mão de Near e segurou junto com a de Mello entre suas duas mãos calorosas.
- Confiem em mim! Mais algumas horas de sono e Mello poderá aprontar quantas quiser. — ela disse em tom brincalhão pondo as mãos dos rapazes ao lado do corpo de Mello. — Near? Se importaria de cuidar de Mello por uns instantes? Tenho relatórios e mais relatórios para fazer.Ótimo.
E com isso deixou a sala. Near ia retirar sua mão mais Mello a segurou.
- Olha Near... Sobre o outro dia... — ele foi cortado pelo menino de olhos ônix.
- Vamos esquecer aquilo, Mello – ele interrompeu, a voz num tom mais frio que o normal. Havia mudado de congelante para glacial.
A resposta de Mello para aquilo foi o silêncio. Nenhum dos dois disse nada. Nem sequer se mexeram.
Nenhum deles tinha ideia do que deveria fazer, o de orbes cerúleas era o mais perdido, será que ele deveria pedir desculpa mesmo assim, gritar com Near para se afastar dele ou cruzar a pouca distancia e por seus lábios juntos ao dele, como sempre as opções era controvérsias, quem diabos estava reinando, aquelas propostas não pareciam coisa do confiante orgulho, apesar de que... Ele não estava fazendo um bom trabalho como rei, na verdade era o pior dos sentimentos que já reinara em Mello. Fraco, ficava sem ação assim que Near dobrava uma esquina e ele percebia.
- E melhor eu ir... – Near quebro o silêncio, retirando Mello de suas conclusões — Chamo Matt para ficar aqui com você.
De repente elas não importavam mais, queria que Near ficasse. Mello sentiu os olhos marejarem o sono o tinha encurralado, bocejou fortemente. Near tirou sua mão da de Mello. Ele se virou para ir. Mello segurou manga da camisa dele fracamente.
- Não vá... – pediu sonolento, não explicou por que.
Near puxou uma cadeira que estava perto e sentou. A mão de Mello voltou para o lugar – abaixo da de Near na cama.
- Você vai estar aqui..? – ele indagou as pálpebras pesadas.
Não era necessário ser um sucessor de L para entender.
Near se deu ao luxo de mais um pequeno sorriso, de alegria , ele se sentia um palhaço era o terceiro naquele dia, ele estava convivendo de mais com Mary.
- É claro que sim Mello... – ele respondeu não tendo certeza se o loiro ouvira – eu sempre vou estar.
Mello ouviu. O sorriso ficou no seu rosto enquanto ele dormia.
Notas finais
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Atribuam a mudança de Mello ao amor que está se libertando e ao remedio...
kkkkkkkkkk
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