O Que Somos
31 Capítulo 30
Capítulo 30
–Eu não acreditei quando vi nas revistas, pensei que você o odiasse. – Angela riu com a amiga.
Estavam sentadas em uma cafeteria próxima ao campus, conversando sobre seus relacionamentos. Bella estava corada de vergonha e Angie não conseguira parar de rir sobre como as coisas eram irônicas.
–Imagina pra mim que namoro com ele – bebeu um gole do café – Nunca sequer cogitei a ideia de me apaixonar por aquele homem.
–E eu não sei? Ainda me lembro de como você não queria ir naquela entrevista, praticamente tive que te empurrar para dentro do avião. É cômico.
Bella riu levemente, sabendo que as palavras da amiga eram verdadeiras. Se não fosse por ela agora não seria tão feliz com seu namorado mandão. Depois de alguns minutos se despediu de Angela, estava preocupada com os seus homens debaixo do mesmo teto sem nenhuma intervenção policial.
Quando parou a pick-up na garagem percebeu um carro azul estacionado na porta, entrou cantarolando uma música qualquer. Parou na sala, se sentando na poltrona de seu pai para assistir a novela mexicana que sua mãe amava. Renée estava quase chorando, fez uma careta com aquilo, em novelas assim as mocinhas apenas choravam e choravam, era uma melação só. Agradeceu aos céus quando a novela acabou. Nem teve tempo de respirar aliviada e sua mãe mudou para o canal de fofocas, aquilo era um tédio, não compreendia como poderia só passar porcaria na televisão. Saiu do cômodo para procurar Edward, queria matar as saudades que tinha dele e de seu corpo. Andou pela casa toda e nem sinal dele ou de seu pai e irmão, a porta do escritório estava fechada, sabia desde criança que se estivesse assim não era para entrar. Já ia para seu quarto quando a porta se abriu.
–Bella. – a voz de Mike Newton a fez gemer baixinho em desgosto.
–Uhm... Oi Mike. – falou sem graça vendo seu namorado a olhar. – Tudo bem?
–Sim, sim. E você faz tempo que não nos falamos. Queria te chamar para jantar. Tenho pensado muito em você.
–Newton, acho que agora não é o momento para isso – Gabriel o interrompeu – Bella está na cidade apenas por causa do feriado, queremos aproveitar todo o tempo possível com ela.
Bella estava corada e não sabia como responder ao assistente de seu pai. No passado haviam saído juntos algumas vezes, mas nunca passou dos beijos e, com certeza, não esperava que ele voltasse a esse assunto naquele momento. Edward a olhava com uma sobrancelha arqueada e o maxilar travado, ainda incrédulo que aquele pulha teve a coragem de chamar sua mulher para jantar na sua frente. Caminhou até ela a prendendo pela cintura com um pouco mais de força e sorriu para o homem loiro.
–Devo concordar com Gabriel. Isabella e eu viemos apenas para falar com a família, mas talvez em outra oportunidade possamos jantar sim com você.
Charlie disfarçou o riso com uma tosse e percebeu seu filho fazendo o mesmo.
Tinha que admitir gostar do garoto, tá certo que ele queria se casar com sua menininha e levá-la para outra cidade, mas pelo menos era um bom homem e a manteria segura. Ao contrário de Mike, Edward era um homem seguro de si, que não tinha medo de se arriscar pelas pessoas que amava, coisa que seu assistente nunca demonstrou por sua filha.
–Claro. Eu tenho que ir.
Em dois passos Mike atravessou porta a fora. Gabriel soltou uma risada, caminhando para a cozinha, e deu um tapa no ombro de Edward. Charlie fez o mesmo e piscou para sua filha que ainda estava vermelha.
–Você e Mike Newton? – questionou depois que estavam sozinhos no corredor.
–Pois é. – murmurou tentando se soltar do agarre de aço do braço dele, que não cedeu e a abraçou mais forte. – Foi há algum tempo.
–Quanto tempo?
–Que acabou ou que durou?
–Isabella não brinque comigo. – sussurrou a prendendo na parede.
