O Que Você Acha, De Verdade?
21 É por fim, o Amor Ascende
Notas iniciais
O impacto daquelas três palavras e o mesmo de uma bomba atômica no orfanato. Naquele tarde o almoço foi silencioso,e o jantar foi tão fúnebre que tirou algumas pessoas do refeitório antes mesmo de terem colocado alguma comida na boca.
Nunca antes um interno tinha morrido na Wammys a não ser A, o primeiro sucessor de L, mais a morte de A nem se comparou aos efeitos da morte da menina. Foi realmente uma notícia arrazadora seguida de uma genocídica! L morto também naquele dia? Que trágico dia na história da Wammys, Roger estava acabado. Seis garrafas de xerez descansavam debaixo de sua mesa mais sem que fizessem efeito nenhum nele. Watari provavelmente também estava morto o que significava que ele era o total é completo responsável pelo próximo L, mais ele não estava em menor condição.
Chamou Mello e Near em sua sala um pouco depois do almoço, temeroso do que podia ocorrer.
Os dois fizeram o trajeto de mãos dadas, Near estava a passos lentos e mortos, o loiro não estava melhor. A porta do escritório de Roger as mãos foram soltas e as expressões mudadas para as habituais.
Roger também estava com sua expressão normal, mais de puro fingimento. Um dos quebra cabeças brancos de Near estava na sala de Roger ainda oriundo da visita do Detetive. O Albino foi direto nele assim que entrou na sala.
Roger olhou os por sobre os óculos, pareciam Mello e Near normais. Cada um a seu canto, cuidando de suas Mentes infantis e atormentadas.
— Vocês já sabem porque estão aqui não é? — Roger disse por fim unindo as palmas da mão na frente do rosto.
Nenhum dos dois se manifestou.
— L está morto — ele disse sem rodeios, sabia que os outros dois já sabiam.
Mello retirou um chocolate de dentro do casaco e mordeu rapidamente, queria ter alguma ocupação para as mãos e a boca. Near ainda montava o quebra cabeças. No geral não houve muita reação, mais Roger conhecia muito bem os dois e ambos pareciam farrapos pequenos de humanidade.
Ele queria saltar de sua cadeira e abraçá-los, mais invés disso ele pegou a garrafa de xerez e tomou um gole longo.
— Mary também... — ele disse olhando para a foto que ela havia lhe presenteado na parede, uma Wammys House no final da tarde parecendo que saia do sol, Roger amava o quadro e a menina. Sentiu aquele aperto no peito, perder um interno sempre acabava com ele, é perder L no mesmo dia... Lembrava ele certa ocasião, outros sucessores, A e BB... Obrigou se a voltar com o fio da meada — como devem saber... Ele não havia escolhido nenhum de vocês ainda.
Houve silêncio. O loiro olhou para o Albino, mais o Albino não retribuiu o olhar. Agora é aquela hora da história queridos leitores. A hora que todos queriam saber como ia ser.
Mello fez toda aquela cena de " eu ja tenho idade, blá-blá-blá . Eu não vou trabalhar com ele, blá-blá-blá " todos conhecemos o discurso. E saiu da sala com o bater da porta. Near encarou Roger e saiu logo depois com um sentimento de humilhação queimando no peito.
Encontrou Mello no corredor do dormitório masculino.
Trocaram olhares, um misto de um milhão de coisa passando em suas mentes.
" Não vá" o olhar de Near suplicou
" Eu preciso" o olhar do Loiro respondeu triste e pra baixo
Near virou as costas, e foi para o quarto. Com as lágrimas já nublando sua visão.
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Há quanto tempo eles não se viam? 10 anos? 20? Para Mello parecia que tinha sido há um milhão de anos. Mais faziam apenas seis anos, seis meses, quatro dias e dez horas, o da pele alva fizera questão de contar, dia por dia.
Armas foram apontadas para Mello, Near não pode suportar aquela ideia. Mandou que as abaixassem. Que os deixassem a sós.
Mello disse o que viera dizer. Confirmado a regra falsa e tudo mais. Near ouviu, registando as palavras, sem realmente ouvi-las. Estar com Mello tão perto novamente o perturbava.
Entendera porque o loiro partira, precisava provar coisas para si. Machucava pensar que provar coisas para si era mais importante para Mello do que ficar com Near.
O Albino não olhara para o de orbes azuis um segundo sequer.
— Olhe para mim Near — o loiro deu passos à frente ficando a poucos metros do Albino — sabe como isso me irrita
Duas vezes.
Esse era o número de vezes que Near perder a paciência, realmente é completamente com alguém. Aquela era a segunda vez.
