Notas iniciais
Oie gente, eu sei que estou sumida a meses por isso peço inúmeras desculpas por isso, porém tive motivos sérios para isso, estou passando por alguns problemas de saúde, então um pouco de bloqueio pra escrever, mais pretendo continuar com meu objetivo de terminar as fanfics. Peço desculpas mais uma vez. Vamos ao capítulo!!!!!

— Rodrigo... – É a capa do trabalho, eu vou deixar pra fazer lá em casa, daí amanhã eu imprimo, rapidinho e fica pronto. – Luciana balbuciava, esfregando os longos fios de seu cabelo em sinal de total cansaço, precisava incansavelmente de uma pausa. – Rodrigo. – Lu insistia em chamar pelo rapaz, que do outro canto do quarto, sentado em sua cama, segurava o laptop em mãos parecendo desatento, Lu poderia dizer que além de cansado como ela, ele poderia estar também visivelmente incomodado com algo que não saia de seus pensamentos. – Ei terra chama, namorado. – a garota parou em sua frente lhe chamando com preocupação, já que Rodrigo insistia em nada dizer.

— Oi é, to ouvindo sim. – Rodrigo garantiu se despertando deu seu estado de torpor, fitando o sorriso pouco convencido da namorada.

— Ah tava é. – Luciana riu um pouco, um riso que foi julgado por Rodrigo como de pura descrença e de fato ela estava plenamente certa, ele estava com seus pensamentos a mil, só conseguia em sua mente ficar tentando entender o que Samurai fazia em sua casa mais cedo.

— Claro que eu estava sim. – ele sorriu de volta enlaçando as mãos na cintura dela, precisava mesmo se concentrar no que interessava e esquecer de seus devaneios insanos. Precisava mais do que nunca do amor de Luciana e sentir-se amado por ela. Ela, era tudo para ele naquele momento, sua razão de alegria, o nome de seu sorriso, sua vida, um êxtase de emoções, a droga que lhe mantinha vivo, e forte para enfrentar qualquer coisa...

— Mentiroso. – Lu o acusou, mas não resistiu em lhe beijar com certo carinho, a tensão emanava por Rodrigo, nem precisava o conhecer muito para ter plena certeza disto, para ela então que o conhecia, há tempo suficiente, tal tarefa podia ser bastante simples. – Você tá intrigado com aquele cara, não é. – afirmou Lu com autoridade. – É mais porque Rodrigo? – a garota questionou não compreendendo exatamente o que se passava na mente de seu amado, porém disposta a ouvi-lo e entende-lo... Rodrigo tão somente suspirou com pesar, demostrando exatamente que ela estava certa em seu julgamento.

— Só porque ele conhecia o João, e supostamente também a Ciça, tanto que veio aqui visitar. – Luciana sentou ao lado dele na cama, confrontando o rapaz com certa certeza do que estava desconfiando, desde cedo.

— Eu não sei Lu, talvez seja paranoia minha mesmo, mas sei lá, pra mim ele é gente boa demais, incrível demais... – Todo mundo se apaixona pelo incrível Samurai, e suas histórias de supor homem. – Rodrigo esfregou os olhos ainda sem convicção de nada daquilo. Para ele Samurai, era repleto cinismo, para não dizer também muito ardiloso.

— Bom vai ver é isso mesmo não é, ele faz o tipo simpático o todo tempo, tem gente que é assim, ponto. – Lu alegou, mesmo tendo em sua mente que desconfiava um pouco, de que pessoas que se auto descreviam assim, realmente conseguissem agirem de tal forma vinte e quatro horas por dia. Pra ela era algo tão sem lógica, mas quem sabe também ela só não pensava assim, porque não era alguém que não tinha tais características inclusas em sua personalidade.

— Não sei Lu, eu não gostei muito do jeito que ele falava com a Ciça, pra mim eles tão escondendo alguma coisa. – Rodrigo suspirou com frustração por não conseguir compreender aquela história que para ele, estava cheia de lacunas incompletas. – Mais você tem todo direito de discordar de mim, afinal, segundo todas as garotas do colégio, como elas estavam falando hoje cedo... — “Samurai um máximo, gato, maravilhoso, perfeito, gente finíssima. – zoou o rapaz com total bom humor, a respeito dos comentários que circulavam pelo pátio do colégio naquela manhã.

— E eu lá sou disso Rodrigo. – Luciana retrucou o namorado em parte achando graça daquilo tudo. Espalmando a mão pelo braço dele, em total sinal de negação.

— Pensei que você fosse dizer que não era cega. – ele continuou aos sorrisos, lançando certa provocação no olhar para ela.

— Ok, só que acontece que eu não sou nenhuma menininha deslumbrada, já foi essa fase de pré- adolescente há muito tempo, e também eu não preciso ficar tão deslumbrada com algo que definitivamente eu não quero ter. – exclamou Lu, sustentando uma postura mais séria. Realmente não era dela, cair de amores pelo primeiro que lhe desse um sorriso gentil, talvez viesse daí todo seu interesse em Rodrigo, os dois mais brigavam do que se entendiam no começo da relação, a garota devaneou com olhar vago, enquanto via o silêncio permanecer entre os dois.

— Ah minha namorada, realmente é maravilhosa, linda, perfeita, incrível, e também muito sensata... – o garoto saiu a elogiando, quebrando toda falta de som do ambiente. – Ih, e que eu amo muito... – Rodrigo saiu de onde estava elogiando Luciana, todo sorridente, que só soube rir de tudo aquilo.

— Para Rodrigo. – Luciana exigiu gargalhando, quando o viu a empurrando na cama dele e se jogando por cima logo em seguida.

— Bem que eu queria não parar, aquela hora mais cedo, principalmente. – ele disse meio brincalhão, apesar do olhar sério com que a encarou. A confissão era verídica, Rodrigo sentia-se cada vez mais tentado a manter a garota o tempo todo ao seu lado, apesar de não querer, a ver pressionada, estava cada vez mais certo de que seu autocontrole ao lado Lu, era cada dia menor.

— Entendi. – Luciana sustentou ironicamente, apoiando as mãos no ombro dele, com uma tentativa falha de o ignorar.

— Eu te disse que você foi a melhor coisa que aconteceu na minha vida. – Rodrigo garantiu acariciando com leveza o rosto dela.

— Apesar de você ser meio ruim de aturar às vezes, você também foi na minha. – Lu o beijou com extremo carinho. — E Rodrigo, deixa essa história da Ciça pra lá vai, não deve ser nada de importante mesmo. – Lu viu em pensamento meio estranho lhe assombrando, mas sentiu grande necessidade de acalmar os pensamentos atormentados do namorado.

— Pode ser, vai ver eu to noiado só isso. – ele quis tentar seguir o concelho da amada. – Agora vamos porque eu vou te levar em casa, mas a gente pode chegar na sorveteria e pedir um sorvete gigante. – Rodrigo preferiu esquecer ao menos por hora, e curtir o final de tarde com Luciana.

— Só se for com muita calda de chocolate. – Lu avisou entre sorrir empolgada. Querendo de fato animar Rodrigo um pouco, o garoto parecia estar tão introspectivo.

— Apoiado. – ele disse, sorrindo a concordar, estendendo a mão para que ela também pudesse levantar de sua cama. Para tão logo saírem deixando o quarto, a companhia de Luciana, sempre seria a melhor do mundo, ao lado da namorada ele jamais poderia ter pensamentos tão nebulosos rondando sua cabeça...