O Que Você Acha, De Verdade?
16 O Ambiente hostil cai...
Notas iniciais
Near estava irritado como há muito não ficava... Mas ao contrário do que o astuto leitor possa pensar não era com Mello ( quer dizer, não era só com ele ). No fundo estava bravo consigo mesmo, não parava de pensar no que dissera ao loiro.
Ficou um bom tempo nesse flutuar de pensamentos quando uma voz conhecida interrompeu seu quebra cabeça mental.
— Você parece péssimo — comentou O Detetive com um olhar penoso
— Agradeço a sinceridade... — Near olhou diretamente nos olhos de panda do rapaz, achou que havia neles uma maturidade de milhares de anos misturada com a infantilidade de alguém de seis anos
O Detetive andou até a poltrona mais próxima se acomodando a seu jeito.
— Creio que já entendi o que está havendo aqui... — o moreno comentou com ímpetos de continuar
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Uma Hora Antes
— Mary... Brigas , castigos, pegadinhas... Parece que as coisas pioraram com você por aqui — L falou aquilo enquanto colocava a décima pedra de açúcar no chá.
Mary estava com o habitual sorriso de lobo no rosto e ele não se abalou com tal comentário.
— Mas breve tudo vai melhorar mais do que imagina... — respondeu enigmática
L sabia que perguntar não daria em nada, a menina nunca contaria suas armações, era parecida demais com ele.
— E a minha resposta? — ele quis saber sem rodeios, afinal quanto tempo a mais de vida teria se metendo no caso Kira?
Mary não era de hesitar, mas dessa vez parou por alguns segundos antes de responder.
– Você quer a resposta racional, a estupendamente esforçada ou a sortuda? Por que tem um escolhido para cada pergunta
L ficou com sua expressão normal de desinteresse com um polegar apoiado na boca, mas Mary sabia que ele estava desapontado.
– As coisas não são tão rápidas L , eles são pessoas, tem sonhos e aspirações. O que eu disser pode influenciar por demais em suas vidas... – ela estava com um gosto amargo na boca não gostava daquele sentimento de impotência, nem um pouco.
– Mary... – ela se virou para ele no meio da frase, uma expressão dolorida – tudo bem. Você tem razão...
Normalmente em gostava de ouvir aquela frase mas...
– Seu filho de Mãe! Você... Você fez de caso pensado... Queria me testar não é? – olhou nos olhos fundos dele – sabia que eu conhecia Near... Queria ver se eu escolheria a resposta mais óbvia... – ela riu amargamente – errou amargamente Mon Cher Oncle... Amargamente – ela ia sair pela porta com rapidez mais se deteve jogou algo no Tio e se foi
Era uma pasta onde podia se ler na frente em letra garranchal “apontamentos L” , ela era um tipo caderno com folhas que se prendem dentro e o azul que era sua cor tinha o exato tom dos olhos de Mello.
O primeiro apontamento era sobre o próprio L mas esse o homem prontamente pulou, não gostava de pensar que a sobrinha poderia odia-ló então não queria saber, ela já devia estar com raiva para mais 10 páginas de apontamentos xingando o moreno, acho que eu mereço , pensou L, foi um jogo arriscado é muito desonesto com ela.
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Tempo atual
— Você e Mello... — L continuou meio sem jeito — estão ou virão a ter um envolvimento romântico...
Near não teve nenhuma reação aparente , mas ficou meio assustado porque mais um pouco e L teria razão, mas agora tudo era pura neblina
— Estávamos caminhando para isso — o Albino disse com tom profissional — mas depois de hoje não haverá nada
— Não é assim que as coisas funcionam — L começou parecendo um pouco nervoso — por mais que você queira... nunca manda no seu coração
Near ficou em silêncio.
— Você pode até tentar se controlar e conseguir, mas vai morrer aos poucos por dentro... — olhou para Near com as Iris grandes desfocadas, como se não encheram-se o rapaz — Eu vim aqui Near, porque provavelmente vou morrer durante o caso Kira, e não quero pendências, eu falei com Mello e...