–Não estou brincando com você. – segurou seus ombros firmes, tinha sentido tanta falta desse contato – Você apenas não foi claro na sua pergunta.
Ele a olhou por algum tempo, admirado com os olhos brilhantes e sorridentes, que brincavam com ele. Ele amava quando ela ficava assim, parecendo a menina inocente que conheceu, acariciou seu rosto observando-a inclinar o rosto em direção a sua mão, fechar os olhos e suspirar longamente pelo carinho.
–Quanto tempo durou? – perguntou suavemente.
–Dois meses, eu acho.
–Quando acabou?
–No começo do ano. – o abraçou para sentir seu cheiro – Te quero tanto.
–Eu também pequena, se precisar viajar novamente você vai comigo. Não posso ficar longe de você.
Assim que seus lábios se encostaram foi como se o mundo explodisse ao seu redor. Ela agarrou a ele, deixando-o dominar o beijo. Seu corpo se aqueceu com o contato, sentiu a mão direita dele passar por sua coxa e apertá-la, antes de puxá-la para prender em sua cintura.
–Pelo amor de Deus.
Ao ouvir a mãe, Bella empurrou Edward e tentou se recompor, sua respiração estava falhada e seus lábios inchados.
–Você tem ideia do que aconteceria se fosse o seu pai?
–Sim, sei. – falou constrangida – Desculpe, mãe.
Edward estava atrás de seu corpo, provavelmente tentando esconder a ereção monstro que sentia em suas costas.
–Desculpe, Renée. – pediu ainda com a voz rouca.
–Não precisa se desculpar. Apenas procurem um quarto.
Bella riu ao ver sua mãe caminhar para a cozinha, era bem a cara dela falar esse tipo de coisa nos momentos mais constrangedoras. Ele encostou o queixo no ombro dela e beijou seu pescoço respirando fundo para se acalmar, depois de alguns minutos a seguiram para a cozinha.
No jantar o clima estava ameno, todos conversando entre si. Edward ainda não acreditava que seu sogro tinha negado dar a sua benção, lembrar da conversa o fez se arrepiar, foi a negociação mais difícil que tinha feito.
“-Me chame de Sr. Swan – a voz de Charlie foi firme.
–Sr. Swan, por favor, entenda. Eu e Isabella nos amamos, queremos ficar juntos.
–Não, você quer levar minha filha embora definitivamente. – se levantou da cadeira que estava sentado e caminhou até o jovem – Você a chamou para trabalhar em outro estado. Não fui a favor, ainda não sou, mas sabia que ela voltaria. Se ela se casar com você não voltará para casa e ainda não tenho certeza de que a merece.
–Eu também não tenho certeza se mereço um presente tão grande quanto Bella. Agradeço a Deus todos os dias por tê-la comigo. – respirou fundo – Entendo o seu motivo, não queria afastá-la de vocês, prometo que ela sempre irá visitá-los.
–Promete? – o homem mais velho caminhou até um armário atrás da porta mexendo no seu interior. – Você engravidou minha filha?
Edward engoliu em seco ao escutar o barulho de arma sendo engatilhada e seu sogro caminhar em sua direção com um rifle de caça na mão.
–Não. – forçou sua voz a sair firme – Não a engravidei, porém se o tivesse feito assumiria minhas responsabilidades. Amo sua filha e para minha felicidade ela me ama também, por isso vamos nos casar, para ficar juntos e quando vierem as crianças vamos amá-las. Tenho certeza.
–Boas palavras. – abaixou a arma para o alivio de Edward – Me escute bem Cullen, se minha filha aparecer grávida antes do casamento, eu mesmo vou garantir que você não seja capaz de realizar isso de novo. E eu não permito que se case com a minha filha, pelo menos por enquanto, ainda preciso analisar você.
–Tudo bem. – pelo menos aquilo não era um não em definitivo.
Ao ouvir a batida na porta agradeceu a todos os santos por Charlie guardar a arma.”
–Algum problema? – Bella o tirou de suas lembranças.
