Notas iniciais
Muito obrigada a todos por estarem acompanhando, fico agradecida. Mais um capítulo, boa leitura!!!!!

Continuação capítulo passado...

— Eu não tá, a Vera que é exagerada. – Luciana ria em voz alta, conversando algo com as amigas quando chegava à casa de Lívia.

— Eu acho que não. – Lívia discordou totalmente da opinião da outra, logo que colocava a chave na porta para abri-la.

— Ok eu não falo mais nada. – Lu desistiu dos argumentos se vendo voto vencido, as duas garotas apenas riram da cara séria esboçada por ela, e entraram pela porta as risadas.

Luciana só pode olhar com pura estranheza a falta de entendimento em relação a cena que viu quando adentrou a sala da casa de Lívia, Rodrigo, Dani e Roger, conversando no sofá, o namorado de Lívia depois que ouviu quais eram os planos de Rodrigo, quis acompanha-lo a todo custo, não perderia aquele massacre, que tinha tudo para terminar em sangue de maneira alguma, ou riria muito da situação do amigo, ou teria mesmo que salvar a sua pele, caso contrário a briga e ira de Luciana pela situação armada por ele, não fosse só destinada a Dani, mas também a Rodrigo. Os olhos da moça eram sérios e sem qualquer reação evidente, mas por dento Lu se roeu de raiva, principalmente depois que viu a forma que Rodrigo sorria com os olhos a ela, como se estivesse querendo dizer em voz alta, que era sim, só por pura birra que Dani estava ali, vontade de mostrar a ela, que não era só ela que tinha direito de se dizer namorada de alguém, e mesmo dizendo que não queria mais nada com ele, sempre cedia aos beijos furtivos que os dois trocavam. Se tal cenário fosse à representação perfeita de uma selva, sem dúvida, Lu seria agora uma leoa faminta prestes a atacar, prestes a estraçalhar Dani que se tornou a presa perfeita, principalmente pela forma vitoriosa que a garota ergue-se e sorriu para Luciana, a morena queria matá-la, Lu respirou impaciente pensando consigo que talvez fosse exagero seus pensamentos, talvez dar uns bons tapas na cara da ruiva já saciariam seu desejo de quase vingança, por todas as provocações evidentes que Dani deixava claro sempre que lhe olhava.

— Ué Roger, você não me disse nada que viria pra cá com o Digo. – Lívia quebrou o silêncio imediatamente, quando estranhou tudo aquilo, havia algo muito estranho ali, Vera olhou para Lu, como se quisesse entender o que ela estava pensando naquele instante, mas a garota continuava fazendo a blasé e fingindo não ver nada de mais, Rodrigo teria que encenar um pouco mais para ter o gostinho da vitória, ou menos nisso Lu já havia se decidido.

— É, eu não vinha, teu irmão me convidou de última hora. – Roger resolver deixar bastante claro para a namorada que não tinha nada a ver coma quilo, até porque sabia que Lívia também não era muito fã de Dani há um bom tempo.

— Isso, eu assim como você resolvi convidar meus amigos pra almoçarem. – Rodrigo se pronunciou depois de limpar a garganta, afirmando tal frase com extrema certeza.

— Realmente, os inimigos é que não se convidariam pra um almoço não é Rodrigo. – Luciana intrometeu-se sorrindo suave e com uma pitada de ironia no olhar quando o olhou sem desviar. – Se bem que deve ter gente que faz. – a gata alfineta, dessa vez olhando para Lívia e Vera que pareciam concordar com o olhar.

— Com certeza Luciana, tem gente até que beija o inimigo e depois leva bofetada na cara, não é. – Rodrigo responde a menina com uma provocação.

— Melhor tapa na cara, do que facada nas costas, afinal o castigo pode ser bem pior também. – Lu afirma e acaba esboçando uma curta risada. Ana que vinha até a sala avisar algo do almoço, olha para Lívia como se perguntasse o que estava havendo com o filho e a garota, mas Lívia apenas sorri para a mãe e prefere ignorar o que vê também.

