Notas iniciais
Desculpe pela demora pra postar, mas já viu o site em manutenção que não acabava nunca.... Bom, mas lá vamos nós!

Capítulo 3

–Eu não vou Angie, esquece! – gritou Isabella do quarto enquanto sua amiga a tentava convencer a ir para Nova York.

–Vamos lá Bella, você não precisa aceitar, é só escutar a proposta do cara. Além do mais foi Aro que te pediu isso. – lembrou já cansada da sua teimosia.

Bella saiu do quarto com uma calça jeans preta e uma camiseta dos Ramones, quase esfumaçando pelos ouvidos.

Há quase duas semanas a assistente do presidente das companhias Cullen havia telefonado para fazer uma entrevista de emprego na sede em Nova York e para completar soube que foi indicada pelo chefe Aro Volturi. Mas o que as pessoas necessitavam saber era que Isabella Swan simplesmente odiava quando lhe colocavam contra a parede, estava acostumada a realizar tudo por si própria e ter alguém com Síndrome de Autoridade praticamente a intimando a ir a um lugar, qual não gostaria de estar não fazia parte de seus planos. O pior é que parecia que TODOS os seus colegas de trabalho queriam convencê-la. Até parece que qualquer pessoa poderia obriga-la a fazer algo.

–Eu sou muito, mas muito grata mesmo a Aro por tudo que ele fez por mim e pelo projeto, mas não dá, eu não gosto de Nova York, não gosto da poluição e principalmente não gosto de todas aquelas pessoas em um espaço tão limitado.

–Você não vai se mudar pra lá criatura. – disse Angela, já cansada da teimosia da amiga, ela simplesmente não entendia o motivo de Bella deixar passar aquela que poderia ser uma grande oportunidade. – Chances assim não caem do céu, é só você fazer a entrevista isso não quer dizer que vá trabalhar lá.

Cansada de discutir com todo mundo sobre esse assunto e vencida pelo cansaço Bella aceitou fazer a bendita entrevista de emprego e seja lá o que Deus quiser.

Durante os últimos dias Edward tinha se tornado ainda mais insuportável pela recusa do trabalho que a garota que o Volturi tinha indicado fez, sim, aquela garota de vinte anos abusada havia recusado sua proposta de trabalho sem nem uma conversa decente e isso o havia irritado, durante as pesquisas que seu assessor de segurança havia feito a jovem e realmente brilhante, Isabella Swan poderia ser tudo o que ele estava procurando, mas também pode notar que ela tinha um maldito gênio forte e uma sandice incontrolável, senão quem em suas faculdades mentais iria recusar um trabalho na maior empresa de disponibilização de serviços da América?

Ele entrou no hall do seu andar e sua assistente já percebeu que teria durante o dia andaria em cacos de vidro com ele, pois sempre que estava assim surgiam patadas para todos em volta. Com um pouco de receio disfarçado perguntou se ele já queria revisar sua agenda, mas o que recebeu foi um olhar que poderia gelar o mais frio dos lugares. Durante os quatro anos que trabalhava com ele era sempre assim, nunca um agradecimento dele, mas dava para entender por causa de seu salario, sempre teve uma queda por ele, mas qual mulher do mundo não tinha?

Depois das dez da manhã recebeu um telefonema da garota que ele tinha ‘pedido’ para solicitar uma entrevista o mais rápido possível e que tinha negado de primeira, entretanto seu chefe não havia se intimidado e a queria não importasse sua resposta, agora pelo menos tinha conseguido marcar a maldita entrevista com ela para sexta-feira, o problema é que ainda era terça-feira.

Logo após conseguir organizar a agenda dele para o resto do dia foi chamada a sua sala para levar os últimos documentos que ele precisava analisar e assinar da compra de uma nova rede de hotéis em Dubai.

–Com licença Senhor Cullen. – falou após dar dois toques na porta, ele só fez um gesto para que ela entrasse.

Ao deixar os documentos em cima da mesa lembrou-se do telefonema de mais cedo.

–Senhor Cullen, acho que gostaria de saber que a Senhorita Swan entrou em contato para marcar a entrevista que o Senhor requereu.

Ele levantou a cabeça do computador, qual estava concentrado desde que ela entrou na sala e a olhou com aquele olhar frio, qual estava acostumada.

–Você não é paga para achar nada Senhorita Stanley, a Senhorita foi informada de que quando Isabella Swan ligasse eu queria ser notificado imediatamente. – disse com a voz perigosamente calma. – Quando é a reunião?