–Não. Nenhum. – beijou seus dedos que segurava com a mão esquerda e voltou a comer.
Após o jantar, Gabriel foi encontrar com alguns amigos e seus pais foram se deitar para assistir algum filme romântico juntos no quarto. Bella estava deitada na cama o vendo mexer em seus livros e fotos com imensa curiosidade. Em seu quarto, a maioria dos livros eram romances ingleses ou sobre cálculos. Bocejou e se virou pra deixar o relógio e o anel de noivado no criado mudo, se ajeitou melhor e fechou os olhos.
–Você não foi para o ensino médio? – Ele perguntou.
–Não – respondeu sem abrir os olhos – Não gostava de pessoas. Eu era diferente, calada e inteligente, não me enquadrava. Quando tinha oito anos um amigo da minha mãe veio jantar em casa e ele viu o que conseguia fazer com números. Gabriel me ensinou no começo e depois aprendia mais sozinha, apenas lendo, eu era melhor que ele em muitas matérias. Professor Anderson se interessou em fazer alguns testes comigo. Eu era boa neles, tive um tutor para acompanhar meu progresso. Daí você já sabe o resto.
–Com doze no MIT, Quinze Harvard. – concluiu – Ainda me surpreende como você é inteligente.
–Apenas com números. – afirmou – Tenho facilidade com números e textos, com o resto é normal.
Ele riu e se deitou ao lado dela cheirando seus cabelos. Ela estava quase dormindo quando sentiu pequenos beijos em seu pescoço e busto, gemeu em deleite o apertando seus braços e grudando seus corpos.
–Você sabe o quanto eu te amo? O quanto eu te desejo?
Bella gemeu quando ele sugou sua pele mais forte e não respondeu.
–Eu te amo muito. Te desejo como nunca desejei algo mais. Você é minha vida.
–Edward. – se afastou para olhar o rosto dele – Você também é tudo isso para mim. Não conseguiria viver sem você.
–Eu sei. – suspirou – A única coisa que me impede de te possua agora é a possibilidade do seu pai nos escutar.
–Sério? – Bella riu com a carranca que estava formada em seu rosto – Então o magnífico Sr. Edward Cullen tem medo do chefe Swan?
–Não ria. Ele é o seu pai e tem uma arma.
–Tudo bem. – segurou o riso e tentou pensar em alguma alternativa.
Edward suspirou frustrado vendo a ‘barraca armada’ em suas calças, se surpreendeu ao ver Bella levantar da cama correndo e caminhar até o closet, logo ela voltou com um cobertor xadrez dobrado no braço e uma lanterna na mão.
–Aonde vai?
–Aonde vamos. – esclareceu – Levanta e vem comigo. Anda.
Gritou e o puxou pela mão descendo até a porta dos fundos, caminharam pelo caminho de terra em direção ao arvoredo atrás da casa depois de dois minutos caminhando ela parou em frente a uma arvore grande, frondosa e antiga, ele se perguntava o que ela estava querendo.
–Quer fazer amor ao relento? – perguntou sarcástico.
–Não, lá em cima – apontou com a lanterna para a casa de madeira em cima dos galhos fortes.
–Tá falando sério?
–Claro, me siga. – ela subiu na frente iluminando o caminho, destrancou a pequena portinhola a empurrando para cima e em um impulso estava dentro da pequena casa.
Edward entrou olhando ao redor, a casa da árvore era do tamanho de um quarto médio, tinha um sofá pequeno preto a sua frente, do lado uma pequena estante com alguns livros, algumas caixas fechadas e um espaço até que amplo no chão.
–Lugar legal.
–Charlie, Gabe e eu construímos em um verão. Tinha quase me esquecido dele, olha para cima.
Ele olhou vendo o céu estrelado pelo telhado de vidro, em NY a poluição e as luzes impediam de ver o céu dessa forma e amou como aquilo parecia.
–É lindo.
–Sim, o telescópio está em algum lugar por aqui, talvez em outra oportunidade possamos apreciar as estrelas.
