O Que Somos
59 Capítulo 56
Capítulo 56
“Bella estava deitada na grama verde de uma linda e florida campina, o ar limpo e puro mostrava que estava longe da ilha de Manhattan, longe de toda a agitação e barulho em que vivia constantemente, as nuvens perfeitas parecendo algodão acima de sua cabeça a fez suspirar e lembrar do seu tempo de criança que gastava seu tempo apenas olhando para o céu.
–Mamãe?
Um gritinho alegre a fez sorrir e se sentar para ver seu filho, seu pequenino menininho correr até o lugar onde ela estava, seu cabelo cobre bagunçado como o de seu pai cobrindo seus olhos esmeraldas mostrava que ele estava fazendo alguma arte. Ele não estava sozinho. Segurando sua mão tinha uma menininha de cabelos escuros e vestido rosa correndo.
A conhecia de algum lugar, já a tinha visto antes, ela era tão familiar que nem precisava se esforçar para lembrar, mesmo que sua mente não relacionava.
Quando eles chegaram até ela, a menina a olhou profundamente, com seu rosto sujo de lama e machucado, seus cabelos bagunçados, mas ela tinha um pequeno sorriso alegre que não combinava com aquela cena. Sem saber como agir apertou seu menininho em seus braços.
–Você voltou pra casa. – ela disse com a voz doce – Você encontrou o seu caminho.
–Como assim? – estava confusa com suas palavras.
–Se lembre.
–Não entendi... Como assim lembrar?
–Apenas... Se lembre...
Suas palavras não passaram de um sussurro quando tudo caía na escuridão novamente.”
Seu estomago se contraiu e forçou Bella a acordar com um mal estar cobrindo todo seu corpo, com certeza ter comido tanto não havia sido uma boa ideia, se virou na cama incomodada saindo do abraço de Edward que a segurava firmemente contra seu corpo.
–Bella? – ele abriu os olhos quando ela se moveu inquieta – Está tudo bem?
–Não. – resmungou – Estou morrendo.
Mal respondeu e correu para o banheiro nem se preocupando em acender a luz no processo, despejando o conteúdo do seu estomago no vaso sanitário, em poucos passos Edward a alcançou e tirou seu cabelo do caminho acariciando suas costas levemente. Quando finalmente seu corpo parou de se convulsionar se sentia mole e cansada, mal conseguia pensar com clareza.
–Quer um banho? – perguntou baixo.
Não tinha forças nem ao menos para negar, tudo o que precisava era voltar para cama, fechou os olhos sentindo as náuseas voltarem e se agarrou no noivo tentando controlar aquela sensação horrível. Depois de um tempo mais calma sentiu seu corpo ser erguido com suavidade.
–Escove os dentes para tirar o gosto ruim da boca.
Com esforço escovou os dentes e bebeu um copo de agua para acalmar a garganta que queimava. Logo estava deitada aconchegada nos cobertores grossos.
Edward a puxou para seus braços e beijou seus cabelos murmurando uma canção de ninar, não passava das cinco da manhã ainda. Assim que sua menina dormiu se deixou levar com ela caindo em um sono curto. Foi acordado com um barulho irritante do lado da sua cabeça.
Pegou o celular verificando quem estaria lhe chamando àquela hora, não conhecia o número.
–Cullen. – atendeu indo para o banheiro.
–Sr. Cullen. – a voz de J. Jenkis o fez despertar completamente – Desculpe-me chamar a essa hora, mas preciso falar com o senhor urgentemente.
–Aconteceu alguma coisa?
–Eu confirmei que aquela era a cabana certa e encontrei uma coisa que queria lhe mostrar.
–Você já está na cidade?
–Ainda não. – o homem suspirou pesadamente – Aqui está chovendo muito e não consegui um voo, também quero terminar de confirmar algumas suspeitas, no máximo segunda-feira já estarei em NY.
–Vou fazer uma breve viagem essa semana, podemos nos encontrar no próximo sábado?
–Claro. Quando o senhor quiser.
–Ótimo. Depois peço para meu assistente entrar em contato com você para marcar o local e o horário.
–Sim, senhor.
