Notas iniciais
Gente bela... Me desculpe a demora kkk amo vcs, sem tempo para agradecer kkk

O loiro foi para perto do albino.

– Eu estou aqui, Near – ele dizia devagar.

Aquilo se repetiu por mais um tempo ate que a resposta de Near foi diferente e encorpada

– Então vá embora – o rancor era nítido – Eu não quero te ver

Mello soube naquela hora que Near sabia que a armação dos A, não fora algo espontâneo e sim patrocinado. Mello havia convencido os rapazes, um pouco de lábia e dinheiro e eles estavam prontos, ao que parecia Mary já havia sido bem desagradável com os irmãos e aquela foi a deixa perfeita para um vingança.

Mas Near também achava que aquilo havia sido para ele. Afinal Mello havia instigado ele a ir ate o quarto da menina.

“– Ela não toma algum remédio ou algo do tipo? – o loiro perguntou”

Foi sutil. Mas à Near aquilo parecia uma pista clara. Mello o havia instigado a ir até o quarto de Mary, para que ele pudesse cair na armadilha. Na mente de Near essa historia parecia estar muito bem explicada.

– É melhor você ir Mello – Miss Karyn interveio, seu era tom calmo e austero mas não desprovido de carinho – mais tarde passo no seu quarto,sim?

Mello assentiu e caminhou para fora do infermaria abismado, o que ele acha que eu fiz? Aquilo não era para ele! Essa garota...

– Mello! — Marry interrompeu seus pensamentos, mas pensando bem o loiro nem devia se sentir tão frustrado de ter os pensamentos interrompidos por ela, até porque era nela que ele estivera pensando.

– O que é?! – ele respondeu sem se virar

– Aquilo não era para Near, não é? – ela perguntou num tom compreensivo que irritou o menino, ele não queria a compreensão dela.

– É claro que não era! – ele gritou para ela, se virou vermelho, consternado – Era para você! Será que não percebe? Eu nem tive que fazer o mínimo esforço para os caras concordarem em fazer, eles te odiavam. Os únicos que não te odeiam são o Near e o Matt. Você é arrogante e detestável.Ninguém quer sentar ou falar com você, alguma vez te convidaram para jogar algo? Essa sua cara sínica e o comportamento ruim espantam a todos... – Mello parou, percebeu o que estava fazendo. E pelo sorriso de pena de Mary ela também percebera.

– Acho que somos muito parecidos, não é Mello? – o sorriso triste e penoso dela se alargou.

Por mais que o loiro quisesse negar ela tinha razão. Ele se encaixava em muitas das situações, e sabia que haviam muitos dispostos a se vingar dele. E agora já não sabia mais se Near gostava dele, alias Mello sempre fizera questão de que ele não gostasse, porque agora que tinha certeza de tal estava tão arrasado? Eles haviam se beijado... O loiro havia dado um fora no albino, mas agora só conseguia sentir culpa com suas ações. Estava perdido... Não tinha ideia do que fazer.

Estava se descontrolando. Orgulho novamente o estava deixando na mão.

Começou a se afastar da menina, indo para seu quarto. Ela sabia que ele precisava de um momento a sós assim como Near.

A viagem seria no dia seguinte, o plano precisava de algumas aparas.

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Mello entrou no quarto silenciosamente, tão silenciosamente que Matt teria estranhado se estivesse no quarto.

Mas não era ele lá. E sim L.

Ele estava “sentado” a seu modo na cama de Mello. A caixa de sapatos-esconderijo de Mello havia sido descoberta pelo detetive e estava em cima da cama quase toda vazia, junto com os papeis de embalagem.

– Mello! – ele disse num tom que lembrou muito como Mary havia chamado-o a pouco, aliás era a vista de Mello ou eles eram parecidos fisicamente? – o seu gosto para chocolates e muito interessante – ele continuou voltando o olhar para as embalagens – o maioria é alemão e meio amargo...

Mello não estava com disposição para falar sobre aquilo, na verdade sentiu raiva do detetive naquele momento, ele viera para o quarto ciente de que ele próprio acabaria com a caixa, e agora ela estava vazia.

– Li a sua resolução do caso de dois meses atrás, ela é muito boa mais...- L olhou direto nos olhos azuis do loiro – como sempre faltam provas circunstanciais na sua analise, que por sinal apontou o mesmo culpado de Near.

– Você veio falar sobre isso? – Mello perguntou zangado.

L sorriu infantilmente.

– Eu vim aqui Mr. Mello, porque eu vi coisas nas câmeras que quero entender... – L ainda tinha aquele sorriso infantil nos lábios

– O que você viu? – Mello perguntou, mas já sabia do que o detetive falava...

– Você sabe Mello... – L lançou um olhar inquisidor ao seu pupilo

O loiro não soube o que dizer, os olhos marejaram. A confusão na sua cabeça era gigantesca.

– Por que fez aquilo? – o detetive o questionou percebendo a falta de ação do menino

– eu... Eu... Não sei – o menor respondeu em meio a soluços, se sentia ridículo chorando de tal forma.

L bateu na cama ao seu lado chamando Mello para deitar-se;

O loiro foi de cabeça baixa.

– Sabe... Mello – o detetive começou, virando-se para o menor – eu já amei alguém, tanto que acabou dando muito errado, e se tivessem me dado a chance de fazer diferente eu faria, mas se dissessem você só pode fazer igual, eu faria tudo igual de novo – L deu um sorrisinho sofrido – confuso, não?

Era confuso, mas o loiro entendia.

– Esta dizendo que eu amo Near? – perguntou, ávido por uma resposta

– Estou dizendo que isso é o que você tem que se questionar – L estava com rosto serio, e quando olhou nos olhos do detetive parecia que aqueles olhos eram centenários – É acima de tudo, tem que aceitar as consequências disto.

O moreno se levantou. O rosto agora era o normal dele, parecia algo com tédio.

– Foi bom conversar com você Mello – ele foi na direção da porta – mais tarde falaremos oficialmente

Então ele se foi, deixando Mello, com muito para pensar.

Notas finais
O Próximo não deve demorar Comentar não mata ( pelo menos eu não morri da ultima vez que comentei kk) Beijos