O Que Ele Mudou Na Minha Vida Desde Então

47 Capítulo XLVII por Antônio Fernandez Carriedo


Notas iniciais
AI MEU DEUS GENTE ME PERDOA ESSE CAPÍTULO TEM LEMON MAS EU NÃO SEI ESCREVER LEMON JÁ FICA O AVISO quero nem ler pra não arrepender

– O que você está fazendo, Antonio? – a voz de Lovino no telefone parecia tão entediada e depois do longo silêncio desde o último assunto a primeira coisa que ele fala é o jeito mais velho de puxar conversa do mundo.

– Estava lendo uns quadrinhos mas agora estou conversando com mi amor, e você? – e eu tinha que dar continuidade com o jeito mais velho também.

– Está sozinho em casa?

– Sim, por quê?

– Vou te mandar nudes – woah.

– L-lovino! Não brinca com meus sentimentos assim...

– Mas sério, estou indo aí, só estou te avisando pra você jogar umas pétalas de rosa na cama e acender velas.

– Eu... quê? Por quê?

– Porque eu to com tesão. Beijo, fui.

Oh. Ooooh. AE PORRA. Fiquei alguns segundos estático depois que o celular encerrou a ligação até que caiu a ficha. Na hora levantei com um pulo da cama e comecei a catar as embalagens de biscoito jogadas no chão do meu quarto. Precisei dar uma varrida, arrumar a cama e jogar todas as roupas dentro do armário mas eu podia arrumar direito depois. Depooooois. Um bom-ar também não faria mal.

Tomei um banho voando e só depois me lembrei que o estoque de camisinhas estava no zero. Não me leve a mal, fazia muito tempo que não precisava de uma, bueno? Desci as escadas correndo e cheguei a porta em tempo recorde, mas quando abri dei de cara com Lovino com o braço levantado para apertar a campainha.

– Como você...? – ele perguntou com uma cara confusa, impressionado pela minha pontualidade. Mal sabe ele que foi coincidência.

Apenas sorri de lado e disse pra ele entrar. Eu sei que ele disse que tava com tesão mas não mencionou com todas as letras que íamos transar, então eu estava com vergonha de dizer aquilo da camisinha. Sem contar que Lovino é o próprio Satanás, pode ter dito isso de brincadeira.

– Então, Lovi, eu pensei em fazer bruschetta para lanchar mas acabou o tomate, eu vou ali comprar rapidinho, sí? O controle da tv tá em ci-

– Eu vou junto, escolho tomate melhor do que você – mierda.

Não podia voltar atrás agora, mas tentaria quando ele estivesse distraído. A feira ficava à duas quadras da minha rua, então fomos a pé mesmo. Também não sei como ele acreditou que tava em falta de tomate. Tem uma horta no meu quintal. Uma horta principalmente de tomate. Talvez ele não estivesse falando sério no telefone.

– Olha, Tony... que vermelhinho... – ele olhava hipnotizado para o tomate, admirando.

– Tony?

– Antônio – saiu do transe rapidinho só pra não ser amável comigo. Eu achava bonitinho porque não é que ele quisesse ser rude, é só que ele tinha vergonha besta. Não aguentei, abracei-o por trás e dei um cheiro nos cabelos dele, atrapalhando-o na tão concentrada tarefa que era escolher tomates – An. Tô. Nio.

Acabou que eu nem consegui completar minha quest. Voltamos para a casa. Fui pra cozinha, tinha prometido um lanche, mas ele me empurrou de volta pra sala e disse que faria ele mesmo. Insistiu até. Ok, não reclamarei. Mas com certeza dava uma espiada ou outra na cozinha. Era muito fofo ver ele fazendo esse tipo de coisa, mas ele não gostava que eu visse porque eu acabava chamando ele de fofo. Lovi pode até fingir que não gosta ser chamado de fofo mas é porque ele não sabe reagir e fica com vergonha. E também para ver a bunda dele quando se abaixasse pra colocar no forno mas mais pela fofura.

– Está pronto, vem comer! – essa situação toda me fazia imaginar se quando moraríamos seria assim. E quando tivéssemos filhos? E...? Aí parei pra pensar se isso realmente aconteceria e fiquei triste. Não digo sobre ele fazer comida, mas sobre morar juntos. Fiquei com medo de ele não me esperar, porque só daria depois que terminasse a faculdade, isso ia levar uns 6 anos ao menos, visto que estamos no Ensino Médio. Eu tenho certeza que eu quero isso, e que eu vou lutar por isso. Mas eu não posso fazer isso ser real sozinho, né? – Eiiiiiiiiiiiiii! Você não me escutou?