— Gente o almoço está pronto. – a mãe comunica a todos até animada por encher a casa. Luciana esquece de toda cena com Rodrigo e se desloca para cumprimentar Ana, já que Vera também fazia o mesmo.

Oi Ana, tudo bem. – a garota a cumprimentou com um forte abraço.

— Oi querida, você andava sumida daqui né. – Ana brinca com a menina.

— É, realmente, essa maratona de encarar prova e simulado, tava me deixado bem sem vida social. – Luciana concorda em meio a um sorriso simpático.

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DURANTE O ALMOÇO...

— Teu pai não vem mesmo Lívia. – Ana questionava a caçula pela segunda vez.

— Não mãe, ele ligou avisando, por incrível que pareça. – Lívia riu sentando ao lado de Luciana reforçando o comunicado. – Vai ficar por lá, almoçar lá perto com um amigo do trabalho, parece que pintou uma reunião de última hora. – justificou novamente.

— Olha só mãe, lasanha de frango, que isso, o que a gente tá comemorando hein. – Rodrigo implicou com Ana ao vê-la depositar a travessa sob a mesa com alegria.

— É mãe sério, só pode ser isso, o Rodrigo é que tá certo né porque a gente passou a semana toda comendo comida congelada. – Lívia também ria.

— E o Miguel reclamando que eu lembro. – adicionou Ana ao sentar a mesa com todos. – Hoje deu tempo isso, saí mais cedo. – alegou a mãe rindo dos filhos.

— Não também não é assim Lí, eu cozinhei segunda e terça, você que ficou reclamando. – Rodrigo fez questão deixar claro.

— Estrogonofe e massa Rodrigo, não né, assim eu desisto mesmo, viro uma gorda mesmo, tudo bem que eu já me convenci que não dá pra ser uma modelo, mais assim também não ajuda, até porque de café era pizza. – Lívia afirmou meio insatisfeita.

— É nesse caso a Lívia tem razão, melhor ficar só na salada mesmo, porque virar uma imensa não dá, né Lívia. – Dani aderiu ao assunto, tentando uma aproximação enquanto via Lívia se servindo de salada.

— Tem gente que já é. – Luciana cantarolou sem querer pensando alto, mais em tom meio baixinho, impaciente com a ofensa destinada a Lívia, que também pareceu se abater.

— O que você disse aí Luciana. – Dani escutou meio incerta a acerca do comentário e perguntou.

— Disse que a Lívia, não precisa morrer de fome só pra ser aquilo que ela não é, eu tenho certeza que quem gosta dela de verdade não vai se importar com um detalhe fútil. – Luciana falou dessa vez com mais clareza, olhando para com firmeza para a garota quase a sua frente. – E você não é gorda Lívia, tá muito longe disso, aliás, e podia parar de escutar certas sandices por aí, iria te fazer muito bem. – ela ainda declarou dessa vez olhando para a melhor amiga, que deu um meio sorriso em agradecimento.

— Você fala isso porque é magra né Luciana, fácil bajular a Lívia. – Dani quis criticá-la.

— Não Dani, ao contrário de certas coisas, a muita diferença em gostar de verdade de uma pessoa, ou simplesmente se aderir a uma competição de falsidade, pode até não parecer mais eu sou sincera com as pessoas que eu gosto, não tenho necessidade de enganar ninguém e nem me fazer daquilo que eu não sou, só pra agradar alguém. – Lu não se calou, puxando o ar, já meio irritada com a insistência da outra menina em atacá-la. – E depois eu sou magra, por uma questão de tipo físico, não por uma ditadura estupida de beleza, e também beleza a gente perde, não dura toda vida, mas com certeza aquilo que faz uma pessoa, o que ela traz no coração, o que ela é de verdade pra você, isso nada apaga, sentimento não se perde, só se soma, é isso que dura de verdade, não aquilo que a gente vê nas outras pessoas com um olhar de relance. – discursou a gata, deixando a outra em contradição.

