Notas iniciais
Bom, vamos lá decidi escrever essa fanfic por achar que as coisas estão acontecendo muito lentamente em Malhação, Ludrigo mais briga do que se acerta por lá. rsrsrs. Mas eu gosto muito do casal, acho que eles tem tudo a ver. Então vamos lá primeiro capítulo, não sei se terei tempo para postar sempre, mais meu objetivo é seguir com a história até que ela ganha um final... Espero que gostem, muito obrigada!!

Luciana...

“Incrível que como um único segundo, um simples repente pode ser responsável por mudar tudo em nossa vida. E sem esperar eu estava vivendo um momento desses”...

– Melhor você descansar um pouco filha. – Sueli entrou em casa junto com o marido e Luciana aconselhando quando já fechava a porta.

– Eu vou sim mãe, to meio enjoada daqueles remédios, eram muitos não é, até achei que já tinha tomado coisa repetida. – a menina disse forçando um sorriso, mais para desfazer a cara nervosa e espantada dos pais, com a notícia inesperada que havia atropelado os dois naquela manhã.

– Pois eu nem sei o que pensar Lu, esse menino o Henrique foi bastante imprudente, agora você pode se envolver numa coisa, sendo que não tinha culpa de nada. – Jorge estava impaciente, diante do medo da filha contrair uma doença tão séria.

– Paizinho, também não é assim, o Henrique, não teve culpa, foi um acidente, uma coisa que não sei, nem se dá pra explicar. – Lu tentou amenizar, no fundo sabia que o pai só estava tenso, e apesar do risco e do que poderia viver por conta de Henrique, realmente não estava com raiva do rapaz.

– Bom Jorge, agora nós só temos que esperar, esperar não é, que outra alternativa. – Sueli quis acalma-lo um pouco, mas a forma impaciente que propôs tal argumento não ajudou. – Vou fazer um lanche pra você filha, precisa se alimentar. – a mãe opinou soltando sua bolsa sob a mesa.

– Eu, tinha que ver um emprego agora. – Jorge lembrou-se nem sabendo se iria mais, sua cabeça não parava, apenas tinha pensamentos repetitivos.

– Tem pai, e eu estou sentindo que dessa vez você vai conseguir, agora corre lá, e não se prende por mim. – Luciana o incentivou querendo que ele se animasse. – E depois como a mamãe disse, sofrer por antecipação não resolve...

– Eu sei. – o homem concordou mais para não desapontá-la. – Eu vou. – ele sorriu se rendendo a filha.

– Então tchau e boa sorte. – a garota se despediu do pai com um beijo terno, Sueli sorriu e foi até a cozinha.

– Mãe, vou pro quarto tá. – Lu informou, precisava mesmo de um tempo a sós, mas não para descansar como sugeriu a mãe anteriormente, mas sim para colocar seus pensamentos em ordem.

– Tá. – Sueli gritou tirando algumas frutas da geladeira.

Lu queria controlar sua tristeza, não sentir raiva ou indignação, não se perguntar o porquê daquilo, o que de tão ruim ela teria feito para merecer, mas a verdade é que pensar em nada daquilo mudaria algo, o que aconteceu já estava escrito, não havia como reverter. Nossa vida muitas vezes é como um rio, apenas corre para frente, não há como reverter a correnteza, nada ira se desfazer. Só não queria que sua fraqueza fosse o motivo para ela desabar, não queria assustar ainda mais os pais, disfarçar suas tensões era a única coisa que ela se preocupava naquele momento, mas era difícil o medo estava ali, lhe rondando, teimando em assustá-la, e mesmo não querendo, relutando muito, lentamente tudo que lhe assombrava virou lágrimas percorrendo seu rosto, não era a forma de exorcizar o problema, mas foi só o que as forças de Luciana naquele momento possibilitaram que ela fizesse .

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– Já vai. – Sueli correu da cozinha para abrir a porta, onde alguém batia com insistência.

– Oi dona Sueli, a Lu tá aí, eu queria falar com ela. – Rodrigo ergueu o olhar até a mulher, lhe fazendo o pedido sereno.

– Está sim meu filho, no quarto dela. – ela informou fazendo sinal para que ele entrasse.

– Será que eu posso falar com ela. – o garoto pediu novamente, e mesmo não conhecendo muito a mãe de Luciana ela parecia tensa.

– Claro que sim. – Sueli assentiu sorrindo.

– Você pode chamar ela pra mim por favor. – Rodrigo pediu com toda calma.

– Pode ir até lá se você quiser, só virar o corredor. – ela autorizou apontando para o local, talvez a companhia de alguém realmente ajudasse Luciana, a conhecia como ninguém, e mesmo a garota insistindo que estava tudo bem, Sueli entendeu que o zelo da menina, era apenas para não preocupa-los.

– Obrigado, com licença. – Rodrigo agradeceu caminhando na direção que ela lhe disse.

Por mais que ouvir os devaneios de Alina, não fosse nada aconselhável, e Rodrigo sabia disso como ninguém, ele de fato não entendia o do porque de sua preocupação, até excessiva, algo parecia fugir de seu entendimento, algo estranho lhe incomodava, e o rapaz achou melhor não tomar aquilo como um aviso. Mais também não conseguiria esperar até o outro dia para falar com Luciana, uma ansiedade passou a lhe dominar, ainda mais depois que ela não apareceu no colégio naquela manhã, Rodrigo passou a repassar mentalmente a conversa que teve com Alina, enquanto caminhava até o quarto de Luciana, em parte até nervoso, um pouco ao longe ainda pode perceber que a porta estava aberta.

A jovem continuava inerte em seus pensamentos, debruçando a cabeça sob a cabeceira da cama, para ela tudo parecia parado, ela havia parado no tempo.

Rodrigo aproximou-se e quando avistou Lu, ficou sem saber se anunciava sua presença ou não, a fitou por alguns segundos e mais apreensivo foi ficando já que a menina não o notava, talvez também ela nem gostasse de vê-lo ali, assim sem avisar, daquela forma inesperada. Mais um tempo a olhando sem ser percebido, o garoto viu que ela chorava.

– Lu...

– Rodrigo. – Luciana deu um pulo se erguendo na cama, pensando ter sido uma alucinação completamente fora de hora, quando ouviu a voz do garoto a chamando, mas não de fato quando levantou o olhar ele estava mesmo ali, parado próximo a porta de seu quarto. – O que você tá fazendo aqui. – a morena indagou rapidamente, secando as lágrimas de seu rosto com destreza.

Continua...