Entrei na cozinha e na mesa tinha um prato grande no meio com bruschettas empilhadas em pirâmide, dois pratos menores dispostos nas frentes das cadeiras, dois copos ao lado dos pratos e um vinho tinto. Olho para o outro lado e vejo um Lovino de avental cheio de babados nas bordas – minha mãe gosta muito de coisas frufru –, segurando uma espátula com as duas mãos e a cabeça baixa olhando para mim.

– Bon appetit...

Olhei para ele. Olhei para a mesa. Olhei para ele, que desviou mais o olhar. Olhei para a mesa e comecei a colocar toda aquela arrumação para o outro canto da mesa. Ele me olhou surpreso e meio machucado, mas voltei para ele e lhe dei um beijo. Não aqueles beijinhos que a gente sempre dava, geralmente não passava nem muita língua, foi mais um beijo desesperado. A espátula caiu no chão, ninguém liga, fui o guiando até a mesa e o deitei nela, ficando em cima dele mas ainda pisando no chão – porque acho que a mesa não aguentaria meu peso todo junto com o dele, cierto?

Ele parecia muito confuso e ao mesmo tempo não queria parar para conversar. Decidi então que só pararia se ele pedisse. Eu sei que o Lovi é do tipo que não avisa que tá gostando, mas com uma coisa séria dessa ele não mentiria sobre não gostar só para ser do contra. No máximo não comentaria, que era o caso.

– Lovi, tira tudo e fica só de avental – cheguei pertinho do ouvido dele e falei isso. Ele escondeu o rosto com as duas mãos. Com certeza ele sentia minha ereção encostando nele. Talvez eu tenha ido rápido demais. Dei um beijinho sobre as mãos dele, onde estava em cima de sua boca e fui levantando.

Ele tirou uma mão do rosto para olhar e logo depois me puxou as duas para um beijo. Depois de um tempo larguei sua boca e ataquei seu pescoço. Lovi é muito sensível ali, sabe? Além de ficar marcado facilmente, eu podia sentir a ereção dele crescente perto da minha. Isso era um indicativo legal, ele realmente estava gostando e não só cedendo para me agradar. Por isso que eu achei muito bom ter essas experiências homossexuais com o Lovino – já que eu nunca havia ficado com um garoto antes –, homens não têm como fingir certas coisas.

Voltei a beijá-lo enquanto coloquei a mão sobre o pau dele por cima da calça e comecei a massagear. As vezes ele parava o beijo para gemer baixinho, mesmo tentando não gemer de jeito nenhum. Nessas horas eu voltava para o pescoço.

Tirei a mão, segurei-o pela cintura e comecei a levantar. O sentei na mesa e me ajoelhei, desabotoando a calça dele.

– Antttttttttttô- o que você vai fazer? – tão vermelhinho.

– Vou te fazer sentir bem.

Levantei ele novamente e tirei toda calça e a cueca junto. Ele continuava estático, vermelho e desviando o olhar. Dei uma olhada na peça inteira antes de partir para o ataque e isso não faz bem para o meu coração. O avental fica por cima do membro rígido dele, formando uma elevação. Aaaaah, muito fofo, só de lembrar quero apertá-lo até seus olhos esbugalharem e cairem.

– Lovino. Precisamos conversar, primeiro. Vou te dar essa oportunidade de fugir, porque eu não aguento mais. Se você não quiser fazer, pode dizer, pode colocar sua roupa, pode ir embora, fazer o que você quiser. Eu vou te esperar o tempo que precisar, mas vou cometer uns crimes se continuarmos aqui hoj- – ele “pulou” para alcançar os dois braços por trás do meu pescoço e me beijar.

Começou a tentar desabotoar minha camisa mas tremia demais. Ajudei-o, achando graça.

– O que você queria tirando minha blusa, Lovi? – encostei minha testa na dele e olhei bem no fundo dos seus olhos. Era tão fofo quando provocado.

– E-eu nada. Você estava falando demais.

– Hey, desculpa mas não tem camisinha nem lubrificante aqui.

– Sobre a camisinha acho que tudo bem. Eu confio em você e não é como se eu fosse engravidar... Lubrificante, eu li numa fanfic que eles usaram- ai meu Deus, não vou falar, que vergonha.