— Engraçado você falar isso sabe Lu. – pronunciou-se Rodrigo. – Hoje eu até tentei dizer isso a uma pessoa, mais aí né, ela ficou bem irritada e o que eu levei como resposta foi mesmo um... – Luciana tentou olhar para o rapaz com a expressão serena, lhe dando um pisão no pé por debaixo da mesa. – Aie... – Rodrigo reclamou entendendo o recado.

— Que Digo. – Lívia estranhou a reação inesperada do irmão.

— Nada Lívia, meu joelho, acho que deu mau jeito no treino de basquete hoje. – Rodrigo justificou sentindo Luciana tirar seu pé de cima do dele.

— Eu até aconselhei você a ir mais leve. – Luciana disse sorrindo, baixando o rosto em direção ao seu prato.

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— Tava maravilhoso o almoço. – elogiou Vera, contente pelo convite de Lívia e a forma como foi recepcionada pela mãe da menina.

— Que isso gente, assim eu ficou muito exibida. – Ana brincou.

— Tava mesmo mãe, você sabe que pra mim ninguém cozinha igual a você. – Lívia disse saindo da mesa.

— Bom né, diante disso eu não tenho mais nada pra dizer mesmo, só concordar mesmo, tava incrível Ana, elas tem razão. – Lu sorriu diante do alegria nada contida da mulher.

— E sem esquecer do detalhe maior, tá virando também além de melhor cozinheira, a melhor publicitária do país, quem sabe do mundo. – Rodrigo brincou se aproximando da mãe e lhe dando um beijo de agradecimento. – E o só tenho cada vez mais orgulho de você dona Ana...

— Oh gente, quem dera se a opinião de vocês me ajudassem lá no trabalho, eu estaria feita, mais eu agradeço muito. – Ana ficou lisonjeada pela enxurrada de elogios. – Mais agora vem a parte chata, eu vou ter que deixara bagunça pra vocês, porque eu tenho mesmo que retornar ao trabalho. – ela comunicou já temendo atrasar-se.

— Pode deixar mãe, eu arrumo tudo. – Lívia se prontificou.

— A gente ajuda Ana, pode deixar. – Luciana se dispôs.

— Bom então, beijos tchau tchau, bom tarde pra quem fica. – Ana já foi apanhando sua bolsa e uma pasta do trabalho se dirigindo a saído de casa extremamente apressada.

— Gente deixa, eu dou um jeito, sério. – Lívia pediu que Vera e Luciana parassem de juntar os pratos.

— Lívia ninguém aqui vai perder a mão se ajudar né, sem problema. – Vera alegou.

— Bom gente eu infelizmente vou ter que ir, meu pai tá me ligando direto. – afirmou Roger chegando perto da amada com uma jarra.

— Que nada, tu não quer é lavar a louça. – Rodrigo alfinetou o amigo.

— Não né Rodrigo. – Roger pediu o fitando sério que ele parasse de comprometê-lo, enquanto todos os demais presentes caiam na risada.

— Tá bom amor, a gente se fala a noite pode ser. – Lívia disse se dispondo a acompanha-lo até a porta.

— Então que tal se além de ajudar a lavar louça, maior tédio, a gente vá lá no teu quarto, não sei ver um filme, conversar. – Dani sugeriu chegando próximo de Rodrigo que ainda ria da saia justa que deixou Roger.

— Hãm a gente, gente, a gente... – Rodrigo retrucou engasgado, enquanto observava Luciana, que mesmo não querendo escutou a proposta da ruiva, enquanto juntava os pratos em pilhas para leva-los na cozinha. – Dani melhor você indo então, eu to cheio de coisa pra estudar e amanhã tem treino de novo provavelmente. – o garoto foi se justificando de todas as formas enquanto ainda fitava a morena, que por um segundo retribuiu o olhar com ira.

— Se eu fosse você tacava essa bandeja na cara dela. – Vera disse em tom baixo ao lado de Luciana.

— Eu também Lu, não sei por que você ainda tá demorando. – Lívia proferiu no ouvido da outra depois que Roger finalmente foi embora.