Ela deixou o cobertor em cima do sofá e caminhou até ele, o abraçando pelo pescoço, colocou a cabeça em seu peito sentindo as batidas firmes do seu coração. Edward a puxou pela cintura e beijou sua cabeça, o cheiro de morangos o intoxicando. Ficar longe de seu corpo era uma prova que não queria passar novamente. Ergueu sua cabeça a beijando furiosamente, tomando seus lábios com ardor, suas línguas duelando em uma batalha sem vencedor, ela era como uma droga e ele o viciado que não queria parar.
Suas mãos praticamente rasgaram a fina camisola de seda vermelha que ela usava. Ele a escutou gemer baixinho em abandono se apertando mais forte em seu pescoço e grudando mais seus corpos. Abandonou sua boca e fez uma trilha de beijos para o seu pescoço, o sugando e lambendo tomando cuidado para não deixar marcas.
Bella desceu as mãos do pescoço para o peito dele o arranhando enquanto os braços fortes ainda a mantinha cativa do seu domínio. Quando ela tocou o cós da calça de pijama ele rosnou e segurou seus pulsos com força com apenas uma mão, a outra ele tateou pelo sofá procurando o cobertor grosso, quando achou, ele a soltou e o esticou no chão de madeira.
–Edward? – Bella perguntou em um sussurro tentando imaginar o que ele estava pensando.
–Shiu. Não quero ouvir uma palavra, Isabella. – sua voz rouca a deixou mais molhada para ele.
Edward se levantou e caminhou até ela, a puxou para um novo beijo que demonstrava que a possuía da mesma forma que o pertencia. Não queria dizer em palavras a totalidade do medo de perdê-la, aquela separação foi mais dura do que estava disposto a admitir.
A sensação do cobertor a suas costas era estranho quando se tinha o corpo quente do namorado acima do seu, a beijando, acariciando, estimulando. Ele sugava seu seio enquanto massageava o outro e o toque de seus lábios em sua pele a estava enlouquecendo, sua respiração estava entrecortada e seus gemidos altos. Ainda bem que tinha escolhido um lugar longe de casa porque se estivessem em seu quarto o seu pai estaria esmurrando a porta a essas horas. Ao sentir o dedo de Edward a penetrar devagar soltou um pequeno grito de ansiedade e seu corpo ondulou para o dele.
–Fique quieta Isabella. – ela pareceu não escutar e empurrou seu quadril para cima enquanto suas mãos procuravam o membro dele. – Se não parar eu vou amarrar suas mãos.
–Eu quero você, Edward. – resmungou.
–Ainda não, pequena. Agora se acalme.
–Não. – gemeu quando ele acrescentou mais um dedo e encurvou a fazendo perder o foco de tudo ao seu redor – Por favor, eu quero você.
–Eu te avisei. – Sem mais uma palavra ele puxou sua camisola rasgada e passou os pedaços do tecido por seus pulsos a prendendo contra um dos pilares de sustentação da pequena casa.
Ela puxou as mãos testando o tecido e o olhou um pouco assustada.
–Não vou te fazer mal. Eu te amo. Apenas aprecie o contato.
Ele voltou a beijá-la mais calmo, de forma carinhosa e a acariciou novamente introduzindo seus dedos em sua feminilidade, sem pressa para amá-la, desceu seus beijos para o busto, seios e barriga. Quando encarou seu centro úmido a olhou, percebendo que ela lutava contra o amarre. Sorriu levemente e deu um suave beijo em seu clitóris, ele estava inchado e pedia por atenção, o sugou levemente a ouvindo gemer em rendição. Não parando de mover seus dedos um só momento, ele sentia que ela estava muito perto e cessou os movimentos.
O olhar que ela lhe lançou seria o suficiente para matar alguém e ele não pode evitar sorrir e morder o interior de sua coxa, sugando a pele depois, deixando uma marca. Ele viu e sentiu a forma em que seu corpo se retorcia e seu interior apertando seus dedos. Ela soltou um grito rouco e sentiu seu corpo tremente cair mole sobre o cobertor.
