O Que Você Acha, De Verdade?
12 A seriedade cai...
Notas iniciais
Mello se pós de pé, se sentindo zonzo pelo esforço repentino, e foi em direção a menina. Colocou-a em seu colo jurando que nunca mais ia armar pra ela, ele não era assassino, podia matá-la com uma brincadeira que desse susto, e isso ele não queria.
Ele a pos numa cama com todo cuidado, ela não era pesada,estava muito pálida e respirava descompassadamente, mas respirava. Ele se virou para sua cama, ocupada pelo ser mais fofo do universo e Orgulho fraquejou mais uma vez em seu trono de ferro, amor parecia prestes a escapar, de novo, mas dessa vez não foi impedido pela raiva ou pela razão , Orgulho não tinha mais credibilidade...
Near acordou no meio da confusão palaciana que ocorria em Mello, e assim que ele abriu os olhos esta acabou, Mello só conseguiu se concentrar em Near.
Ele abriu os olhos devagar, e se espreguiçou como um gatinho, e depois olhou para Mello. Não seu olhar de costume mas um olhar agradecido e acalorado, que aqueceu o coração de Mello e o fez dar um sorriso. Near ia sorrir, Mello quase pode sentir, mas seus olhos acharam a menina na cama.
Ele voltou ao normal. O olhar gélido e o rosto marmóreo. Ele se levantou, indo até a menina, Mello não pode deixar de se irritar com ela.
– O que houve? – ele perguntou analítico inspecionando a menina.
– Ela teve algo similar a um ataque epilético, só que piorado – observou Mello
– Eu sei como é. Mas como aconteceu? – ele perguntou ríspido
– Ela ... – Mello titubiou. Como ele ia explicar a situação. Tudo bem que ele e Near já tinham se beijado mas daí a dormir de mãos dadas já era muita... ele nem queria pensar na palavra apropriada ( que provavelmente começava com G). Ele optou por dizer a verdade de modo serio, de forma que não parecesse nada demais. – Viu você e eu dormindo... – ele completou da forma mais Mello possível.
Near olhou para Mello de forma cúmplice, como se tivesse dito “ eu já saquei o resto” e Mello lançou um olhar de “ Sei que entendeu, agora da pra me explicar o que ela tem” Near lançou um olhar repreencivo de “ da pra você esperar”. A coisa toda durou alguns segundos e foi tão intenso que eles não perceberam que não estavam falando, até Near precisar contar a historia.
– Aparentemente ela tem um problema cardíaco que esta entre os mais raros e sérios, já vistos pelos médicos. 00000000000,1% da população mundial e até menos tem isso... Toda vez que ela convulciona daquele jeito, ela tem 30% de chance de morrer... – discursou Near olhando nos olhos de Mello, que enterrompeu sua fala na brexa silenciosa que ele havia dado para respirar.
– É então e por isso que ela e tão... – Mello começou exclarecido
– Clara, objetiva... – listou Near
– Esta mais para completamente sem freio na língua... – continuou Mello
– Mas se você estivesse na situação dela... – começou Near, defendendo a amiga
– Eu provavelmente faria o mesmo, e até pior – completou Mello sabendo onde aquilo iria dar.
Mello sentiu a cabeça rodar e os joelhos fraquejarem assim que saiu de seu torpor pensativo. Near o amparou. Segurando sua cintura e o guiando para cama.
– Espero que ninguém nos veja assim – comentaram os dois ao mesmo tempo.
Eles se encararam percebendo pela primeira vez a sua sincronia, nos olhares, no raciocínio na fala... E fizeram algo que não faziam verdadeiramente a um bom tempo... Riram genuinamente, risadas também sincronizadas e bem humoradas. Near e Mello mal podiam acreditar que Near estava ali rindo, como uma criança normal. E Mello estava ali sorrindo sem maldade e sem nenhuma barra de diabete por perto.
Quando eles finalmente pararam de rir. Ambos estavam corados e sem fôlego. Se olhavam com afeição, como nunca haviam feito, como se fossem amigos de longa data e não inimigos.
Não disseram mais nenhuma palavra um para o outro, não precisavam, e nenhum dos dois queria estragar a atmosfera amigável que se espalhou pelo quarto.
Near ajudou Mello a deitar e deu mais uma pílula daquelas para o loiro como a tabela dizia.
Mello começou a sentir uma, sensação esquisita na hora. Parecia que ele voava... Meio groge e com sono.
– Ela vai ficar bem? – perguntou bocejando
– Sim, ela vai... – ele respondeu cobrindo Mello como se ele fosse uma criança de 3 anos.
– Ela não toma algum remédio ou algo do tipo? – o loiro perguntou caindo no sono
Near nem respondeu. Sabia que Mello já dormia. Ele mexeu nos cabelos do loiro, arrumando a franja de forma milimetrica, quando puxou sua mão de volta estaca cheirando a chocolate e menta. Ele sabia que fazer aquilo era arriscado, mas não resistiu...
Saiu da enfermaria, indo para quarto de Mary buscar o remédio do qual Mello o havia lembrado.
Ele só não sabia de duas coisas cruciais :
1- Na enfermaria, dois pares de orelha, haviam vigiado Mello e Near o tempo todo.
2- Ele esta indo direto para, o que foi considerada, mas tarde, a melhor pegadinha da Wammy’s.
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