Fiquei alguns segundos imaginando o que seria. Então de repente, o virei de costas para mim e fiz deitar na mesa. Óbvio que era com a boca. Daí fiquei com medo de ele não ter feito a tão famosa chuca. Mas olha, ao menos se ele limpasse a bunda com papek higiênico eu com certeza não ia comer merda. Olha só o que eu tô falando, dios. Mas é a verdade. A gente tinha que lubrificar ele e não tinha outra coisa, pra que melhor? E olha, tinha uma chance de ele ter feito porque já pesquisamos muito sobre isso e ele sabia que seria mais... agradável... fazer. Na verdade, não me importo, queria estar com ele e pronto.

– I-diota! Não era isso que eu queria diz- dizer! – falava isso mas estava gemendo. Isso é bom, eu acho – Era molhando o dedo. D-e-d-o!!

Oh. Mas foda-se, né? Já estava lá, e ele estava limpinho e curtindo, decidi passar mais um tempinho lá enquanto masturbava ele.

– Tooony, para – parei na hora, fiquei preocupado, desvirei ele, segurei seu rosto e perguntei se tá tudo bem, porque ele estava muito vermelho e com voz manhosa – Não é isso! É que eu ia... você sabe...

Só que como você sabe, eu sou bem lerdo. Não tinha entendido. Então fiquei um tempo parado tentando raciocinar.

– Ei, podemos partir logo pra... coisa?

– Que coisa, Lovino?

– Ai meu Deus, não acredito que você vai me fazer dizer!

– Dizer o que?

– Antônio, me fode.

Sabe quando as pessoas estão hipnotizadas, aí se o hipnotizador fala uma palavra a pessoa automaticamente e deliberadamente faz a ação proposta de antemão pelo hipnotizador? Me sinto assim. Joguei-o de volta na mesa, mas dessa vez virado para mim. Cuspi um pouco na mão e esfreguei no meu pau para entrar mais fácil e comecei a penetrá-lo. Devagar, muito devagar porque dava pra ver a dor na cara dele. E também ele gritava.

– CARALHO, MAS ESSA PORRA PARECE QUE TÁ ME RASGANDOOOO.

Não esperava menos do Lovi. Perguntei se queria desistir, ele me olhou feio e pediu mais. Tem gente que não tem noção do perigo. Mas beleza, terminei de colocar tudo devagarzinho. Depois saí devagar e repeti o processo. Até o rosto dele ficar menos tenso. Depois fui aumentando a velocidade sem perguntar, acho que ele prefere assim.

O mais interessante era que ele fazia de tudo para ficar em silêncio, mas a cada estocada fundo ele engasgava e gemia. Eu perguntava se doeu e ele fazia que não com a cabeça. Então passei a meter bem rápido, sempre olhando nos olhos dele mesmo que ele pusesse (essa palavra existe?) a mão para se esconder.

A cada nova velocidade o corpo dele ia ficando cada vez mais sincero. Consequentemente o meu também. O segurei sem tirar meu pau de dentro dele para andar, segurando em sua bunda. Subi as escadas assim e a cada degrau era um gemido gostoso. Meu plano era ir para o meu quarto, mas não aguentei, parei no corredor, prensei-o contra a parede ainda o segurando e voltei com as estocadas. Mas quando ele começou a chamar meu nome eu tive que tirar se não gozava. Fomos para o banheiro do meu quarto terminar.

Continuei metendo até que estava no limite, tirei e me masturbei até gozar na banheira. Depois, chupei Lovino enquanto o estimulava por trás com dois dedos, até que ele gozou na minha boca. Então carreguei ele como “princesa” até a cama e fui arrumar a bagunça.

Cheguei na cozinha para pegar as roupas que ficaram lá e vi a pilha de bruschettas intocadas. A essa hora elas já deviam estar frias. Mas valeu a pena.

Notas finais
QUERO SUGESTÕES tipo, eu sei que é meio diferente meu jeito de escrever e de forma alguma eu quero mudar radicalmente pra ficar "sexy" ou mais parecido com os outros eu quero realmente escrever como se fosse literalmente o que eles pensam, sem romantizar certas coisas - pq vei, tem que fazer chuca sim - mas também não quero fazer isso de modo ruim quero permanecer escrevendo o que eu acho que eles pensam mas quero ouvir o que vocês acham, se plausível eu mudo algo aqui ou algo ali no próximo eu devia estar estudando mas estou escrevendo sobre chuca
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.