–Na sexta-feira, ás onze horas, senhor. – manteve o mesmo tom formal, por mais que ele fosse grosso não deixava de ser gostoso.

–Ótimo, ela irá vir na manhã de sexta ou na tarde de quinta?

–Na quinta-feira a tarde Senhor.

–Reserve o hotel de quinta a segunda e realize o procedimento de busca no aeroporto, preciso que você redija um contrato de trabalho pra ela até o final do dia com duração de um ano, podendo ser adiado somente por mim ou finalizado ao final do projeto nº 1456. – Dizendo isso ele voltou à leitura no seu notebook.

Mal percebeu quando sua assistente saiu da sala, a menina tola não era tão tola afinal, era só uma questão de tempo para que ela retornasse o contato para aceitar a sua proposta, se como Aro disse, ela poderia ser perfeita para realizar o projeto de criação de utilização de seu novo produto e isso estava deixando-o ansioso para conhecê-la.

Bella ainda não sabia por que motivo havia aceitado ir fazer essa entrevista, sua vida estava indo bem, seu PHD estava quase concluído por uma das melhores universidades do mundo, tinha um bom apartamento em um bairro seguro, fazia alguns trabalhos avulsos que davam um bom dinheiro, não queria se prender a uma empresa, na qual provavelmente iria se tornar mais uma daquelas pessoas viciadas por trabalho e com um chefe chato, mal humorado e barrigudo enchendo o saco por não ter terminado algum cronograma do projeto em que estaria trabalhando, todas as pessoas a sua volta sabia que sua paciência para lidar com algumas situações não era das melhores e que gostava das coisas a seu modo.

Tudo o que sabia sobre Edward Cullen é que ele se formou com honras em Cambridge em Ciências Políticas e que era muito exigente em suas contratações, pelo menos foi o que Mark Hudson seu companheiro em uma de suas classes falou após fazer um teste para estagiar nas empresas Cullen. Tudo o que Bella queria era voltar pra casa e aproveitar o final de semana de sol embaixo de uma árvore em Arnold Arboretum, um dos lugares mais tranquilos em Boston para ler algum de seus romances velhos, mas nada disso seria possível graças ao Cullen, como ela queria mata-lo nesse momento, porém sabia que essa viagem seria em vão porque nada e nem ninguém a faria morar em lugar como Nova York.

Após pegar sua pequena mala da esteira do aeroporto internacional de Nova York começou a andar até a saída em direção ao salão, mas estacou ao perceber um homem de quase dois metros de altura com o cabelo cortado em estilo militar, com o rosto sério e de terno com uma placa com o seu nome, não sabendo como agir se encaminhou pra ele.

–Senhorita Swan? – perguntou olhando para ela.

–Sim. — sua voz mal passou de um sussurro, sempre que estava na presença de estranhos se retraia, desde que se lembrava isso acontecia por mais que quisesse evitar.

–Sou Nollan, fui mandado para acompanha-la ao seu hotel, por favor, me acompanhe.

Ele nem esperou uma resposta dela, pegou sua única mala e a escoltou ao estacionamento do aeroporto, onde um carro preto estava parado, abriu a porta pra ela sem nem mais uma palavra, entrou no assento do motorista e deu partida para a selva que era aquela cidade. Por um momento Bella se permitiu desanuviar a tensão durante alguns momentos, o homem, como era mesmo seu nome, algo como Holman, não Nollan, era isso mesmo Nollan, tinha uma habilidade no volante que dava inveja a ela, ele transitava pelo transito pesado com facilidade que a assustava, não estava acostumada a enfrentar grandes congestionamentos, ainda que tivesse medo de aglomerações gostava de andar de metrô, sempre era uma nova aventura e gostava dos músicos e dos artistas que ficavam na estação, a ajudava a pensar mais claramente em alguns momentos. Estava tão perdida em pensamentos que mal notou que o carro parou em frente a um luxuoso hotel com o maldito do nome do Cullen, se perguntou por um momento se ele hospedava todos os seus candidatos a empregados nos seus hotéis de luxo em Manhattan. Logo ao dar seu nome a recepcionista foi levada a uma suíte.

Infelizmente Isabella tinha de admitir que eles fossem eficientes e parecia que Edward Cullen não jogava para perder, mas ela também não.

“Na vida, ao contrário do xadrez, o jogo continua após o xeque-mate.”

Isaac Asimov