O Que Ele Mudou Na Minha Vida Desde Então

5 Capítulo V por Alfred F. Jones


Notas iniciais
DESCULPA O EXCESSO DE PALAVRÕES, MAS O ALFRED TAVA PUTO, PORRA q
Sério, desculpa.
Eu me policio até demais aqui porque 90% das coisas que eu falo na vida real são palavrões, e eu sou do tipo que digita "oi, td bem? eu tb, daora a vida... to c mt fome, fome dms, kd comida, vlwflw" mas aqui eu digito certinho (mais ou menos) porque vocês são especiais ♥
Mentira, é porque eu abrevio tanto que ninguém entenderia bulhufas. Mas vocês são especiais ♥

POV Alfred

MEU OVO QUE EU IA DEIXAR, MATHIAS. Eu sabia que ele tava brincando mas não era 100% de certeza, logo não quis arriscar. Mas o que diabos eu ia falar com o Arthur? Ele iria me dar umas patadas, no mínimo.

- Eae, Arthur. – ele estava lendo um livro... Não lembro qual... Porra, ele vivia lendo, me dá um desconto. Me olhou por cima do livro e logo depois voltou o olhar ao objeto.

- Olá.

- Ok, você quer que eu te deixe quieto, né? Desculpa, vou indo. – e me virei pra voltar pro meu lugar. Surpreendentemente, funcionou.

- Espera. Oi. O que você quer?

- Ué, só cumprimentando você, pode não? No seu país as pessoas não fazem isso? Pois é, somos hospitaleiros aqui, Artie.

- Olha, eu vou ignorar o que você acabou de me chamar. Enfim. O problema é que na Inglaterra as pessoas não são espalhafatosas que nem certas pessoas daqui.

- Olha, AR-TI-Ê, aqui as pessoas são mais calorosas. Não são frias que nem de onde você brotou.

- Olha, Alfred F Jones, eu sinto muita saudade desse povo frio. Melhor que lidar com vocês daqui.

- Beleza então. – ó, eu tava só brincando e ele que começou falando do meu “povo”. Não aguentei, isso me deixa puto mesmo.

Apenas voltei pro meu canto e fechei a cara. Mas não parei de encarar. Meus amigos começaram a perguntar que que aconteceu mas não contei. Tava arquitetando meu plano maligno de vingança.

Depois que o professor chegou todo mundo voltou pro seus respectivos lugares e eu passei meu tempo pensando sozinho, quieto. O Romulo achou estranho e teve que perguntar se tava tudo bem... Na frente da sala inteira. Pra mostrar pro inglesinho que eu tava abalado.

- Não atrapalhou a aula até agora, Jones? O que aconteceu? Brigou com a namorada?

- Namorada? Nem pagando eu iria querer namorar uma pessoa tão desagradável quanto à pessoa que me deixou com raiva.

- Estou sentindo uma treta! – Gilbert disse. Todo mundo riu.

Eu me senti mal quando olhei de novo pro Arthur e ele estava de cabeça baixa. Ok que ele tava de costas e não dava pra ver direito, mas eu senti que ele ficou mal. Me senti um monstro na mesma hora. Mas eu não podia fazer nada agora né, e mais: a culpa foi dele por ser muito chato. A culpa é minha também em ser um idiota e pensar que ele gostaria de ser meu amigo, puta merda.

A aula se passou normalmente e eu voltei a pensar. Não iria xingá-lo. Nem fazer nada de ruim. Então não consegui pensar em nada. Nada além de me desculpar.

Passaram-se mais algumas horas e era o intervalo. Antes que ele pudesse sumir de vista, fui até ele e saí puxando até a enfermaria, que descobri matando aula que estava sempre vazia. Sim, de volta a enfermaria. Eu sou meio dramático, tinha que ir a um ponto em que fosse “histórico” para nós já, pra fazer umas chantagens emocionais.

Chegando lá eu fechei a porta e bloqueei com meu próprio corpo, ninguém entra e ninguém sai até resolvermos essa situação. Eu pretendia começar meu discurso depois que ele mandasse o papo de “por que porras você me trouxe aqui”, mas ele não falou nada.

- Então, acho que temos que resolver um problema e tem que ser na base da conversa. – eu disse.

- Será? Será que o problema não é a gente conversar mesmo? – ele nem olhava para mim, apenas encarava o chão e ironizava com a expressão facial.

- Olha, Arthur, eu realmente quero ser seu amigo. Mas você faz isso se tornar algo muito difícil.

- Eu sou muito desagradável para alguém manter pelo menos como amigo, com licença. – e tentou passar pela porta.

- Foi sem querer isso, tá? Eu tava com raiva, falei sem pensar. Poxa, Arthur! É sério, a gente pode superar isso? Eu não falo mais nada de ingleses e você não fala mais nada de americanos, pode ser? – a essa altura eu já estava segurando nos ombros dele com a cara quase colada tentando fazer ele olhar nos meus olhos.

Ele nem se mexeu né. Enfim, eu fiquei meio desesperado porque sempre me disseram que tudo se resolvia na conversa e ele não queria conversar e eu sozinho não tava resolvendo. Daí eu resolvi beijá-lo. Brincadeira, mas me passou pela cabeça, só que ia ficar mais esquisito ainda se ele não cedesse. Eu abracei-o, fiquei um tempo e quando soltei, só olhei a expressão de confusão na cara dele pra sair porta afora, deixando ele lá.

Fui pro refeitório e sentei lá na mesa dos meus bros, todo sorridente. Me perguntaram o que porra aconteceu pra eu mudar de humor tão rápido e tantas vezes. Só que antes de eu responder o Arthur apareceu e sussurrou no meu ouvido “me desculpa” e saiu tão rápido quanto chegou. Daí os meninos falaram em uníssono um “aaaah sim”. Depois eu pude ver que ele sentou na mesa da frente, com Kiku, Toris e outras pessoas. Virado para mim. Mandei um sorriso e ele retribuiu. Decidi aí que o melhor jeito não é o fazer parar de falar mal, mas mostrar que ele está errado virando o melhor amigo que ele pode ter.

Notas finais
Meu deus, deu nem 1.000 palavras... mas tá valendo.
Qualquer erro, qualquer coisa esquisita, crítica, sugestão, angústia, trauma, problemas emocionais, pó falar comigo :D
Sério mesmo.