Edward subiu os beijos por seu corpo passando o nariz e a barba por sua pele quente e suada, e sorriu pela forma que ela se arrepiava com o carinho, mas seu corpo ainda mal tinha forças para continuar a puxar as mãos. Ele mordeu seu queixo e a beijou deixando-a provar seu sabor na boca dele, se apertou mais contra ela se infiltrando entre suas pernas moles.
–Você é deliciosa, amor. – murmurou recebendo em resposta apenas resmungos. – Adoro ter você assim... A minha mercê.
–Edward...
O membro dele estava diretamente em contato com sua intimidade, seus quadris circulando e a estimulando mais. Introduziu-se calmamente em seu calor apertado, preenchendo-a e alargando-a. Era o melhor sentimento que um dia poderia desfrutar. Ao estar totalmente envolvido dentro dela, segurou sua cabeça colando suas testas. Ela rebolou seu quadril querendo que ele se mexesse, mas ele se manteve firmemente parado e quando começou seus movimentos eram suaves, calmos e coordenados.
–Oh Deus... – o gemido sofrido de Bella fez com que Edward cessasse suas investidas – Não...
–Me fale o que você quer Isabella. Me diga e eu te dou.
–Forte.
Ele atendeu seu pedido voltando a se mover, entrando rápido e saindo devagar, tocando naquele lugar especial que a fazia ver estrelas de olhos fechados. Uma doce tortura para os dois. Bella voltou a puxar seus pulsos do agarre do tecido que os prendiam, queria tocá-lo.
–Mais rápido, por favor.
Edward sorriu a beijando. Ela ficava muito bem educada naqueles momentos, estocando forte e rápido, os gemidos dela passaram para pequenos gritos de rendição. Quando ela apertou seu membro, ele não pode segurar um gemido rouco, mas ainda não estava satisfeito, subiu uma das mãos pelo corpo de sua menina chegando até o tecido que a prendia e soltou o nó, os braços dela imediatamente se prenderam em seu pescoço arranhando suas costas enquanto, mais uma vez, aquela sensação maravilhosa cruzava seu corpo se concentrando no seu baixo ventre. Estava totalmente alheia ao mundo a sua volta, a boca dele em seu pescoço e seios e o membro em seu interior estavam fazendo-a perder a cabeça. Quando seu corpo se aqueceu pela terceira vez não teve forças nem para gemer, seu corpo tremeu assim como o de Edward e sentiu que ele a preenchia, poderia sentir que fazia parte dos corpos celestes naquele momento olhando para as estrelas acima deles.
Nenhum dos dois tinha forças sequer para se mover da posição em que estavam. Edward deitou a cabeça entre seus seios deixando pequenos beijos ali, tentando recuperar o fôlego, nunca tinha sido tão intenso como aquela vez.
–Tudo isso é por causa da viagem? – ela perguntou jogada no chão sem forças para se mover.
–Também. – disse vago.
–Mesmo que você não tivesse viajado não teria como fazermos isso.
–Por que não? Você acha mesmo que eu conseguiria ficar longe do seu corpo?
–Eu estava naqueles dias, Edward. – bufou baixinho – Acabou ontem.
–Ah, aí sim. Eu falei com o seu pai hoje.
A cabeça de Bella se levantou com a mudança repentina de assunto.
–E o que ele disse?
–Que não daria sua benção ainda. – riu nervosamente lembrando-se do rifle – Ele me perguntou se você estava grávida.
–O quê? Não acredito que ele achou isso.
–Você não quer ter filhos? – levantou a cabeça e a olhou, ele queria um time de futebol no mínimo.
–Eu não sei, talvez, ainda é muito cedo. – não sabia o que dizer, respirou fundo tentando coordenar seus pensamentos – Eu quero ter filhos, mas é muito cedo ainda, temos todo o tempo do mundo.
–Claro. – deixou passar – Mas podemos praticar até lá.
Ela riu beijando sua cabeça, mas mesmo assim não se moveram. Aquele lugar era sua bolha para fugir da realidade quando criança e compartilhar com Edward só o fez mais especial.
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