Notas iniciais
Tudo tem um começo, seja ele bom ou ruim. No caso, o começo de O Príncipe de Lunaria não pretende ser dos melhores.

Estou muito feliz por voltar a escrever depois de tanto tempo e fico feliz por ter coragem para compartilhar com outras pessoas.

Enfim, obrigado por tudo e boa leitura!

Há muito tempo atrás, quando as estrelas ainda viviam entre os celestiais e não separadas de todos, o mundo era dividido entre dois reinos: Solar e Lunar.

Mesmo aspectos totalmente diferentes, ambos impérios viviam em grande harmonia e estavam sempre abertos para negociações. Eles eram, de fato, grandes reinos com grandes ambições que caminhavam lado a lado para alcançar tudo o que desejassem.

A aliança entre os reinos era forte e ninguém jamais acreditaria numa possível ruptura. Esse desfecho, porém, viria em breve: o derramamento de sangue solar sobre sua própria terra causado por um lunar.

Através desse incidente, discussões foram levantadas e gritos incessantes atingiram o Castelo Solar. O povo, faminto por vingança, desejava uma resposta para aquele fato, eles queriam guerra.

Todo o reino estava ofendido com a morte de um de seus. Nem mesmo as desculpas vindas da própria Rainha Lunar conseguiria cessar o fervor do povo, nem a sede pelo sangue a qual seria derramado.

Há muito tempo atrás, quando as estrelas ainda viviam entre os celestiais e os reinos do Sol e da Lua não travavam guerra entre si, derramando sangue e criando ruínas entre os povos, duas crianças haveriam de nascer: dois herdeiros, um famoso pelo seu nome e com futuro brilhante, outro enterrado pelas lembranças e fadado as sombras.

Dois príncipes, um reinado próspero e uma ruína conectados por além do sangue. Um laço do qual nem mesmo as solitárias estrelas conseguem mais se lembrar em seus murmúrios tristes.