Com um sentimento estranho no peito Edward desligou o telefone, sua mente imediatamente correu até a mulher em sua cama. Teria que contar a ela sobre a investigação que estava fazendo, não queria entrar em uma discussão com ela por causa disso, mas não poderia ocultar por mais tempo.
Tomou um banho rápido e se vestiu indo até a cozinha. Heidi já tinha preparado o café e sorriu quando ele entrou na cozinha.
–Bom dia, Sr. Cullen.
–Bom dia, Heidi. Você pode preparar torradas com peito de peru e uma xicara de chá, por favor?
–Claro, senhor.
Rapidamente sua governanta faz o que pediu e colocou em uma bandeja bem ordenada e colorida.
Isabella ultimamente não está tolerando o cheiro de café, do seu perfume preferido e algumas essências. Era difícil pra ele vê-la debruçada sobre o vaso sanitário a cada vez que descobriam mais um cheiro que deveria ser evitado, não gostava de encontra-la daquela forma, mesmo sabendo que era por causa do seu bebê.
Ao voltar para o quarto a encontrou da mesma forma que deixou, não queria acorda-la, mas no dia anterior tinha lido que para evitar a doença da manhã era bom comer bolachas de agua e sal ou torradas com frutas e chá logo de manhã.
–Amor? – a chamou suavemente deixando pequenos beijos em seu rosto.
Bella se moveu inquieta e fugiu do seu atroz, escondendo a cabeça embaixo do travesseiro.
–Vamos dorminhoca, acorde.
–Não quero. Vá embora.
–Pelo menos abra os olhos.
–Me deixe em paz, Edward.
–Olhe para mim, pequena. – pediu acariciando seu rosto – Eu te dou um chocolate.
A contra gosto abriu um dos olhos e encontrou Edward com um enorme sorriso, adorava seus sorrisos e não pode deixar de retribuir, mesmo que seu corpo estivesse pesado e se sentisse cansada, como se acabasse de correr uma maratona por dias.
–Cadê o chocolate?
Ele revirou os olhos sabendo que o chocolate seria sua moeda de troca por um longo tempo e deveria fazer um armazenamento deles.
–Te dou depois.
–Então por que me acordou?
–Trouxe seu café.
Para Bella aquelas foram as palavras mágicas e como resposta seu estomago roncou mostrando o seu ponto de vista. Logo atacou as torradas e as frutas que estavam na bandeja e não pode deixar de fazer uma careta para a xicara de chá.
–Li em um livro que ajuda a melhorar os enjoos. – Edward explicou vendo sua careta.
Desde a noite que tinha descoberto os testes de gravidez Edward comprou livros e mais livros, queria saber com o que lidar durante a gestação, pelo menos dois já tinha lido e ambos ressaltavam a importância dos chás no café da manhã.
Mesmo a contra gosto Bella deu um gole na xicara, até que estava bom e em poucos segundos tinha tomado tudo, daria uma chance àquela bebida. Seu noivo a olhou com a sobrancelha arqueada, mas não fez nenhuma pergunta.
–Já vai trabalhar? – questionou percebendo que ele já estava vestido.
–Sim. Tenho que adiantar algumas coisas do trabalho e ver se todos os preparativos estão prontos.
–O que você vai fazer mesmo no domingo?
–Surpresa. – deu um leve tapa em sua nádega – Vai logo tomar um banho antes que se atrase.
–Não sei se consigo trabalhar hoje, me sinto cansada. – se cobriu novamente – Meu corpo não me obedece.
–Fique em casa então. Eu aviso a Demetri que está indisposta.
–Não posso. – resmungou triste – O infeliz do CEO da empresa está no meu pé e tenho que montar uma apresentação pra ele, tenho que coordenar as mudanças nos servidores, acompanhar o direcionamento de dados, ir em uma reunião sobre a disponibilização de verbas para novos projetos...
–Você está fazendo isso sozinha? – a interrompeu quando percebeu que a lista se estendia – E o que aqueles inúteis fazem lá?
–Estamos sobrecarregados por causa dos novos servidores. – explicou se aconchegando nele – Todos temos muitas coisas para fazer e pouco tempo.