Ele olhou para o ex-parceiro, o olhar normalmente gélido era agora mortal. Mello sentiu que algo na estava certo. Near se levantou a toda sua envergadura. As costas totalmente eretas como há muito não ficavam.
— Ah... Isso te irrita? — Near riu de nervoso e de raiva — Você sabe o que me irrita Mello? Seis anos sem UMA ligação. Seis anos sem UMA notícia. Seis anos que pareceram milhares, porque eu estava completamente perdido... — Near olhava diretamente nos olhos de Mello, e seu tom de voz era cortante como uma navalha — Não sabia se você tinha morrido, se estava rindo da minha cara em algum lugar, não sabia o que diabos você estava fazendo... Como eu queria que você estivesse morto às vezes, mais eu jamais conseguiria suportar a ideia — Os joelhos de Near fraquejaram e suas mãos tremiam, lágrimas escorriam por seus olhos como se algum cano tivesse estourado dentro de si ( coisa que só tinha acontecido depois da morte de Mary ) — Seis anos é a única maldita coisa sua, era uma foto.
Houve um momento de nada puro e simples antes que Mello tomasse uma atitude. Ele estendeu os braços e o Albino caiu neles com pesar. O abraço era apertado, saudoso e cheio de sentimentos conflitantes.
Amor, o velho rei, lutará por seis anos incansavelmente. Mais no final voltara para governar. Mais velho e sábio. Sorriu largo ao contemplar a vista de seu trono.
Os dois só se separaram muito tempo depois. O de tez alva passou os dedos pelo rosto do loiro sentido como a pele queimada era mais sensível que a pele normal. Mais lágrimas correram ao imaginar a dor que o outro devia ter sentido.
Mello por sua vez notou que o outro estava mais alto, e como L apresentava aquele olhar milenar, de sofrimento e cansaço. A culpa o acertou ainda mais forte.
— Acho que mereço todos os tiros que você quer me dar — o loiro comentou com a voz meio falhando mais bem humorada — mais saiba que no submundo em que eu estivesse, eu nunca deixei de me informar sobre você. Nunca deixei de me lembrar. Nunca deixei de me culpar.
Mello se torturava todos os dias com a frase de Mary.
" Você e Near. São o futuro... Juntem-se! Superem L, salvem o mundo! — Ela tinha um sorriso brilhante e feliz de verdade, Mello nunca tinha visto ela sorrir de tal forma — E o mais importante, se amem.
Mello não entendeu muito bem a menina no momento em que ela falou.
— Me prometa! — Ela pediu estendendo a mão
O loiro sorriu de volta segurou a mão dela. Não havia nada que pudesse fazer... Achava que até respirar ficava um pouco mais difícil longe de Near. Ajudou a menina a voltar para a cozinha.
— Prometo. — disse olhando para ela com seriedade"
Não houvera um dia em seis anos que aquelas frases não passaram na mente o loiro, que ele não se culpasse, que não ficasse quisesse voltar no tempo.
Near sabia que devia brigar mais com ele, talvez dirigir-lhe alguns socos e coisas do tipo. Mais ter Mello de volta... Deixava-o anestesiado de alegria. A frase de sua mãe ecoava em sua cabeça:
"Aposto que mesmo você Nate, insensível como é um dia vai se apaixonar por alguém, e por mais que resista aquela pessoa vai se tornar seu único vicio... Sua droga.”
Sua mãe não podia ter acertado mais em cheio. Near enterrou a cabeça no peito de Mello de novo, sentindo as batidas compassadas do coração alheio.
— Você não pretende voltar, não é? — Near pergunta na posição que esta, tentando não parecer muito desesperado
Mello faz um silêncio reflexivo.
— Pensando sobre tudo o que Mary me disse e sobre o que L me disse eu cheguei a conclusão de que eu jamais abandonarei você de novo. O trabalho de L precisa ser continuo e conciso. E juntos... Juntos superaremos L, que era talvez o cara mais genial que já perambulou por aí. Mais que foi consumido pelo trabalho e suas particularidade, que culminou em sua morte prematura. Mais nós... Vamos morrer bem velhinhos.
Near levantou a cabeça e sorriu para ele. Um sorriso cheio de gratidão e alívio.
— Você promete? — o de pele albina perguntou com um brilho infantil no olhar
Mello já tinha quebrado uma promessa similar uma vez. Não faria de novo.
Sorriu de volta na mesma intensidade. Beijou os lábios do menor.
— Eu prometo — disse com toda a sinceridade que tinha no seu ser.
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