— Vocês ficaram loucas, vou armar barraco na tua casa Lívia, aí sim eu iria ser mais baixa que ela. – Luciana se desculpou, mas também sabia que já estava chegando no seu limite. – E depois eu nem tenho nada a ver com isso, se o Rodrigo quiser continuar se esfregando nessa pouca coisa, eu é que to nem aí... – Lu disse já cansada do papo indo até a cozinha, e passando pelos dois em total pressa.

— Ah tá, então eu te ajudo com a louça e depois eu vou. – Dani se conteve, mesmo não querendo ajudar em nada, mas era um tempo a mais para convencer Rodrigo.

— Lívia onde tem mais detergente, porque esse que tá aqui tá acabando ih... – Luciana pensou que a pessoa que entrou a passes agitados na cozinha era a menina e foi logo falando virada para a pia. – Que isso garota... – ela questionou ao ver Dani jogar os copos com ira dentro da pia. – Quebra porque não é teu né... – Luciana se indignou com a falta de zelo e educação da outra.

— Porque é você que está lavando, eu não vou quebrar nada, já você. – Dani dissimulou olhando com deboche para a morena. – Tem maior cara de empregadinha imprestável mesmo, que nem são as de onde você vem... Ralé... – provocou.

— Deu, fez teu show, agora saí, me deixa em paz. – Lu disse sem se render tentando não ceder as loucuras da garota.

— Não, não deu, eu vou te avisar mais uma coisa, fica longe do Rodrigo, ele tá comigo, vocês não vão mais ficar. – Dani avisou com um olhar altivo e cheio de ameaça.

Luciana segurava a esponja que continha ainda um pouco de sabão e foi apertando ainda mais em sua mão, enquanto suspirava devagar, tentando resistir em não fazer a burrada que passava por sua cabeça, encher a ruiva de cascudos. – Ah ok. – a menina proferiu maneando a cabeça negativamente enquanto ria com audácia. – Não sabia que você mandava na boca dele, pelo menos hoje mais cedo não pareceu Dani... – Lu jogou na cara da outra que quis controlar toda sua raiva. – Ai alguma coisa deu errado Dani, chato né... – Luciana agiu com cinismo respondendo a altura, Dani olhou para ela desconcertada por alguns segundos.

— Eu te odeio garota, vai ter volta tudo que você fez hoje, sua pobretona idiota. – Dani agiu com descontrole, jogando a jarra que ainda tinha um pouco de suco de morango todo em cima de Lu, que viu tudo da cor da fruta à sua frente.

— Você tá maluca garota, tá achando que é quem em, o só mais uma mal amada, que se preocupa com a vida dos outros. – Luciana desistiu da louça se virando completamente para Dani que sorria satisfeita, vendo a blusa branca da outra agora vermelha. – Eu só não vou perder meu tempo com você, porque diferente de você que é só uma patricinha metida, eu respeito à casa dos outros. – Lu disse apertando as unhas na palma da mão, enquanto fechava as mãos irada com a ruiva.

— Idiota, se acha, mais no fundo não é de nada, vem que eu quero ver Luciana. – Dani gargalhou atiçando a outra ainda mais.

— Ah quer é... – Lu bufou dando um passe até a garota em total mau humor.

— Ou parou, o que houve aqui hein. – Rodrigo indagou logo que chegava, depois que ouviu a conversa nada tranquila das duas até a sala.

— Pergunta pra essa louca aí, essa garota é doida Rodrigo, eu mereço perder meu tempo com isso. – Luciana esbraveja vendo que ele vinha para segurá-la.

— Vai se fazer de santa agora. – Dani gritou em protesto.

— Não, vou fazer bem pior. – Luciana desistiu de ouvir seus preceitos e quis avançar contra ela, mas acabou sendo contida por Rodrigo.

— Lu calma, por favor. – o rapaz tentou argumentar percebendo os ânimos alterados das duas. – Dani acho melhor você ir embora. – ele pediu.

— Você vai defender ela ainda. – Dani rebateu não aprovando.

— Você é que veio aqui me dar um banho com suco, sua demente. – Luciana alegou.