–Vou dar um jeito nisso quando chegar no escritório, mas seria bom que você ficasse ao menos hoje aqui, você passou mal a noite toda, Bella.
–Não dá.
–Se você não quer fazer isso por si mesma, faça pelo bebê.
–Mas eu tenho a apresentação para montar para o cretino do meu chefe.
–Já te falei, se você quiser eu acerto ele. – brincou acariciando seus cachos. – Você anda mais cansada que antes, fique hoje em casa e trabalhe no meu escritório.
–Sua proposta é muito tentadora, mas não sei se devo.
–Fique, Isabella. Aposto que eles conseguem sobreviver um único dia sem você por lá.
Com um suspiro ela concordou, afinal, era apenas um dia e estava se sentindo tão cansada que era provável que o mundo acabasse e ela não teria coragem de levantar da cama nem para correr.
Durante o caminho para o escritório Edward fez uma ligação rápida para Demetri avisando que sua menina não iria hoje, na verdade estava mais que feliz por Bella ficar em casa.
Normalmente não era tão machista ao ponto de querer que sua mulher ficasse presa em casa enquanto trabalhava, mas seu lado protetor parecia estar mais forte que nunca e desejava ardentemente que ela ficasse lá segura com seu bebê, se sentia tranquilo sabendo que pelo menos no interior do seu apartamento ela era intocável.
Bella acordou pouco depois das dez com fome novamente, teria que aprender a controlar seu apetite senão acabaria ficando como uma bola, assim como seu bebê. Depois de um banho quente e relaxante se lembrou de que ainda tinha que se encontrar com Esme, não sabia o que ela queria, mas devia ser algo sobre o casamento e precisava resolver logo essas pequenas pendencias porque nem vestido tinha.
Queria ir até lá sozinha, mas o ‘Dois de Paus’ já a estava esperando com ordens do seu noivo mandão para acompanha-la aonde fosse e por mais que insistisse que não havia necessidade ele parecia irredutível e se viu forçada a aceitar.
Como sempre a visão da mansão Cullen a intimidava, sempre que passava pelos portões do condomínio e a via um sentimento apertava seu coração e a deixava sem folego, aquela casa deveria ser um patrimônio histórico por tamanha beleza e perfeição, tentou imaginar se algum dia seria capaz de ir a aquele lugar sem que aquela sensação desaparecesse do seu peito.
Emma abriu a porta com um sorriso e um abraço, logo Esme desceu as escadas e lhe deu um abraço que roubou seu fôlego e retribuiu, adorava os sentimentos que aquele abraço causava nela.
–Você está bem? – Esme a mediu como se fosse uma médica – Parece um pouco pálida, está com dores? Sentindo frio? Você não está com febre.
–Estou bem.
–Você não me parece nada bem, eu vou ligar para Edward. – começou a procurar pelo celular – Não, melhor, vou chamar Carlisle, ele com certeza saberá dizer o que você tem.
–Estou bem, mamãe.
Bella corou quando percebeu o que tinha dito. Aquelas palavras saíram tão naturalmente que seu cérebro não filtrou. Sem saber como agir, olhou para Esme a encontrando estática.
–Desculpe, eu estou bem, só um pouco cansada.
A mulher mais velha sorriu um pouco e beijou seu rosto. Sentia um amor tão forte por aquela pequena menina que seria impossível explicar de onde ele havia surgido e como funcionava. Ouvi-la chamar de mãe parecia ter curado todas as feridas no seu coração e mesmo sabendo não ser verdade não conseguia deixar esse sentimento de lado.
–Não se preocupe com isso, vou tentar me controlar para não leva-la ao hospital e te passar com o pediatra, mocinha.
Bella riu se esquecendo do momento tenso a pouco.
–É sério. Estou bem. Muito mais que bem.
–Certo, não vou ser a mãe surtada. – brincou — Fiz bolo de chocolate, você quer?
–Só um pedaço porque já tomei café.
O bolo de chocolate de Esme era o melhor que já tinha provado na vida, simplesmente o mais gostoso e adorava quando ia lá e ela o preparava e apesar de ter tomado café da manhã duas vezes só de ouvir falar naquele bolo seu estômago roncava e sua boca salivava.
