O Que Você Acha, De Verdade?
13 O Nº 1 cai...
Notas iniciais
Near caminhava corredores a dentro, virando aqui é ali, de forma decidida mas calma, como sempre fazia.
Mas o que ninguém perceberia olhando de fora era que, apesar do olhar calmo e o andar decidido, ele estava completamente perdido. Entrara em corredores errados e usava atalhos que davam em círculos, tudo porque não conseguia se concentrar. Só pensava em Mello. Mello e seus músculos definidos, Mello é seu cabelo loiro e reluzente, Mello é seu cheiro de chocolate...
Tentava se controlar pensando em todas coisas ruins que o loiro tinha feito a ele. Mas nada parecia relevante para o Amor, que olhava as cenas de sua sela displicentemente, Razão que era o que reinava em Near e Frieza sua esposa, haviam tentado fazer o Amor se desfarelar ou desistir a vários dias, remoendo o passado é tentando encontrar as piores coisas que Mello fizera.
Nada parecia funcionar, ele só se parecia maior e mais confiante a cada dia. Isso deixava Near preocupado, cada vez ele fazia coisas mais ridículas como responder que ficaria sempre ao lado de Mello.
Ele chegara um ponto em que não confiava mais em suas emoções, e mesmo querendo ignorá-las ele não conseguia.
Caminhou perdido por mais alguns minutos e por sorte reconheceu o corredor vazio do dormitório feminino. Começou a passar pelas portas até que encontrou uma onde se lia “Mary” mas assim que olhou para porta começou a sentir um idiota.
Um sentimento que ele nunca havia experimentado com tanta intensidade como naquele momento.
Como é Sr.Número um que você pretendia entrar no quarto? Com mágica?, ele se repreendeu internamente, e obvio que a porta estaria trancada.
Mas foi então que a porta de madeira lisa rangeu, e se moveu levemente para dentro como se convidasse Near a entrar.
***
Bem naquele momento, Mary acordou. Num sobressalto,como sempre, e respirando apressadamente. Ela então se acalmou e olhou em volta, percebeu que estava na enfermaria, dormindo na maca ao lado de Mello.
Ao lembrar o motivo de seu ataque mais recente ela se sentiu um pouco envergonhada. Mello e Near estavam dormindo de forma muito fofinha e aí ela entrara e estragara tudo.
Ela se levantou devagar a procura de Near, e então ela percebeu que ele não estava ali.
Ela começou a balançar os ombros de Mello freneticamente até que ele abrisse os olhos.
– Me diga, seu bastardo que Near não foi para o meu quarto! – ela berrou para um Melo ainda groge mas que quando ouviu aquilo arregalou os olhos no maximo.
Acho que todos sabemos o quanto a expressão assustada de Mello é assustadora. Inclusive Mary que não precisou de uma resposta.
***
Near empurrou a porta do quarto devagar e checou que não havia ninguém lá dentro. Caminhando para dentro do quarto ele tropeçou em algo que não identificou porque quando se virou para olhar não estava mais lá.
A verdade e que o objeto que Near tropeçou era um cabo, que fora instalado pelos gêmeos A contratados por Mello especialmente para se vingar de Mary, a idéia do cabo era que assim que a menina tropeçasse nele qualquer lugar que tivesse acesso a TV na Wammy’s veria o que estava acontecendo no quarto.
Mas naquele momento Near não pareceu ter ligado para aquilo, assim como ninguém que estava assistindo se deu conta do que tinha acontecido.
Ele foi em direção a cômoda onde o remédio ficava e quando ele puxou o remédio de cima soube que algo estava errado. Ele estava amarado num fio. Ele olhou para cima e dois baldes viraram nele sincronizadamente. O primeiro continha tinta vermelha e o segundo... tinha lixo. Sem exceção todos que estavam assistindo começara a rir. Até os monitores de corredor, os professores e os internos, ate Roger gargalhou sem querer no meio de sua conversa com L que deu uma risadinha culpada.
Near que nem tivera tempo de se proteger se virou para ir embora se sentindo um lixo ( literalmente) e agradecendo ninguém estar vendo aquilo. Ele girou nos calcanhares e foi caminhando calmamente para a saída. De repente os livros começaram a ser expulsos de suas prateleiras e formaram uma avalanche de livros que acertou um Near com a expressão mais engraçada e surpresa possível, como se tivesse sido pego roubando no flagra.
Quando ele se arrastou para fora do monte de livros, todos perceberam que ele havia perdido as calças e exibia as pernas e a cueca de robozinhos.
Com aquela visão boa parte dos internos correu para o quarto onde ele estava para dar uma olhada no show ao vivo e tirar algumas fotos.
Near se levantou o mais dignamente que conseguiu ( o que não foi muito) e mancou para a porta, então os irmãos A saíram de dentro do armário da menina vestidos de ninja e acertaram uma torta de cada lado da cara de Near.
Este olhou para frente no lugar exato onde Mary e Mello haviam acabado de chegar e onde varias crianças gargalhavam de rolar no chão. Ele só conseguiu sentir raiva naquele momento.
Ele que já não conseguia mais caminhar de tanta dor nos tornozelos engatinhou pra frente mas a cartada final dos gêmeos A terminava ali, quando Near novamente passou pelo fio que ele tinha tropeçado, um outro balde foi virado em Near. Dessa vez o liquido parecia água, mas o cheiro denunciou que era urina. Ele sentiu os olhos queimarem, nunca fora tão humilhado na vida. Ele caiu no chão derrotado. Não tinha coragem nem de levantar a cabeça, as risadas era tudo o que ele ouvia. Sentiu que alguma coisa foi colocada na cabeça dele. Uma coroa. “ Nº 1 dos otários” era o que se lia nela.
As risadas cessaram de repente. Os passos de Roger foram ouvidos. Mas quando se ouviu uma voz, ela não era de Roger.
– Quem foi o responsável por isso? – L indagou em seu tom distorcido.
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