O Que Demônios Não Deveriam Sentir
1 Deveres a Serem Compridos
Notas iniciais
– Não! – a voz do jovem chefe dos Phantomhive propagou por toda a mansão, deixando uma jovem sem saber como mais convencê-lo.
– MasBoo-chan...– a jovem tentou explicar, porém o rapaz não permitia.
– Eu não vou.
– Elizabeth está lhe esperando.
– Não vou a esta festa. – o rapaz relaxou na sua cadeira, querendo um pouco de paz.
–Boo-chan.
– Mírian. Não vou e acabou. Se não, vou ter que deixar o Sebastian terminar minha papelada e com meus deveres.
– Você não tem escolha. – a jovem suspirou cansativamente. – O que diriam se o conde Phantomhive não comparecesse no festival para comemorar o aniversário da rainha?
– Mas deixar o Sebastian é o que me preocupa. – disse ele receoso.
– Não se preocupe. Sua segurança foi bem preparada. Não sei se gostará, mas Grell e outros doisShinigamide confiança minha estão pronto para escoltá-lo e defendê-lo o quanto for necessário.
– Você pensou em tudo, não é? – o rapaz viu a jovem sorrir e sorriu também.
– Como criada temporária dos Phantomhive. É minha obrigação preparar tais coisas tão simples com perfeição e sem atraso.
– Certo. Deixo a mansão sobre seu comando até eu voltar. Pode dispensar aqueles três para que eles não atrapalhem com seu dever. – a jovem apenas assentiu.
Após a saída do conde, os criados foram dispensados como ordenado e estes foram à cidade para se divertirem. Mírian suspirou aliviada com todo aquele silêncio na mansão. O senhor Tanaka estava por tirar uma soneca em seu quarto e a jovem preferiu não pertubá-lo. Enquanto fazia seu trabalho, não havia se encontrado com Sebastian de maneira alguma na residência e isso foi muito estranho. Ao terminar seu serviço, ela seguiu para o escritório de jovem Phantomhive, encontrando o mordomo ali sentado, terminando a papelada do mestre com perfeição. Calmamente, ela se dirigiu para perto deste e reparou que a concentração do rapaz era grande, impossibilitando que este a percebesse. A jovem se sentou a uma poltrona e fechou os olhos, aproveitando a paz de espírito que a residência se encontrava. O mordomo logo reparou que não estava mais sozinho no cômodo e deixou um pequeno sorriso de canto aparecer.
– Você não é de demorar em um serviço. – A jovem apenas disse, sem se mover e já percebendo que este a notou no local.
– De fato. – O mordomo respondeu calmamente.
– Por que de tanta lentidão?
– Não há o que fazer após meu serviço.
– Como sempre...Akuma'snão conseguem ficar sem ter o que fazer.
– Em contradição,Shinigami'ssão sempre apressados para fazer um trabalho eficaz e perfeito. – ela abriu os olhos vagarosamente, visualizando o rosto do demônio próximo ao seu. – Você terminou seus serviços mais rápidos para me ver, não foi?
– E você demorou propositalmente para me atrair, estou enganada? – Ela sorriu sinicamente e, afastando o rapaz de si, se levantou. – Não sei o que há comigo.
A jovem suspirou e Sebastian não pode esconder sua cara um pouco confusa. Ela se aproximou da janela e olhou para fora. O dia ainda estava no período da tarde. Belos pássaros voavam nos jardins e só com aquela visão, a jovem podia sentir o quão bom ambiente estava a sua frente. A jovem suspirou e continuou a olhar para as lindas nuvens brancas cruzando o céu azul.
– Está apaixonada por mim? – perguntou Sebastian sério e até com surpresa em sua voz, o que era estranho, pois ele deveria ri daquela verdade.
– Engraçado, não? Essa fora sua resposta. – Nem por algum humano fui capaz de sentir algo assim e quando finalmente me apaixono por alguém, este é um de meus supostos inimigos. – ela não estava triste, pelo menos não queria aparentar. Olhou nos olhos do demônio e sorriu fracamente. – Não vai ri? Afinal,Akuma'snão sentem qualquer tipo de amor e isso de minha parte é bizarro.
O rapaz apenas se aproximou e colou os lábios nos da Shinigami com ferocidade e urgência. A jovem foi cedendo aos poucos e não demorou muito até contribuir aquele beijo intenso e rápido. Depois de um tempo, o rapaz se parou sua boca com o da jovem e apenas fitou os olhos vermelho-sangue daShinigami.
– Talvez esteja certa quanto demônios não sentirem qualquer tipo de amor, mas de certa forma eu sinto muito estranho perto de você. Até que eu entenda o que você vez comigo... – Sebastian rapidamente prensou a jovem conta a mesa e sorriu de forma maliciosa. – Posso beijá-la quando der vontade?
– Demônio... – Mírian sorriu sinicamente e o olhou da mesma forma. – Só se deixar beijá-lo quando eu quiser também.
Com aquele acordo, eles deram mais um beijo intenso, antes de tomar suas obrigações, mas não do mesmo jeito.
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