–Vou pegar uma xicara de café pra você.
–Não precisa. – negou rápido, o cheiro do café a fazia mal – Hoje vou te acompanhar no chá.
Se havia algo que a mulher mais velha conhecia bem sobre Isabella é que aquela menina odiava chá e nem quando estava doente o bebia e agora do nada sugeria, sim ela havia sugerido, alguma coisa estava muito errada, mas não insistiria no assunto.
Depois de servir o chá e o bolo a olhou intensamente, com certeza ela estava diferente, mais segura e madura, já tinha reparado isso nos últimos dias e ficar sozinha com ela apenas aumentava essa percepção.
–Não foi trabalhar hoje?
–Estava indisposta de manhã e Edward me ordenou ficar em casa, mesmo tendo uma centena de coisas para fazer.
–Já está melhor? Se não estiver, eu chamo o Carl.
–Não precisa. – sorriu a confortando – Já me sinto melhor e então o que é tão importante?
–Quero te mostrar uma coisa, contudo, peço que mantenham o coração aberto.
Bella sempre foi uma criança curiosa e isso não tinha mudado durante a sua vida adulta, queria saber logo o que era e Esme apenas ria das suas tentativas para descobrir e quando o fez seus olhos encheram de lagrimas, nunca poderia ter passado pela sua mente que essa fosse a surpresa.
Quando Edward a tinha pedido em casamento imaginou muitos modelos de vestidos, mas nenhum dos que havia visto era o perfeito e havia procurado praticamente em toda a cidade e fora dela também e agora o que queria estava ali.
Branco de seda com rendas no decote dos seios e na barra, simples, mas perfeito, não existia outra definição para ele senão aquela.
–Me casei com ele. – a voz de Esme a tirou dos seus pensamentos – Depois de tanto procurarmos e não encontrar nenhum pensei que se visse o meu te inspiraria.
–Ele é lindo. – sua voz estava presa na garganta – Nunca vi um mais bonito.
Suas mãos acariciaram o tecido suave e macio, ele a trazia segurança e apresentava um casamento que durava quase trinta anos de alegria, exatamente o estilo de matrimonio que desejava construir.
–Você se importaria se eu o usasse?
A mulher mais velha se surpreendeu, essa não era a sua intenção, no entanto, deveria confessar que estava feliz com essa pergunta, era um sonho de toda a vida que uma de suas filhas o utilizasse, mas Alice era independente e queria o seu próprio, sua pequena Mel já não estava mais entre eles e aquela garotinha que já tinha adotado como sua queria isso, não tinha como negar. A brincadeira de mais cedo havia aumentado o amor por ela e agora estava sem palavras.
A abraçou apertado como resposta e sentiu algumas lágrimas escorrerem pelos seus olhos, era um sonho sendo realizado ali.
–O meu sonho era ver uma de minhas filhas o usando. – revelou quando mais calma.
–Bom, era o meu sonho usar o vestido da minha mãe. – Bella encarou Esme e limpou as lágrimas de seu rosto – Mesmo não sendo sua filha eu a amo como uma, você é o tipo de mãe que eu quero me tornar.
–E você a filha que qualquer pai quer ter. Renée tem sorte.
–Já que agora sou sua filha, você também tem muita sorte em ter uma filha inteligente, bonita, simpática, alegre.
Com falsa indignação Esme a cutucou causando cocegas e Bella riu sabendo que o clima tenso havia dispersado.
–E muito modesta. Venha, deixe-me ver quais as mudanças que precisaremos fazer e vou pedir para a modista preparar.
Depois que ela provou, viram que era preciso poucas mudanças no vestido, mas ele ficou perfeito em Bella, tanto que não queria deixa-lo, parecia uma criança que prova sua roupa favorita e até para dormir quer ela e, sinceramente, a desejava muito.
Se lembrando de que ainda teria muito trabalho decidiu que estava na hora de ir pra casa, o mundo não poderia parar agora.
