O Príncipe e a Aldeã
2 Ganhar coragem
Notas iniciais
O Príncipe e a Aldeã
Capítulo 2 — Ganhar coragem
Raf POV
Hoje levantei-me bem cedo porque hoje é um dia muito especial para mim...é o meu primeiro dia de trabalho no Palácio de Buckhingam, ou seja, vou trabalhar para os reis de Inglaterra. Mas não vou sozinha...vou ter a companhia das minhas melhores amigas: Dolce, Miki e Úrie. Elas vão trabalhar na cozinha, ser empregadas de limpeza,...entre outras, mas eu, ao contrário delas vou ser a ama da filha mais nova dos reis, a Princesa Érica, mas também vou ser tipo uma auxiliar de empregadas de limpeza, percebem?
Muito bem, como eu estava a dizer, levantei-me cedo, tomei o pequeno-almoço, vesti a minha farda de empregada, que é um vestido cor-de-rosa com um avental por cima, collans brancos e sapatos rasos da mesma cor do vestido, peguei nas malas e fui ter com as minhas amigas.
Quando as vi, corri para ir ter com elas.
"Dolce, Miki, Úrie!" gritei eu "Raf!" gritaram elas e vieram ter comigo. Estavamos todas contentes por irmos todas juntas trabalhar para o palácio.
Quando chegamos lá fomos bem recebidas pelo rei, a rainha e a princesa. E foi aí que eu o vi, a descer as escadas, um rapaz de cabelos azuis-escuros, de olhos âmbar e pele branca.
"Sulfus, ainda bem que vieste, vem conhecer as novas empregadas." disse a rainha. Sulfus...então é assim que ele se chama...
Sulfus POV
Ouvi a minha mãe a chamar-me e foi aí que eu a vi, uma linda rapariga com longos cabelos loiros apanhados por um rabo-de-cavalo, com uma madeixa vermelha, com os olhos azuis-celeste como o céu da manhã...não, não podia...não posso estar a apaixonar-me por ela...seja como for, fui para o meio da minha mãe e da minha irmã.
"Meninas, este é o meu filho mais velho, Sulfus, é o futuro rei de Inglaterra." disse a minha mãe, detesto quando ela diz isso, não sei porquê mas detesto.
"Sou a Dolce." disse uma rapariga com cabelos cor-de-rosa e olhos azuis e apertei-lhe a mão.
"Sou a Miki." disse uma rapariga de cabelos azuis e com os olhos da mesma cor e como fiz com Dolce, apertei-lhe a mão.
"Sou a Úrie." disse outra rapariga de cabelos castanhos com olhos roxos e de pele morena e como fiz com Dolce e Miki apertei-lhe a mão.
"Sou a Raf." disse a rapariga pela qual estou a começar a sentir-me apaixonado...quer dizer...esqueçam...Raf...ela já é linda, e o nome fica a condizer. Apertei-lhe a mão como fiz com as outras três.
"Bem, sejam bem-vindas ao Palácio de Buckhingam." disse eu.
"Muito bem, podem ir pousar as vossas malas aos vossos quartos e ir para os vossos postos." disse a minha mãe.
Depois os meus pais e as raparigas saíram ficando só eu e a minha irmã. Mas antes Raf virou-se e sorriu para mim e eu retribui o sorriso. Raf...parece que quando dizemos ou pensamos parece que sentimos que é um nome de anjo.
Depois fui dar o meu passeio diário com a minha irmã pelos jardins do palácio.
"Parece que o meu irmão está a ficar apaixonado." disse a minha irmã "O que é que tu estás para aí a dizer?" perguntei eu, fingindo que não estava a perceber o que ela estava a dizer. Eu e ela sentamo-nos no banco.
"Vá lá Sulfus, eu conheço-te bem, e sei que estás apaixonado pela Raf." disse ela.
"Não, não estou e mesmo se estivesse não podia." disse eu e depois parece que senti um golpe no peito...a minha irmã tinha razão eu estava apaixonado.
A minha irmã olhou para mim como quem não estava a acreditar no que eu estava a dizer.
"Pronto, ok, estou apaixonado por ela." admiti eu "Mas não posso..." disse eu "Porquê?" perguntou a minha irmã.
"Porque eu, caso não saibas estou noivo." disse eu "E além disso ela não deve sentir o mesmo por mim." disse eu.
"Desde que recebeste a notícia que tens de casar com a Kabalé, tentas não olhar para nenhuma rapariga." disse ela "E tu bem viste como ela olhou para ti." disse ela.
"Porque eu quero ser fiel." disse eu.
"Eu já nem digo nada." disse ela enquanto se levantava do banco.
"Eu vou ter com a Raf, ela deve estar à minha espera." disse ela saindo da minha frente deixando-me sozinho a pensar...
Passado alguns dias...
Finalmente eu tinha ganho coragem para convidar a Raf para sair.
Eu andava à procura dela antes de perder a coragem, quando a encontrei.
"Raf!" disse eu.
"Sim?" disse ela parando à minha frente.
"Olha eu queria perguntar-te se tu querias..." disse eu um pouco envergonhado "...se tu querias, quando tiveres uma hora livre para irmos dar um passeio nós os dois pelos jardins do palácio se quiseres. Queres?" perguntei eu.
Ela olhou para mim surpreendida. Ela devia estar a pensar porque é que o príncipe estava a perguntar-lhe para ver se ela queria sair com ela.
"Claro, por mim pode ser." disse ela a corar um bocadinho.
"A que horas sais?" perguntei eu animado por ela ter dito que sim.
"Saio às 16:00 horas." disse ela "Sabes onde é a fonte?" perguntei eu.
"Sei." disse ela "Então encontramo-nos lá às 16:30 horas." disse eu.
"Como o Príncipe quiser." disse ela virando-me as costas.
Eu agarrei-a pelo pulso.
"Raf, só mais uma coisa." disse eu e ela olhou para mim "Trata-me por tu e pelo o meu nome." disse eu.
Ela assentiu e eu larguei-a.
Dirigi-me para o meu quarto para escolher a roupa.
Talvez este encontro mudaria alguma coisa entre nós...
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