Notas iniciais
Olá pessoal!
Deixa eu agradecer a Victória pela linda recomendação! Ai, eu fiquei tão feliz porque você é uma leitora tão boa e ahh, obrigada! Capítulo para você, lindinha.
E pessoal, desculpa o atraso, sei que algumas pessoas já sabem o motivo mas eu irei explica-los lá embaixo novamente.
Boa leitura!

POV Percy

Eu devia estar parecendo um retardado.

Pelo menos foi o que eu senti ao ver o olhar de Annabeth sob mim quando entrei em casa. Como se eu fosse um tremendo retrógado mental. Por mais que ultimamente todos os olhares dela para mim fossem destinados daquela forma.

Toda a evolução que achei ter tido no corredor hoje de manhã haviam ido para o ralo quando ela perguntou “Qual é a sua, altista?” e eu respondi algo como “Ahã”.

As palavras de Clarisse ecoavam em minha cabeça repetidas e repetidas vezes, fazendo meu coração pular de uma forma nunca antes vista, ou quase nunca. Mas isto não importa.

Num momento muito baixo da minha vida percebi que estava virando o leite da caixa sem nenhum copo na mesa. Annabeth me olhava agora de crítica para preocupada. Mas não um preocupada legal, do tipo, preocupação com o que você está sentindo, e tipo um preocupada com qual é o hospital psiquiátrico mais próximo da casa.

-Poseidon disse que ele e Atena estão numa reunião e voltarão só mais tarde – ela digitava em seu macbook incessantemente enquanto via a televisão ao mesmo tempo – Então se você quiser fazer algo de mais interessante além de jogar leite fora você pode sair com seus amigos.

-Em outras palavras, sair desta casa – traduzi para ela, Annabeth sorriu de lado para mim, um sorriso que indicava: Parabéns, você entendeu tudo – Saiba que se tem alguém que deveria sair daqui é você, até porque é a que mais incomoda e também a que mais está incomodada.

-Se eu pudesse, já tinha saído daqui há muito tempo – respondeu ela vagamente enquanto continuava a digitar. Revirei os olhos enquanto subia a escada.

-Não se preocupe, a casa é muito grande e tem como eu ignorar a sua chatice aguda! – gritei e fechei a porta do meu quarto. Peguei meu celular e vi duas mensagens não vistas.

Estava tão vago que percebi ter horas que não checava meu Iphone. Olhei primeiro a mensagem de Clarisse:

“Não sei o que você está pensando, mas pode ser tudo uma grande ilusão, esqueça isso, eu não devia ter contado nada. Provavelmente tudo continua como antes. Viva sua vida, fique com Calypso. Esqueça isto”.

Ri com escárnio enquanto digitava a resposta, provavelmente Clarisse devia estar achando que eu parecia um morto vivo (o que não era exatamente exagero). Enviei a resposta com orgulho da simplicidade e aspecto conclusivo do meu comentário:

“Relaxe, já estou fazendo isto”.

Ouvi Annabeth me chamando no primeiro andar e revirei os olhos enquanto continuava a mexer no Iphone. Arregalei os olhos ao ver a outra mensagem que estava em minha caixa.

“Não se esqueça do nosso encontro hoje, passarei na sua casa às 17hrs e espero que você esteja bem lindinho pra mim. Xoxo, Calypso”.

-Percy! Seu filho da puta! Tem uma puta na porta! – ouvi Annabeth. Saí correndo pelo meu quarto tentando tirar a gravata de uniforme o mais rápido possível. Peguei uma calça jeans clara rasgada nos joelhos e puxei uma blusa cinza com as mangas pretas e simplesmente coloquei tudo ao mesmo tempo. Vi-me no espelho e percebi que meu cabelo não melhoraria em nada mesmo se eu ficasse horas tentando arruma-lo.

Desci as escadas acabando de amarrar meus all stars e sorri de lado quando vi Calypso sorrindo na porta da minha casa. Annabeth olhava para mim e para ela com um tédio exacerbado e eu mandei de volta uma careta.