O escritório de Edward era um lugar muito aconchegante no apartamento, o cheiro dele rondava todo o cômodo misturado com o agradável cheiro de couro e livros, uma essência particular que sempre a deixava eufórica, era impossível não se lembrar dele quando entrava ali.
Sem ter como escapar da parte chata do seu trabalho se concentrou nos materiais que já tinha e nos novos, precisava acabar logo com isso para eliminar todos os fantasmas que James havia deixado para trás.
Edward estava inquieto dentro da sua sala, já tinha eliminado todo o trabalho pendente e distribuído os demais para seus subordinados, para sua sorte Esme, Renée, Rose e Alice haviam se voluntariado para ajuda-lo nos preparativos do casamento, estava um pouco perdido com tanta coisa, sempre pensou que esses eventos não davam trabalho, mas era completamente ao contrário. Preferia ter que negociar com Norte Coreanos do que ter que fazer aquilo uma segunda vez.
Seu novo assistente era muito prestativo e interessado, Riley se concentrava apenas em seu trabalho, ao contrário da dada anterior, conseguiram entrar em um ritmo agradável nesses poucos dias e se continuassem assim essa parceria duraria bastante tempo.
Queria um casamento íntimo, sabia que não era possível por causa da vida que levava e do nome que carregava teria que realizar algo um pouco maior, esperava que seus planos dessem certo, queria muito ter aquela felicidade, a prenderia definitivamente a ele e nunca a deixaria, nada os separaria, lutaria por ela contra tudo e todos, se necessário.
Na hora do almoço tentava repassar alguns documentos e tirar a ansiedade que o queimava por dentro, seus nervos estavam a flor da pele com tantos acontecimentos e expectativas, estava curioso com as descobertas de J. Jenkis, com certeza ele tinha descoberto algo muito importante sobre o homem que maltratou sua menina e sentia até pena do sujeito porque quando colocasse suas mãos no infeliz ele estaria morto, faria questão de acabar com sua raça pessoalmente. Seus pensamentos foram interrompidos pelo celular e em seu rosto se abriu um sorriso.
–Oi, amor.
–Olá, tigrão. – adorava aquele apelido. – Muito trabalho?
–Até que não, mas e você? Está descansando?
–Um pouco, fui ver Esme mais cedo e agora estou presa no seu escritório cercada do seu cheiro, sentindo sua falta. – murmurou em tom de voz conspiratório – Queria que você estivesse aqui comigo para me distrair e me levar pra cama.
–Ah, Isabella. – estava desconfortável e seu amigo começava a se manifestar – Se você me tentar eu saio daqui agora e vou te colocar na cama, mas não para dormir.
–Proposta tentadora, Sr. Cullen... Muito tentadora... Talvez se você não vier até mim eu devo ir até você e realizar nossas fantasias.
–É melhor não, eu tenho que adiantar meu trabalho e você tem que terminar o seu. Você já almoçou?
–Não. Meu estomago está um pouquinho ruim e estou comendo de pouco em pouco, o remédio que o Dr. Caius me receitou parece que não faz efeito.
–Você quer que eu vá pra casa ficar com você? – agora seu tom parecia alarmado, não poderia ficar no trabalho enquanto sua mulher estava em casa passando mal.
–Não é necessário. – suspirou – Só termine o seu trabalho e quando acabar, passe na minha mesa e pegue uma pasta grande marrom, por favor.
–Tudo bem. Só me prometa que se você não se sentir bem irá me ligar imediatamente.
–Não precisa se preocupar, é passageiro.
–Me prometa, Isabella. Eu não suportaria perder você ou ao nosso bebê quando tenho todos os meios necessários de mantê-los bem.
Bella suspirou com suas palavras, amava quando ele era carinhoso e preocupado.
–Eu prometo. Agora vai trabalhar para colocar comida na mesa.
–Já vou. – falou mais calmo – Bella?
–Sim.
–Eu te amo. Não se esqueça.
–Também te amo.
Com uma respiração aliviada ele encerrou a ligação, sentia que vinha mares turbulentos a frente, não queria ter que se preocupar com isso agora, a amaria com um dia de cada vez e cuidaria dos problemas quando eles viessem.
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