O Que Ele Mudou Na Minha Vida Desde Então
21 Capítulo XXI por Francis Bonnefoy e Matthew Williams
Notas iniciais
FRANCIS
Bom, se meu coração estava mau, imagine agora. Não, se coloque no meu lugar, só assim você entenderia. Pense no seu maior amor do mundo, alguém que você faria de tudo por ele(a) – pare de pensar na sua mãe, seu doente, eu estou falando de algo conjugal –, pensou? Pois então, agora imagine-o(a) deitado(a) num sofá, semi-nu – aquilo não é roupa, Arthur. É de fato a visão mais linda. Contudo, como nada pode dar simplesmente certo na minha vida, imagine o seu maior rival em cima dele(a). E não é como se Arthur estivesse expressando o mínimo sinal de raiva. Enfim, meu dia estava oficialmente acabado.
– Eca, vocês, arranjem um quarto – Matthew disse. Porque eu fiquei sem reação demais para dizer algo. Aí que Arthur começou a bater em Alfred para sair. Bom, ele levantou e quando Arthur começava a se levantar, ele o pegou e subiu pelas escadas carregando Arthur estilo “noiva”. Ugh – Eu realmente não esperava uma cena dessas aqui em casa. Alfred nunca trouxe ninguém, aliás, que eu saiba, nunca teve... Mas que bom pra ele, né?
– É.
– Então, obrigado por tudo e tal. Até por me trazer, eu não queria dar trabalho, eu podia vir de ônibus... – e Matthew é um doce. Falando nisso, deu vontade de comer palha italiana (sem trocadilho com os Vargas) – Então, como você veio, vai ter que tomar café da manhã.
– Obrigado, Matthieu, mas eu vou passar – eu realmente queria estar em qualquer outro lugar porque o perigo de mais facadas no peito ali era enorme.
– Por favoooor, é o mínimo que eu posso fazer para agradecer – mas eu não poderia simplesmente dizer não para ele. Você entende, non? Ele parece um ursinho, com aqueles olhinhos brilhantes e... E ele não fez nada de errado. Aliás, ele nem sabe. E também se eu estivesse em outro lugar estaria pensando demais nisso, talvez Matthew me distraísse. Ou talvez eu só tenha me convencido com desculpas para ficar e “monitorar”.
– Tudo bem. Qual é o cardápio?
– Omellete au fromage.
– Honhonhon.
– Mas sério, cê gosta de waffles?
– Oui, inclusive eu sei de uma receita meio “gourmet”, que vou te ensinar agora porque eu não aceito estar numa cozinha esperando cozinharem para mim quieto.
E preciso dizer, realmente esqueci de todo o resto. Nos divertimos, conversamos, rimos, quase queimamos a comida e nesse momento eu nem sabia quem era Arthur. Talvez eu devesse viver menos de putaria e mas de amizade. Quero dizer, fora Antonio e Gilbert, com quem eu posso contar? Claro, eu tenho contatos, mas não são “parceiros”. Antonio e Gilbert são bem amigos – de verdade – das pessoas do time, mas eu não tive interesse em nenhuma atividade extra-classe. Em contra ponto, muita gente me odeia.
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MATTHEW
Pra quem estava com vergonha de pelo menos falar com Arthur, as coisas estavam indo bem rápidas. Mas provavelmente foi um mal entendido, apesar da certeza de que Alfred ficou feliz em Francis ter visto. E Francis ficou meio puto. Eu entendo, ele gosta de Arthur também e tudo mais. Eu também fiquei com raiva do Lovino por causa do Antonio, mas depois eu percebi que não faz sentido algum.
Francis me ajudou a fazer o café e depois fomos para a sala e vimos alguma série. Eu não o convidaria para ir lá em cima porque sabe-se lá o que estava acontecendo, né? As paredes são finas e meu papel de amigo é deixar Francis justamente o contrário de triste. Até que ele teve que ir.
Então eu subi, não tenho costume de ficar sozinho em outro cômodo que não seja meu quarto. Aproveitei para “escutar demais” propositalmente, já fazia muito tempo que eles estavam lá e sem emitir nenhum som. Ok então, fui jogar.
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