-Ei, desculpe a enrolação – respondi sorrindo – Achei que Annabeth só queria encher o saco.

-E eu acho que você vai querer... – Annabeth não conseguiu terminar.

-Te entendo – respondeu Calypso sorrindo. Era bom ver que alguém além de mim odiava Annabeth tanto quanto eu – Vamos? Pra onde você vai me levar hoje?

-Provavelmente para um topo de um prédio – a loira respondeu por mim. Fazendo-me cruzar os braços e semicerrar os olhos ao vê-la mencionar algo do ano passado – Aonde vai te fazer se sentir protegida e a garota mais sortuda do mundo, só que depois de algum tempo você vai acordar e perceber que a pior coisa que poderia ter feito foi subir naquele prédio com ele, o alto da montanha de um urso mentiroso.

Cocei meu queixo enquanto respirava fundo para não estrangula-la com toda a minha força, olhei para ela uma ou duas vezes e Calypso pigarreou.

-Ei, porque não entra no carro? – perguntei – Eu vou dar uns avisos que papai me mandou dar pra Annabeth e já te sigo, ok?

Calypso assentiu e foi para o carro, fechei a porta atrás de mim enquanto andava solenemente na direção da loira. Esta que se levantou e cruzou os braços na minha frente.

-O que você pensa que está fazendo? Quem você pensa que é para me chamar do que está chamando? – nossos rostos estavam tão perto um do outro que eu podia sentir a respiração dela batendo em meu rosto. Do ano passado para cá eu havia crescido mais que ela então sua cabeça batia em meu queixo, fazendo-a ter que se levantar para ficar do meu tamanho.

-Eu não sei. Só avisando sua namoradinha dos sérios perigos que ela corre em querer ficar com você, experiência própria é para isto – ela sorriu de lado com escárnio, o que me fez ficar com tanta raiva dela que eu peguei forte em seu braço.

-Você é uma ridícula que não sabe o que está falando – seus olhos cinza tempestuosos me fitaram com um misto de indignação e medo – Você foi a única pessoa que levei para bosta do meu alto da montanha e realmente, eu tenho vergonha e arrependimento verdadeiro de ter tido tudo que tive com você. Eu me entreguei de verdade, ao contrário, bem contrário de você, como vejo. Então vê se cala esta boca antes de falar qualquer coisa sobre o ano passado, você não quer mexer tão fundo.

A larguei no sofá deixando uma Annabeth enraivecida me fitando. Respirei fundo enquanto passava meus cabelos para trás.

-Eu volto na hora que eu bem entender, e espero que você tenha entendido o que eu disse – bati a porta atrás de mim quase fechando os olhos. Porém fitei Calypso apoiada em meu Maserati com um sorriso de lado. Então forcei um sorriso também.

-E aí, Pers? Aonde você vai me levar? –passei meu braço em seu ombro.

-Surprise, surprise.

(...)

Respirei fundo enquanto não via nada, o quarto era totalmente escuro e eu dava graças a Deus por isto. Ao meu lado, eu sentia a respiração ofegante de Calypso, acabamos rindo ao mesmo tempo enquanto fitávamos o nada.

-Isto foi... – eu ri.

-Bom? Muito bom? Péssimo? – ela riu novamente, o que eu pensei ser um bom sinal. Senti-a apoiando seu corpo encima de mim, depois seus dentes em meu pescoço passando para a minha bochecha, todo meu corpo se arrepiou.

-Foi sensacional — dei um selinho nela enquanto a abraçava mais forte, parecia que ela era algum tipo de apoio muito bom para se recostar, creio eu que já disse isto, mas eu me sentia em casa e acomodado de uma forma boa com ela. Algo que nunca pensei ter com ninguém.

-E você está indo embora amanhã – falei avulsamente enquanto ela me abraçava ainda mais, senti seus seios pressionando-se contra o meu corpo e aquilo me fez entender o quanto o momento foi bom, sem pensar em futuros.