— Eu não quero ouvir L — Near se virou de lado, usando um tom que L nunca tinha escutado sair da boca de Near
— Pense sobre o que sente Near — O moreno começou a se dirigir para a porta e antes de sair voltou-se para o Albino de novo — para que não se arrependa depois
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O dia depois daquele começou devagar mas sendo arrumadas, a ansiedade crescente que a viagem provocava na maioria dos jovens.
Near tinha avisado a Roger que não iria, Mello também não estava no "clima", além deles quatro pessoas permaneceriam no prédio, sem contar os vigias do lado de fora.
Matt foi a sala das câmeras aquela manhã garantir que elas estivessem afinadas com o plano.
Mary foi a sala de brinquedos 4, garantir que tudo estivesse em ordem também por lá.
Eram exatas 13:30 quando os relógios da dupla citada acima apitaram em harmonia, Matt no quarto com Mello, Mary na infernaria com Near.
— Near... — a garota mexeu nos cabelos ondulados com impaciência — quero que vá comigo a um lugar, e não é um pedido, é uma ordem!
Near se levantou e a seguiu corredor a fora.
Mello estava jogado na cama entretido com uma caixa de bombons, o rosto estava lambuzado de chocolate em volta da boca e Adele tocava ao fundo.
Matt sentiu pena do amigo, nunca o vira numa fossa tão funda antes.
— Hey Mané — ele chamou jogando uma toalha nele — preciso te mostrar uma coisa
Mello fez um muxoxo e levantou, com o cobertor nos ombros e a caixa de bombons em uma mão, Matt o empurrou porta fora.
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A sala de brinquedos 4, tinha duas entradas, e elas foram usadas quase que sincronizadamente pelo gamer e pela francesa que traziam Mello e Near, eles entraram se olharam rapidamente.
— O que ele está fazendo aqui? — Mello e Near falaram juntos
— Achamos que vocês precisavam conversar — Mary foi se aproximando da porta e Matt da outra — por uns três dias!
Dito isso ela fecha a porta e Matt também, ele aciona o controle de tranca que pegou na sala de câmeras e as portas se lacram , deixando Mello e Near dentro.
Mary e Matt fazem um Hi-five animado do lado de fora e vão embora.
— Eles nos trancaram aqui... — o loiro não disse aquilo especificamente para Near
— Sabem que não vamos sair, são portas de alta segurança — o Albino se sentou no chão enrolando um cacho — não há nenhum adulto no prédio, a não ser os vigias lá fora , e os 4 que ficariam no prédio foram reduzidos a dois porque Roger os outros a irem, em síntese... Estamos presos
Mello sentou no chão lamurioso, e viu colado em baixo da mesinha de centro um bilhete, retirou da mesa e tentou lê-lo sem sucesso, a letra era inintendivel, ele entregou a Near
O Albino leu em voz alta:
“ Olá Meronia ( como eu decidi chamar vocês juntos )
Desde já peço desculpa por trancá-los, mas como vi que iam ficar num rame-rame danado até se pegarem resolvi facilitar para vocês.
Tranca-los ai tem três objetivos:
1- Que vocês resolvam as pendências e peçam desculpas um pro outro
2- Que vocês tenho uma interação sem um ambiente competitivo
3- Como já sitado acima que vocês se peguem sem empecilhos
Há comida e água suficiente para os dias que passarão ai, e o sistema de câmeras dessa sala está com alguma estranha interferência...
Da francesa que ama vocês
Mary "
Near virou a carta meio chocado e viu que uma letra muito bonita em uma curta frase
" Desculpe gente... Ela me obrigou
Matt
Mello e Near se olharam chocados, confusos e com vontade rir
— Ao que parece — Mello comeu mais um bombom sorrindo — Somos Meronia agora
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