O Que Ele Mudou Na Minha Vida Desde Então

44 Capítulo XLIV por Alfred F. Jones


Notas iniciais
oioi gente caso vcs n saibam o que eu penso antes de dormir são os caps bjs boa leitura q

Quando nossa apresentação acabou, Lovino e Arthur correram para o camarim para se trocar. Decepcionante, se quer minha opinião. Não esperei do lado de fora, claro que o camarim era compartilhado com todo mundo então nem a pau teria privacidade, mas acho que tirar a roupa na minha frente o fez ficar meio nervoso.

Colocou suas roupas “normais” – digo normais para um avô porque como adolescente... – e logo o arrastei pela escola que parecia abandonada. Eu não poderia deixar passar essa oportunidade, só tinha gente no portão, no caminho do portão até o auditório e no auditório. Dava pra driblar fácil fácil. Descemos pela rampa de serviço na parte de trás do auditório e o andar de baixo seria o primeiro andar de salas de aula. Todas. As. Salas. Trancadas.

Descemos mais e de novo, eles cuidaram de tudo. Custou muito até acharmos uma sala de aula que esqueceram de trancar. O puxei para de trás da mesa do professor – a qual é daquelas enormes de madeira sem o vão embaixo – justamente porque se alguém viesse, não daria para nos ver, nem embaixo da mesa. O negócio era rezar para não ser trancado.

– Al, alguém vai ver ou notar nossa falta... – ele realmente parecia preocupado em fazer isso.

– Eu sei que você é o senhor certinho e tudo mais mas de vez em quando é bom quebrar as regras, e esse é o momento perfeito pra isso – eu não poderia soar mais clichê, né?

Tirei a cadeira do meio, deitei-o no chão e fiquei em cima. Comecei a beijar seu pescoço e depois a morder, fazendo com que ele se contorcesse debaixo de mim. Ele é bem sensível, isso gera uma reações muito divertidas para mim. Depois fui subindo até chegar na boca, beijei levemente propositalmente porque ele fica impaciente e me agarra de vez. Aí quem sabe ele se soltasse e ficasse menos preocupado.

E assim aconteceu, de uma hora para a outra saímos de um casal semi-recatado – não completamente porque eu joguei ele no chão e fiquei em cima – para praticamente sexo de roupa. Acho que nunca fomos tão virgens antes, por cima da roupa nos tocávamos, nos esfregávamos e isso era muito bom. E muito ruim, se Arthur não fosse virgem, eu não ligaria para a situação, ele teria que me dar naquela mesa. Digo isso mas também era virgem.

Sabe, as vezes me dá muuuuuuuita vontade de contar o que ele fez bêbado. E pedir pra ele ficar bêbado de novo – BRINCADEIRA, CALMA. Mas sério, eu fico pensando “nossa, deve ser horrível não saber que fez isso”... Mas ele não sabe... Como pode ser horrível se ele nem sabe, não faz ideia? Não é atoa que eu estou de recuperação em matérias que envolvem raciocínio lógico.

– Artie, eu não sabia que você era tão pervertido – sussurrei no ouvido dele, senti-o arrepiar embaixo de mim.

– Já que você não gosta eu paro – pense numa cara de manha/choro que parece ser sem querer mas simplesmente transpareceu, com direito a semi-bico e tudo.

– Tá brincando? Isso é perfeito.

Então a porta se abriu. Paramos, óbvio, com o cu na mão. Coloquei minha mão sobre a boca dele por instinto e ele me deu um olhar feio.

– Temos que ser rápidos – a voz revelou que quem entrou na sala foi Gilbert, ficamos mais relaxados mas ainda assim, não queríamos atrapalhar os planos dele. Então com a mão ainda sobre a boca de Arthur, continuei os meus.

– Alfred! Ele vai nos escutar! – Artie sussurrou.

– Sim, se você não se controlar – continuei. Era legal vê-lo em pânico, sei lá.

