O Príncipe Solitário.
12 Capítulo 12 - Sequestro.
Capítulo 12
Sequestro.
Eu estava muito feliz com minha gravidez, sentia-me bem esperando o meu primeiro filho, alguns podiam até dizer que nunca seria mãe e outros que havia passado da idade para isso, mas nada dessas coisas me importavam naquele momento. Os meses passaram de forma até tranquila e eu quase não via Vegeta pela casa ou mesmo no jardim, nós não nos falávamos mais, porém, apesar da dor de não estarmos juntos, eu conseguira viver bem, havia uma coisa na qual podia me agarrar para não afundar, meu bebê, meu amado bebê.
— Você está linda!
Olhei para trás meio surpresa com aquela voz familiar e vislumbrei Chichi parada próxima a porta da varanda onde eu estava.
— Chichi!
— Nossa, sua barriga está enorme, Bulma! – ela veio até mim e passou a mão pela minha barriga.
— O que está fazendo aqui? Pensei que tivesse muito ocupada com Goku e Gohan?
— E estou, mas vim fazer algumas compras aqui na cidade e decidi fazer uma visita rápida – disse sentando-se na cadeira a minha frente. – E como está além de enorme é claro?
— Estou bem, muito feliz – sorri segurando minha barriga com amor. – Em breve terei meu bebê nos braços e minha felicidade será maior.
— Sei muito bem como se sente, eu também fiquei assim quando engravidei de Gohan. Um filho muda muito a nossa vida.
— Eu sei... – abaixei o olhar e lembrei-me de Vegeta. – Mesmo que meu filho cresça sem um pai, estou muito feliz.
Chichi franziu a testa e me questionou:
— Vegeta realmente não se importa com o filho que espera?
— Não... ele não se importa com nada ou com ninguém a não ser com a sua doentia disputa com Goku, mas... isso não tem mais importância... A única coisa que quero é que meu filho seja saudável, forte e muito inteligente.
— É muito triste um filho renegado pelo pai, mas...
— Eu não quero mais falar sobre isso, Chichi! – a interrompi imediatamente, pois as recordações ainda eram lâminas afiadas que circulavam o meu coração.
— Tudo bem, é um direito seu.
— Mas então como está o treinamento dos rapazes? – mudei completamente de assunto, era melhor assim.
— Ah... esses treinamentos estão me tirando do sério, eles treinam e parece que a todo minuto estão com fome, às vezes eu só falto ficar louca com os dois!
— Mas eles treinam para um bem maior, que é salvar o planeta mais uma vez – ri do jeito de Chichi, sempre histérico.
— Pode ser, mas eles não deixam de ter fome, principalmente Goku, desde que ele voltou parece que sua fome aumentou dez vezes mais! – ela movimentava as mãos de forma bem típica.
— Esses sayajins são uns famintos de fato.
E mais uma vez me lembrei do Vegeta e sua fome bestial.
— Sabe que eu pensei... que tal se formos naquele salão de beleza que parece um SPA, para você descansar um pouco, cuidar um pouco da aparência?
— Não! Imagina, Bulma, você está quase para dá a luz, não deve se movimentar tanto!
— Ora, Chichi... eu estou grávida, não estou doente! – levantei enérgica da cadeira e sorri entusiasmada. – E não adianta dizer não mais uma vez, eu já decidi que nós vamos, afinal toda mulher precisa de um tempinho para se cuidar.
— Será? – Chichi ainda estava indecisa, mas foi só uma questão de insistência.
Chichi havia adorado passar uma hora inteira no salão SPA, fez massagens faciais, nas costas e nos pés, além de cuidar um pouco dos cabelos, porém teve medo mudar radicalmente e eu ria de sua expressão de horror todas as vezes que o cabeleireiro passava por ela com a tesoura nas mãos, assim ela voltou bem relaxada para sua casa e fiquei bastante contente por vê-la daquele modo.
Enquanto também retornava para minha casa no meu aerocarro que estava no piloto automático, observei meu bloco de notas e decidi rascunhar algumas ideias para futuros projetos, afinal não conseguia parar o meu cérebro intelectualmente inquieto.
— Acalme-se Trunks... já estamos chegando! – passei minha mão pela minha enorme barriga ao sentir o meu “Trunks” chutar sem parar, os chutes eram tão fortes que podia jurar que minhas costelas quebravam-se.
Estava tão envolvida com meu bebê que não vi um aerocarro vindo em minha direção e bater de repente na traseira do meu, com a força do impacto bati minha cabeça no painel de controle e desmaiei no mesmo instante.
Antes abrir os olhos por completo, senti uma dor aguda na cabeça e rapidamente o medo que a batida em meu aerocarro pudesse ter machucado Trunks surgiu como um desespero.
— Meu bebê!! Meu bebê!!
Quando dei por mim, encontrava-me presa em uma cadeira pelos punhos em um lugar desconhecido. Mas afinal o que havia acontecido? Por que estava ali? Será que meu bebê estava bem? Por Kami-sama o que estava acontecendo? Minha cabeça girava de tantas perguntas.
— Essa é a filha do Dr. Briefs! – um homem com expressão ranzinza e colérica entrou no quarto falando naquele instante.
— Vamos arrancar muito dinheiro da Corporação Cápsula! – um outro homem mais gorducho e com cara de mané ria alto.
— O que vocês querem comigo? – perguntei com raiva e um pouco de pavor.
— Ora, ora, senhorita Bulma Briefs... não iremos machucar você se seu papai nos der o dinheiro que pedirmos!
Então eles haviam me sequestrado? Cretinos!
— Seus burros! Meus amigos irão destruir vocês!!! – berrei furiosa.
— Cala a boca, vagabunda!!! – o homem de olhos cruéis me esbofeteou com força, deixando-me zonza.
— Não machuque meu filho... – supliquei com algumas lágrimas surgindo – por favor...
— Então acho melhor seu pai liberar um bilhão em dinheiro vivo hoje mesmo! – ele me encarou muito sério.
— Está louco! – arregalei os olhos assustada.
E mais uma vez o desgraçado me atingiu com outro tapa no rosto e novamente apaguei.
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