-Eu também estou triste, queria ficar com você por aqui mais um tempo – ela saiu de cima de mim, eu olhava para cima mesmo não vendo nada, era um marasmo total. Ela riu – Mas acho que não devíamos falar destas coisas, nos apressamos um pouco, não é? Ainda são seis e meia e eu acabei te arrastando para minha casa quando você falou que simplesmente não tinha planejado nada.

Ri.

-Foi ótimo, e se você quiser, eu posso te mostrar a minha coleção do Pink Floyd que você tanto disse que queria ver – ela parecia animada.

-Sério?

-Sério.

-Tipo, agora?

-Tipo agora.

-Sim, sim, vamos! – a senti saindo da cama e depois batendo em algum lugar. Ri enquanto tateava o chão até que achei minha blusa (que era algo que estava procurando há muito tempo).

Em poucos minutos já estávamos na frente da mansão novamente, entrelacei minha mão na dela enquanto pegava a chave no bolso de trás da minha calça. Abri a porta de casa e infelizmente Annabeth continuava no sofá, com o macbook no colo e os olhos focados na televisão.

-Que chatice, porque vocês voltaram? – perguntou ela pausadamente. Bufei e puxei Calypso para cima, que ria como uma boba. Entramos no meu quarto e eu fui diretamente à minha coleção de vinis do Pink Floyd. Ela parecia fascinada e logo começou a explorar os discos.

-Quer algo pra comer? – ela sorriu.

-Sim, estou faminta – ri de volta enquanto fechava a porta do meu quarto e descia a escadaria de dois em dois. Annabeth bufou ao me ver, mas apenas isto. Fui à cozinha e peguei uns sanduíches de frango, suco, chocolates e mais alguns doces.

Equilibrei com tudo aquilo encima da bandeja e nem percebi que Annabeth não estava mais no sofá. Apenas percebi quando senti uma força a mais em minha cintura fazendo tudo encima da bandeja espatifar-se no chão e o suco gelado cair em minha blusa.

É óbvio que Annabeth havia me empurrado para o lado. Explodi.

-Você é uma ridícula! Meu Deus, eu te odeio tanto! Seu trabalho aqui de volta é simplesmente me atormentar! Você é uma puta e eu quero muito que saia daqui neste exato momento – pegava todos os vidros enquanto gritava e percebi que ela não estava me respondendo, na realidade, ela parecia apática. – O que foi? O remorso voltou pro seu coração de gelo?

-Gente, o que está acontecendo aqui? – Calypso chegou do nada no topo da escada, fui até a cozinha e joguei tudo lá dentro. A raiva me consumindo até o fundo do meu ser. Voltei em passos pesados enquanto olhava para Annabeth.

-E-eu estava andando enquanto olhava no computador e acabei trombando com o Percy — ela apontou para seu macbook totalmente ferrado no chão, cheio de vidros e que eu simplesmente não havia visto.

-Haha, este negócio é caro – Calypso disse enquanto apontava. Annabeth olhou alternadamente entre o computador e eu, então saiu andando pela escada.

-Eu estou tão feliz que você vai embora, você nem faz ideia do quanto – respondeu Annabeth me fazendo cruzar os braços. Calypso me ajudou a catar os vidros e o notebook e pela primeira vez eu me sentia totalmente culpado por gritar com Annabeth.

Mas você tem que entender meu lado: Ela já estava me enchendo o saco há um tempão, desde do almoço em que jogou uma maça em mim, e eu acabei de receber um baque histórico de Clarisse, além disto, a garota que eu gosto estava indo para Londres amanhã e ela simplesmente tromba comigo jogando tudo no chão? Era pedir um pouco demais para que eu continuasse calmo.

Respirei fundo quando Calypso foi embora e eu percebi que tinha que falar com Annabeth. Eu estaria sendo exatamente igual a ela se ignorasse tudo e tivesse gritado assim, sem razão.

Subi as escadas e respirei fundo mais uma vez, quando cheguei à porta do seu quarto, fechei os olhos enquanto encostava a cabeça ali. Bati duas vezes.

