O Prometido

4 Praia, calor e lágrimas


Notas iniciais
Gente, t de volta e espero que aproveitem o captulo. T pequeno, eu sei, mas foi o que deu tempo de escrever, porque eu t tentando criar uma fic yaoi e t meio difcil.
Ah, e leiam as notas finais, por favor.
Aproveitem.

A noite foi um inferno. Literalmente.

Faziam 40 graus no chalé, então os dois conselheiros foram na casa grande. Eles voltaram dez minutos depois com sorrisos sapecas na cara.

– Festa na praia, pessoal! – eles falaram.

Todo o chalé enlouqueceu. Os campistas se espalharam pelo acampamento, estenderam seus sacos de dormir e se deitaram. Eu fiquei sozinho na porta do chalé. O barulho das ondas me convidava para ir à praia.

Enrolei meu saco de dormir e fui em direção à praia.

Chegando lá, vi que outra pessoa também pensou em ver o mar. Quando cheguei mais perto, percebi que era o Percy.

– Oi... – disse tímido.

– Hã... Ah... Oi– ele disse se virando para ver quem era e abrindo um sorriso ao ver que era eu – Sem sono?

– Sem dúvidas– disse melancolicamente, fazendo-o rir.

– Senta aí– ele disse dando tapinhas na areia – Temos Coca.

Sentei-me ao seu lado e ele me passou uma coca. Eu abri e tomei um gole. Ficamos conversando sobre coisas aleatórias, como basquete, garotas e escola, o que me fez lembrar papai. Como ele estaria agora...?

– Hal? – Percy me olhava preocupado.

– O que...?

– Eu tava perguntando se você sente saudades de casa.

– Muita. Principalmente do meu pai– disse triste.

– Foi para sua segurança e dele também... – sua voz morreu, e percebi que ele não acreditava muito naquilo. Ele percebeu que eu o fitava, encorajando-o a continuar. – Quer saber? – ele disse – Esse final de semana nós vamos te levar na cidade, vamos fazer... Compras – ele se esforçou para dizer essa palavra e eu ri – Ir ao cinema e ver seu pai. Juro pelo Estige – Um trovão estalou forte e alto no céu limpo.

Sorri para ele, que retribuiu. Aquele cara parecia ser lerdo, bobão, infantil, o diabo a quatro, mas era um bom amigo, como sempre havia sido. Mas agora eu tinha certeza de que não gostaria de lutar contra esse cara.

Por fim, não aguentei e perguntei sobre sua família.

–Minha mãe é mortal – ele disse – É casada com meu professor... Com meu ex-professor de inglês.

– Qual o nome dela?

– Sally, Sally Jackson. Ela é casada com Paul Blofis. Meu pai é Poseidon.

– Uh... Seu padrasto é meu professor.

– Nossa!

– Mas, me fala sobre seu pai? Ele já prometeu alguma coisa pra sua mãe? – perguntei como um bom bisbilhoteiro.

Ele riu – Ele uma vez prometeu parar a maré por minha mãe. Outra vez ele quase fez um castelo para ela. Pra mim, ele só deu um dólar de areia. – Ele me olhou com uma cara de bebê chorão que me fez rir.

– Acho que meu pai só deu uma noite para a “Grande deusa super poderosa”, e ela retribuiu com a lata de lixo que vos fala – disse isso fazendo uma reverência, que fez Percy rolar de rir a ponto de derrubar a Coca nele mesmo. A Coca não o molhou, ela escorreu para o chão e deixou a areia negra.

Tomei meu último gole de Coca, com Percy me alertando coisas como “Tome cuidado com os Stolls, eles farão de tudo para te pregar peças ou te roubar” ou “Distância da Clarisse, principalmente se ela for sua inimiga na captura da bandeira”, ou "Não jogue lixo na praia ou na floresta, as ninfas e náiades viram demônios quando isso acontece" quando joguei a latinha na areia, e dicas sobre esgrima, natação, canoagem, venenos, curas e etc.

Quando terminamos de conversar, já estava amanhecendo. Percy olhou o pôr do sol com um ar triste, como se tivesse vivenciado uma morte nessa hora. Ele murmurou algo em grego que eu entendi perfeitamente “Descanse em paz Zöe, nunca iremos te esquecer”. Depois se levantou, olhou para mim e disse – Precisamos encontrar uma espada para você.

Ele parecia forte e confiante, mas eu vi que, de lá do fundo, veio uma lágrima sorrateira que agora descia por sua face. Então eu soube que toda parede pode cair e mostrar coisas que não podemos segurar para sempre.

Notas finais
Well, eu estou muito triste com vocês. De verdade. Vocês não estão comentando, e eu estou desanimando demais gente.
Eu quero saber o que vocês estão achando da história, me deem dicas de como melhorar, porque eu quero receber críticas de vocês, mesmo que negativas. Eu quero melhorar pra vocês.
Bom, depois desse comentário nem um pouco depressivo, eu vou esperar três, apenas três comentários pra postar o próximo capítulo.
Boa páscoa pra vocês, beijões do Hal.