— Eu acho melhor. – o rapaz insistiu, a ruiva saiu andando enraivada e se quer se despediu. – Calma, se acalma. – ele pediu pausadamente a Luciana que parecia não se convencer tão logo.

— Calma, calma, a culpa disso é tua tá legal. – Luciana ruboriza o olhando.

— Depois a gente decide, agora respira, respira Lu. – o garoto respondeu insistente.

— Tu é muito cara de pau mesmo né. – Luciana não quis ouvi-lo e continuou com o sermão, respirando ofegante devido à raiva que lhe dominou por inteira. – Tá na cara que você trouxe essa garota aqui só pra me provocar. – ela acusou ao rapaz que acabou sorrindo travesso com a constatação.

— Bom vai adiantar negar. – Rodrigo riu.

— Vai te cata, e me solta que há essa hora ela já está fora do prédio. – Luciana disparou lhe dando um empurrão para se afastar.

— Desculpa, realmente eu não devia de ter feito isso, eu quis encenar uma tragédia, furiosa desse jeito que você tá a Dani não iria mesmo sair daqui andando. – Rodrigo tentou se retratar mas não conseguiu sessar o riso.

— Ah o gênio perfeito, e agora, me fala, olha o meu estado, olha o estado disso aqui, a por favor, Rodrigo, quanta criancice hein. – Luciana o achincalhou, pedindo que ela observasse o piso e sua blusa em estado deplorável.

— Eu me responsabilizo. – afirmou. – Quer dizer te ajudo a limpar. – procurou se retratar. – Ou melhor, eu limpo sozinho. – ele achou mais viável diante do olhar da morena que continuava irado enquanto lhe encarava com as mãos postas a cintura.

— Vou te falar. – Lu não se animou ainda, saindo pela porta com a intenção de trocar de blusa antes que não tivesse concerto, Rodrigo ainda riu sozinho na cozinha lembrando de toda cena.

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— Oh Lu eu... – Rodrigo entrou falando com a garota que estava no quarto da irmã.

— Aiii Rodrigo, você... – Luciana quase gritou de imediato tomando um susto com o garoto enquanto terminava de se trocar. – Você não sabe bater na porta não. – ele o criticou por ter sido pega de short e sutiã pelo garoto.

— Desculpa e de novo... – ele se retratou pondo a mão na frente do rosto.– Você tem razão dessa vez, mais fica tranquila, porque eu não vi nada, nem mesmo que teu sutiã era azul escuro... – entregou ele se atrapalhando com a cena. – Tá bom, é hoje que eu morro. – supôs tentando se desculpar novamente quanto ouviu a garota bufar nada satisfeita.

— Eu mereço né, não sei o que eu fiz de errado hoje, nem ontem, nem anteontem, e nem um mês atrás, pra merecer isso. – Lu retrucou descompensada ainda cobrindo o corpo com a blusa que pretendia vestir.

— Já eu não sei o que eu fiz de bondade... – Ok... – Rodrigo resolveu esquecer o que diria.

— Vira pra lá. – ela ordenou revirando os olhos impaciente com a falação ao garoto que acatou rapidamente.

— Você que demorou né. – ele justificou toda trapalhada.

— Claro, tive que tirar aquela mancha de suco da minha blusa, se não eu iria fazer o que é, ficar sem uniforme, ao menos aquela dali eu já tinha perdido, tava um caos mais vermelha do que o morango que tinha no suco. – Luciana disse se explicando terminando de se vestir. – Cadê tua irmã que sumiu também. – ela perguntou.

— Ela foi buscar alguma coisa no mercado, não entendi muito. – Rodrigo exclamou. – Pode virar...

— Vira logo antes que eu desista de olhar pra tua cara, só pra não ter que lembrar daquela maluca. – Luciana respondeu, afirmando que já estava devidamente vestida.

— Então o que eu poderia dizer que... – o garoto ainda tentou uma explicação plausível para tudo.

— Não, você não poderia dizer nada, ainda tem a lambança da cozinha lembra. – Lu saiu porta a fora quase o atropelando e nem querendo ouvir o que ele teria ainda para dizer.

Continua...