O QUE VOCÊ FEZ COMIGO!?
7 Capitulo 7
Notas iniciais
Alejandra...
Depois que o idiota do Luiz me beijou a unica coisa que vinha a minha cabeça era a minha carreira,não sei por eu me sentia desse jeito se nas nossas regras não diz ser proibido ter um "romance" com alguém do trabalho;minha cabeça ta a mil com tudo isso,paro pra pensar e me dou conta de que aconteceram tantas coisas na minha vida desde que Luiz chegou aqui que em sei por onde começar:primeiro ele chegou todo educado e eu fui muito grossa com ele,mas o problema não foi eu ter sido grossa e sim eu me arrepender de ter sido grossa (isso nunca aconteceu);depois aquele desgraçado aparece e quase consegue algo,fico pensando no luiz sem parar e por ultimo ele me beija me deixando totalmente confusa e fazendo oque to fazendo agora:REFLETINDO.
Não sei qual foi a ultima vez que fiz isso;as vezes me da uma fadiga e quero tirar ferias,mas me lembro que amo o meu trabalho e é a unica coisa que me faz não pensar no idiota que abusou de mim uma vez "pra nunca mais",mas como felicidade de pobre dura pouco,sou interrompida da minha reflexão pelas batidas,me lembro na mesma hora que o detetive e os outros policiais viria falar comigo sobre o maniaco que prendemos (pra falar a verdade fui eu que lutei pela prisão provisoria dele),peço para que entrem e aponto a cadeira para eles se sentarem.
—Boa tarde doutora! -diz um dos policiais sentando na cadeira a minha frente.
—Boa tarde senhores! -digo mantendo a formalidade,tentando disfarçar a minha cara de horror por já ser tarde (ah quanto tempo to aqui jesus!?).
—Bom,viemos aqui por que precisamos chegar a uma conclusão sobre o suposto maniaco.-diz o detetive e eu tenho certeza de que ele esta me desafiando.
—Primeiro detetive Cardoso,eu não brinco de ser delegada e se estou dizendo que ele é o maniaco é por que tenho base para isso,segundo eu só vou pedir que não me subestime por ser mulher.-digo com meu olhar fixo no dele que me olha com raiva.
—Como quiser doutora.-diz em um tom desafiador.
—Bom...senhores eu tenho as provas que podem comprovar a culpa do mau elemento que pegamos.
—Então prossiga doutora.-diz o sargento se mostrando interessado,mas não no que tenho pra mostrar e sim em quem vai mostrar.
Eu então passo a fita que mostra ele em uma situação comprometedora:ele estava dentro da casa da vitima cheirando suas roupas e quando ela aparece ele a surpreende e a estupra;depois ele a mata com seu cadarço,vejo que o detetive ficou intrigado por nos termos essa prova e resolvo contar a ele que o marido dela era detetive e como ele estava desconfiado dela,o mesmo resolveu colocar câmeras por toda casa inclusive o quarto do casal;vejo os policiais bastante indignados com oque o homem faz e também vejo o olhar de ódio que o detetive direciona a mim.Conversamos e depois de muito debater comigo o detetive concordou que o maniaco deveria ser preso,fizemos um relatório e pedimos para que o mesmo fosse entregue nas mãos do juiz que estava cuidando desse caso,com essa prova ele não vai de novo a julgamento com direito a defesa,aquele assassino só entra no tribunal pra saber de quantos anos será sua pena;dei o meu apoio moral ao detetive que acabou não ganhando muita coisa com tudo isso,mas eu tinha prometido a ele que faria justiça e por isso e pelo amor ao meu trabalho me dediquei a esse caso.Quando eles finalmente foram embora eu já estava exausta e escuto batidas na porta.
—Entre!-digo sentando na minha cadeira.
—Não pode ficar enfurnada na sua sala só por que eu te dei um beijo.-diz Luiz ao entrar com um sorriso no rosto (MEU DEUS ESSE SORRISO!?).
—E quem disse que você ta com essa bola toda?-digo com cara de poucos amigos e o vejo rir de mim
—Já que é assim eu vou levar o almoço que trouxe pra você.-diz tirando uma sacola detrás das costas.
—Eu esqueci de almoçar,pra falar a verdade eu esqueci que tava com fome.-falo olhando pra sacola que tava exalando o cheiro de comida de mãe.
—A conversa tava tão agradável assim!? -diz e eu percebo o sarcasmo dele (será que ele ta com ciumes?).
—Foi ótima,um sargento que não parava de olhar pra mim e um detetive que só sabia duvidar de minha capacidade.-falo sarcástica e ele da uma gargalhada gostosa de se ouvir.
—Bom,eu trouxe um almoço pra me redimir.-diz me dando a sacola que de perto me deu mais fome ainda.
—Vai me pedir desculpas senhor moreno?-pergunto abrindo a sacola.
—Eu não estou arrependido,só não quero que fique com raiva e pense que estou usando você.-diz olhando pra mim de forma sedutora.
—Eu não perco meu tempo com palhaçadas,confesso que você beija bem mas não sei se gosto.-digo isso e não sei por que me levanto na mesma hora indo pra perto dele.
—Que a segunda rodada doutora?-pergunta se aproximando de mim perigosamente.
—Não quero ver você fracassar de novo.- me viro pra sair e ele agarra minha cintura colando os nossos corpos.
—Gosto de realizar os meus serviços com perfeição.-diz segurando o meu rosto fazendo com que eu o fitasse.
Daiana...
Depois que minha melhor amiga foi embora essa cidade ta um porre,eu fico muito sozinha por que ela era minha unica amiga;depois que eles chegaram la eu conversei com os dois,o irmão dela me tratou com o maior carinho e eu não sei se ele gosta de mim de verdade mas eu sempre gostei dele,começo a rir quando me lembro do dia que eu vi ele nu andando pela casa.Nos só nos falamos por mensagens e eu estou com saudade do beijo dele (apesar dele ter me dado um único beijo),resolvo ligar pela câmera e não sei quem é mas sei que é uma mulher o agarrando!?
—Eu não estou acreditando que você atendeu só pra eu ver essa baixaria.-grito indignada com a cena e o vejo se assustar.
—Não é nada disso que você ta pensando.-diz a frase tipica dos filmes e eu não consigo segurar o choro,desligo o computador pra ele não me ver chorando.
—Eu odeio amar você,Idiota!
fico chorando como uma boba no meu quarto e logo vejo o telefone tocar,não atendo por que sei que é ele;depois de um tempo escutando o toc do celular ouço o recado dele...
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