O Puzzle da Morte
1 Prólogo
Notas iniciais
Numa serena manhã de Inverno, João, como de costume foi dar o seu passeio matinal, correu, correu, até que decidiu parar num bar para beber qualquer coisa.
Quando João chegou ao bar, viu que o bar estava vazio, o que não era normal, pois aquele bar costumava ser frequentado por muita gente todos os dias.
João reparou no empregado que estava atrás do balcão. Era um senhor que aparentava os seus cinquenta anos, cabelos grisalhos brancos, pele pálida e olhos azuis. O senhor parecia ser simpático e ao mesmo tempo sinistro. João fui invadido pela curiosidade.
– Senhor, porque este bar está tão vazio ? — João perguntou seriamente.
– Meu jovem...- o senhor olhou-o. — Todos os dias acontecem coisas estranhas...aqui!
– Coisas estranhas? — João perguntou curiosamente. — Como assim? Que tipo de coisas estranhas?
– Pessoas desaparecem misteriosamente e passado uns tempos aparecem.... mas mortas ... — o homem riu sinistramente.
Um arrepio subiu pelo corpo de João. A temperatura corporal do mesmo aumento, a curiosidade também...mas João não pensava em fazer mais perguntas, acho que o impediu disso foi o facto de ter ficado cheio de arrepios.
Regressou a casa rapidamente, mas as palavras daquele senhor ficaram-lhe na cabeça e mal conseguia deixar de pensar nisso por sessenta segundos.
Chegou a hora do almoço. Era meio-dia, segundo o relógio de casa de João. Ele sentou-se á mesa como normalmente. Os seus pais sentaram-se com ele sorrindo, embora eles fossem os pais adoptivos de João, eles sentiam um grande afecto pelo jovem.
O almoço correu como o normal. João não falou do que acontecera aos pais. Antes de ele sair de novo os pais avisaram-no que não saísse de casa à tarde. Curiosamente, ele perguntou "porque?" mas não recebeu uma resposta concreta a não ser "Simplesmente não podes sair!" . Como João tinha um espírito "rebelde" dentro dele ele mesmo assim decidiu sair. Era como se os seus pais não lhe tivessem dito nada. E para seu espanto, ele não viu ninguém na rua, parecia um deserto, portas e janelas trancadas de todas as casas como se o pior tivesse para vir.
No meio do caminho, João reparou numa senhora idosa de cabelos brancos que estava na janela e começou a gritar:
– Jovem ! Sim você ! Você não devia ter saído de casa, a sua curiosidade vai trazer grandes consequências ... — a senhora dizia repetidamente.
Logo de seguida a idosa tranca as janelas de casa. João fica assustado e começa a ouvir um riso maléfico vindo da casa da velha. De repente ouve-se um estrondo e o chão começa a estremecer. João perde o equilíbrio e cai. Um enorme buraco abre-se no chão. Ele grita por ajuda mas ninguém está por perto, ele acaba caindo nesse buraco perdendo os sentidos.
Ainda com dores da queda, João acorda mas não consegue abrir os olhos completamente. Durante alguns segundos João vê uma imagem que ele acredita ser produzida pelo cérebro. Ele vê uma criatura com pés de bode, chifres e um rosto esquisito e sinistro...aquele parecia ser o diabo. Os olhos dele abrem-se por completo e João vê uma placa ao lado dele:
" BEM-VINDO AO INFERNO"
João tenta-se levantar. Era um sitio que parecia não ter saída embora tivesse quatro caminhos. Ele tinha de tomar um decisão e isso deixava-o confuso. Um caminho à sua frente, um atrás, outro à esquerda e o ultimo à direita.
João lembro a velha frase:
"O caminho da frente por mais obstáculos que se passe é sempre o indicado para a saída. "
Ele seguiu em frente, e não foi directo para a saída, mas sim para a sala do Inferno.
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