-Some – disse ela apenas, seu tom de voz parecia cansado, mas não enraivecido. O que me fez perceber que talvez ela não estivesse apática porque seu notebook caiu no chão, provavelmente ela nem ligava para o notebook. – Suma daqui agora.

Respirei fundo enquanto ia para meu quarto, mordi o lábio inferior ao ver minha varanda. Então fui até lá e vi exatamente a altura que era do meu quarto até o chão. (Um pouquinho alto). Coloquei a estratégia do foda-se na minha cabeça e pulei até a varanda ao lado, uma Annabeth gritou apavorada dentro do seu quarto.

Olhei para ela respirando fundo e percebi que seus olhos estavam negros de raiva. Mesmo assim continuei andando e fui até o seu lado na cama, sentando-me.

-Suma daqui agora.

-Eu queria me desculpar por ter sido um babaca hoje, eu peguei meio pesado com você antes de sair e muito mais pesado quando voltei. É que as coisas estão meio... Várias coisas estão acontecendo ao mesmo tempo então eu estou sem paciência.

-Eu tô pouco me fudendo para você – ela respondeu se levantando da cama e andando de um lado para o outro. Percebi que o quarto continuava exatamente igual como havíamos deixado para ela. E eu que pensei que ela iria pintar tudo de preto e pôr vários pôsteres em todo o quarto fiquei um tanto surpreso. Isto me deixava com uma grande interrogação de quem era a nova Annabeth Chase, afinal.

-Adoro respostas de alto calão, obrigado – levantei-me também – Eu não quero virar seu amigo, muito menos virar seu irmãozinho mais velho, eu apenas queria me desculpar então é só isto.

-Desculpado.

-Oi?

-Desculpado, eu disse que você está desculpado – repetiu ela enquanto cruzava os braços. Ela chegou extremamente perto de mim, de uma forma intimidadora, arqueei uma sobrancelha – Sabe, Jackson, eu não sou o monstro que você está achando que sou. Eu só não gosto da sua casa, da sua família, dos seus amigos, da sua escola e da sua cidade. Mas não quer dizer exatamente que eu não gosto de você. Você tem atitude, e eu gosto destas coisas.

Sorri de lado enquanto sentia-a emitir um tom de voz diferente, algo como a antiga Annabeth que eu sentia certo tipo de saudade.

-Valeu, eu acho. – ela descruzou os braços.

-Na realidade eu não fiz todo este discurso em vão, eu preciso da sua ajuda, Jackson. E urgentemente.

(...)

Franzi as sobrancelhas enquanto olhava para o rosto de Annabeth, não era possível que eu estava fazendo o que estava fazendo. Na realidade, tudo aquilo era uma imensa loucura.

-Está de noite, vamos embora. E isto não vai adiantar de nada, é totalmente provisório – sussurrei para ela enquanto deixava o carro em ponto morto. Ela revirou os olhos.

-Desde quando você é um arregão, Jackson?

-São nove e meia da noite e você está com a cara pintada de preto, se eles nos pegarem você pode ter certeza que estamos fudidos, de verdade. – ela revirou os olhos e basicamente me deu uma cotovelada.

-Ninguém vai nos pegar, apenas desligue a droga do carro e ande bem devagar.

-Tem seguranças lá!

-Eu sei! Dei uma pesquisada na planta deste colégio hoje, sei o que devemos fazer. Ou o que você acha que eu estava fazendo no primeiro dia de aula?

-Sei lá. Jogando maças na minha cabeça. – ela riu. VERDADEIRAMENTE riu.

-Também. Agora vamos, temos um uniforme para roubar.

Notas finais
Bem, espero que tenham gostado deste capítulo. EU SEI QUE VOCÊS NÃO GOSTAM mas eu amo a Annabeth. kkk
Enfim, eu estou demorando porque estou estudando muito para um exame de seleção que irei fazer no fim do ano e muitas pessoas não sabem mas assim que chego do colégio passo tipo o dia todo comendo livro, está uma loucura. Então desculpem se eu atrasar um pouco até o fim do ano.
Deixem seus reviews! Chega de fantasminhas! Campanha anti fantasma, por favor.
Beijos e até o próximo!