Ouvimos um zíper e de repente eu fiquei desconfortável. Cara, isso aí na escola é muito vida loka pra minha pessoa lidar. Arthur tinha um olhar arregalado e a face mais vermelha do que antes quando estávamos brincando. Eu achava que não era possível, achei que quando fossemos transar talvez ele explodisse ou derretesse. Alguns gemidos abafados e mal contidos e alguns outros barulhos que eu não sei descrever mas com certeza é de uma boca fazendo coisas.

– Por mais que eu odeie pedir isso mas você precisa segurar melhor, ok? Certo.

Mais alguns minutos e já até paramos de fazer o que estávamos fazendo para brincar de tentar acertar quem era aquela pessoa. Eu apostei uma coxinha que era uma convidada qualquer de outro colégio e Arthur achava que era alguém da nossa sala.

– Gilbert! – um sussurro gritado ou um grito sussurrado? Mas a voz soava quase chorosa. E eu conhecia a voz. E Arthur me segurou e colocou a mão bem forte na minha boca. Eu só dei tempo de arrumar a calça e levantei, me separando bruscamente de Arthur e o deixando no chão.

– MATTHEW. WILLIAMS. Gostaria de se explicar? – eu estava tão puto que parecia que eu era pai dele e não irmão. No entanto Gilbert pareceu cem vezes mais com medo que ele. Arthur não se levantou de trás da mesa.

– E o que eu teria que explicar? – ele não levantou a voz nem nada, mas eu senti meio quilo de sarcasmo contido.

– Olha, Alfred, me desculpe, a culpa é min- – Gilbert tentou amenizar a situação.

– Eu não estou falando com você. E você, Matthew, não conhece o Gilbert, né? Não sabe que ele faz o estilo come e some?

– É verdade, Gil, você não tem culpa porque não tem crime. Já que você está aqui e quer explicações, vamos acabar com isso. Gilbert é meu namorado. Há seis meses. E não há nada que você possa fazer porque, eu não sei se você recebeu o memorando, mas você não é meu pai.

– Não sou, mas ele vai ficar sabendo disso. Dessa pouca vergonha.

– Ah sim, e o que você tá fazendo mesmo atrás da mesa da única sala destrancada? Sem contar que se você quisesse me falar de pouca vergonha, você que não fizesse aquela pouca vergonha com Arthur bêbado.

Eu fiquei sem ação. 1- Como ele sabia?; 2- Arthur tinha escutado bem claramente; 3- Ele tem razão, é a mesma situação. Mas não sei, apesar de sermos gêmeos eu sempre vi Matthew como meu irmão mais novo. E pra mim ele era um bebêzinho. E pra mim Gilbert é um maníaco sexual – apesar de ser meu amigo.

– E sabe, Alfred, é por isso que eu não quis te contar por agora. Eu também não sei quando eu teria coragem mas a verdade é que eu tinha medo. Da sua reação, de você fazer algo pra tentar nos separar, não sei. Eu sempre soube que você não tem nada a ver com isso mas por alguma razão eu tinha medo de te contar. Mas quer saber? Quanto tempo eu levaria isso às escondidas? E muito obrigado por ter me pegado em um dia que eu estou completamente sem paciência pra sua infantilidade, me poupa muito trabalho de tentar ser diplomático mais tarde.

Ele pegou a mão de Gilbert e saiu. Fui falar com Arthur, ele estava sentado e chorando. Bosta.

– Hey.

Ele me olhou, esperou um tempo, levantou e saiu correndo.

Foi um dia péssimo.

Notas finais
então gente sintam-se livre pra me criticar, sério eu gosto de melhorar qualquer erro/falta de algo/coisas que não batem vcs podem me falar desculpem se eu não respondo todo mundo mesmo que não sejam tantos coments assim mas as vezes eu realmente não sei oq responder, eu sou uma guria mt timida e não sei, as vezes pra mim é dificil por em palavras oq eu sinto mas quero deixar vcs que continuam comigo sabendo que eu aprecio muito e que eu fico gritando feito uma galinha (sem brinks, parece uma galinha) e que vcs dão mt força, mt vontade de continuar eu amo vcs, apesar de não conhece-los direito